POLÍTICAS LINGUÍSTICAS E AS REPRESENTAÇÕES DA PRÁTICA DOCENTE NO ENSINO FUNDAMENTAL I: LÍNGUA INGLESA EM FOCO
Autora: Mariana Guedes Seccato
Orientador: Prof. Dr. Kleber Aparecido da Silva
Dissertação entregue ao Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Londrina em 2016.
OBJETIVOS
• Analisar o GCLI a fim de pontuar LI como prática translingue, que compõe um dos embasamentos da Linguística Aplicada Crítica;
• Analisar as representações das professoras atuantes no Projeto em relação ao GCLI (Guia Curricular para a Língua Inglesa do município de Londrina), no que tange os princípios e desafios que regem o GCLI. As representações das professoras serão consideradas dentro do Contexto da Prática do Ciclo de Políticas de Ball.
PERGUNTAS DE PESQUISA
OBJETIVOS E PERGUNTAS DE PESQUISA
Principais conceitos que embasaram o trabalho
LI como prática translingue | Em sala de aula, pontuam-se os questionamentos sobre os modelos já estabelecidos no mundo, sobre o uso de uma língua estrangeira, principalmente quanto a LI como língua global, em favor de abordagens mais abertas, que não limitem as capacidades dos alunos. (CANAGARAJAH, 2013) |
LAC | Segundo Pennycook (1999), no contexto de ensino- aprendizagem de LI como segunda língua, o trabalho crítico se caracteriza como uma atividade que tenta relacionar o ensino de inglês com questões sociais e políticas mais amplas. |
Ciclo de Políticas | Essa abordagem oferece uma estrutura conceitual para a análise de políticas que inclui reflexões sobre aspectos contextuais, históricos, discursivos e interpretativos. Fundamenta-se na ideia de que as políticas nacionais ou locais estão relacionadas a tendências econômicas e políticas globais e, ao mesmo tempo, precisam ser compreendidas historicamente. |
Acreditar numa linguística crítica é acreditar que podemos fazer diferença. Acreditar que o conhecimento sobre a linguagem pode e deve ser posto a serviço do bem-estar geral, da melhoria das nossas condições do dia a dia. É também acreditar que o verdadeiro espírito crítico tem de estar voltado, vez por outra, para si próprio. É preciso, em outras palavras, submeter as nossas práticas ao escrutínio crítico. Para isso, é necessário nos lembrar, com frequência, que podemos estar errados sobre esta ou aquela questão. E, finalmente, acreditar que nunca é tarde para aprender e nunca se sabe de quem se pode aprender a nossa próxima lição. (RAJAGOPALAN, 2003, p.12)
O contexto da prática do Ciclo de Políticas é destacado como discussão sobre a importância da existência de uma mobilidade de relações entre as teorias, diretrizes e práticas (MAINARDES; GANDIN, 2013). Os princípios norteadores do GCLI foram exemplificados nos relatos das docentes e forneceram indícios para reflexões quanto às possíveis conexões entre políticas linguísticas e a prática docente. A maior parte dessas conexões foi linear, ou seja, a maior parte dos princípios que regem o Guia foi colocada em prática pelas professoras dentro da ideologia de cada um dos princípios, porém no que tange o princípio de interculturalidade falta uma convergência que remete às considerações da diversidade e a formação dos indivíduos, surgindo reflexões quanto a relação local/global; homogêneo/heterogêneo; documento e prática.
Resultados e Contribuições
BALL, S.J. Big policies/small world: an introduction to international perspectives in education policy. Comparative Education, Penn State, v. 34, n. 2, pp. 119-130. 1998a.
Educational reform: a critical and post-structural approach. Buckingham: Open University Press, 1994.
BAKHTIN, M.M. The dialogic imagination. Austin: University of Texas Press, 1981. Estética da comunicação verbal. Trad. Paulo Bezerra. 4ed.São Paulo: Martins Fontes, 2003.
CANAGARAJAH, S. Navigating Language politics: a story of criticsl praxis. In: NICOLAIDES, C; SILVA, K, A; TILIO, R; ROCHA;C, H. Políticas Linguísticas e Linguísticas. Campinas: Pontes Editores, 2013.
FREIRE, Paulo. A Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.
PENNYCOOK, A. The cultural politics of English as an International language. London: Longman, 1994.
Critical and Alternative directions in Applied Linguistics. Australian Review of Applied Linguistics, vol. 33, n. 2, p. 16.1- 16.16. Australia, Monash University.
Principais Referências Bibliográficas