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Reunião de CasosAbdome

Autor: Italo Ueno

R3 Radiologia e Diagnóstico por Imagem – EPM/UNIFESP

Coordenação: Giuseppe D'Ippolito e Daniel Bekhor

Data: 14/08/2024

https://conferenciaweb.rnp.br/webconf/ddi-abdomen

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Paciente J.C.L. 

Identificação: 19 anos, masculino.

HPMA: Paciente com diagnóstico prévio de retocolite ulcerativa desde 2015. No ano de 2016 evolui com aumento GGT, realizado na época colangio RM (normal) e biópsia hepática.

Antecedentes pessoais: 

- Colectomia total com bolsa ileal em J - nov/2016.

- Outras manipulações cirúrgicas de alças intestinais.

- Reconstrução de trânsito intestinal - 09/10/18

Laboratoriais: 

-HIV : NR

- TGP 40 ; TGO 22 ; GGT 112 ; FA 180

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RM Abdome e pelve

AX T2

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RM Abdome e pelve

AX T1 portal

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RM Abdome e pelve

Colangio 3D MIP

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Sobre o diagnóstico, assinale a alternativa errada?

  1. É um diagnóstico de exclusão
  2. Possui associação com retocolite ulcerativa em 70% dos casos
  3. Podemos considerar como diagnósticos diferenciais, colangites esclerosantes secundárias e colangiocarcinomas.
  4. Colangiocarcinoma é uma possível complicação
  5. Após o transplante hepático, não há possibilidade de recorrência.

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Sobre o diagnóstico, assinale a alternativa errada?

  1. Acomete principalmente homens entre 30-40 anos.
  2. Um achado característico de imagem são as múltiplas curtas estenoses segmentares intra e extra-hepática alternando com ductos biliares normais ou levemente dilatados.
  3. Podemos considerar como diagnósticos diferenciais, colangites esclerosantes secundárias e colangiocarcinomas.
  4. Colangiocarcinoma é uma possível complicação
  5. Após o transplante hepático, não há possibilidade de recorrência.

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Colangite esclerosante primária

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Colangite esclerosante primária

  • Doença inflamatória crônica progressiva imunomediada
  • Acomete < 50 a cada 100.000 pacientes
  • Prevalência: 30-40 anos, mais comuns em homens.
  • Há associação com doenças inflamatórias intestinais (80-70 % dos casos), sendo a retocolite ulcerativa em 87% destes.

Esclerose periductal

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Colangite esclerosante primária

  • Clínica: Colestase: icterícia, prurido, fadiga e dor no QSD e esteatorreia e associado a infecção bacteriana aguda.
  • Frequentemente assintomático, podendo apresentar:
    • níveis elevados de FA e GGT
    • exame de imagens alteradas.
  • É um diagnóstico de exclusão, afastando causas secundárias como por exemplo fatores tóxicos, infecciosos ou outros fatores inflamatórios potenciais.

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Colangite esclerosante primária

  • A CPRE -> padrão ouro para a representação da árvore biliar
  • Na prática, entretanto, a colangioRM é usada antes da CPRE
    • não é invasiva
    • avalia o fígado
    • evita o risco de 10% de hospitalização por CPRE
  • colangio RM: S86% e E 94%
    • precisão do diagnóstico em estágios iniciais é de 90 %
      • CPRE 97%

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Colangite esclerosante primária

  • Achados de imagem colangio RM:
    • aspecto “em colar de contas”:
      • acometimento multifocal, múltiplas curtas estenoses segmentares intra e extra-hepática alternando com ductos biliares normais ou levemente dilatados.

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Colangite esclerosante primária

  • Achados de imagem colangio RM:
    • Aspecto de "árvore podada":
      • Com a evolução da doença, os ductos periféricos tornam-se obliterados, não sendo mais caracterizados .

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Colangite esclerosante primária

  • Divertículos biliares podem estar presentes, e em menor porcentagem de pacientes (8%).
  • O acometimento crônico causa importantes alterações morfológicas hepáticas:
    • atrofia dos segmentos laterais do lobo esquerdo e posteriores do lobo direito com hipertrofia compensatória do lobo caudado.

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Colangite esclerosante primária

  • Complicações:
    • Cálculos biliares
    • Colangite bacteriana, abscesso
    • Carcinoma de vesícula biliar
    • Colangiocarcinoma
  • Transplante:
    • recorre em 20– 25% dos casos 5~10 anos após o transplante de fígado

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REFERÊNCIAS

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Doença

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