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Journal Club

Fellow Radiologia Abdominal: Andréa Rabelo

Orientador: Dr. Ulysses dos Santos Torres

Coordenação: Giuseppe D’Ippolito e Daniel Bekhor

Data: 19 de junho de 2024

https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/ddi-abdomen

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Algoritmo para diagnóstico de carcinoma hepatocelular subcentimétrico usando alfafetoproteína e ressonância magnética com ácido gadoxético

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Introdução

Diretrizes atuais - RM para diagnóstico de CHC.

RM com ácido gadoxético

    • Melhora a capacidade diagnóstica com o uso da fase hepatobiliar.
    • Estudos recentes propondo novos critérios não atingiram a especificidade e aplicabilidade.

CHC subcentimétricos

    • Aproximadamente 50% não apresentam características para o diagnóstico definitivo.
    • Mimetizadores do CHC - angiomiolipoma e colangiocarcinoma intra-hepático.
    • Diretrizes que permitem diagnóstico definitivo - Não consideram a diferença entre CHCs maiores e CHCs subcentimétricos.

Alfa-fetoproteína

  • Teste sorológico mais utilizado - achados de imagem ambíguos.
  • Poucos estudos avaliaram a eficácia no diagnóstico de CHC subcentimétrico e a incorporaram nos critérios diagnósticos.

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Objetivo

Desenvolver e validar novos algoritmos diagnósticos baseados em alfa-fetoproteína e características de imagem da RM com contraste espatoespefífico (ácido gadoxético) para CHC subcentimétrico sem tratamento prévio em pacientes com hepatite B crônica.

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Métodos

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Materiais e Métodos

Aquisições de RM

Foram realizadas imagens nas seguintes sequências:

  1. T1 sem contraste (T1WI)
  2. T2 (T2WI)
  3. Difusão (DWI)
  4. T1 fase arterial
  5. T1 fase venosa portal
  6. T1 fase de equilíbrio
  7. T1 fase hepatobiliar

Avaliação das RM

  1. Dois radiologistas revisaram todas as imagens e determinaram a localização do alvo e mediram o maior diâmetro das lesões.
  2. Criaram imagens em miniatura com setas apontando para o alvo.
  3. As imagens foram apresentadas a dois outros radiologistas que estavam cegos para o registro clínico do paciente e o diagnóstico final.

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Materiais e Métodos

Avaliaram independentemente as seguintes características de imagem (LI-RADS):

  1. hipointensidade T1WI
  2. hiperintensidade T2WI
  3. restrição a difusão
  4. deposição de gordura
  5. hiperintensidade na fase arterial
  6. hipointensidade na fase venosa portal
  7. hipointensidade na fase de equilíbrio
  8. hipointensidade na fase hepatobiliar
  9. realce de cápsula
  10. realce em corona

Quaisquer controvérsias nas características de imagem entre os radiologistas foram resolvidas por uma discussão realizada por outro radiologista abdominal sênior.

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Materiais e Métodos

  1. Análise multivariada - determinar preditores independentemente significativos do diagnóstico de CHC.
  2. Combinações possíveis entre preditores independentemente significativos.
  3. A eficácia diagnóstica dos critérios recém desenvolvidos foi comparada com a das características diagnósticas do CHC (hiperintensidade da fase arterial e hipointensidade da fase portal).

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Resultados

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Resultados

Desempenho dos níveis séricos de AFP

Ponte de corte previamente estabelecido: AFP 20 ng/mL

  • S 62,4% coorte de derivação
  • S 60,0% coorte de validação

Novo ponto de corte: AFP 13,7 ng/mL

  • S 66,1% E 90,6% coorte de derivação
  • S 62,5% E 90,0% coorte de validação

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Preditores significativos

Preditores independentes

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Resultados

4 preditores

16 combinações

8 critérios

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Discussão

Preditores independentemente significativos:

  • alfafetoproteína sérica > 13,7 ng/mL
  • hiperrealce da fase arterial
  • hipointensidade da fase venosa portal
  • hipointensidade da fase de equilíbrio

Os critérios desenvolvidos demonstraram um desempenho diagnóstico significativamente melhor do que o padrão diagnóstico tradicional.

Pacientes de alto risco se beneficiariam com o diagnóstico de CHC subcentimétrico devido à alta taxa de progressão desses nódulos.

Em pacientes com hepatite B crônica, o CHC pode se desenvolver antes que ocorra cirrose hepática, e são provavelmente elegíveis para ressecção e outros tratamentos locorregionais.

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Discussão

Critério D - ↑S:

  • Mantém a especificidade em comparação com o critério I,
  • Poderia ser utilizado no diagnóstico de CHC subcentimétrico.
  • ↑S pode ser atribuída predominantemente à hipointensidade da fase de equilíbrio.
  • Útil no CHC hipovascular: 40,0% (hipointensidade na fase portal, na fase de equilíbrio e com AFP > 13,7 ng/mL).

Critério A - ↑E e ↓S:

  • Útil em ambientes clínicos onde o objetivo é atingir zero diagnósticos falsos positivos.

Embora a hipointensidade na fase hepatobiliar não tenha mostrado valor preditivo independente na análise multivariável, seu benefício clínico incremental na detecção de pequenas lesões não deve ser ignorado. A análise de subgrupo mostrou que a especificidade de todos os critérios diminuiu ligeiramente após a exclusão de lesões iso ou hiperintensas da fase hepatobiliar.

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Limitações

  1. O viés de seleção - Retrospectiva e estudos multicêntricos prospectivos necessários.
  2. Nem todas as lesões benignas foram confirmadas patologicamente.
  3. Foi incluído apenas pacientes com hepatite B crônica.
  4. Pacientes com múltiplas lesões suspeitas de CHC foram excluídos.

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Conclusão

Para o diagnóstico de CHC subcentímétrico, o novo critério que associa RM com ácido gadoxético e alfa-fetoproteína sérica pode melhorar o desempenho diagnóstico em relação ao critério tradicional de CHC entre pacientes com hepatite B crônica.

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Referência bibliográfica

HUANG, P., WU, F., HOU, K. et al. Diagnostic algorithm for subcentimeter hepatocellular carcinoma using alpha-fetoprotein and imaging features on gadoxetic acid–enhanced MRI. Eur Radiol, n. 34, p 2271–2282 (2024). https://doi.org/10.1007/s00330-023-10214-0

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Obrigada

andrealrabelo@gmail.com