A Escola como Território de Saber, Emancipação e Produção de Liberdade: contribuições da Educação das Relações Étnico-Raciais na execução da medida socioeducativa de privação de liberdade
Hariane Penny De Lellis
Maria Aparecida Bento
Curitiba
2026
VII Seminário ErêYá
A Escola como
Quilombo de Saberes e Práxis
Apresentação
VII Seminário ErêYá
A Escola como
Quilombo de Saberes e Práxis
Os relatos, desenvolvidos pelas estudantes Mel Lobato, Maria Clara Gomes e Naomi Pereira, pretendem descrever, sob nossas óticas, as vivências como garotas negras em Curitiba.
Ao adotar essa perspectiva, entendemos nossas narrativas não apenas como exposições pessoais, mas como uma possibilidade de resistência política que denuncia a condição de subalternidade imposta pela estrutura racista.
Objetivos
VII Seminário ErêYá
A Escola como
Quilombo de Saberes e Práxis
A análise aqui proposta fundamenta-se na compreensão de que o racismo estrutural opera ativamente nas dinâmicas de exclusão vivenciadas em espaços cotidianos, portanto, buscamos por meio deste, ocupar os espaços que também são nossos. Assim, transformando a escrita de vida em uma ferramenta indispensável para contestar os discursos dominantes e desnaturalizar as microagressões rotineiras.
Metodologia
VII Seminário ErêYá
A Escola como
Quilombo de Saberes e Práxis
Utilizamos a metodologia da escrevivência como ferramenta de construção, onde nossas trajetórias são constantemente atravessadas por marcadores de raça, gênero e classe. Através desta, pretendemos desvencilhar imagens estereotipadas herdadas do processo de escravização, mostrando como juntas somos mais fortes, e, apesar dos diferentes relatos de dor, precisavámos nos encontrar para ser resistência.
Resultados / Considerações
VII Seminário ErêYá
A Escola como
Quilombo de Saberes e Práxis
Concluímos que a negritude feminina pode e deve atuar em Curitiba. - lembrando que o papel de letramento racial não se restringe somente à mulheres dentro do nosso coletivo. - Um dos resultados mais significativos para nós, é ter a possibilidade de levar o letramento racial para além dos muros das nossas casas e ainda mais em espaços como o nosso Colégio Estadual do Paraná, faculdades, outras escolas e nas ruas.
O movimento é um organismo vivo. Seguimos acreditando em um propósito maior e igualitário, cujo ideal é compor uma sociedade 100% antirracista.