1 of 50

MORTES COLETIVAS NA VISÃO ESPÍRITA

2 of 50

Sumário de debate:

  • CONSIDERAÇÕES INICIAIS
  • RESPONSABILIDADE DO HOMEM
  • MAS O QUE É A LEI DE CAUSA E EFEITO?
  • PUNIÇÃO?
  • COMO FUNCIONAM OS MECANISMOS DAS MORTES COLETIVAS?
  • DELITOS PASSADOS
  • QUANDO?
  • A CULPA
  • LEIS DA CONSCIÊNCIA
  • EQUIPES DE SOCORRO
  • MESMO DESASTRE, MORTES DIFERENTES
  • SOFRIMENTO DOS ENTES QUERIDOS
  • SITUAÇÕES...
  • OBJETIVO DAS CALAMIDADES E FLAGELOS DESTRUIDORES
  • MAIS UMA HISTÓRIA...
  • REFERÊNCIAS

3 of 50

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

  • Ao longo da história do homem já ocorreram incontáveis situações de desencarnes coletivos;
  • Ações da natureza: terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas;
  • Causas humanas: naufrágios, acidentes aéreos, acidentes automobilísticos, desabamentos, incêndios;

4 of 50

Mas como explicar todos esses acontecimentos dramáticos sob a ótica da justiça divina?

5 of 50

6 of 50

  • Como conciliar a afirmativa de Jesus de que: “a cada um será dado segundo as suas obras”, com desencarnações coletivas, quando um grupo desencarna de uma mesma forma?

  • Por meio da reencarnação, a Doutrina Espírita mostra que há lógica nas tragédias que chocam a todos nós;

Petrópolis, Brasil , 2022.

7 of 50

Encarando a vida SEM a compreensão das LEIS NATURAIS, especialmente a Lei da Reencarnação, NÃO podemos explicar a Justiça de Deus, principalmente nos casos brutais de mortes coletivas;

8 of 50

RESPONSABILIDADE DO HOMEM

  • Para melhor entendermos a questão das expiações coletivas, é preciso ver o homem sob 3 aspectos:

Indivíduo

Membro da família

Cidadão

9 of 50

  • Sob cada um desses aspectos, ele poderia ter sido criminoso ou virtuoso;
  • Em razão disso, existem as faltas do indivíduo, as de enquanto um ser familiar e as de enquanto um cidadão;
  • Cada uma dessas faltas, qualquer que seja o aspecto, pode ser reparada pela aplicação da mesma lei: a de CAUSA E EFEITO;

10 of 50

MAS O QUE É A LEI DE CAUSA E EFEITO?

  • “Deus tem as suas leis, que regulam todas as vossas ações. Se as violardes, a culpa é vossa [...] Mas ele traçou um limite, as doenças e por vezes a morte são consequências dos excessos. Eis a punição: ela resulta da infração da lei: assim se passa em tudo.”

(LIVRO DOS ESPÍRITOS – Questão 964)

  • “Em virtude do axioma de que TODO O EFEITO TEM UMA CAUSA, essas misérias são efeitos que devem ter a sua causa, e desde que se admita a existência de um Deus justo, essa causa deve ser justa.”
  • (EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – Cap. 6)

11 of 50

  • “Não penseis que vim destruir a lei dos profetas; não vim para destruí-los, mas para cumpri-los. Em verdade vos digo até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.”

(JESUS – Mt 5: 17-18)

12 of 50

  • “Cada sofrimento é uma sobra que estende no passado e no que volta ao presente a fim de que a transformes em luz.”

(EMMANUEL – Diálogo dos vivos)

  • “O arrependimento suaviza as dores da expiação, porque desperta a esperança e prepara a reabilitação, mas somente a reparação pode anular o efeito ao destruir a causa. O perdão seria uma graça e não uma anulação da falta.”

(O CÉU E O INFERNO – Cap: VII)

  • “Nos eventos difíceis, reverenciemos os princípios de causa e efeito que nos regem os destinos, mas que não nos esqueçamos da lei de renovação, em bases de amor aos semelhantes, capaz de superá-los.”

(EMMANUEL – Diálogo dos vivos – Por Chico Xavier)

13 of 50

CAUSA DAS AFLIÇÕES

VIDAS PASSADAS

VIDA PRESENTE

14 of 50

  • A reparação dos erros praticados por uma família ou por um certo número de pessoas é também solidária, isto é os mesmos espíritos que erraram juntos, reúnem-se para reparar as suas faltas;
  • A lei que age sobre o individuo é a mesma que age sobre a família, a nação, as raças, enfim, o conjunto de habitantes do mundo, que formam individualidades coletivas;

15 of 50

  • Tal reparação dá-se porque a alma, quando retorna ao Mundo Espiritual, conscientizada da responsabilidade própria, faz o levantamento dos seus débitos passados e, por isso mesmo, roga os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente;
  • Os passos são:

ARREPENDIMENTO

EXPIAÇÃO

REPARAÇÃO

16 of 50

PUNIÇÃO?

  • Não existem, entre nós, espíritos isentos de faltas no passado; de erros a serem reparados;
  • A possibilidade de retomar a vida corpórea, e resgatar esses erros, não é uma PUNIÇÃO (ou castigo), mas uma prova de amor a Deus, que nos oferecem infinitas possibilidades de redenção;

17 of 50

COMO FUNCIONAM OS MECANISMOS DAS MORTES COLETIVAS?

  • Na provação coletiva, verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados, PARTICIPANTES DO MESMO DÉBITO, como referência ao passado delituoso e obscuro;
  • O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona então espontaneamente, convocando os companheiros de dívidas do passado para os resgates em comum, razão por que, muitas vezes, intitulais “doloroso acaso” às circunstâncias que reúnem criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico, ou as mais variadas mutilações, no quadro de seus compromissos individuais.”

(EMMANUEL – O Consolador – Por Chico Xavier)

18 of 50

DELITOS PASSADOS

  • Podemos citar uma infinidade de exemplos de delitos elaborados pelo homem com graves requintes de crueldade, como:
    • Cruzadas
    • Inquisições
    • Guerras
    • Atentados terroristas
  • Os praticantes de toda essa gama de violência só se livram das dívidas quando quitam-as;

19 of 50

QUANDO?

  • MAS POR QUE SÓ AGORA?
  • Somos espíritos em aprendizado e, por este motivo, vamos adiando por várias encarnações a expiação necessária, até que haja o entendimento necessário a respeito da importância desse tipo de resgate;
  • Assim, quando há compreensão, muitas vezes próprio Espírito errante pede permissão para cumprir o que é necessário ao seu adiantamento;

20 of 50

  • As vezes empreendemos determinados movimentos destrutivos em desfavor da comunidade ou do indivíduo. Às vezes, operamos em grupos, às vezes, em vastíssimos grupos e, no tempo devido, os princípios cármicos amadurecem, e nós resgatamos as nossas dívidas, reunindo-nos uns com os outros, quando estamos acumpliciados nas mesmas culpas, porque a Lei de Deus é formada de justiça e de misericórdia.” (CHICO XAVIER)

21 of 50

A CULPA

  • É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla;
  • Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as consequências; (CHICO XAVIER PEDE LICENÇA)

22 of 50

LEIS DA CONSCIÊNCIA

  • A resposta de Emmanuel acentua aspecto terreno da autopunição dos encarnados, em virtude de um fator psicológico: a CONSCIÊNCIA;
  • Obedecendo a essas leis, as vitimas das mortes coletivas aparecem como as mais severas julgadoras de si mesmas;
  • São almas que se autoculpam em virtude de haverem crescido em amor e trazem consigo a justiça imanente;
  • Se no passado erraram, agora surgem como heroínas de si próprias no sacrifício reparador;

23 of 50

  • Para a boa compreensão desse problema, precisamos de uma visão clara do processo evolutivo do homem:
  • Como SELVAGEM: ele ainda se sujeita aos instintos do que à consciência;
  • Por isso não é inteiramente responsável pelos seus atos 🡪 mesma lógica se aplica aos animais;

24 of 50

  • Como CIVILIZADO: ele se investe de livre arbítrio que o torna responsável por seus atos;
  • Mas o amor ainda não o ilumina com a devida intensidade;
  • As civilizações antigas (como o demonstra a própria Bíblia) são cenários de apavorantes crimes coletivos, porque o homem amava mais a si mesmo do que aos seus semelhantes e a Deus;
  • Nas civilizações modernas, tocadas pela luz do Cristianismo, os processos de autopunição se intensificam;

25 of 50

EQUIPES DE SOCORRO

  • Por estar relacionado a experiências evolutivas, o desencarne coletivo é previsto por entidades benfeitoras espirituais, que acolhem os desencarnantes imediatamente, muitas vezes em postos de socorro por eles montados por meio da vontade/ pensamento na própria região da catástrofe ou desastre;
  • Porém, mesmo que o desencarne coletivo ocorra identicamente para todos individualmente, a situação dos traumas e do despertar no outro dependerá da evolução de cada um;
  • No momento do desencarne, cada espirito irá para o lugar que lhe é inerente, muito embora todos tenham sofrido o desastre no mesmo local;

26 of 50

MESMO DESASTRE, MORTES DIFERENTES

  • Desse modo, a Providência Divina ampara tanto àqueles que assumiram tais resgates aflitivos e estará prontos para a vida no reino dos Céus, quanto aqueles que ainda caminharão por estradas sinuosas ao longo da caminhada evolutiva;

27 of 50

  • “O socorro é distribuído indistintamente, contudo, não podemos esquecer que se o desastre é o mesmo para todos os que tombaram, a morte e diferente para cada um;
  • No momento, serão retirados da carne tão-somente aqueles cuja vida interior lhes outorga a imediata libertação;
  • Quanto aos outros, suja situação presente não lhes favorece o afastamento rápido da armadura física, permanecerão ligados por mais tempo, aos despojos que lhes dizem respeito;

28 of 50

  • Assim é que “morte física” não é o mesmo que “emancipação espiritual” (da mesma forma como morte não necessariamente é sinônimo de desencarne);
  • Há ainda aqueles que escapam minutos antes dos acidentes coletivos, por não precisarem passar por essa situação;
  • É por isso que muitos perdem o avião, o comboio, a carro que se acidenta um pouco depois, enquanto outros viajam nesses meios de locomoção inesperadamente;

29 of 50

SOFRIMENTO DOS ENTES QUERIDOS

  • “As entidades que necessitam de tais lutas expiatórias são encaminhadas aos corações que se acumpliciaram com elas em delitos lamentáveis, no pretérito distante ou recente ou, ainda, aos pais que falharam junto dos filhos, em outras épocas, a fim de que aprendam na saudade cruel e na agonia inominável o respeito e o devotamento, a honorabilidade e o carinho que todos devemos na Terra ao instituto da família. A dor coletiva é o remédio que nos corrige as falhas mútuas.”

(ANDRÉ LUIZ – Ação e Reação – Por Chico Xavier)

30 of 50

SITUAÇÕES...

  • TRAGÉDIA NO CIRCO (NITERÓI – 17/12/1961)

“Quase dezoito séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento... Entretanto, a justiça da Lei, através das reencarnações, reaproximou todos os responsáveis que, em diversas posições de idade física, se reuniram de novo para dolorosa expiação (...) em comovedora tragédia num circo.”

(IRMÃO X – CARTAS E CRÔNICAS – Por Chico Xavier)

31 of 50

  • INCÊNDIO NO EDIFÍCIO JOELMA (SÃO PAULO – 01/02/1974)

“...Varrem como fogo e pranto as sombras de outras eras.

Combatentes da Cruz em provações austeras, conquanto heróis do mundo, honrando os tempos idos...

Na Terra o sofrimento, a angústia, a cinza, a escória, mas ouvem no além, hinos de vitória das milícias dos céus saudando os redimidos”

(CYRO COSTA – DIÁLOGO DOS VIVOS– Por Chico Xavier)

32 of 50

  • QUEDA DO DC-10 (Paris – 03/03/1974)

“... Os séculos se vão marchando em luz e treva

Um dia, em mar aéreo, enorme nave leva

Os piratas de outrora e a Justiça Divina

Surge a morte no ar

A aflição se renova

Preces, gemidos e ais de corações em prova

E a natureza apaga a culpa que termina”

(SILVIA RAMOS – DIÁLOGO DOS VIVOS– Por Chico Xavier)

33 of 50

OBJETIVO DAS CALAMIDADES E FLAGELOS DESTRUIDORES

  • “Com que objetivo Deus castiga a humanidade com calamidades destruidoras?

Para que avancem mais rápido.

  • A destruição é necessária para a regeneração moral dos espíritos.

(O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Questão 737)

34 of 50

  • “Só julgais essas coisas do vosso ponto de vista pessoal, e as chamais de flagelos por causa dos prejuízos que vos causam.
  • Mas esses transtornos são frequentemente necessários para fazerem com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos.”

(O LIVRO DOS ESPÍRITOS – Questão 737)

FLAGELOS DESTRUIDORES

AÇÃO DO HOMEM

AÇÃO DA PROVIDÊNCIA

35 of 50

  • Os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar sua inteligência, mostrar sua paciência e sua resignação à vontade da Providência, e até mesmo multiplicam neles os sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se não for dominado pelo egoísmo;
  • A função da dor é ampliar horizontes para realmente vislumbrarmos os concretos caminhos do equilíbrio;

36 of 50

  • Devemos, pois, usar nossos problemas como ferramenta evolutiva, não nos perdendo em murmurações, mas utilizando nosso livre-arbítrio como patrimônio;
  • Só visualizaremos as mortes coletivas e os desastres aflitivos como uma GRAÇA DIVINA pela ótica da amortização dos débitos do passado;

37 of 50

  • As faltas coletivas devem ser coletivamente expiadas pelos que juntos as praticaram, e os mentores espirituais estão sempre trabalhando, ajudando a todos nós, reunindo-nos em grupos de forma a favorecer a correção de rumo, amparando-nos e nos fortalecendo para darmos conta daquilo que nos proporcionamos, além de nos equilibrarem para podermos auxiliar o outro com os nossos pensamentos positivos;

38 of 50

  • Lamentemos sem desespero, quantos se fizerem vítimas de desastres que nos confrangem a alma;
  • A dor de todos eles é a nossa dor, os problemas com que se defrontaram são igualmente nossos;
  • Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença da MISERICÓRDIA DIVINA junto às ocorrências da Divina Justiça;
  • Apesar de tudo o que já fizemos de errado:
    • ... O sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós;
    • Tudo se renova para o bem de todos;
    • Deus nos concede sempre o melhor;

39 of 50

MAIS UMA HISTÓRIA...

40 of 50

  • Esse nosso encontro de hoje é para contarmos uma BREVE HISTÓRIA de um dos vários exemplos de flagelos humanos que o mundo tem vivenciado, que foi o tsunami ocorrido no Oceano Índico no ano de 2004;

  • A história é narrada pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda, psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco no livro TRANSIÇÃO PLANETÁRIA;

  • O livro busca sintetizar as operações de socorro desenvolvidas pelo plano espiritual no processo de resgate e desencarne coletivo da grande tragédia;

41 of 50

  • A grande onda ocorrida no oceano Índico e sentida por vários países como Índia, Sri Lanka, Tailândia, Ilhas Phi Phi, Maldivas, Bangladesh e parte da África;

  • Área muito turística;

  • Costumes primitivos baseados em grande desrespeito às mulheres e às crianças. Além das mulheres, essas últimas muitas vezes entregues pelos próprios pais ao mundo da prostituição para turistas estrangeiros, chamados pelos atrativos turísticos e pela facilidades da sensualidade/ sexualidade a baixos custos para eles;

42 of 50

  • Narrador principal da história é Manoel Philomeno de Miranda;

  • Morador da Colônia Espiritual Redenção;

  • Planos superiores convocaram 2 centenas de especialistas em desligamento de despojos carnais dessa colônia para se unirem a demais trabalhadores de todo o orbe, no local do tsunami;

  • Manoel Philomento se junta com sua equipe, composta por demais trabalhadores espirituais, como Oscar, Ivon, Dr. White e sua ajudante Ana, Abdul;

43 of 50

  • O espetáculo espiritual nas regiões atingidas era grave;

  • Estima-se mais de 150 mil mortos;

  • Além da falta d’água, da decomposição dos cadáveres, da ameaça do surgimento de epidemias, espíritos abruptamente arrancados de seus domicílios corpóreos, ou seja, mortos repentinamente, vagavam perdidos e desesperados sem saber o que estava acontecendo;

  • Na verdade, a maioria deles não sabia que estavam mortos;

44 of 50

  • Dr. White liderava o grupo por já ter há anos a prática da medicina desenvolvida tanto no plano carnal, quanto no plano espiritual, além de várias reencarnações na região afetada;

  • Detinha ainda o treinamento de técnicas especiais de socorro a desencarnes violentos, como foi o caso;

  • Engenheiros e arquitetos do plano espiritual também foram destacados desde antes dos acontecimentos para a construção de abrigos espirituais de auxílio direto aos desencarnados;

  • E mesmo ainda no decorrer dos acontecimentos, mais e mais abrigos espirituais passavam a ser construídos para dar conta da quantidade da tragédia;

45 of 50

  • No desenvolvimento das atividades de socorro da equipe, era possível escutar o clamor de multidões de desencarnados desvairados, enlouquecidos;

  • Muitas súplicas a Alá, por ser uma região de grande influência muçulmana;

  • Enquanto Dr. White e os demais caminhavam dentre os destroços em direção a um grupo de desencarnados, apareceu como se fosse uma alcateia de lobos, quando na verdade eram espíritos humanos tão voltados para o mal, que desenvolveram a zoantropia, ou seja, tomaram formas animalescas em face a sua conduta para o mal;

46 of 50

  • Dr. White explicou que na verdade são espíritos que estavam ali para sugarem o tônus vital dos recém-desencarnados, numa deliberada ação de vampirização;

  • Para que os trabalhos pudessem continuar, o grupo construiu um campo magnético de proteção aos seus afazeres, que repeliam os algozes para longe;

  • Dentre vários socorros, destacamos dois: a primeira delas foi o atendimento a uma mulher que desvairada, segurava uma criança também lacrimosa. Era uma mãe que buscava levar a filha para a parte superior da casa, sendo ambas esmagadas;

47 of 50

  • A mãe desencarnada acreditava perseguida por seres demoníacos em pleno desespero, quando Manoel Philomeno e Ivon apresentaram sua filhinha já totalmente desligada da carne para que se acalmasse. E as duas seguiram para receberem auxílio mais direto;

  • O segundo caso foi de, mais uma vez, de uma mãe e filha. Uma mulher surge na multidão de olhar esgazeado, procurando desesperadamente por sua mãe, também vítima da catástrofe;

  • Estavam as duas em sua casa quando imensa onda arrancou o lar do chão, rolando a casa com coqueiros e outras árvores;

48 of 50

  • A filha, fortemente ligada ao corpo, tentava sair do lugar sem conseguir. Quando se aproxima do grupo a mãezinha já totalmente lúcida e desprendida do corpo, acompanhada de um nobre amigo desencarnado que ajudava-a a acercar-se da filha alucinada;

  • A mãe abraçou a filha totalmente desequilibrada e começou a cantar uma doce melodia que falava de esperança, de alegria e de reencontro

  • A jovem espiritual acalmou-se, a pouco e pouco, enquanto era embalada, logo adormecendo;

49 of 50

  • As doces vibrações da senhora e a sua destacada estatura espiritual irradiavam-se, invadindo o organismo perispirítico da filhinha, que foi conduzida a outra esfera que não aquela à qual nos vinculávamos;

  • Passava a noite e, embora o sol raiasse levando o amanhecer para o orbe, no plano espiritual os trabalhos continuavam árduos em trevas densas e aflições sem nomes.

50 of 50

Referências