Violetas na Janela
Romance de Patrícia
Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho
..Um dos clássicos espíritas sobre o
funcionamento do plano espiritual
Preâmbulo
A adaptação de Patrícia ao plano espiritual é como a jornada de um viajante que chega a um país com costumes e leis totalmente diferentes. No início, ele ainda tenta usar sua moeda antiga e seguir seus velhos hábitos, sentindo-se perdido em meio ao desconhecido.
Mas conforme aprende o novo idioma e as novas regras, descobre que a verdadeira liberdade vem de se tornar um cidadão útil e integrado à nova pátria. Esta é a história de uma jovem que despertou para uma realidade maior, onde o amor transcende a matéria e a vida continua em sua plenitude.
I. Despertando
Patrícia acorda em um ambiente tranquilo, uma espécie de quarto de hospital com paredes claras, sentindo-se protegida e amparada. Inicialmente, ela ouve a voz de seu pai, que lhe transmite ordens carinhosas para que durma tranquila enquanto amigos zelam por ela.
Ao despertar totalmente, ela conhece Maurício, um senhor ruivo e simpático que se identifica como amigo de seu pai e está ali para auxiliá-la. Neste estágio inicial, Patrícia sente-se natural mesmo diante do desconhecido, o que ela atribui à coragem e ao ânimo enviados mentalmente por seu pai.
O capítulo termina com o questionamento crucial de Patrícia sobre sua própria condição, indagando se estaria sonhando ou se teria desencarnado. Uma pergunta que mudaria para sempre sua compreensão sobre a vida.
II. Indagando
01
Recuperando Lembranças
Maurício ajuda Patrícia a recuperar suas lembranças, e ela recorda o momento em que sentiu uma forte tontura e algo explodindo em sua cabeça enquanto trocava de roupa.
02
Compreendendo a Transição
Ela compreende que desencarnou devido a um aneurisma cerebral e que agora se encontra na Colônia São Sebastião, especificamente na ala de recuperação de um hospital.
03
Reencontro Emocionante
A jovem recebe a visita de sua avó Amaziles, que aparece rejuvenescida, bonita e sem óculos, trazendo grande alegria e a confirmação definitiva de sua nova realidade.
A avó explica que os familiares na Terra, por serem espíritas, compreendem a morte do corpo e, embora sintam saudades, estão em paz e enviam carinho para ela. Este conhecimento prévio da doutrina se torna um verdadeiro presente para toda a família.
III. Primeiros Conhecimentos
Patrícia descobre que permaneceu dormindo por dezesseis dias após seu desencarne, um processo auxiliado por seus protetores a pedido de seu pai para facilitar sua transição. Este sono reparador permitiu que seu perispírito se ajustasse gradualmente à nova frequência vibratória.
Natureza do Perispírito
Ela começa a entender a natureza do perispírito, que ainda retém necessidades e hábitos humanos, como sentir fome ou querer tomar banho, embora a verdadeira fonte de energia no Plano Espiritual seja diferente.
Roupas Plasmadas
Maurício explica que as roupas que ela usa são cópias plasmadas de suas vestimentas terrenas, feitas para deixá-la mais confortável durante a adaptação.
Mérito e Afinidade na Colônia
Patrícia aprende que está na Colônia por mérito e afinidade, sendo cuidada por companheiros de trabalho de seu pai, o que lhe traz segurança e gratidão.
IV. As Visitas
Ao abrir a janela de seu quarto, Patrícia encanta-se com a beleza da Colônia, notando que a percepção visual no Plano Espiritual é muito maior, tornando o céu e a natureza mais vibrantes e repletos de cores que ela jamais havia visto na Terra.
Ela recebe visitas de diversos amigos e parentes desencarnados, que lhe trazem presentes como flores, livros e bônus-horas, a moeda de troca por trabalho e lazer na Colônia. Cada visita traz consigo histórias de amor e saudade, fortalecendo os laços que a morte física não conseguiu romper.
Um episódio curioso: Quando Antônio Carlos lhe presenteia com flores azuis magnetizadas, Patrícia, sendo distraída, acaba comendo as flores pensando serem doces! Maurício explica, rindo, que as flores não lhe fariam mal, mas que haviam sido preparadas com muito esforço para enfeitar o ambiente.
V. Mudança
Patrícia deixa o hospital e muda-se para a área residencial da Colônia para morar com sua avó Amaziles em uma casa compartilhada com outras cinco amigas. Durante o trajeto, ela observa a organização das ruas e praças, admirando um chafariz em formato de rosa e ouvindo explicações sobre como a construção da Colônia é uma projeção mental de matéria sutil.
"Construir a casa sobre a rocha" significa desenvolver firmeza espiritual necessária para enfrentar as tempestades da alma.
A avó aproveita o passeio para transmitir ensinamentos sobre a importância desta metáfora bíblica, mostrando que os alicerces espirituais são fundamentais para a felicidade verdadeira. Patrícia sente que retornou ao seu verdadeiro lar eterno e está ansiosa para conhecer os locais de estudo e as conferências que a aguardam.
VI. Violetas na Janela
O Amor que Atravessa os Mundos
Ao entrar em seu novo quarto, Patrícia depara-se com vasos de violetas na janela, idênticos aos que sua mãe cultivava na cozinha de sua casa na Terra. A emoção toma conta de seu coração ao reconhecer aquelas flores tão familiares.
A avó explica que as flores são réplicas plasmadas através do amor e da saudade constante de sua mãe, que canaliza seu carinho em ofertas contínuas para a filha. Cada pétala é uma prova viva de que o amor maternal transcende as barreiras entre os mundos.
VII. Teatro
Uma Nova Amizade
Patrícia conhece Frederico, um médico desencarnado que se torna um grande amigo e a convida para ir ao teatro da Colônia. No teatro, ela assiste a uma peça adaptada do romance espírita "Renúncia“ (Chico Xavier por Emmanuel).
Compreendendo as Escolhas
Eles discutem por que alguns espíritos não se adaptam às Colônias, preferindo a vida terrena por ainda estarem apegados a vícios como álcool, fumo e consumo de carne. Frederico explica com paciência que a felicidade na Colônia depende da afinidade e do desejo de evolução de cada espírito.
É necessário o desejo de serviço e de amor ao próximo.
VIII. Conhecendo a Colônia
Patrícia experimenta o aeróbus, um meio de transporte coletivo que desliza suavemente pelo ar ou rente ao chão, permitindo uma visão panorâmica da organização urbana da Colônia. A sensação de liberdade durante o trajeto a encanta profundamente.
Sistema de Bônus-Hora
Ela aprofunda seu conhecimento sobre o sistema de bônus-hora, entendendo que ele serve como estímulo ao trabalho para aqueles que ainda não aprenderam a servir por puro amor.
Bibliotecas e Tecnologia
A jovem visita as bibliotecas e salas de vídeo da Colônia, onde a tecnologia espiritual permite pesquisas avançadas em computadores e acesso a livros que podem ser requisitados de outras colônias instantaneamente.
Estudando Allan Kardec
Ela se fascina ao usar esses recursos para estudar a vida e a obra de Allan Kardec, vendo imagens de sua equipe de trabalho no Plano Espiritual e compreendendo melhor a grandeza da Codificação.
IX. Volitar
Patrícia recebe suas primeiras lições de volitação, o ato de locomover-se pelo ar através do impulso da vontade e do pensamento. A experiência é simultaneamente libertadora e desafiadora.
Em um momento cômico, ela tenta atravessar uma parede e acaba batendo a cabeça, aprendendo que as construções da Colônia são projeções mentais que exigem conhecimento específico para serem transpostas.
Devagar
Movimentação controlada e consciente para iniciantes
Rápido
Deslocamento ágil com domínio da técnica
Rapidíssimo
Grandes distâncias percorridas em segundos
Ela ingressa em um curso especializado para aperfeiçoar essa habilidade, descobrindo que a volitação rápida permite percorrer grandes distâncias em segundos e que esse é um privilégio dos espíritos que se desprendem da densidade animal.
X. Aprendendo a se Nutrir
Patrícia faz amizade com Ana, uma instrutora do Educandário, local dedicado ao acolhimento e educação de crianças e jovens desencarnados. Ela observa como as crianças se adaptam facilmente e como o ambiente é mantido com alegria e disciplina para evitar que sintam falta de seus lares terrenos.
Absorção de Princípios Vitais
A jovem inicia um curso para aprender a nutrir-se pela absorção de princípios vitais da atmosfera e da luz solar, abandonando gradualmente o hábito de ingerir alimentos sólidos.
Domínio da Vontade
Esse processo de "alimentação pela respiração" permite que ela domine sua vontade, reduzindo a necessidade de sono e de cuidados fisiológicos corporais.
XI. Relato das Três Amigas
Durante uma tarde na casa de sua avó, Patrícia ouve as histórias de três amigas — Amélia, Marina e Isa — que tiveram transições difíceis para o Plano Espiritual. Cada relato traz lições profundas sobre as consequências de nossas escolhas.
Amélia
Sofreu por causa de vícios e egoísmo cultivados durante toda a existência terrena.
Marina
Não aceitava sua morte repentina em um acidente, mantendo-se presa ao sofrimento.
Isa
O desespero excessivo de seus pais a mantinha
ligada aos sofrimentos da carne.
Esses relatos servem como lição para Patrícia sobre como a falta de conhecimento espiritual e os apegos materiais podem causar perturbação após a morte. As histórias enfatizam que o pensamento dos encarnados influencia diretamente o bem-estar dos desencarnados.
XII. Elucidações
Maurício explica a Patrícia que ela não foi para o Educandário porque, apesar da idade, já possuía maturidade espiritual e conhecimentos que facilitaram sua adaptação. O preparo espiritual na Terra faz toda a diferença no momento da transição.
Ele esclarece que o sofrimento no desencarne muitas vezes é fruto do egoísmo e da falta de prática do bem durante a vida. Aqueles que viveram apenas para si mesmos encontram um vazio imenso ao perceberem que não construíram nada de valor duradouro.
Um Novo Propósito: Desejando ser útil, Patrícia solicita um trabalho e é encaminhada para lecionar em uma escola de alfabetização para adultos desencarnados. Maurício explica que o conhecimento adquirido na Terra permanece e que muitos espíritos precisam aprender a ler e escrever para progredir na vida espiritual.
XIII. A Escola
Patrícia inicia suas atividades na Ala D da escola da Colônia, onde ensina Português e Matemática para turmas de adultos que não tiveram oportunidade de estudo na Terra. Ela se encanta com os métodos práticos de ensino e com a dedicação de seus alunos, que buscam o saber como meio de evolução.
Português
Alfabetização e desenvolvimento da leitura para compreensão dos ensinamentos espirituais
Matemática
Raciocínio lógico e resolução de problemas práticos do cotidiano
Ela faz amizade com Lenita, outra professora, que compartilha sua história de superação após ter sido vítima de um crime bárbaro na Terra. Lenita explica que o perdão e o entendimento de suas vidas passadas foram essenciais para sua cura e felicidade atual na Colônia. Seu exemplo inspira Patrícia profundamente.
XIV. Visita em Casa
Retornando ao Lar Terreno
Com a supervisão de seus protetores, Patrícia recebe permissão para visitar sua família na Terra pela primeira vez. Ao entrar em seu antigo lar, ela se emociona ao ver sua mãe e seus irmãos, experimentando a sensação de atravessar paredes de matéria densa, algo que agora lhe parece simples.
Embora sinta uma ponta de tristeza ao ver a saudade de seus pais, Patrícia é orientada a manter-se alegre para não prejudicar sua própria vibração. É um equilíbrio delicado entre o amor que sente e a necessidade de preservar sua paz espiritual.
Ela visita também sua irmã Carla, observando como a vida continua seu curso natural
No sítio da família, sente o carinho e os incentivos mentais que seu pai lhe envia constantemente
Compreende que sua presença invisível traz conforto aos que ama, mesmo sem que eles percebam diretamente
XV. Psicografia
O grupo visita a tia de Patrícia, Vera, que é médium e está em meio a um trabalho de psicografia. Patrícia, com o auxílio de Antônio Carlos, consegue ditar uma mensagem carinhosa para seus pais, tranquilizando-os sobre seu estado e agradecendo por tudo.
Este evento revela a Patrícia que ela possui uma afinidade especial com a tia e que este intercâmbio servirá como treinamento para futuras tarefas literárias.
Ela compreende que as mensagens são um "bálsamo" para a saudade da família e um meio de provar que a vida continua. A psicografia se torna uma ponte luminosa entre os dois planos, permitindo que o amor flua sem obstáculos através das palavras escritas.
XVI. Uns Vêm, Outros Vão
Patrícia começa a trabalhar também no hospital da Colônia, auxiliando Frederico no atendimento a internos em recuperação. Ela descobre que Frederico é um espírito que a ama profundamente e que veio para a Colônia temporariamente apenas para auxiliá-la em sua adaptação.
Neste capítulo, ocorrem dois eventos significativos: o nascimento de seu sobrinho Rafael, que traz nova alegria para sua mãe na Terra, e a festa de despedida de um amigo, Leonel, que está prestes a reencarnar. Patrícia reflete sobre o ciclo incessante da vida, onde espíritos partem para a carne e retornam ao plano espiritual continuamente.
XVII. Necessidades
Maurício leva Patrícia para conversar com Oscar, um espírito que sofreu muito no Umbral devido aos seus vícios de tabaco e álcool. Oscar relata como o desejo por essas substâncias o mantinha preso à Terra, chegando a "vampirizar" as energias de encarnados para satisfazer suas vontades.
Reflexos Mentais
Essas conversas mostram a Patrícia que as necessidades físicas são, na verdade, reflexos mentais de hábitos cultivados na Terra.
Doenças e Hábitos
Maurício explica que doenças e deficiências físicas não existem na Colônia, mas podem ser plasmadas pelos espíritos por força do hábito ou por escolha pessoal.
A mente cria a realidade do perispírito, e aqueles que se fixaram em vícios durante a vida terrena continuam prisioneiros dessas ilusões até que decidam se libertar através do esforço próprio e da reeducação espiritual.
XVIII. A História de Ramiro
O Abismo da Dependência
Distinção Importante: Maurício utiliza o caso de Ramiro para explicar que medicamentos tomados por necessidade médica não causam vício espiritual, ao contrário das drogas usadas por prazer.
Ele enfatiza que a transformação do "necessitado" em "ser útil" é a única via para a verdadeira liberdade espiritual. Enquanto o espírito busca apenas satisfazer seus desejos, permanece acorrentado; quando começa a servir aos outros, encontra a libertação.
XIX. Túmulo
Artur leva Patrícia para visitar o cemitério onde seu corpo físico foi enterrado, um local que ela observa com naturalidade e sem apego. Ela vê seu próprio túmulo com uma inscrição sábia de seu pai e reflete sobre a frase de Jesus: "Deixai os mortos enterrar os mortos", percebendo que muitos espíritos ali presentes continuam cegos para a vida espiritual.
Espíritos Ociosos
Grupos de desencarnados sem objetivo, vagando entre os túmulos
Apegados aos Restos
Espíritos que, por inconformismo, permanecem ligados aos seus restos mortais
Patrícia sente gratidão por sua compreensão da doutrina, o que a libertou de qualquer sofrimento ligado ao descarte de sua "vestimenta querida". O conhecimento espiritual prévio foi sua maior proteção contra o apego à matéria.
XX. No Centro Espírita
Patrícia visita o Centro Espírita que sua família frequenta e observa a complexa organização espiritual que existe por trás da construção material. Ela vê como os protetores recebem pedidos de auxílio de encarnados e desencarnados, coordenando um verdadeiro trabalho de assistência espiritual.
Ela se diverte ao ser "paquerada" por um jovem espírito que ainda não percebeu que desencarnou.
A Parábola dos Operários da Vinha ensina que devemos servir por amor, não por recompensa. O verdadeiro trabalhador espiritual não conta as horas nem aguarda pagamento.
Patrícia admira a sabedoria das explicações, reconhecendo no discurso de seu pai a mesma dedicação que ele sempre demonstrou em vida.
XXI. Doutrinação
XXII. Hospital
01
Laboratório de Pesquisas
Patrícia visita o laboratório onde Antônio e outros cientistas espirituais desenvolvem "remédios" fluídicos para auxiliar na desintoxicação de viciados e no tratamento de doenças.
02
Recanto Literário
Ela também conhece o "recanto" de Antônio Carlos em outra Colônia, um local dedicado à escrita de romances edificantes.
03
Trabalho Voluntário
Trabalhando como voluntária nas enfermarias do hospital de adultos, Patrícia experimenta pela primeira vez o cansaço ao lidar com o sofrimento alheio.
Ela aprende que o serviço de caridade exige grande dispêndio de energia. Maurício a orienta sobre a necessidade de recompor suas energias através da oração e de exercícios respiratórios, ensinando-lhe técnicas de revitalização que todo trabalhador espiritual precisa dominar.
XXIII. Férias
O ano letivo na Colônia chega ao fim, seguindo o calendário terreno, e Patrícia participa da festa de encerramento de sua turma de alfabetização. Ela descobre que todos os trabalhadores têm direito a períodos de descanso, mas decide usar suas "férias" para intensificar o trabalho voluntário no hospital com Frederico.
História de Lúcio
Durante as festividades, ela se emociona com o relato de Lúcio, um aluno que foi excepcional (deficiente mental) na Terra e que agora, liberto das limitações do corpo, busca reeducar sua inteligência.
D. Dirce explica que deficiências físicas são muitas vezes provas escolhidas pelo espírito para sanar abusos cometidos em vidas passadas. O corpo imperfeito serve como instrumento de aprendizado e resgate, permitindo que o espírito desenvolva humildade, paciência e compaixão.
XXIV. Natal
O Natal na Colônia é uma época de grandes celebrações artísticas, com corais infantis, peças de teatro e apresentações musicais voltadas para o tema da importância de Jesus na Terra. A atmosfera está repleta de alegria e reverência.
Viagens Entre Colônias
Patrícia viaja para outras colônias e aprende sobre a ampla utilização do Esperanto como língua de intercâmbio universal no Plano Espiritual.
Renovação Interior
Ela nota que o Natal espiritual foca na renovação interior e na gratidão, servindo também para consolar aqueles que ainda sentem a dor da separação de seus familiares encarnados.
A jovem encerra o ano com o coração cheio de esperança, pronta para os novos desafios que virão. As celebrações natalinas reforçam a mensagem central do Cristo: amor, serviço e fraternidade.
XXV. Sentindo as Dificuldades
Patrícia enfrenta um desafio ao ver um espírito perturbado tentando influenciar sua mãe na Terra, sussurrando que a filha estaria sofrendo no Umbral. A situação gera grande angústia em seu coração, pois deseja proteger sua mãe dessa influência negativa.
Lição do Livre-Arbítrio: Ela aprende com Maurício que não pode interferir diretamente no livre-arbítrio dos outros e que cada pessoa deve aprender a discernir e afastar influências negativas por conta própria.
Este capítulo ensina que as dificuldades e os ataques "das trevas" são testes necessários para fortalecer a fé e a vigilância dos encarnados.
Patrícia compreende que não se pode fazer a "lição" de outra pessoa, pois isso impediria o aprendizado e a evolução individual.
XXVI. Trabalhando com Frederico
Trabalhando como secretária de Frederico em consultas psicológicas para desencarnados, Patrícia ouve casos de espíritos que desejam retornar ao corpo físico ou que ainda anseiam por prazeres mundanos. Frederico orienta esses irmãos com paciência, explicando que a felicidade real vem da aceitação e do serviço ao próximo.
Um dos diálogos mais profundos do capítulo aborda a energia sexual, onde Frederico explica que essa força vital deve ser redirecionada para a espiritualização da alma.
XXVII. Preparando para Estudar
Uma Nova Jornada Começa
Patrícia atinge um novo patamar de adaptação, deixando de sentir necessidades biológicas humanas e preparando-se para um curso intensivo de nove meses sobre o Plano Espiritual. Frederico será um de seus instrutores, e ela deverá mudar-se temporariamente para um alojamento estudantil para se dedicar integralmente ao aprendizado.
Despedida Temporária
Ao despedir-se de sua avó e deixar suas violetas sob cuidados carinhosos, Patrícia sente-se pronta para uma nova fase de crescimento.
Curso Intensivo
Nove meses dedicados ao estudo profundo das leis espirituais e dos mecanismos do Plano Espiritual.
Rumo à Cosmificação
O livro termina com ela caminhando para a escola, emocionada e curiosa para descobrir tudo o que o Plano Espiritual ainda tem a lhe ensinar.
A jornada rumo à "cosmificação" — a integração plena com o universo e suas leis divinas — apenas começou. As violetas na janela permanecerão como símbolo eterno do amor que une os mundos.
Desejamos uma Boa Semana!
Que as lições de Patrícia nos inspirem a viver com mais amor, compreensão e propósito. Que possamos cultivar, em nossos corações, as violetas da esperança que perfumam nossa jornada espiritual.
∞
Amor Eterno
O amor verdadeiro transcende os mundos
1
Cada Vida carnal
Múltiplas existências para evolução
100%
Continuidade
A vida prossegue após a morte física