1 of 51

HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS

Enfª Marisa Langer

2 of 51

3 of 51

LAVAGEM DAS MÃOS

A lavagem das mãos é, sem dúvida, a rotina mais simples, mais eficaz, e de maior importância na prevenção e controle da disseminação de infecções, devendo ser praticada por toda equipe, sempre ao iniciar e ao término de uma tarefa.

​

4 of 51

HIGIENIZALÇAO DAS MÃOS

Recentemente, o termo “lavagem das mãos” foi substituído por “higienização das mãos” devido à maior abrangência deste procedimento. O termo engloba a higienização simples, a higienização anti-séptica, a fricção anti-séptica e a anti-sepsia cirúrgica das mãos, que serão abordadas mais adiante.

​

5 of 51

POR QUE FAZER? �

As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos durante a assistência prestada aos pacientes, pois a pele é um possível reservatório de diversos microrganismos, que podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele com pele), ou indireto, através do contato com objetos e superfícies contaminados.

6 of 51

A pele das mãos alberga, principalmente, duas populações de microrganismos: os pertencentes à microbiota residente e à microbiota transitória.

7 of 51

Microbiota residente

Constituída por microrganismos de baixa virulência, como estafilococos, corinebactérias e micrococos, pouco associados às infecções veiculadas pelas mãos. É mais difícil de ser removida pela higienização das mãos com água e sabão, uma vez que coloniza as camadas mais internas da pele.

​

8 of 51

Microbiota transitória

Coloniza a camada mais superficial da pele, o que permite sua remoção mecânica pela higienização das mãos com água e sabão, sendo eliminada com mais facilidade quando se utiliza uma solução anti-séptica.

​

É representada, tipicamente, pelas bactérias Gram-negativas, como enterobactérias (Ex: Escherichia coli), bactérias não fermentadoras (Ex: Pseudomonas aeruginosa), além de fungos e vírus.

9 of 51

Coleta de swab

10 of 51

�PARA QUE HIGIENIZAR AS MÃOS?�

A higienização das mãos apresenta as seguintes finalidades:

  • Remoção de sujidade, suor, oleosidade, pêlos, células descamativas e da microbiota da pele, interrompendo a transmissão de infecções veiculadas ao contato;
  • Prevenção e redução das infecções causadas pelas transmissões cruzadas.

​

11 of 51

QUEM DEVE HIGIENIZAR AS MÃOS?�

Devem higienizar as mãos todos os profissionais que trabalham em serviços de saúde, que mantém contato direto ou indireto com os pacientes, que atuam na manipulação de medicamentos, alimentos e material estéril ou contaminado

12 of 51

COMO FAZER? QUANDO FAZER?�

As mãos dos profissionais que atuam em serviços de saúde podem ser higienizadas utilizando-se: água e sabão, preparação alcoólica e anti-séptico.

A utilização de um determinado produto depende das indicações:

13 of 51

USO DE ÁGUA E SABÃO�

Quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos corporais.

  • Ao iniciar o turno de trabalho.
  • Após ir ao banheiro.
  • Antes e depois das refeições.
  • Antes de preparo de alimentos.
  • Antes de preparo e manipulação de medicamentos.
  • Nas situações descritas a seguir para preparação alcoólica.

​

​

14 of 51

USO DE PREPARAÇÃO ALCOÓLICA �

Quando estas não estiverem visivelmente sujas, em todas as situações descritas a seguir:

Antes de contato com o paciente

Objetivo: proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos das mãos do profissional de saúde.

​

  • Exemplos: exames físicos (determinação do pulso, da pressão arterial, da temperatura corporal); contato físico direto (aplicação de massagem, realização de higiene corporal); e gestos de cortesia e conforto.

​

15 of 51

Após contato com o paciente �

Objetivo: proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próxi­mos ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do próprio paciente

16 of 51

Antes de realizar procedimentos assistenciais e manipular dispositivos invasivos �

Objetivo: proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos das mãos do profissional de saúde.

​

​

​

Exemplos: contato com membranas mucosas (administração de medicamentos pe­las vias oftálmica e nasal); com pele não intacta (realização de curativos, aplicação de injeções); e com dispositivos invasivos (cateteres intravasculares e urinários, tubo endotraqueal).

​

17 of 51

������ Antes de calçar luvas para inserção de dispositivos invasivos que não requeiram preparo cirúrgico. ���

​

​

​

Objetivo: proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos oriundos �das mãos do profissional de saúde.�

Exemplo: inserção de cateteres vasculares periféricos.

​

18 of 51

Após risco de exposição a fluidos corporais �

Objetivo: proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próximos ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do paciente a outros profissionais ou pacientes.

​

19 of 51

�Ao mudar de um sítio corporal contaminado para outro, limpo, durante o cuidado ao paciente �

​

Objetivo: proteção do paciente, evitando a transmissão de microrganismos de uma determinada área para outras áreas de seu corpo.

Exemplo: troca de fraldas e subseqüente manipulação de cateter intravascular.

Ressalta-se que esta situação não deve ocorrer com freqüência na rotina profissional. Devem-se planejar os cuidados ao paciente iniciando a assistência na seqüência: sítio menos contaminado para o mais contaminado.

​

20 of 51

Após contato com objetos inanimados e superfícies imediatamente próximas ao paciente �

Objetivo: proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próxi­mos ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do paciente a outros profissionais ou pacientes.

​

Exemplos: manipulação de respiradores, monitores cardíacos, troca de roupas de cama, ajuste da velocidade de infusão de solução endovenosa.

​

21 of 51

Antes e após remoção de luvas (sem talco)�

Objetivo: proteção do profissional e das superfícies e objetos imediatamente próxi­mos ao paciente, evitando a transmissão de microrganismos do paciente a outros profissionais ou pacientes

​

22 of 51

ATENÇÃO

23 of 51

Atenção

As luvas previnem a contaminação das mãos dos profissionais de saúde e ajudam a reduzir a transmissão de patógenos. Entretanto, elas podem ter microfuros ou perder sua integridade sem que o profissional perceba, possibilitando a contaminação das mãos.

​

24 of 51

No caso de dúvida:

​

​

"LAVE SUAS MÃOS"

​

25 of 51

HIGIENIZAÇÃO SIMPLES DAS MÃOS

  • Finalidade

Remover os microrganismos que colonizam as camadas superficiais da pele, assim como o suor, a oleosidade e as células mortas, retirando a sujidade propícia à permanência e à proliferação de microrganismos.

​

Duração do procedimento: 40 a 60 segundos.

​

26 of 51

IMPORTANTE

  • No caso de torneiras com contato manual para fechamento, sempre utilize papel-toalha.
  • O uso coletivo de toalhas de tecido é contra-indicado, pois estas permanecem úmidas, favorecendo a proliferação bacteriana.

​

  • Deve-se evitar água muito quente ou muito fria na higienização das mãos, a fim de prevenir o ressecamento da pele.

27 of 51

Técnica

28 of 51

29 of 51

30 of 51

31 of 51

32 of 51

33 of 51

34 of 51

35 of 51

36 of 51

37 of 51

38 of 51

HIGIENIZAÇÃO ANTI-SÉPTICA DAS MÃOS

​

Finalidade

Promover a remoção de sujidades e de microrganismos, reduzindo a carga microbiana das mãos, com auxílio de um anti-séptico.

​

Duração do procedimento: 40 a 60 segundos.

​

39 of 51

FRICÇÃO ANTI-SÉPTICA DAS MÃOS �(COM PREPARAÇÕES ALCOÓLICAS)�

Finalidade

  • Reduzir a carga microbiana das mãos (não há remoção de sujidades). A utilização de gel alcoólico a 70% ou de solução alcoólica a 70% com 1-3% de glicerina pode substituir a higienização com água e sabão quando as mãos não estiverem visivelmente sujas.

​

  • Duração do Procedimento: 20 a 30 segundos.

​

40 of 51

IMPORTANTE

  • Para evitar ressecamento e dermatites, não higienize as mãos com água e sabão imediatamente antes ou depois de usar uma preparação alcoólica.�
    • Depois de higienizar as mãos com preparação alcoólica, deixe que elas sequem completamente (sem utilização de papel-toalha).

41 of 51

42 of 51

43 of 51

�ANTI-SEPSIA CIRÚRGICA OU PREPARO PRÉ-OPERATÓRIO DAS MÃOS �

Finalidade:

Eliminar a microbiota transitória da pele e reduzir a microbiota residente, além de proporcionar efeito residual na pele do profissional.

​

​

As escovas utilizadas no preparo cirúrgico das mãos devem ser de cerdas macias e descartáveis

44 of 51

ANTI-SEPSIA CIRÚRGICA OU PREPARO PRÉ-OPERATÓRIO DAS MÃOS �

Para este procedimento, recomenda-se:�Anti-sepsia cirúrgica das mãos e antebraços com anti-séptico degermante.

​

​

Duração do Procedimento: de 3 a 5 minutos para a primeira cirurgia e de 2 a 3 minutos para as cirurgias subseqüentes

45 of 51

46 of 51

47 of 51

48 of 51

49 of 51

50 of 51

51 of 51

Marisa Langer�(049) 8406-6461 /9908-6253�marycdia@yahoo.com.br