O coletivo Sankofa criado em 2024 por estudantes e orientado por alguns professores do Ensino Médio Integral do Centro de Excelência Gilberto Freyre, partiu da necessidade de engajar os estudantes na discussão do antirracismo e da construção coletiva do projeto da consciência negra. A estratégia utilizada foi:
Coletivo Sankofa: Por uma escola antirracista
Kauanne Vitória Moura Santos, Ana Caroline dos Santos Cabral, Leandro Gustavo Barros Brito, Brenda Vieira da Conceição, Iasmin Messias dos Santos - estudantes do Centro de Excelência Gilberto Freyre – Nossa Senhora do Socorro – SE. Maria da Conceição dos Santos, Barbara Sheila G. e F. Araújo - Professoras
Resumo
Metodologia
Resultados
CONCLUSÕES
Agradecimentos
O racismo recreativo é um desafio enfrentado no ambiente escolar; piadas e apelidos baseados em estereótipos e preconceitos produzem grande impacto na vida dos estudantes. Diante desse desafio, foi criado no início de 2024 o Coletivo Sankofa, protagonizado por estudantes do Ensino Médio do Centro de Excelência Gilberto Freyre, que tem como objetivo fazer intervenções culturais na escola e na comunidade. A atuação do Coletivo Sankofa contribui para a efetivação da Lei 10.639/03. Observou-se entre os estudantes o interesse em participar do coletivo e uma postura antirracista, usando o coletivo como exemplo positivo no combate a casos de racismo.
Objetivos
O Coletivo Sankofa atua no Centro de Excelência Gilberto Freyre e é um importante meio de trabalhar ações antirracistas e desenvolver o protagonismo e participação cidadã dos estudantes. Eles foram incentivados a desenvolver habilidades artísticas e de socialização, bem como, encorajados a serem protagonistas na resolução de problemas da comunidade escolar, como por exemplo o racismo recreativo, manifestado através de piadas, apelidos, palavras e frases racistas. A existência do coletivo contribuiu para aumentar o repertório cultural dos estudantes e a desenvolver um olhar crítico para o racismo presente no cotidiano.
Possibilitou o contato com autores importantes para o debate racial, tais como Djamila Ribeiro e a sergipana Beatriz do Nascimento e o encontro com intelectuais, entidades e representantes de organizações do movimento negro em Sergipe de outros estados.
Referências
BISPO DOS SANTOS, Antônio. A terra dá, a terra quer. São Paulo, Ubu Editora, 2023.
MOREIRA, Adilson. Racismo Recreativo. São Paulo: Sueli Carneiro; Jandaíra, 2023.
Ôrí, Direção: Raquel Gerber, 1989.
NASCIMENTO, Beatriz, Beatriz Nascimento - quilombola e intelectual: possibilidades nos dias de destruição, São Paulo, União dos Coletivos Pan-africanistas, 2018.
O Riso dos Outros. [S.d.]. Direção: Ivana Lins. Produção: Maria Clara. Rio de Janeiro: TV Cultura, 2012. PINHEIRO, B. C. S. Como ser um educador antirracista. São Paulo: Planeta Brasil, 2023. 160p. RIBEIRO, Djamila. Pequeno Manual Antirracista. São Paulo: 1ª Companhia das Letras, 2019.
Coloque aqui o QR Code do vídeo.
FIGURA 1: OFICINA EDUCAÇÃO E CULINÁRIA DE AXÉ
FIGURA 5: CARTAZ DE PALESTRA ORGANIZADA PELO COLETIVO COM ESTUDANTES DE CIÊNCIAS MOLECULARES - USP
FIGURA 2: INTERVENÇÃO ARTÍSTICA
FIGURA 3: PERFORMANCE CORPO DOCUMENTO
FIGURA 4: DISCUSSÃO SOBRE RACISMO RECREATIVO