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A Ciência da China Antiga

Projeto Orientalismo

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A China na antiguidade foi palco de diversas inovações em inúmeros setores, seja ele na escrita, na engenharia e na invenção de utensílios que até hoje utilizamos. Desde o Período Pré-histórico, com as Dinastias Xia (-2205 a –1766) e Shang (-1523 a –1027), já temos a arte em bronze, seja em vasos, ferramentas ou armas. Era a Idade do Bronze na China.

Figura 1:  Recipiente para beber vinho em bronze da Dinastia Xia (2100-1600 a. C)

Fonte: http://www.visual-arts-cork.com/images-ceramics/xia-vessel.jpg (acessada em 08/12/2022)

Figura 2: Aquecedor de vinho em bronze da Dnastia Shang (século XII a.C)

Fonte: https://collectionapi.metmuseum.org/api/collection/v1/iiif/44775/146951/main-image (acessada em 08/12/2022)

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Em Erlitou, Luoyang, província de Henan fica localizado o sitio arqueológico onde foram encontrados vestígios das dinastias pré-históricas. A região é próxima a riachos que desaguam no Rio Amarelo, e para evitar inundações, foram desenvolvidos sistemas primitivos de drenagens e irrigação. A aldeia era construída entre muralhas para afastar inimigos. (COTTERELL, 2000)

Na Dinastia Shang, também conhecida como A Época da Realeza Palaciana, começa a ser introduzido a metalurgia (mas ainda com predomínio do bronze), a agricultura e a criação de feudos. Com a organização da sociedade, a escrita (embora haja hipóteses de que tenha surgido antes por já se mostrar complexa) é utilizada em rituais, como por exemplo em carapaças  e ossos de animais com fins adivinhatórios. 

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Figura 3: Casco de tartaruga com inscrições oraculares.

Fonte: http://museum.sinica.edu.tw/en/exhibition/21/item/508/ (acessado em 08/12/2022)

Figura 4: Oráculos em um crânio de cervo.

Fonte: http://museum.sinica.edu.tw/en/exhibition/21/item/19/ (acessado em 08/12/2022)

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Na Dinastia Zhou, continuaram a utilizar o bronze, porém trazendo mais detalhes e mais voltada para a figura humana e suas necessidades. O uso do ferro é ampliado e refinado, e bastante utilizado na agricultura. (Bueno, 2012)

Figura 5: Figura de bronze de um cocheiro da era dos Reinos Combatentes, da Dinastia Zhou (Século IV ao III a.C)

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Zhou_dynasty#/media/File:Charioteer_figure,_bronze,_Eastern_Zhou_Dynasty.JPG (acessada em 08/12/2022)

Figura 6: Vaso chinês de bronze em um pedestal, usado como recipiente para grãos ( c. 1000 a.C)

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/File:Western_Zhou_Gui_Vessel.jpg (acessada em 08/12/2022)

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Já no campo da astronomia, os Zhou criaram um calendário, onde ficava definido os dias para plantio, colheita e outros rituais, baseado em observações astronômicas. O chamado Livro de Seda, datado de 5 a.C tem citações sobre cometas, eclipses e diferenciação entre planetas e estrelas, a fim de prever bons e maus presságios para o império. Outras obras também foram criadas, mas foram destruídas durante a Dinastia Qin (MARTINS et al, 2019)

Figura 7: Detalhe no Livro da Seda — "Diagrama de Cometa" da Adivinhação por Fenômenos Astrológicos e Meteorológicos. Na adivinhação, esses cometas eram considerados o sinal de epidemias de guerra e peste (Século II a. C)

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_ci%C3%AAncia_e_tecnologia_na_China#/media/Ficheiro:Mawangdui_Astrology_Comets_Ms.JPG (acessada em 08/12/2022)

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A ascensão da Dinastia Qin trouxe uma decadência na produção de ciência através da repressão de sábios, queima de livros religiosos, de pesquisas e literaturas, por outro lado, criou o papel através de fibras vegetais esticadas e secas e padronizou os ideogramas. (BUENO, 2012) As grandes empreitadas desse período foram as construções, como o início da Grande Muralha, que para evitar que nômades pudessem invadir a região, vários muros foram ligados uns aos outros, utilizando materiais como terra e pedra combinados com técnicas que tornavam o piso maleável ao aquecimento e ao peso. (COTTERELL, 2000)

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A obra que podemos considerar o ápice da megalomania de Qin Shi Huangdi foi o seu mausoléu que teve sua obra iniciada quando o Primeiro Imperador ainda tinha 13 anos, em 246 a. C, e levou 38 anos para ser finalizada utilizando mão de obra forçada de escravizados e prisioneiros de guerra.

Para construir a enorme tumba, o Monte Li teve que ser escavado e terraplanado, e para evitar possíveis alagamentos, os cursos de alguns riachos da região tiveram que ser modificados. Diversas câmaras foram criadas na intenção de se criar um palácio para a vida pós morte do Imperador. Para poupar a vida de seu exército e funcionários, foram construídas cerca de 8.000 estatuas onde os corpos eram feitos em um molde, para facilitar a produção em massa, e suas cabeças esculpidas uma a uma de acordo com quem deveriam representar. Assim, o exército de terracota, com seus carros, cavalos e armas foram colocadas à disposição do imperador após a sua morte. Maquetes da cidade com rios e mares de mercúrio também foram colocadas na tumba a fim de representar o Império. (QIAN, 1993)

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Figura 9: Um dos soldados em uma carruagem e cavalos na exposição do Museu de Xi'na.

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/File:2015-09-22-091227_-_Museum_der_Grabanlage_des_Qin_Shi_Huangdi.jpg 9acessada em 08/12/2022)

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Figura 10: Parte do Exército de Terracota, cada um com uma feição diferente. 

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/File:Terracotta_Army_(6143564816).jpg (acessada em 08/12/2022)

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A Dinasta Han foi a que mais trouxe inovações para a ciência e tecnologia na China Antiga. Começando com a melhorias na fabricação de papel, que foi padronizado, para registros, como por exemplo os de Sima Qian, que resgatou inúmeros acontecimentos que quase foram perdidos na época dos Qin. 

A fundição do ferro foi melhorada levando a criação de diferentes ferramentas para a agricultura, como arados e semeadores. Os avanços na matemática e astronomia levaram a criar calendários utilizando o sol e a lua como marcadores de tempo e a inserção de eventos importantes, como por exemplo a passagem do cometa Halley em 12 a. C, e também desenvolveu a cartografia. O primeiro navio a leme também foi desenvolvido nesta época e o protótipo da bussola também foi inventada dentre outras inúmeras criações desta dinastia. (NEEDHAM, 1986)

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Figura 11: Barco de cerâmica em miniatura, com uma âncora na proa, um leme de direção na popa, compartimentos cobertos com janelas e portas (25 – 225 d. C). Museu de Guangzhou.

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/File:Eastern_Han_pottery_boat.JPG (acessada em 08/12/2022)

Figura 12: Shiji, ou Registros do Grande Historiador, de Sima Qian (Século I a. C)

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/File:Shiji.jpg (acessada em 08/12/2022)

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Referências Bibliográficas

  • BUENO, André da Silva. O extremo oriente na antiguidade. Rio de Janeiro: Fundação CECIERJ, 2012..
  • COTTERELL, Artur. História cultural da China. Lisboa: Gradiva, 2000
  • MARTINS, Milene Rodrigues; BUFFON, Alessandra Daniela; NEVES, Marcos César Danhoni. A Astronomia na antiguidade: Um olhar sobre as contribuições chinesas, mesopotâmicas e egípcias. Revista Valore, Volta Redonda, n. 4: p.810-823, Jan/Jun/2019.
  • Needham, Joseph. Science and Civilization in China: Volume 3; Mathematics and the Sciences of the Heavens and the Earth.  Taipei: Caves Books, 1986.
  • QIAN Sima. Records of the Grand Historian: Qin Dynasty. Translated by Burton Watson. New York: Columbia University Press, 1993