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Encontro

ESCRITA CRIATIVA

‘Mais vale dois a sentir do que a multidão a aplaudir’

Mário de Andrade

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 Anita Malfatti trouxe o modernismo para o Brasil antes da Semana de Arte Moderna:  é denominada pela historiografia brasileira como a primeira artista moderna no país, sendo também apontada como responsável pelo racha histórico entre uma tradição acadêmica predominante, de estrutura institucional, portanto hermética, e uma estética moderna que aqui chegava aos poucos. Sua trajetória pessoal e profissional, mas principalmente a “infame” exposição individual de 1917, são por si só um elemento curioso e de alta relevância para a compreensão do meio artístico nacional e seus dispositivos validadores.

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Vários estudiosos do Modernismo Brasileiro, tais como Ronaldo Brito, Annateresa Fabris, Tadeu Chiarelli entre outros, escrevem sobre a necessidade de se rever a história do "Modernismo de 22", ou seja, rever a história escrita pelos protagonistas do Movimento.

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Em 20.12.1917, Monteiro Lobato publicou no Jornal O Estado de São Paulo o texto A propósito da exposição de Malfatti, sobre a exposição da artista com 53 trabalhos dela e outros de três artistas, seus colegas. Nesse texto, o autor faz consideráveis críticas às pinturas expostas e se posiciona contrário as inovações plásticas apresentadas

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Dois anos depois, quando o texto é republicado, os modernistas Menotti Del Pichia e Mário de Andrade escrevem em defesa de Malfatti e afirmam que as críticas de Lobato teriam causado tal impacto na artista que esta passaria a apresentar um retrocesso no seu percurso poético-visual expressionista.   

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Mario de Andrade possuía um enorme sentimento fraternal para com Anita e sentia-se na responsabilidade de defendê-la e ajudá-la, a ponto de minimizá-la ao estereótipo de mulher frágil, pobre vítima de um terrível crítico de arte preconceituoso, e que por isso mesmo precisava ser resgatada.

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.            Em suas próprias palavras, primeiramente quando escreve em Crônicas de Malazarte VII: “Depois da exposição, Anita se retirou. Foi para casa e desaparece, ferida. Mulher que sofre.”

Depois no texto em que anuncia o retorno de Anita de seu estágio em Paris: “Como sensibilidade, ela se mostra agora mais mulher, procurando as inspirações suaves e realizando-as com uma delicadeza excepcional.”

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Exposição

PRESENÇAS DE ANITAS - Beatriz Brenner, Rikia Amaral, Kesia Duarte, Angela Agra, Roberta Guimarães, Guilhermina Velicastello, Mitsy, Sobre os 100 anos da carta de Monteiro Lobato a Anita Malfatti

Realização: Galeria Capibaribe

Coordenação Geral: Profa_ Ma do Carmo Nino

Curadoria: Ma do Carmo Nino

Pesquisa: Ma do Carmo Nino

Expografia e Montagem: equipe da Galeria Capibaribe

Mediação: arte-educadores da Galeria Capibaribe

Comunicação: CAC / Galeia Capibaribe

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Este foi o teor da proposta :

Gostaria de convidar vocês a pensarem junto comigo sobre formas de uma resposta visual (pintura, desenho ou fotografia) e textual (frase, parágrafo não muito longo) que pode ser baseada ou não em experiências pessoais, sobre certas condições de resistência da mulher hoje na sociedade. Foi assim que imaginei uma homenagem a Anita. Em relação ao texto, pode ser ou não de sua autoria, caso não seja, digam o nome do autor.

Para os que trabalham com imagens, peço que também enviem as frases, que podem ou não serem associadas às imagens de cada uma, assim teremos um belo painel e fomento para nossas próprias reflexões.

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Roberta Barbosa Guimarães

O pior retrocesso de um crítico é quando ele cria muros. Onde, de um lado ele coloca a sua visão de arte e do outro as novas produções artísticas. E com o muro ele não consegue ver que a arte pode ser devaneio, rompimento e quebra de paradigmas.

Luciana Dantas

‘Mais vale dois a sentir do que a multidão a aplaudir’ Mário de Andrade

Guilhermina Velicastelo:

O Corpo está presente porque antes ele estava debaixo de centenas de véus

Fui tirando os véus pouco a pouco

Cada véu vinha tingido de sangue

e o sangue era cada vez mais escuro

até que se tornou negro

chegou um momento em que não havia mais véus

desvelei-me 

e meu corpo nu, em carne viva, está presente.

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ATELIÊ DE CRIAÇÃO

ALDEIA - PE