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FRANCISCO

SOUSA

GEOGRAFIA

CONFL. ÉTNICOS E AS MANIFEST. CULTURAIS NA FORM. POPULACIONAL

22/04/2022

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Ao longo dos anos, os conflitos entre Ruanda e Burundi e entre hútus e tútsis até hoje se mantêm, com sucessivas tréguas e retomadas de embates, acarretando em uma grande quantidade de mortes na região.

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Conflito de Darfur, Sudão

Darfur é uma região localizada na porção Oeste do Sudão, país do continente africano. Nesse local ocorre, desde 2003, uma dura guerra civil entre povos islâmicos e não islâmicos. O governo sudanês vem apoiado o grupo miliciano árabe denominado Janjaweed, que vem perseguindo e aniquilando os povos não arabizados ou árabes não mulçumanos, que lideram uma resistência armada.

Apesar do Conflito de Darfur ter iniciado em 2003, o Sudão – que é, atualmente, o maior país da África – sofre com as sucessivas guerras civis desde 1956, quando conseguiu sua independência junto ao Reino Unido. Em 2006, o Conselho de Segurança da ONU enviou tropas para a intervenção sobre o conflito e impôs sérias sanções sobre o governo sudanês a fim de coibir o comércio e a proliferação de armas no país. Entretanto, o Sudão continua fornecendo armas para os Janjaweed e a guerra civil – a terceira da história do país – parece estar longe de terminar.

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Conflitos na região da Caxemira: Índia x Paquistão

A Caxemira é uma região montanhosa localizada ao norte da Índia e a Nordeste do Paquistão e tem sido alvo de disputas entre Índia, China e Paquistão desde 1947, após o fim da dominação colonial imposta pelo Reino Unido.

Ao final da dominação colonial britânica, o vasto território das Índias Britânicas dividiu-se entre Índia e Paquistão, porém a região da Caxemira, de maioria islâmica, mas com governo hindu, ficou sem um rumo certo. Com isso, decidiu-se que a região formaria um território autônomo, o que provocou uma série de rebeliões da maioria muçulmana sobre o governo hindu.

O governo, então, solicitou apoio à Índia, que passou a intervir militarmente na região. Em resposta, o Paquistão também enviou tropas em apoio aos muçulmanos. O conflito teve um fim com o estabelecimento de uma divisão territorial em duas zonas, uma paquistanesa, outra indiana.

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Porém, os conflitos ainda perduram e a região atualmente é ocupada pelos dois países e também pela China, que vê na região uma posição estratégica para ter acesso ao Tibete e a Sinkiang, localidades sob o domínio chinês.

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(UENP) Analise as assertivas abaixo referentes à Caxemira.

I. A Caxemira é uma região disputada tanto pela Índia quanto pelo Paquistão, em virtude de localizarem-se, nessa área, as nascentes dos rios Indo e Ganges, além de outras razões.

II. Índia e Paquistão travaram três guerras desde a independência da Inglaterra, em 1947. Duas delas foram por disputas pela Caxemira.

III. A Índia controla 40% da Caxemira; o Paquistão, um terço; a China, o resto.

IV. Os muçulmanos são maioria na região e há 12 anos eles começaram a lutar pelo separatismo, em um conflito que já matou mais de 33 mil pessoas. O Paquistão propõe um plebiscito para definir o futuro da área. A Índia prefere a mediação internacional.

Estão corretas:

A) Todas as assertivas B) Apenas I e I C) Apenas II e III D) Apenas III e IV E) Apenas I e IV.

VAMOS PRATICAR?

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Os Curdos

"Os Curdos são atualmente conhecidos por formarem a maior nação sem pátria do mundo. Trata-se de uma etnia composta por mais de 40 milhões de pessoas que habitam regiões do Iraque, Irã, Síria e Turquia.

Os curdos sofrem duras repressões dos países onde habitam. No Iraque, a ditatura de Saddam Hussein executou milhares de curdos. Na Turquia, eles também sofrem muitas repressões do Governo, que teme a perda de seu território.

A independência e criação de um Estado Curdo – o Curdistão, como reivindicam os curdos – é muito improvável, uma vez que o território do novo país ocuparia todo o centro-sul da Turquia e partes da Síria e do Iraque, uma região extremamente estratégica por conter as nascentes dos rios Tigres e Eufrates, que abastecem boa parte do Oriente Médio.

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No mundo atual presenciamos conflitos étnicos, religiosos e povos sem um Estado-Nação definido, como no caso o povo curdo. A população curda chega a 26,3 milhões nos principais países onde esta população vive. (TAMDJIAN,2005). Com base na informação, é CORRETO afirmar que os curdos vivem principalmente:

A) Na faixa de gaza entre a Palestina e Israel em que os conflitos são frequentes mediante a disputa de territórios, o povo curdo sofre a violência e é excluso de direitos.

B) Na antiga Alemanha Oriental, com o fim da guerra fria os curdos ficaram sem pátria.

C) Nas Repúblicas Independentes da antiga União das Repúblicas Soviéticas como Lituânia, Estônia, Letônia, em que as disputas pelo território têm ocorrido com um grande número de genocídio.

D) Em países do Oriente Médio como Turquia, Síria, Irã, Iraque e Armênia em que os curdos não têm direitos políticos e são discriminados pelos governos.

E) Em países do Oriente Médio como Arábia Saudita, Iraque, Iêmen, Israel, Líbano e Jordânia em que o petróleo tem sido um dos fatores pela disputa do território em que os curdos ficaram exclusos e sem pátria.

VAMOS PRATICAR?

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Mianmar é um país de maioria budista (90% da população de 60 milhões segue a religião). A etnia rohingya é uma minoria mulçumana que vive em Rakhine, uma área pobre e remota do país. A origem da etnia rohingya ainda é incerta e gera controvérsias. Eles se autodeclaram um povo tradicional ou indígena e possuem um dialeto próprio. Outros apontam que, na verdade, são mulçumanos de origem bengali que migraram para Mianmar durante a colonização britânica.  Durante a independência do país, em 1948, muitos rohingya foram considerados cidadãos birmaneses.

A partir de 1962, a Junta Militar que governou o país começou a cortar os direitos da comunidade. Em 1982, com a Lei de Cidadania, os rohingya tiveram a nacionalidade birmanesa negada e hoje constituem a maior população apátrida do mundo. Essa condição os coloca à margem de muitos direitos de cidadãos como ter acesso a escolas, votar, usar hospitais e direitos no mercado de trabalho. Eles também não têm o direito de possuir terra ou propriedades e são proibidos de viajar sem permissão.

Rohingya, minoria sem pátria

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Há décadas essa minoria é vítima de perseguição e desconfiança. Tanto que a população rohingya possui um histórico de imigração para países como Bangladesh, Arábia Saudita e Índia.  Nos últimos anos, o avanço do nacionalismo budista aumentou a hostilidade e a discriminação. Para o líder budista Ashin Wirathu, os rohingyas devem ser expulsos do país porque são “imigrantes ilegais trazidos pelo Império britânico” e protagonistas de “uma invasão mulçumana”.

Em vídeos, monges radicais se referem à etnia como “cobras” e “piores que cachorros”. Em 2012, grupos budistas extremistas atacaram comunidades rohingya no Estado de Rakhine. A população rohingya acusou as autoridades birmanesas de não agir para defendê-los. Como consequência, 100 mil pessoas ficaram desabrigadas.

A atuação do exército birmanês tem sido criticada pela ONU e por organizações humanitárias.   Para o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al-Hussein, a tese da repressão dos rebeldes não se sustenta, pois existem provas de que os civis foram claramente o alvo.

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"Há indícios credíveis de que esta campanha de violência foi levada a cabo contra os rohingyas precisamente porque eram rohingyas, na sua base étnica e religiosa, e possivelmente baseado em ambos", declarou.

Um recente relatório da ONU concluiu que existe uma operação sistemática para expulsar definitivamente a população da região. "Os ataques brutais contra os rohingyas na parte setentrional do estado de Rakhine foram organizados, coordenados e sistemáticos, com a intenção não apenas de expulsar a população de Mianmar, mas também de impedir seu retorno para casa", conclui o relatório. As conclusões da investigação da ONU apontam abusos destinados a "incutir um medo profundo e maciço" entre a população rohingya.

Os relatos de refugiados contam que militares incendiaram vilarejos, espalharam minas terrestres na fronteira com Bangladesh, realizaram assassinatos em massa de civis e estupros contra mulheres e meninas.

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Recentemente, em Mianmar, a minoria étnica Rohingya foi vítima de graves massacres e assassinatos praticados por grupos extremistas da maioria étnico-religiosa do país. Entre 2017 e 2018, os atos de violência provocaram deslocamentos forçados de aproximadamente 650 mil Rohingyas principalmente para um dos países vizinhos. Com a ajuda do mapa anterior, assinale a alternativa que indica, respectivamente, o principal país para onde se deslocam os Rohingyas e as correntes religiosas seguidas por essa minoria étnica e pela maioria da população de Mianmar.

A) Bangladesh; mulçumana e budista.

B) Índia; católica e hindu.

C) Tailândia; católica e mulçumana.

D) China; hindu e budista.

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Xinjiang é uma região autônoma, localizada na maior e mais remota província da porção ocidental da China, que faz fronteira com diversos países, como Cazaquistão, Tajiquistão, Quirquistão (ex-repúblicas soviéticas), Mongólia, Paquistão, Índia e Afeganistão. É nessa localidade que vivem os Uigures, povos de origem turcomana, predominantemente muçulmanos. A China é acusada de cometer violação de direitos humanos por países europeus e Estados Unidos, especialmente, contra os Uigures.

Em décadas recentes, a região presenciou uma intensa migração de chineses de etnia han, e vários uigures passaram a reclamar de discriminação. Os chineses de etnia han compõem cerca de 40% da população de Xinjiang, enquanto 45% são uigur. A população da capital da região, Urumqi, de cerca de 2,3 milhão de pessoas, é hoje majoritariamente han. Pequim diz que militantes uigures vem realizando uma campanha violenta pela independência da região, com ataques a bomba, sabotagem e incitando a população à revolta.

Os Uigures na China

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