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PROJETO ME EXPLICA, ME ENSINA/ UFRN

PROFESSOR DE LÍNGUA ESTRANGEIRA: ALGUNS SABERES NECESSÁRIOS A SUA FORMAÇÃO

Profa Dra. Regiane S. C. de Paiva

UERN/FAPERN

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FAZENDO-ME ENTENDER...

Para ser um bom professor basta dominar os conteúdos e a melhor forma de transmiti-los?

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“Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou sua construção.”

Freire.

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O professor que desrespeita a curiosidade do educando, o seu gosto estético, a sua inquietude, a sua linguagem, mais precisamente, a sua sintaxe e a sua prosódia; o professor que ironiza o aluno, que o minimiza, que manda que “ele se ponha em seu lugar” ao mais tênue sinal de sua rebeldia legítima, tanto quanto o professor que se exime do cumprimento de seu dever de propor limites à liberdade do aluno, que se furta ao dever de ensinar, de estar respeitosamente presente à experiência formadora do educando, transgride os princípios fundamentalmente éticos de nossa existência. (FREIRE, 1998, p. 66)

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O ENSINAR A PARTIR DAS DIMENSÕES FREIRIANAS

1. A dimensão gnoseológica:

  • Sólidos conhecimentos daquilo que se ensina
  • Conhecer e respeitar os saberes dos alunos
  • Criticidade
  • Reflexão sobre a própria prática
  • Apreensão da realidade

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O ENSINAR A PARTIR DAS DIMENSÕES FREIRIANAS

  • 2. A dimensão socio-histórico-política:

  • Conhecimento da própria realidade histórico;
  • Consciência do inacabamento, implica ser consciente daquilo que é inevitável;
  • Fazer uma leitura do mundo como compreensão do contexto;
  • Liberdade e autoridade.

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O ENSINAR A PARTIR DAS DIMENSÕES FREIRIANAS

3. A dimensão ética:

  • Coerência entre o discurso teórico e as próprias ações
  • Capacidade dialógica e afetividade
  • Humildade, tolerância e generosidade
  • Alegria e esperança

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COMPETÊNCIAS E ENSINO: REFLETIR E AGIR

Novas competências profissionais para ensinar Pirrenaud (2000):

1. Organizar e dirigir situações de aprendizagem;

2. Administrar a progressão da aprendizagem

3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação

4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho.

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COMPETÊNCIAS E ENSINO: REFLETIR E AGIR

Novas competências profissionais para ensinar Pirrenaud (2000):

5. Trabalhar em equipe.

6. Participar da administração da escola.

7. Informar e envolver os pais.

8. Utilizar novas tecnologias.

9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão.

10. Administrar sua própria formação continuada.

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COMPETÊNCIAS E ENSINO: REFLETIR E AGIR

Compromisso do professor rumo a uma cidadania consciente (Alonso 2008)

  • ter credibilidade;
  • ser capaz de conduzir culturalmente;
  • ser o organizador de uma pedagogia construtivista*;
  • garantir o sentido do saber;
  • criar situações que proporcione o aprendizado e saber regular os processos e caminhos para a aquisição de novos conhecimentos.

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  • Formas de aquisição da informação:

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    • Sistema visual
    • Sistema auditivo
    • Sistema cinestésico 

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  • No sistema visual, o aluno só será capaz de abstrair se conseguir visualizar o que está sendo dito, assim, aprendem melhor quando lêem ou vêem a informação.
  • No sistema auditivo, o aluno aprende melhor quando recebe explicações orais e quando pode se expressar oralmente expondo o que aprendeu.
  • No caso do cinestésico, o estudante aprende fazendo, tem grande habilidade em realizar experimentos e projetos e geralmente é inquieto em aula.

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Papéis do professor, questão didática e planejamento

Papéis que integram a competência do professor: (Furlani, 2000)

  1. Transmissão do conhecimento
  2. Disciplinamento da situação pedagógica
  3. Avaliação da situação pedagógica
  4. Vivência de modelos no relacionamento com os alunos.

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Papéis do professor, questão didática e planejamento

Transmissão do conhecimento

Natureza subjetiva

Professor como didata

Conteúdo: inacabado

Aluno: participa de forma ativa

Natureza objetiva

Professor informador

Conteúdo: acabado

Aluno: ouvir e memorizar

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Papéis do professor, questão didática e planejamento

Disciplinamento da situação pedagógica

  1. Professor como controlador
  2. Professor como facilitador
  3. Professor com ausência de disciplinamento.

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Papéis do professor, questão didática e planejamento

Avaliação da situação pedagógica

Professor classificador: julga o produto

Avaliação: centrada no erro.

Professor diagnosticador: atitude respeitosa e estimuladora

Avaliação: diagnóstico

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Papéis do professor, questão didática e planejamento

Organização de um ensino:

  1. Oralidade
  2. Gramática
  3. Escrita
  4. Avaliação

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Papéis do professor, questão didática e planejamento

Macro fases da aula, segundo Almeida Filho (2008)

  • Clima e confiança

  • Apresentação

  • Ensaio e uso

  • Pano

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Papéis do professor, questão didática e planejamento

Clima e a Confiança: se refere ao momento inicial de contato do professor com os alunos, onde o clima diz respeito ao ambiente construído pelo professor e a confiança propõe reduzir uma eventual impermeabilidade do filtro afetivo. Para este momento inicial pode-se levar entre cinco e dez minutos.

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Papéis do professor, questão didática e planejamento

Apresentação, onde se desenvolve uma atividade controlada para que oportunize a familiaridade do aluno com as mostras de uso da linguagem e pontos de conteúdo lingüísticos. Para esta fase leva-se em torno de dez a quinze minutos

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Papéis do professor, questão didática e planejamento

Ensaio e uso: aqui se possibilita ao aprendiz exercer algum tipo de eleição em relação ao que vai dizer ou escrever e a prontidão para o esperado e inesperado do que se vai ouvir ou ler. Para este fim se levará em média vinte minutos.

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Papéis do professor, questão didática e planejamento

o Pano, momento dedicado ao reconhecimento dos conteúdos abordados, a apresentação das tarefas de casa passadas com clareza para que haja tempo de apontar procedimentos e exemplos num tempo que pode variar entre cinco ou dez minutos.

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Questões para não encerrar o assunto

  • Por que o profissional de ensino de LE deve ser visto como educador?
  • Que importância teria as teorias relativas às competências e saberes docentes para o ensino de segunda língua?
  • Por que se faz necessário saber sobre as formas de aprendizagem do aluno?
  • Por que é fundamental que se pense nos papéis do professor e na organização do ensino?
  • Por que é necessário organizar a aula em torno de quatro fases?

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Questões para não encerrar o assunto

Tais questões entram na intercessão dos eixos pedagógicos e metodológicos e demanda do professor de língua muito mais que o conhecimento de conteúdos lingüísticos ou culturais da LE, já que lhe será exigido pelo contexto de ensino que atue de forma humana e competente, o que implicará assumir um compromisso com a educação e com o aprendizado desejado

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O profissional de ensino de línguas precisa conceber que não basta ser dotado de dominios lingüísticos para garantir o aprendizado por parte dos aprendizes, mas que é preciso estar atento a sua práxis pedagógica e que se veja como educador consciente e comprometido com o ensino, sendo capaz de prover a aquisição de conhecimento vendo no outro não um depósito onde se joga itens infindos e desconexos, mas que o veja como um ser que tem suas particularidades e que acima de tudo, é humano e precisa ser valorizado como tal.

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ME MOVO COMO EDUCADOR, PORQUE PRIMEIRO ME MOVO COM GENTE.FREIRE

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS �

  • ALMEIDA FILHO. José Carlos P. Dimensões comunicativas no ensino de línguas. 5 ed. Campinas (SP): Pontes editora, 2008.
  • ALONSO, Sanchez Conrado. Língua estrangeira: um exercício antropológico. In: ACÚRCIO, M.R.B., ANDRADE, R.C. de. (org). O currículo ressignificado. Porto Alegre/ Belo Horizonte: Artmed/Rede Pitágoras, 2003. (Coleção Escola em Ação, 2)
  • FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. São Paulo: Paz e Terra, 1998.
  • FURLANI, Lúcia M.T. Autoridade do professor: meta, mito ou nada disso? 6ed. São Paulo: Cortez, 2000.
  • MARTINEZ, Pierre. Didática de Línguas estrangeiras. São Paulo: Parábola editorial, 2009.
  • NOVA ESCOLA. São Paulo: Abril, 1995.
  • PERRENOUD, P. Dez novas competências para uma nova profissão. Pátio-revista pedagógica. Porto Alegre: Artmed, ano v, n.17, p. 8-12, maio/jul., 2001.

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