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Sergipe e suas oito Unidades de Gestão de Recursos Hidricos

Sergipe possui 8 unidades de gestão hídrica principais, classificadas entre rios federais e estaduais:

Federais: São Francisco, Vaza-Barris e Real (atravessam outros estados).

Estaduais: Sergipe, Japaratuba e Piauí (domínio inteiramente sergipano).

Litorâneas: Grupos de Bacias Costeiras 01 e 02.

Santana do São Francisco BH São Francisco

https://vilaaju.com.br/conheca-santana-de-sao-francisco-em-sergipe/

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Sergipe é um Universo completo de Recursos Hídricos

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INDIAROBA – BAIXO RIO REAL

“ LUGAR ONDE ATÉ O DIVINO ESPÍRITO SANTO ESCOLHEU PARA FICAR”

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RIO REAL NO ESTADO DE SERGIPE

Em Sergipe, a bacia abrange os territórios de 8 municípios:

Poço Verde: Onde o rio Real faz limite geográfico inicial;

Tobias Barreto: Drenagem da cabeceira e transição agreste;

Tomar do Geru: Cortado por afluentes que alimentam o médio curso;

Itabaianinha: Importantes postos de monitoramento pluviométrico da bacia;

Riachão do Dantas: Norte da bacia, vertendo em direção ao talvegue principal;

Cristinápolis: Área de forte expressão da citricultura;

Umbaúba: Sub-bacias importantes, como a do Rio Itamirim;

Indiaroba: A foz estuarina que controla o estuário na margem sergipana.

Ecótono do semiárido.

AGRESTE, entre o sertão semiárido e a zona da mata

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Poço Verde

“Conhecimento em abundância é potência pura!!! Mas, é apenas força sem controle, se não houver o envolvimento das pessoas que moram e vivem no Alto, no Médio e no Baixo Rio REal no uso deste conhecimento.”

“A VERDADEIRA GESTÃO NASCE DAS PESSOAS."

Indiaroba

Umbauba

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Bacia hidrográfica e os múltiplos usos da água

Divisor de águas

entre bacias

Exultório

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Bacia hidrográfica e os múltiplos usos da água

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Bacia hidrográfica e os múltiplos usos da água

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O Plano Estadual de Recursos Hídricos

Estado de Sergipe

Instrumento de gestão incrível, conduzido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (SEMAC/SE).

Disponível na plataforma SERhidro,

Ferramenta indicativa para a reversão do quadro de degradação e conflito de usos na região sul e centro-sul de Sergipe.

A bacia abrange dinâmicas socioeconômicas e geográficas muito distintas — desde as cabeceiras e alto curso inseridos no polígono das secas e no domínio geológico do cristalino, até o baixo curso e estuário na planície litorânea de alta permeabilidade (domínio granular e cárstico).

Como o plano visa harmonizar o uso da água entre o abastecimento humano, a irrigação (fortíssima na região de citricultura) e a conservação ambiental, as metas e os municípios são bem integrados a essa dinâmica.

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1. Principais Problemas Verificados (Diagnóstico)

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1. Déficit no Balanço Hídrico e Sazonalidade Extrema:

O Rio Real apresenta um balanço hídrico deficitário em grande parte do ano.

Nas cabeceiras e no alto curso o rio possui um regime predominantemente intermitente.

A alta taxa de evaporação combinada com períodos cíclicos de estiagem severa reduz a disponibilidade de água superficial no interior da bacia.

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2. Conflito pelo Uso Múltiplo da Água (Citricultura vs. Abastecimento)

Um dos pontos mais sensíveis na gestão compartilhada da bacia:

A região abriga um dos maiores polos de citricultura (produção de laranja) do país, Cristinápolis (SE).

Segundo o PERH-SE, esta demanda é grande e pressiona os mananciais superficiais e subterrâneos. O Plano aponta a necessidade de mediar a concorrência entre o uso para a agricultura irrigada e o abastecimento humano.

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3. Degradação de Nascentes e Matas Ciliares

Há, segundo estudos e vistorias técnicas, comprometimento as zonas de recarga e cabeceiras:

O avanço do desmatamento para a abertura de pastagens e plantios eliminou a cobertura vegetal nativa.

A falta de cercamento de áreas de preservação permanente (APPs) promove a compactação do solo, acelera processos erosivos e causa o assoreamento dos riachos afluentes.

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4. Vulnerabilidade à Poluição Difusa e falta de Esgotamento:

A qualidade da água na bacia sofre pressões tanto do ambiente rural quanto do urbano:

Contaminação Agrícola: O uso de defensivos agrícolas e fertilizantes nas proximidades dos cursos d'água representa um risco contínuo de contaminação química por escoamento superficial.

Saneamento Deficiente: Carência de sistemas de tratamento de esgoto doméstico. O lançamento de efluentes sem tratamento adequado in natura compromete as condições sanitárias dos rios de médio e baixo curso.

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5. Salinidade Natural no Alto Curso

O trecho superior da bacia sofre com um problema de ordem geológica/climática. Devido às formações rochosas locais associadas às baixas precipitações do semiárido, a água das cabeceiras e de alguns aquíferos subterrâneos fraturados apresenta, naturalmente, altos índices de condutividade elétrica e salinidade (água salobra), limitando o seu uso imediato para o consumo humano e para certos tipos de culturas sem prévia dessalinização.

Trabalho da EMBRAPA

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Reflexo no Baixo Curso: Toda essa soma de fatores diminui a força com que o Rio Real chega ao seu trecho estuarino no litoral. Com o fluxo de água doce enfraquecido, a cunha salina (água do mar) avança com mais facilidade rio adentro, alterando temporariamente o equilíbrio ecológico dos manguezais de Indiaroba e Mangue Seco.

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2. Principais Metas a Serem Alcançadas

1. Metas de Regularização de Demandas e Controle de Conflitos

O grande problema é a pressão da irrigação sobre os corpos hídricos perenes e intermitentes.

Então :

Implementação do Cadastro Nacional de Usuários de Recursos Hídricos (CNARH):

Cadastrar os os usuários, para eliminar captações clandestinas;

Otimização de Sistemas de Irrigação:

Substituir a irrigação de baixa eficiência por sistemas de microaspersão ou gotejamento;

Alocação Negociada de Água:

Estabelecer termos de compromisso de transição e regras operacionais de restrição em períodos de estiagem severa, condicionando as vazões outorgadas à manutenção estrita da vazão ecológica (Q_90%) necessária para reter o avanço da cunha salina no estuário de Indiaroba.

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2. Principais Metas a Serem Alcançadas

2. Metas de Qualidade da Água e Saneamento Ambiental

Mitigar a carga de poluição difusa agrícola e efluentes urbanos, apçicando as diretrizes dos Planos Regionais de Saneamento Básico (PRSB):

Ampliação da Coleta e Tratamento de Esgoto:

Elevar os índices de tratamento de efluentes domésticos para reduzir o aporte de carga orgânica in natura nos tributários do Real;

Controle de Poluição Difusa :

Desenvolver programas de extensão rural voltados às boas práticas agrícolas, estabelecendo zonas de amortecimento livres de defensivos químicos nas proximidades das drenagens.

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2. Principais Metas a Serem Alcançadas

3. Metas de Conservação Ambiental e Recuperação de Zonas de Recarga

Recuperação e Isolamento de Áreas de Preservação Permanente (APPs):

Meta progressiva de cercamento de nascentes e matas ciliares degradadas no alto curso (região do ecótono semiárido em Poço Verde e Tobias Barreto);

Indução à Recarga Artificial e Manejo de Solo:

Disseminar práticas de conservação de solos (barragens subterrâneas, terraceamento e curvas de nível) nas vertentes agricultadas do Agreste para maximizar a infiltração de água das chuvas nas franjas dos aquíferos e mitigar o escoamento superficial erosivo.

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2. Principais Metas a Serem Alcançadas

4. Metas de Fortalecimento Institucional e Integração Interestadual

Como o rio Real possui águas de domínio da União por fazer divisa de estados, a governança integrada é a chave para o cumprimento de qualquer meta física:

Plena Operacionalização do Comitê de Bacia:

Fortalecer a representação participativa do comitê do lado sergipano e sua articulação direta com o comitê baiano e com a ANA;

Compartilhamento de Dados de Monitoramento (SEMARH-SE e INEMA-BA):

Unificar a rede de monitoramento hidrometeorológico e de qualidade da água ao longo de toda a calha do rio Real, estabelecendo uma base cartográfica e de outorgas integrada.

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2. Principais Metas a Serem Alcançadas

O Objetivo Final (Cenário de Prognóstico Desejável):

O horizonte pretendido pelo PERH-SE é converter o atual cenário de vulnerabilidade hídrica em uma dinâmica controlada, onde se estabeleça a garantia do abastecimento humano e a preservação do ecossistema estuarino e dos manguezais.

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Ai surge a pergunta –

Mas, é possível?

Entre tantas histórias de sucesso:

1- A criação das Regras Operativas para os reservatórios de geração de energia elétrica do Paranapanema;

2 - A mudança da vazão de referência das Bacias da vertente do Paranapanema Paulista;

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Mas, é possível?

3. Pactuações de Crise e Alocação Negociada (Bacia do Rio São Francisco)

O gerenciamento da severa crise hídrica na Bacia do Rio São Francisco (especialmente entre 2013 e 2018) é considerado um marco de mediação.

A Ação: O Comitê da Bacia (CBHSF), em conjunto com a ANA, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e o setor produtivo, coordenou a redução gradual e pactuada das vazões defluentes dos reservatórios de Sobradinho e Xingó para patamares históricos (abaixo de 550 m^3/s).

O Sucesso: Evitou-se o colapso do abastecimento humano em dezenas de cidades ribeirinhas e preservou-se a captação para os perímetros de irrigação de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), equilibrando a geração de energia com a segurança hídrica regional.

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Mas, é possível?

4. Programa Produtor de Água e o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)

Iniciado pela ANA e amplamente encampado por comitês de bacia e municípios, o programa inverteu a lógica tradicional da fiscalização punitiva.

A Ação: Foca no aporte de recursos financeiros (PSA) para produtores rurais que adotam práticas de conservação de água e solo em suas propriedades (como proteção de nascentes, terraceamento e cercamento de matas ciliares).

O Sucesso: O caso do município de Extrema (MG), no âmbito do projeto Conservador das Águas (essencial para o Sistema Cantareira), tornou-se referência mundial ao demonstrar o aumento real da qualidade e da regularidade da vazão dos mananciais através do engajamento voluntário do homem do campo.

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PARTICIPE!

DO COMITÊ

DO CONSELHO ESTADUAL

Mas, é possível?

Sim, é possível

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PARTICIPE!

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