1 of 1

  • Fazer intervenções culturais na escola através de rodas de conversa e eventos culturais, com foco no antirracismo
  • Investir na formação através do estudo de autores negros, filmes e documentários
  • Fomentar a consciência cidadã e o interesse pelo bem-estar coletivo.
  • Combater o “racismo recreativo”, Adilson Moreira define o racismo recreativo como "um conjunto de práticas sociais que operam por meio do uso estratégico do humor hostil, do humor racista".
  • Contribuir para pôr em prática a Lei 10.639/03, que trata da inclusão obrigatória do ensino da história e cultura afro-brasileira
  • Construir com a comunidade escolar, as atividades do projeto da consciência negra ao longo do ano.

O coletivo Sankofa criado em 2024 por estudantes e orientado por alguns professores do Ensino Médio Integral do Centro de Excelência Gilberto Freyre, partiu da necessidade de engajar os estudantes na discussão do antirracismo e da construção coletiva do projeto da consciência negra. A estratégia utilizada foi:

  • Criar parceria com outros coletivos antirracistas de Sergipe;
  • Estudar autores negros, como por exemplo, a historiadora sergipana Beatriz Nascimento através de textos e do documentário Orí e do conceito de corpo documento trabalhado através de uma peça teatral executada pelo professor de artes;
  • Reuniões semanais;
  • Rodas de conversa;
  • Exibição de filmes e debates com a comunidade escolar;
  • Orientação feita pelos professores de Sociologia, Artes e História no desenvolvimento das atividades e estudos.
  • Leitura e debate de textos e temas ligados a questão racial.
  • Parceria com organizações da comunidade (capoeiristas, grupo de teatro), escolas (Centro de Excelência Jonas Amaral e Colégio Estadual João Batista Nascimento) e intelectuais negros ligados a organizações em Sergipe, que trabalharam com o coletivo na construção de eventos e atividades.

Coletivo Sankofa: Por uma escola antirracista

Kauanne Vitória Moura Santos, Ana Caroline dos Santos Cabral, Leandro Gustavo Barros Brito, Brenda Vieira da Conceição, Iasmin Messias dos Santos - estudantes do Centro de Excelência Gilberto Freyre – Nossa Senhora do Socorro – SE. Maria da Conceição dos Santos, Barbara Sheila G. e F. Araújo - Professoras

conceicaoc.sociais@gmail.com

Resumo

Metodologia

Resultados

CONCLUSÕES

Agradecimentos

  • Atuação e protagonismo dos membros do coletivo em ações antirracistas na escola como peças de teatro, exibição e discussão de filmes, construção do projeto da consciência negra etc.
  • Construção de repertório sociocultural, contribuindo para notas altas na redação do ENEM que teve como tema “Desafios para a valorização da herança africana no Brasil”.
  • Curiosidade e admiração despertada nos estudantes que não são do coletivo e passaram a citar o Sankofa como exemplo positivo na escola.
  • Engajamento nos estudos e comprometimento maior dos membros do coletivo com a comunidade escolar, a exemplo do número de alunos que se tornaram líderes das turmas e JP's Jovens Protagonistas.
  • Produção e divulgação de um vídeo sobre Beatriz do Nascimento.
  • Produção de intervenções para combater o racismo recreativo na escola.

O racismo recreativo é um desafio enfrentado no ambiente escolar; piadas e apelidos baseados em estereótipos e preconceitos produzem grande impacto na vida dos estudantes. Diante desse desafio, foi criado no início de 2024 o Coletivo Sankofa, protagonizado por estudantes do Ensino Médio do Centro de Excelência Gilberto Freyre, que tem como objetivo fazer intervenções culturais na escola e na comunidade. A atuação do Coletivo Sankofa contribui para a efetivação da Lei 10.639/03. Observou-se entre os estudantes o interesse em participar do coletivo e uma postura antirracista, usando o coletivo como exemplo positivo no combate a casos de racismo.

Objetivos

O Coletivo Sankofa atua no Centro de Excelência Gilberto Freyre e é um importante meio de trabalhar ações antirracistas e desenvolver o protagonismo e participação cidadã dos estudantes. Eles foram incentivados a desenvolver habilidades artísticas e de socialização, bem como, encorajados a serem protagonistas na resolução de problemas da comunidade escolar, como por exemplo o racismo recreativo, manifestado através de piadas, apelidos, palavras e frases racistas. A existência do coletivo contribuiu para aumentar o repertório cultural dos estudantes e a desenvolver um olhar crítico para o racismo presente no cotidiano.

Possibilitou o contato com autores importantes para o debate racial, tais como Djamila Ribeiro e a sergipana Beatriz do Nascimento e o encontro com intelectuais, entidades e representantes de organizações do movimento negro em Sergipe de outros estados.

Referências

BISPO DOS SANTOS, Antônio. A terra dá, a terra quer. São Paulo, Ubu Editora, 2023.

MOREIRA, Adilson. Racismo Recreativo. São Paulo: Sueli Carneiro; Jandaíra, 2023.

Ôrí, Direção: Raquel Gerber, 1989.

NASCIMENTO, Beatriz, Beatriz Nascimento - quilombola e intelectual: possibilidades nos dias de destruição, São Paulo, União dos Coletivos Pan-africanistas, 2018.

O Riso dos Outros. [S.d.]. Direção: Ivana Lins. Produção: Maria Clara. Rio de Janeiro: TV Cultura, 2012. PINHEIRO, B. C. S. Como ser um educador antirracista. São Paulo: Planeta Brasil, 2023. 160p. RIBEIRO, Djamila. Pequeno Manual Antirracista. São Paulo: 1ª Companhia das Letras, 2019.

Coloque aqui o QR Code do vídeo.

FIGURA 1: OFICINA EDUCAÇÃO E CULINÁRIA DE AXÉ

FIGURA 5: CARTAZ DE PALESTRA ORGANIZADA PELO COLETIVO COM ESTUDANTES DE CIÊNCIAS MOLECULARES - USP

FIGURA 2: INTERVENÇÃO ARTÍSTICA

FIGURA 3: PERFORMANCE CORPO DOCUMENTO

FIGURA 4: DISCUSSÃO SOBRE RACISMO RECREATIVO