LUIZ ROMERO
LÍNGUA PORTUGUESA: LITERATURA
MODERNISMO BRASILEIRO – A GERAÇÃO DE 22 – OSWALD DE ANDRADE
19/05/2022
2
PRIMEIRA GERAÇÃO (1922-1930) - “FASE HERÓICA”
ABAPORU – Tarsila do Amaral
3
CARACTERÍSTICAS:
• Pesquisa estética.
• vanguardas europeias e contexto brasileiro.
• Ruptura: Destruição da linguagem tradicional.
• paródia, poema-piada, poema-pílula.
• Caráter polêmico: ousadia, irreverência e inovação.
• Revisão crítica do passado histórico.
• Nacionalismo (primitivismo).
OSWALD DE ANDRADE (1890 –1954) – Poesia / Teatro / Ficção
“A massa ainda comerá o biscoito fino que fabrico”
Retrato de Tarsila
Do Amaral
4
Os movimentos de vanguarda europeia influenciaram bastante nossos artistas. Com base nos comentários sobre essas vanguardas, vamos verificar atitudes de linguagem que rompem com as regras vigentes e buscam novas formas de “palavras em liberdade”.
o capoeira
Oswald de Andrade
– qué apanhá sordado?
– O quê?
– Qué apanhá?
Pernas e braços na calçada
5
01. Verificando o texto Capoeira, podemos perceber o uso da técnica da simultaneidade de imagens e da fragmentação da realidade, como se uma câmera estivesse captando flashes. Em relação ao poema do modernista Oswald de Andrade, podemos perceber outra conquista do primeiro momento, que é:
a) trabalhar com a surpresa, o insólito, o humor, a piada, a ironia, a irreverência..
b) continuar com o verso medido, regrado e formas preconcebidas.
c) a opção pelo verso regular e preocupação formal.
d) o uso cuidadoso do idioma e a observância severa das regras gramaticais.
e) a preocupação com o tradicional, o conservador e a mesmice.
6
POESIA PAU-BRASIL (1924) –OSWALD DE ANDRADE
VANGUARDAS ARTÍSTICAS BRASILEIRAS
7
VERDE–AMARELO (1924, EVOLUIU PARA O GRUPO DA ANTA, 1929) – Plínio Salgado /
Guilherme de Almeida / Menotti del Picchia e
Cassiano Ricardo...
8
ANTROPOFAGIA (1929) – OSWALD DE ANDRADE
Retomada radical da Poesia Pau-Brasil em reação ao Verde-Amarelo.
9
brasil
O Zé Pereira chegou de caravela�E perguntou pro guarani da mata virgem�– Sois cristão?�– Não. Sou bravo, sou forte, sou filho da Morte�Teterê tetê Quizá Quizá Quecê!�Lá longe a onça resmungava Uu! ua! uu!�O negro zonzo saído da fornalha�Tomou a palavra e respondeu�– Sim pela graça de Deus�Canhem Babá Canhem Babá Cum Cum!�E fizeram o Carnaval.
01. (ENEM). Este texto (brasil) apresenta uma versão humorística da formação do Brasil, mostrando-a como uma junção de elementos diferentes Considerando-se esse aspecto, é correto afirmar que a visão apresentada pelo texto é
10
11
02. (ENEM). A polifonia, fenômeno textual e discursivo onde variadas vozes dialogam, presente no poema resulta da manifestação do
12
03. Intitulado “brasil”, o poema se propõe a descrever o país pela perspectiva histórica, étnica e cultural. Considerando o contexto em que foi publicado o texto porque o título é apresentado em letra minúscula, mesmo tratando-se de um nome próprio?
13
04. Observe a linguagem empregada no poema, em especial no verso: “E perguntou pro guarani da mata virgem”. A variedade linguística dominante é popular. Que relação há entre o emprego dessa variedade linguística e o projeto modernista?
14
05. Os versos “Sou bravo, sou forte / sou filho do norte” são do poema “I-Juca Pirama”, do poeta romântico Gonçalves Dias. Que novo sentido ganha o verso com a alteração de norte para morte, no poema “brasil”, de Oswald de Andrade?
15
06. Historicamente, os três grupos humanos mencionados no texto têm um papel decisivo na formação étnica e cultural brasileira. No poema, contudo, é com ironia e humor que o irreverente Oswald de Andrade se refere a eles. De acordo com o texto, a que esses três grupos deram origem?