PROTOCOLO DE DRENOS ABDOMINAIS
ANNE JACQUELINE (MR3 CIRURGIA GERAL)
ORIENTADOR: DR JOAQUIM ALENCAR
FEIRA DE SANTANA-BA,23/07/24
OBJETIVOS DA APRESENTAÇÃO
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DEFINIÇÃO DE DRENO
É definido como um material colocado no interior de uma ferida ou cavidade, visando permitir a saída de fluídos ou ar que estão ou podem estar ali presentes, evitando o acúmulo de líquido em espaços potenciais e removendo coleções diversas, além de orientar trajetos fistulosos.
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CLASSIFICAÇÃO DE DRENOS
MATERIAL
MECANISMO DE AÇÃO
ATIVIDADE
MODELO
CLASSIFICAÇÃO DE DRENOS
-BORRACHA: reduz chances de lesões; mais sujeitos à colonização bacteriana e infecções; resposta inflamatória local intensa. Pouco usados hoje devidos aos fatores negativos. Ex: Pezzer, Malecot, dreno de Kehr.
�- SILICONE: material mais inerte, radiopaco, resposta tecidual mínima. Exs: dreno de tórax, Portovac, Blake, sonda nelaton.
QUANTO AO MATERIAL
CLASSIFICAÇÃO DE DRENOS
CAPILARIDADE: drena pela superfície externa do dreno. Ex: Penrose;
�GRAVITAÇÃO: cateteres de grosso calibre associado a bolsas coletoras formando um sistema fechado. Ex: Tórax, sonda vesical.
�SUCÇÃO: drenagem por pressão negativa dentro da cavidade a ser drenada. Indicado para secreções em grande quantidade ou tempo prolongado de drenagem. Ex: portovac.
�* MISTA: BLAKE
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QUANTO AO MECANISMO DE AÇÃO
CLASSIFICAÇÃO DE DRENOS
- PASSIVO: há uma diferença de pressão entre os meios interno e externo. Podem agir por capilaridade ou por gravitação. Ex: Penrose, Pezzer.
��- ATIVO: Dependem da instauração de pressão negativa para remover o líquido Ex: Portovac.
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QUANTO À ATIVIDADE
CLASSIFICAÇÃO DE DRENOS
- TUBULARES: tubos menos flexíveis que os laminares Ex: dreno de tórax
�- LAMINARES: tubos macios, maleáveis, de paredes finas e delgadas, sendo de látex ou silicone Ex: Penrose
�- TUBULO-LAMINARES: Ex: dreno de Blake
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QUANTO AO MODELO
INDICAÇÕES DE DRENAGEM
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DRENAGEM PROFILÁTICA
DRENAGEM TERAPÊUTICA
PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES
- Erosão de víscera levando a fístulas, deiscência de anastomose e lesões vasculares
�- Deslocamento do dreno, fragmentação, obstrução do lúmen, evisceração, escape “interno” pela incisão
�- Contaminação do local
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DRENAGEM PERCUTÂNEA ABDOMINAL
Procedimento de radiologia intervencionista, no qual se posiciona um dreno dentro de uma coleção, guiado por exame de imagem.
Objetiva caracterização e resolução da coleção por meio de seu esvaziamento, além de permitir estudo laboratorial do líquido.
DRENAGEM PERCUTÂNEA ABDOMINAL
DRENAGEM PERCUTÂNEA ABDOMINAL
CONTRAINDICAÇÕES PARA DPA:
PROTOCOLO HGCA
ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO:
- Peritonite difusa: nunca drenar
�- Coleção localizada: drenar com preferência usando drenos de silicone ( ex: dreno de tórax ou mangueira de aspiração com orifícios); ou dreno de pezzer
Tempo de permanência : 5 - 7 dias
�- Pancreatite com complicações que necessitem de drenagem: drenos tubulares (Ex: dreno de tórax/mangueira de aspiração ou dreno de pezzer)
Tempo de permanência: 14-21 dias
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PATOLOGIAS ABDOMINAIS MAIS FREQUENTRS NO HGCA
PROTOCOLO HGCA
ABDOME TRAUMÁTICO:
- Sangramentos:
Em contato com alças: preferência por drenos tubulares; ex: dreno de tórax (ou mangueira de aspiração) ou Pezzer
Retroperitoneo, loja esplênica e hepática: dreno tubular
Partes moles (parede abdominal): dreno de Portovac
Tempo de permanência: 48h (dependendo o débito)
�-Trauma pancreático:
Vigiar fístula pancreática;
Preferência por drenos tubulares ex: tórax (ou mangueira de aspiração) ou Pezzer Tempo de permanência: 14 - 21 dias (dependendo do tipo de saída de secreção até tal período)
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PATOLOGIAS ABDOMINAIS MAIS FREQUENTRS NO HGCA
PROTOCOLO HGCA
ABDOME AGUDO INFLAMATÓRIO
PERITONITE DIFUSA
NÃO DRENAR
ABSCESSO LOCALIZADO
5-7 DIAS
PANCREATITE
14-21 DIAS
PROTOCOLO HGCA
SANGRAMENTOS
RETROPERITÔNEO, FÍGADO E BAÇO
DRENOS TUBULARES
48 HRS
CONTATO COM ALÇAS
DRENOS TUBULARES
48 HRS
SUBCUTÂNEO
DRENOS SUCTORES
48 HRS
PROTOCOLO HGCA
INFECÇÃO DE PARTES MOLES
DRENO DE PENROSE
24- 48 HRS
VIA BILIAR
DRENO DE KEHR
21 DIAS
ANASTOMOSE
DRENO TUBULAR
7 DIAS
TRAUMA PANCREÁTICO
DRENO TUBULAR
14-21 DIAS
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1- Pohl FF; Petroianu A; Tubos, sondas e drenos. Editora Guanabara Koogan S.A, 2000
2- d’Acampora AJ, Ely JB, Russi RF, Oliveira SCV, Sgrott SM. Dreno na cavidade abdominal: uso ou não uso? Rev. Med. Res., Curitiba, v.15, n.2, p.115-119,abr./jun. 2013.
3- Lima S, Sartori PE, Souza HP. DRENOS ABDOMINAIS: INDICAÇÕES E UTILIZAÇÃO NA PRÁTICA CIRÚRGICA
4- https://dicamedica.com.br/tratamentos/radiologia-intervencionista/modalidades-da-radiologia-intervencionista/ - acessado em 21/07/2024
5- Montgomery RS, Wilson SE. Intraabdominal abscesses: image-guided diagnosis and therapy. Clin Infect Dis. 1996 Jul;23(1):28–36. https://doi.org/10.1093/clinids/23.1.28
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PROTOCOLO DE DRENOS ABDOMINAIS
OBRIGADA!