Violências no cotidiano de adolescentes�- consulta participativa de opinião-
Maio de 2021
Iniciativa
Parceria técnica
Iniciativa
O Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CPPHA) é uma iniciativa tripartite e suprapartidária que tem como partícipes a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Governo do Estado de São Paulo, representado pela Secretaria de Justiça e Cidadania e que visa a prevenção à violência fatal de crianças e adolescentes de 10 a 19 anos no Estado de São Paulo.
A partir do lançamento da iniciativa em 05 de setembro de 2019, o CPPHA tem se dedicado a construir parcerias e ações junto à sociedade civil, às instituições de governo e justiça, bem como junto aos movimentos sociais e as universidades para uma agenda de prevenção aos homicídios de meninos e meninas paulistas. Nesta mesma ocasião, foram criados 04 grupos de trabalho, sendo eles: GT1. Dados, pesquisa e métodos; GT2. Políticas Públicas Intersetoriais; GT3. Território em Pauta; GT4. A Justiça e o Adolescentes, como forma de garantir a participação social.
Parceria técnica
A Rede Conhecimento Social é uma organização sem fins lucrativos que concebe, planeja e implementa diferentes abordagens de construção de conhecimento por meio de colaboração, cocriação e compartilhamento de saberes, utilizando estratégias participativas e metodologias desenvolvidas pela multiplicidade de pessoas que compõem a rede.
Fundada em 2016, dá continuidade às ações do Instituto Paulo Montenegro, que coordenou as iniciativas de responsabilidade social do Grupo IBOPE até 2015.
Essa origem permite que a Rede Conhecimento Social traga em seu DNA a expertise de colocar a serviço da sociedade o uso de pesquisas e promover múltiplas formas de produção e disseminação de conhecimento para fins sociais como práticas formativas e métodos para fortalecimento de territórios e causas.
Contexto
A participação e escuta de adolescentes tem sido considerada fundamental no CPPHA, sobretudo para compreender as diferentes formas de violência que os afetam (física, psicológica, sexual - abuso e exploração - e institucional), inclusive a violência fatal.
*Fonte: SIM/Datasus
Mortes a cada 100 mil habitantes
Entre 2008 e 2017, o Estado de São Paulo reduziu a taxa de homicídios da população em geral, mas aumentou a taxa de homicídios de adolescentes. Nesses 10 anos, mais de 6.800 adolescentes entre 15 e 19 anos foram assassinados no Estado.*
Diante desse cenário, o GT3 – Territórios do CPPHA ocupou-se ao longo do ano de 2020 em formas de garantir a escuta protegida e efetiva de adolescentes principalmente em situações de vulnerabilidade. Para isso, desenvolveu a consulta “Violências no Cotidiano de Adolescentes” utilizando a metodologia PerguntAção.
_ 2008 _ 2017
Metodologia
A PerguntAção é uma metodologia da Rede Conhecimento Social que promove a construção participativa de todas etapas de uma pesquisa, por meio de oficinas práticas, trazendo o próprio público pesquisado como coautor dessa produção de conhecimento: desde a qualificação sobre o tema, levantamento de hipóteses, desenho do questionário e análise dos resultados.
A proposta dessa estratégia de produção coletiva de conhecimento, é fortalecer a articulação de pessoas, grupos e instituições por meio da escuta e do aprofundamento sobre temas relevantes, para embasar ações que transformem o contexto em que estão inseridos.
Em oficinas online, realizadas entre novembro de 2020 e março de 2021, um grupo de jovens pesquisadores realizaram todas as etapas de uma pesquisa de opinião. Para viabilizar a participação de jovens com acesso limitado à internet, as organizações parceiras cederam espaço e contaram com educadores acompanhando todas as atividades junto aos jovens, garantindo o acolhimento em relação ao delicado tema da iniciativa.
Grupo de jovens pesquisadores
ZONA LESTE
João Vitor, 20 anos. Fotógrafo, trabalha em biblioteca pública e faz parte de coletivo cultural no bairro que mora.
Cristian, 16 anos. Sonha em trabalhar com fotografia, arquitetura e design.
Kathellen Bianca, estuda administração na escola técnica. Não tem grandes sonhos, mas quer viver na praia e ter um bom emprego.
Karen, 18 anos. Usufruir muito do curso de Ciências Sociais (USP), projetar um futuro em uma faculdade de psicologia. E trabalhar de forma social nas escolas e/ou outros lugares em periferias.
ZONA NORTE
Erick, 15 anos. Sonha em ter a própria casa e trabalhar.
Witalo, 20 anos. Formado em teatro, o maior sonho é poder viver da própria arte.
ZONA SUL
Ana Karoline, Idade? . Sonha ser psicóloga infantil e conhecer o mundo.
Geovanna, 18 anos. Sonha fazer direito, ser desembargadora e conhecer o mundo.
CENTRO
Bárbara, 16 anos. Pensa em fazer muitas coisas. Sonha fazer tudo o que deseja, sem largar nada para trás;
Tareq. Idade? Sonho?
O grupo foi composto por jovens indicados por instituições integrantes do GT3 e suas parceiras: Viração, CDHEP, Cedeca Sapopemba, CIEE-SP, Associação Mutirão e Rede Conhecimento Social.
Passo a passo
Quando: nov.2020
Objetivo: Mobilização do grupo de jovens, para definição de perguntas norteadoras e hipóteses e perguntas para questionário.
Quando: nov.2020
Objetivo: A partir dos alinhamentos da oficina anterior, o grupo pôde elaborar perguntas para o questionário e fazer pré-teste para avaliar a aplicabilidade das perguntas.
Quando: jan. a fev.2021
Objetivo: Divulgação de link do questionário online, em redes e canais de comunicação das instituições do CPPHA e dos jovens do grupo (método bola de neve, com amostra por conveniência).
Quando: fev.2021
Objetivo: Tratamento do banco de dados e construção de tabelas com os resultados da coleta.
Quando: mar. a mai.2021
Objetivo: Elaboração de relatórios da pesquisa, com contribuição de grupo de jovens e do CPPHA
Quando: mai.2021 em diante
Objetivo: Disseminação de resultados, promoção de discussões e atividades para incidir na ação de tomadores de decisão, públicos e privados, que afetem as juventudes.
Oficinas iniciais de PerguntAção
Elaboração de questionário e atualização de amostra
Coleta de dados
Tratamento técnico do banco de dados e tabulação
Análise de dados e oficinas finais de PerguntAção
Comunicação e advocacy
Reuniões ordinárias e extraordinárias do GT3 - Territórios
Reflexões de qualificação sobre a temática
O tema da violência é discutido entre adolescentes, já que faz parte do seu cotidiano.
As experiências são diferentes entre homens e mulheres: elas não se sentem seguras em lugar nenhum praticamente e eles são mais vítimas de abordagens policiais violentas.
Muitos jovens já acompanharam ou tiveram casos próximos de homicídio, sendo que entre os principais motivos estão brigas , desentendimentos e abordagem policial.
O acolhimento é importante e ao mesmo tempo raro. Jovens pesquisadores destacaram que a principal fonte de apoio é aquele de um jovem para outro. Mas nem sempre há uma boa relação de confiança entre colegas ou até mesmo amigos.
Ao compartilharem suas experiências, jovens pesquisadores acabaram refletindo sobre como o tema das violências afeta suas vidas e de outros adolescentes em seus territórios.
“Acolhimento? É de nós mesmos...”
Identificam como é positiva, quando existe, a troca e respeito com adultos específicos no dia a dia, como algum familiar, professor ou educador de projetos ou instituições que participam. A comunidade também pode ser um local de acolhimento, a depender das pessoas que estiverem por perto.
O escopo da consulta
Subáreas temáticas
Tema da consulta
Violências cotidianas contra adolescentes
Violência policial
Proteção à mulher
Fortalecimento emocional
Micro violências cotidianas
(negros, indígenas, mulheres)
Durante as oficinas de PerguntAção, jovens pesquisadores, educadores e técnicos presentes definiram coletivamente o escopo da consulta de opinião, de acordo com as questões que pareciam mais prioritárias para os próprios jovens.
Perguntas norteadoras da consulta
A partir do debate e da definição das áreas temáticas, jovens formularam perguntas que orientaram a consulta, definidas em 3:
Quais são as violências cotidianas que adolescentes sentem e como elas os afetam? Quais são as especificidades entre pessoas negras ou indígenas, mulheres ou homens?
Quais são as vivências de adolescentes na relação com agentes de segurança, especialmente policiais?
Como a questão do homicídio e suicídio de adolescentes os afeta e quais ações podem ser feitas para cuidados, acolhimento e prevenção?
As hipóteses do grupo de jovens pesquisadores
Quais são as violências cotidianas que adolescentes sentem e como elas os afetam? Quais são as especificidades entre pessoas negras ou indígenas, mulheres ou homens?
“A exclusão é uma das primeiras violências que sofremos enquanto jovem, e se essa violência não recebe nome continua a se perpetuar e isso se dá de maneira diferente se você é homem, mulher, negro ou indígena.”
As hipóteses do grupo de jovens pesquisadores
Quais são as vivências de adolescentes na relação com agentes de segurança, especialmente policiais?
“De maneira geral não gostamos de policiais.”
“Embora não tenha passado por nenhuma violência diretamente, sei de relatos de conhecidos, que não são positivos.”
As hipóteses do grupo de jovens pesquisadores
Como a questão do homicídio e suicídio de adolescentes os afeta e quais ações podem ser feitas para cuidados, acolhimento e prevenção?
“É como uma consulta de uma pessoa negra com uma médica negra, que elas vão se entender muito mais, isso te fortalece muito mais, o que essa imagem te traz para outras pessoas, uma boa influência.“
Perfil de adolescentes e jovens consultados
Quem são os adolescentes e jovens consultados
Sua idade?; Com qual gênero você se identifica?; Você se identifica como LGBTQIA+?; Qual sua cor ou raça?; Você tem filhos?; Sim. Quantos?; Você tem alguma deficiência?; (BASE: 747)
Idade
Raça / cor
Negros 53%
Gênero
66% Feminino
32% Masculino
2% Não binário
24% se identifica como LGBTQIA+
12% não sabe
Apenas 1% tem filhos
Filhos
2/3 têm entre 18 e 19 anos, são negros e têm 1 filho.
1/3 tem entre 15 e 17 anos e a mesma quantidade tem 2 filhos.
4% tem alguma deficiência
3% visual e 1% física
Deficiência
Trabalho e renda
Atualmente você está trabalhando? (Base 747); Não e não estou procurando (Base: 201); Não, mas estou procurando (Base: 324)
Você sabe dizer qual é a renda aproximada de todas as pessoas do seu domicílio juntas? [As faixas eram apresentadas com valores aproximados] (BASE: 426)
Raça/Cor x trabalho
| Preta | Parda | Branca | Amarela | Indígena |
Trabalha | 36% | 30% | 28% | -- | 38% |
Não trabalha | 52% | 70% | 72% | 100% | 63% |
Pretos e Indígenas são os que mais estavam trabalhando no momento. Desses, a maior parte em trabalho formal.
Trabalho
70% não trabalhavam em fevereiro de 2021
__ Sim, trabalho formal (com carteira assinada)
__ Sim, trabalho informal (sem carteira assinada)
__ Não, mas estou procurando
__ Não e não estou procurando
Não trabalham nem procuram x Idade
69% 12 a 14 anos
27% 15 e 17 anos
10% 18 a 19 anos
Não trabalham mas estão procurando x Gênero
41% Feminino
49% Masculino
Renda familiar
(por salário mínimo*)
O salário mínimo no estado de São Paulo é de R$ 1.163,55 em 2020.
Escolaridade
Pública
13% trabalham e estudam
11% não trabalham e não estudam
Estudos
Mais da metade de quem parou os estudos são negros
__ Estuda
__ Concluiu os estudos
__ Parou de estudar
2% pararam por motivos pessoais
1% desistiu depois da pandemia, na maior parte mulheres.
Atualmente você está estudando?; Qual foi o último ano que você concluiu com aprovação?; Em qual rede de ensino você estudou a maior parte da sua vida? (BASE: 747)
Rede de ensino que estudou a maior parte da vida escolar
Fundamental
Médio
Ciclo do último ano concluído
Privada
Onde moram
Zona Oeste
Alto de Pinheiros
Barra Funda
Butantã
Itaim Bibi
Jaguará
Jaguaré
Jardim Paulista
Lapa
Morumbi
Perdizes
Pinheiros
Raposo Tavares
Rio Pequeno
Vila Leopoldina
Zona Leste
Água Rasa
Aricanduva
Artur Alvim
Brás
Cangaíba
Cidade Líder
Cidade Tiradentes
Ermelino Matarazzo
Guaianases
Itaim Paulista
Itaquera
Jardim Helena
José Bonifácio
Lajeado
Moóca
Parque do Carmo
Ponte Rasa
São Lucas
São Mateus
São Miguel
Sapopemba
Tatuapé
Vila Curuçá
Vila Formosa
Vila Jacuí
Vila Prudente
11%
14%
11%
23%
5%
Centro
Norte
Oeste
Sul
Leste
Em que região de São Paulo você mora? Qual distrito? (BASE: 747)
Centro
Bela Vista
Bom Retiro
Consolação
República
Santa Cecília
Sé
Brasilândia
Cachoeirinha
Casa Verde
Freguesia do Ó
Jaçanã
Jaraguá
Limão
Mandaqui
Perus
Pirituba
Santana
Tremembé
Tucuruvi
Vila Guilherme
Vila Maria
Vila Medeiros
Zona Norte
Zona Sul
Campo Belo
Campo Grande
Campo Limpo
Capão Redondo
Cidade Ademar
Cidade Dutra
Grajaú, Socorro
Ipiranga
Jabaquara
Jardim Ângela
Jardim São Luís
Marsilac
Moema
Parelheiros
Pedreira
Sacomã
Santo Amaro
Saúde
Vila Andrade
Vila Mariana
65% dos adolescentes e jovens consultados moram nas diferentes regiões da cidade de São Paulo
Onde moram
Em que região de São Paulo você mora? Qual município da Grande São Paulo? (BASE: 747)
35% dos adolescentes e jovens consultados moram em outros município da Grande São Paulo
1%
0,4%
0,1%
27%
0,1%
0,4%
2%
1%
0,4%
0,3%
0,3%
1%
0,1%
1%
Barueri
Cajamar
Carapicuíba
Diadema
Embu
Embu-Guaçu
Francisco Morato
Franco da Rocha
Guarulhos
Itapevi
Mauá
Osasco
Santo André
São Bernardo do Campo
São Caetano do Sul
Suzano
Taboão da Serra
27%
Desejos e medos de adolescentes da Região Metropolitana de São Paulo
Desejos e medos | Trabalho e renda
Medos
Desejos
E quais desses são os seus DOIS maiores desejos para a vida? (BASE 1407); Hoje em dia, qual a sua maior preocupação (escolha 1 opção) (BASE: 747)
49% sonham em trabalhar com o que gostam e acreditam
34% esperam ter emprego e salário para pagar as contas
33% temem não ter uma profissão, um emprego ou um trabalho
21% tem medo de não ter qualificação suficiente para crescer na vida
6% receiam não ter dinheiro para pagar as contas
Desejos e medos em relação a trabalho e renda | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Trabalhar com o que gostam e acreditam | 40% | 50% | 50% | 48% | 51% | 50% | 53% | 44% | 44% | 45% | 61% |
Ter emprego e salário pra pagar as contas | 34% | 35% | 32% | 32% | 36% | 31% | 29% | 38% | 35% | 36% | 27% |
Não ter profissão, emprego ou trabalho | 23% | 39% | 27% | 31% | 39% | 31% | 28% | 36% | 43% | 37% | 19% |
Não ter qualificação suficiente para crescer na vida | 9% | 20% | 25% | 20% | 24% | 17% | 18% | 20% | 25% | 22% | 14% |
Não ter dinheiro para pagar as contas | 7% | 4% | 8% | 4% | 8% | 4% | 6% | 5% | 5% | 6% | 5% |
Trabalhar com o que gostam e ter um bom salário são os desejos de vida mais frequentes entre esses adolescentes. Ao mesmo tempo, têm medo de não serem acolhidos por bons empregos no mercado de trabalho, especialmente estudantes da rede pública e negros.
Desejos e medos | Educação
30% sonham em fazer faculdade
12% tem medo de ter dificuldades para realizar seus planos para a educação
Desejos e medos em relação à educação | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Fazer faculdade | 27% | 29% | 32% | 33% | 24% | 20% | 25% | 34% | 34% | 33% | 19% |
Ter dificuldades de realizar meus planos para minha vida | 13% | 11% | 15% | 14% | 8% | 9% | 14% | 10% | 10% | 10% | 20% |
E quais desses são os seus DOIS maiores desejos para a vida? (BASE 1407); Hoje em dia, qual a sua maior preocupação (escolha 1 opção) (BASE: 747)
A faculdade é um dos dois maiores sonhos de futuro para 3 a cada 10 desses adolescentes, especialmente mulheres, negros e estudantes da rede pública. Apenas 1 a cada 10 tem como principal receio não conseguir realizar seus planos para a educação, medo que cresce entre jovens de escolas privadas, que normalmente têm suas vidas mais focadas ao redor dos estudos.
Medos
Desejos
Desejos e medos | Família e moradia
20% querem ter uma casa própria
18% sonham em constituir uma família
7% esperam ter o apoio da família nas escolhas de vida
6% temem não ter apoio da família nas escolhas de vida
1% têm medo de violência doméstica
Desejos e medos em relação a família e moradia | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Constituir uma família | 13% | 19% | 17% | 13% | 28% | 10% | 21% | 15% | 15% | 17% | 21% |
Ter apoio da família nas suas escolhas de vida | 16% | 5% | 6% | 7% | 5% | 10% | 6% | 10% | 4% | 7% | 7% |
Ter uma casa própria | 17% | 19% | 23% | 22% | 16% | 20% | 17% | 22% | 25% | 21% | 16% |
Não ter apoio da família nas minhas escolhas de vida | 9% | 6% | 5% | 6% | 5% | 9% | 6% | 7% | 4% | 5% | 8% |
Medo de violência doméstica | - | 1% | - | 1% | - | 3% | 1% | 2% | - | 1% | 1% |
“[Desejo] moradia...Moro desde 2016 em Albergues da Prefeitura de SP” (jovem respondente da consulta)
E quais desses são os seus DOIS maiores desejos para a vida? (BASE 1407); Hoje em dia, qual a sua maior preocupação (escolha 1 opção) (BASE: 747)
Medos
Desejos
Ter um local para morar com estabilidade, como a casa própria, é o principal desejo de vida para 2 a cada 10 adolescentes. E a constituição de família também ocupa um lugar importante como um dos principais sonhos de 2 a cada 10 adolescentes, sendo mais forte entre os que se declaram do gênero masculino e entre brancos.
Desejos e medos | Questões sociais
8% sonham em ajudar a melhorar o bairro, cidade ou país
5% têm como principal medo a violência urbana
Desejos e medos em relação a questões sociais | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Ajudar a melhorar o bairro, cidade ou país | 6% | 8% | 8% | 9% | 6% | 13% | 10% | 4% | 11% | 6% | 14% |
Medo da violência urbana | 13% | 3% | 4% | 5% | 3% | 5% | 7% | 4% | 1% | 2% | 13% |
“Minha preocupação é eu sair na rua e ser julgado só por ser negro ou sofrer violência da policia.“
(jovem respondente da consulta)
E quais desses são os seus DOIS maiores desejos para a vida? (BASE 1407); Hoje em dia, qual a sua maior preocupação (escolha 1 opção) (BASE: 747)
A cidade ocupa um local de menor destaque entre os principais sonhos e medos desses adolescentes. Ainda assim, merece atenção essa pequena parcela que têm a violência urbana como principal preocupação, que é maior entre aqueles de escolas privadas e os mais novos (12 a 14 anos). Os que se declaram como LGBTQIA+ parecem ser mais engajados em propostas de melhoria do bairro, cidade ou país.
Medos
Desejos
Desejos e medos | Experiências de vida e saúde
23% desejam morar em outra cidade ou país para viver outras experiências
11% temem não conseguir manter saúde mental
5% têm medo dos efeitos da COVID
Desejos e medos em relação a experiências de vida e saúde | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Morar em outra cidade ou país para viver outras experiências | 28% | 24% | 20% | 23% | 21% | 34% | 26% | 20% | 22% | 23% | 26% |
Não conseguir manter minha saúde mental | 16% | 10% | 11% | 13% | 3% | 16% | 13% | 9% | 8% | 9% | 17% |
Medo dos efeitos da COVID | 8% | 4% | 4% | 4% | 5% | 3% | 5% | 6% | 2% | 4% | 5% |
“[Medo de] não conseguir fazer minha transição (Sou um menino Trans)”
(jovem respondente da consulta)
E quais desses são os seus DOIS maiores desejos para a vida? (BASE 1407); Hoje em dia, qual a sua maior preocupação (escolha 1 opção) (BASE: 747)
O desejo de morar em outra cidade ou país é um dos maiores sonhos de 2 a cada 10 desses adolescentes, especialmente os mais novos e aqueles que se declaram LGBTQIA+. Entre as preocupações, manter a saúde mental é indicada como principal receio para 1 a cada 10 consultados, sendo ainda maior entre mais jovens, mulheres, LGBTQIA+ e estudantes de escolas privadas.
Medos
Desejos
Desejos e medos por local de moradia
| Região de moradia | |||||
Centro | Zona Norte | Zona Sul | Zona Leste | Zona Oeste | Grande São Paulo | |
Trabalhar com o que gosto e acredito | 50% | 43% | 48% | 42% | 50% | 52% |
Ter um emprego e um salário para pagar as contas | 38% | 31% | 30% | 36% | 38% | 34% |
Fazer faculdade | 15% ↓ | 31% | 32% | 22% | 25% | 34% |
Morar em outra cidade ou país para viver outras experiências | 28% | 28% | 20% | 26% | 20% | 24% |
Ter uma casa própria | 10% ↓ | 25% | 21% | 25% | 19% | 19% |
Constituir uma família | 23% ↑ | 13% | 18% | 14% | 18% | 19% |
Ajudar a melhorar meu bairro, cidade ou país | 13% | 10% | 11% | 13% | 11% | 2% |
Ter apoio da família nas minhas escolhas de vida | 8% | 10% | 6% | 9% | 8% | 5% |
E quais desses são os seus DOIS maiores desejos para a vida? (BASE 1407)
Desejos
Os sonhos desses adolescentes não variam muito de acordo com os diferentes territórios da região metropolitana de São Paulo, mas aqueles que moram no centro têm uma perspectiva um pouco mais voltada para a constituição de família do que fazer faculdade ou ter uma casa própria.
Desejos e medos
| Região de moradia | |||||
Centro | Zona Norte | Zona Sul | Zona Leste | Zona Oeste | Grande São Paulo | |
Não ter uma profissão, um emprego ou um trabalho | 18% | 41% ↑ | 26% | 34% | 27% | 40% ↑ |
Não ter qualificação suficiente para crescer na vida | 20% | 16% | 16% | 14% | 19% | 28% ↑ |
Ter dificuldades de realizar meus planos para minha educação | 18% | 4% ↓ | 17% | 14% | 16% | 8% ↓ |
Não conseguir manter minha saúde mental | 20% ↑ | 14% | 13% | 9% | 12% | 7% |
Não ter apoio da família nas minhas escolhas de vida | 5% | 8% | 7% | 9% | 7% | 3% |
Não ter dinheiro para pagar as contas | 5% | 5% | 5% | 6% | 5% | 6% |
Medo da violência urbana | 5% | 3% | 6% | 4% | 10% | 2% |
Medo dos efeitos da COVID | 5% | 5% | 6% | 6% | 3% | 4% |
Medo de violência doméstica | 3% |
| 1% | 2% | 1% | 0% |
Hoje em dia, qual a sua maior preocupação (escolha 1 opção) (BASE: 747)
Medos
Já as principais preocupações são muito diversificadas, variação esta que pode ser resultado da divulgação do questionário em redes específicas em cada território.
Realização dos objetivos
Você acha que conseguirá alcançar esses seus objetivos? (BASE: 747)
92% acreditam que alcançarão seus desejos
Desejos
Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | |
91% | 91% | 94% | 91% | 95% | 86% | 90% | 94% | 93% | 92% | 91% |
Mesmo diante de tantas preocupações, esses adolescentes não se sentem impotentes diante de seus sonhos.
Efeitos da pandemia sobre as preocupações
Medos
Você tinha essa mesma preocupação antes da pandemia? (BASE: 747)
A principal preocupação antes e depois da pandemia
| Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Sim, mas aumentou | 55% | 61% | 65% | 64% | 55% | 69% | 58% | 61% | 66% | 62% | 60% |
Sim, e ficou igual | 22% | 24% | 23% | 21% | 27% | 19% | 25% | 24% | 19% | 22% | 29% |
Sim, mas diminuiu | 3% | 4% | 3% | 4% | 3% | 3% | 2% | 4% | 4% | 4% | 1% |
Não | 20% | 11% | 10% | 11% | 14% | 9% | 14% | 10% | 11% | 12% | 11% |
É importante levar em conta que a pandemia tem influenciado fortemente as preocupações desses adolescentes: 1 a cada 10 adquiriram uma nova preocupação e 6 a cada 10 ficaram ainda mais receosos diante de seus medos.
Relações de confiança e sensação de segurança
Sensação de segurança em espaços que frequentam
A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura. (Base: xxxx)
Grau de segurança por espaços que frequentam
A consulta revela que a sensação de segurança desses adolescentes e jovens é maior à medida que os ambientes são menores ou com públicos com certo grau de intimidade, como o próprio lar ou espaços religiosos e organizações sociais. Os serviços que oferecem atendimento, como escola, postos de saúde ou assistência social são mais ou menos seguros. E os espaços públicos com alta circulação são aqueles que representam maior insegurança.
Sensação de segurança em espaços que frequentam
A casa é o lugar que jovens se sentem mais seguros (8 a cada 10).
Apesar disso, os mais novos (12 a 14 anos), mulheres e LGBTQIA+ tendem a considera-la entre mais ou menos e nada segura.
Espaços públicos como a rua, a comunidade e a cidade são lugares onde os jovens se sentem menos seguros, especialmente as mulheres, não binários, LGBTQIA+ e indígenas.
3 a cada 10 jovens não se sentem seguros na internet e as redes sociais, principalmente os mais velhos (18 a 19 anos), mulheres e pretos.
Espaços religiosos aparecem como seguros/muito seguros para 6 a cada 10 jovens.
Com quase a mesma proporção estão os espaços de organizações que frequentam.
2 a cada 10 se sentem pouco ou nada seguros nos serviços de saúde que frequentam.
6 a cada 10 jovens se sentem mais ou menos seguros na escola ou nos serviços da saúde e assistência.
7 em cada 10 moradores da Grande São Paulo, jovens pretos e pardos ou que tenham estudado em escola pública não se sentem seguros nas escolas.
Sensação de segurança em espaços que frequentam
A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura.
Perfil de quem se sente pouco ou nada seguro | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Sua cidade | 39% | 43% | 55% | 50% | 38% | 55% | 50% | 44% | 40% | 44% | 53% |
Sua comunidade | 30% | 28% | 38% | 34% | 24% | 37% | 30% | 35% | 27% | 35% | 18% |
Sua rua | 37% | 30% | 42% | 39% | 23% | 39% | 36% | 33% | 32% | 36% | 28% |
Comércio (shoppings, mercados) | 11% | 14% | 15% | 16% | 11% | 13% | 11% | 14% | 20% | 15% | 10% |
Sensação de segurança em espaços abertos ao público em geral
Confirmando a hipótese do grupo de jovens pesquisadores, as mulheres se sentem menos seguras em espaços públicos.
Quanto mais velhos, mais se sentem inseguros na cidade, tendência ainda maior entre os que se declaram LGBTQIA+, brancos e estudantes da rede privada.
Jovens da rede pública sentem-se mais inseguros em sua comunidade ou rua. e negros se sentem menos seguros em comércios.
Sensação de segurança em espaços que frequentam
A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura.
Perfil de quem se sente pouco ou nada seguro | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Internet e redes sociais | 27% | 26% | 37% | 34% | 20% | 28% | 28% | 25% | 38% | 32% | 22% |
Sensação de segurança em espaços virtual ao público em geral
A internet, 3º lugar em que esses adolescentes se sentem pouco ou nada seguros, é uma preocupação maior entre aqueles com mais de 18 anos, mulheres e pretos.
Sensação de segurança
A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura.
Perfil de quem se sente seguro ou muito seguro | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Serviços de assistência social | 26% | 27% | 24% | 25% | 27% | 34% | 33% | 21% | 21% | 20% | 46% |
Serviços de saúde | 36% | 29% | 15% | 26% | 23% | 31% | 23% | 26% | 27% | 24% | 32% |
Sua escola | 39% | 33% | 38% | 33% | 40% | 32% | 44% | 25% | 28% | 26% | 64% |
Sensação de segurança em serviços
A escola, que surpreende pela baixa proporção de adolescentes que declaram se sentir seguros, é mais mencionada como tal por homens e brancos.
Quanto mais novos, mais veem os serviços de saúde como seguros. E os serviços de assistência social são mais acolhedores para jovens LGBTQIA+.
Estudantes de escolas privadas tendem a se sentir mais seguros nos serviços em geral.
Sensação de segurança em espaços que frequentam
A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura.
Perfil de quem se sente seguro ou muito seguro | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Seu trabalho | 50% | 48% | 48% | 50% | 44% | 50% | 45% | 49% | 54% | 46% | 62% |
Organização que frequenta | 38% | 66% | 38% | 51% | 63% | 61% | 54% | 55% | 56% | 54% | 60% |
Espaço religioso que frequenta | 78% | 61% | 62% | 64% | 63% | 42% | 56% | 68% | 65% | 64% | 60% |
Sua casa | 72% | 77% | 80% | 76% | 82% | 69% | 76% | 78% | 83% | 76% | 83% |
Sensação de segurança em ambientes reduzidos e com relações próximas
Adolescentes LGBTQIA+ tendem a se sentir mais seguros do que a média em organizações que frequentam, mas chama atenção o quanto se sentem menos seguros em espaços religiosos e em suas próprias casas.
Nos espaços religiosos os mais novos são aqueles com maior sensação de segurança, bem como negros.
Chama atenção que mulheres sentem menor segurança que homens dentro de casa.
Sensação de segurança em espaços que frequentam
| Região de moradia | |||||
Centro | Zona Norte | Zona Sul | Zona Leste | Zona Oeste | Grande São Paulo | |
Sua casa | 67% | 67% | 79% | 68% | 76% | 85% |
Espaço religioso que frequenta | 50% | 68% | 62% | 62% | 55% | 68% |
Organização que frequenta | 48% | 58% | 51% | 42% | 52% | 60% |
Seu trabalho | 43% | 50% | 60% | 43% | 54% | 42% |
Sua escola | 44% | 34% | 36% | 37% | 44% | 29% |
Serviços de saúde (posto de saúde, hospital) | 25% | 18% | 30% | 30% | 41% | 20% |
Serviços de assistência social (CRAS, CREAS) | 6% | 27% | 29% | 33% | 15% | 25% |
Comércios (shoppings, mercados) | 28% | 22% | 24% | 19% | 24% | 17% |
Internet/ redes sociais | 22% | 20% | 12% | 16% | 9% | 16% |
Sua rua | 8% | 10% | 17% | 8% | 16% | 12% |
Sua comunidade / bairro | 11% | 6% | 9% | 7% | 13% | 13% |
Sua cidade | 3% | 9% | 2% | 4% | 6% | 5% |
Quem se sente seguro ou muito seguro
A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura.
Sensação de segurança em espaços que frequentam
| Região de moradia | |||||
Centro | Zona Norte | Zona Sul | Zona Leste | Zona Oeste | Grande São Paulo | |
Sua casa | 6% | 6% | 3% | 7% | 2% | 1% |
Espaço religioso que frequenta | 6% | 6% | 5% |
|
| 6% |
Organização que frequenta | 10% | 2% | 8% | 6% | 5% | 3% |
Seu trabalho |
|
| 5% | 9% | 12% | 7% |
Sua escola | 3% | 13% | 11% | 15% | 6% | 6% |
Serviços de saúde (posto de saúde, hospital) | 19% | 16% | 15% | 16% | 11% | 21% |
Serviços de assistência social (CRAS, CREAS) | 12% | 11% | 11% | 17% | 7% | 13% |
Comércios (shoppings, mercados) | 19% | 13% | 11% | 18% | 8% | 17% |
Internet/ redes sociais | 36% | 27% | 33% | 36% | 24% | 27% |
Sua rua | 33% | 31% | 40% | 43% | 27% | 32% |
Sua comunidade / bairro | 47% | 32% | 35% | 33% | 26% | 27% |
Sua cidade | 47% | 46% | 53% | 59% | 43% | 39% |
Quem se sente pouco ou nada seguro
A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura.
Para cada uma das afirmações a seguir, diga se você concorda ou discorda BASE: 426
61% concordam totalmente que a maior parte dos lugares podem ser inseguros para mulheres
Quantidade ideal de pessoas para realizar atividades
6 a cada 10 adolescentes consultados preferem realizar atividades de lazer, caminhar nas ruas do bairro e circular pela cidade com poucas pessoas. E quanto mais fora de sua região mais próxima ou conhecida, menos querem fazer as atividades sozinhos.
Para cada uma das situações a seguir, diga se você prefere estar sozinho, com poucas pessoas ou com muitas pessoas. BASE: 654
FAZER ATIVIDADES DE LAZER
CAMINHAR NAS RUAS DO BAIRRO
CIRCULAR PELA CIDADE
Quantidade ideal de pessoas para realizar atividades
Para cada uma das situações a seguir, diga se você prefere estar sozinho, com poucas pessoas ou com muitas pessoas. BASE: 654
Circular pela cidade | Sozinho | 10% | 8% | 9% | 6% | 12% | 11% | 6% | 10% | 11% | 9% | 5% |
Com poucas pessoas | 55% | 60% | 67% | 61% | 64% | 61% | 63% | 63% | 56% | 62% | 59% | |
Com muitas pessoas | 35% | 30% | 22% | 31% | 22% | 28% | 28% | 27% | 30% | 27% | 33% | |
Não sei |
| 2% | 3% | 2% | 2% |
| 3% |
| 2% | 2% | 3% |
Caminhar nas ruas do bairro | Sozinho | 18% | 11% | 19% | 10% | 22% | 16% | 12% | 17% | 17% | 15% | 12% |
Com poucas pessoas | 52% | 63% | 61% | 62% | 60% | 57% | 66% | 60% | 54% | 62% | 60% | |
Com muitas pessoas | 25% | 22% | 17% | 25% | 14% | 22% | 18% | 21% | 27% | 20% | 24% | |
Não sei | 4% | 3% | 3% | 3% | 4% | 5% | 4% | 2% | 2% | 3% | 4% |
Situações | Companhias | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | |||
Atividades de lazer | Sozinho | 23% | 22% | 15% | 20% | 20% | 28% | 20% | 18% | 23% | 22% | 14% |
Com poucas pessoas | 46% | 55% | 63% | 57% | 54% | 56% | 59% | 55% | 52% | 55% | 61% | |
Com muitas pessoas | 28% | 21% | 21% | 21% | 24% | 15% | 18% | 25% | 25% | 22% | 22% | |
Não sei | 3% | 2% | 1% | 2% | 2% | 1% | 2% | 1% |
| 1% | 3% | |
Quanto mais velhos, mais parecem querem estar com poucas pessoas em todas as atividades. As mulheres querem estar menos sozinhas em circulações pelo bairro ou pela cidade e tendem a querem ter mais pessoas por perto do que homens. Adolescentes negros mostram-se mais propensos a querer estar com mais pessoas dentro do seu bairro.
Pessoas para pedir ajuda ou se abrir
Grau de conforto para conversar
A seguir tem uma lista de pessoas. Para cada uma, diga o quanto você se sente confortável para pedir ajuda ou se abrir (falar sobre emoções, situações complicadas que te afetam) BASE: 654
A consulta mostra que, em geral, adolescentes e jovens tem baixo grau de conforto em se abrir com a maior parte das pessoas que fazem parte de seu circuito pessoal. Quem mais ocupa o espaço de confiança para pedir ajuda ou conversar são os amigos, ainda que com alto grau de dúvida. Adultos em geral são menos vistos nesse papel, mas com maior conforto com aqueles que conhecem em espaços mais reduzidos ou de relações mais próximas, como ONGs e espaços religiosos.
Pessoas para pedir ajuda ou se abrir
Amigos são aqueles em quem 6 a cada 10 confiam para pedir ajuda ou se abrirem.
Essa confiança depositada em amigos é ainda maior entre aqueles que se declaram LGBTQIA+.
Policiais estão entre as pessoas em que esses adolescentes menos se sentem confortáveis para pedir ajuda.
Familiares são pessoas de confiança para 4 a cada 10 desses adolescentes, sendo que homens se sentem mais confortáveis nessa relação do que mulheres.
2 a cada 10 sentem que podem se abrir com profissionais da saúde ou com professores.
Educadores de projetos ou ONGs e lideranças religiosas são de confiança para 3 a cada 10 jovens.
Vizinhos, pessoas da comunidade e colegas de trabalho não estão na lista das pessoas em quem jovens mais procuram para se abrir.
Pessoas para pedir ajuda ou se abrir
Perfil de quem se sente confortável ou muito confortável | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/raça | Rede de Ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pública | Privada | ||
Amigos | 54% | 56% | 55% | 54% | 59% | 65% | 61% | 47% | 59% | 51% | 70% |
Família | 44% | 42% | 39% | 37% | 52% | 22% | 39% | 42% | 44% | 40% | 44% |
Vizinhos | 11% | 7% | 7% | 6% | 10% | 2% | 8% | 7% | 7% | 7% | 8% |
Pessoas da comunidade | 9% | 6% | 3% | 4% | 7% | 4% | 5% | 5% | 5% | 5% | 5% |
A seguir tem uma lista de pessoas. Para cada uma, diga o quanto você se sente confortável para pedir ajuda ou se abrir (falar sobre emoções, situações complicadas que te afetam) BASE: 654
Grau de conforto para conversar com pessoas cuja relação não necessariamente nasce a partir de instituições ou serviços
Amigos são os que mais se sentem confortáveis em pedir ajuda ou se abrir, em todas as idades e gêneros, mas ainda mais entre estudantes de rede privada.
Adolescentes LGBTQIA+ depositam ainda mais confiança na relação com amigos e se abrem muito menos com suas famílias.
Homens tendem a sentir mais conforto com vizinhos e pessoas da comunidade.
Pessoas para pedir ajuda ou se abrir
A seguir tem uma lista de pessoas. Para cada uma, diga o quanto você se sente confortável para pedir ajuda ou se abrir (falar sobre emoções, situações complicadas que te afetam) BASE: 654
Perfil de quem se sente pouco ou nada confortável | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Educadores de projeto ou ONG | 24% | 23% | 27% | 25% | 23% | 21% | 27% | 18% | 27% | 23% | 31% |
Liderança religiosa | 40% | 35% | 36% | 36% | 32% | 61% | 45% | 31% | 24% | 33% | 49% |
Professores / outros profissionais da escola | 35% | 29% | 36% | 32% | 29% | 31% | 31% | 31% | 30% | 32% | 29% |
Chefe ou colegas de trabalho | 38% | 44% | 39% | 42% | 40% | 37% | 41% | 48% | 33% | 42% | 36% |
Chama atenção que o dobro de adolescentes LGBTQIA+ se sentem pouco ou nada confortáveis com lideranças religiosas.
Ao mesmo tempo em que jovens brancos também tendem a ver essas lideranças como ambientes para se abrir, principalmente no comparativo com jovens pretos. A matriz religiosa de cada um provavelmente exerce influência nessas relações de confiança.
Grau de conforto para conversar com pessoas cuja nasce a partir de instituições ou serviços de alta frequência
Pessoas para pedir ajuda ou se abrir
Perfil de quem se sente pouco ou nada confortável | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Profissionais da saúde | 23% | 24% | 22% | 25% | 19% | 23% | 21% | 22% | 30% | 24% | 20% |
Profissionais da assistência social | 29% | 23% | 31% | 28% | 23% | 27% | 27% | 22% | 30% | 26% | 29% |
Policiais e outros agentes de segurança | 46% | 47% | 50% | 52% | 38% | 62% | 49% | 42% | 54% | 47% | 53% |
A seguir tem uma lista de pessoas. Para cada uma, diga o quanto você se sente confortável para pedir ajuda ou se abrir (falar sobre emoções, situações complicadas que te afetam) BASE: 654
Grau de conforto para conversar em relações mais pontuais
A alta proporção de jovens que se sentem pouco ou nada confortáveis com policiais merece atenção, sendo ainda maior entre mulheres, adolescentes LGBTQIA+ e pretos.
Já em relação a profissionais de saúde, há pouco mais de desconforto entre mulheres.
Em relação à assistência social, não há variações entre os perfis.
Pessoas para pedir ajuda ou se abrir
| Região de moradia | |||||
Centro | Zona Norte | Zona Sul | Zona Leste | Zona Oeste | Grande São Paulo | |
Pessoas da comunidade |
| 6% | 4% | 6% | 2% | 7% |
Vizinhos | 4% | 8% | 8% | 9% | 4% | 7% |
Chefe ou colegas de trabalho | 13% | 12% | 15% | 25% | 8% | 10% |
Policiais e outros agentes de segurança | 14% | 19% | 12% | 8% | 10% | 21% |
Professores/ outros profissionais da escola | 17% | 17% | 18% | 19% | 26% | 22% |
Profissionais da assistência social | 10% | 21% | 28% | 31% | 21% | 22% |
Profissionais da saúde | 24% | 28% | 28% | 18% | 24% | 24% |
Liderança religiosa | 28% | 29% | 23% | 22% | 29% | 31% |
Educadores de projeto ou ONG | 10% | 36% | 29% | 38% | 31% | 25% |
Família | 47% | 34% | 40% | 38% | 36% | 46% |
Amigos | 61% | 41% | 54% | 65% | 66% | 54% |
A seguir tem uma lista de pessoas. Para cada uma, diga o quanto você se sente confortável para pedir ajuda ou se abrir (falar sobre emoções, situações complicadas que te afetam) BASE: 654
Com quem se sente confortável ou muito confortável
Pessoas para pedir ajuda ou se abrir
Perfil de quem se sente pouco ou nada confortável | Região de moradia | |||||
Centro | Zona Norte | Zona Sul | Zona Leste | Zona Oeste | Grande São Paulo | |
Pessoas da comunidade | 55% | 70% | 70% | 57% | 63% | 64% |
Vizinhos | 65% | 73% | 74% | 63% | 72% | 64% |
Chefe ou colegas de trabalho | 27% | 46% | 42% | 39% | 32% | 45% |
Policiais e outros agentes de segurança | 54% | 59% | 53% | 53% | 49% | 38% |
Professores/ outros profissionais da escola | 28% | 39% | 37% | 33% | 20% | 29% |
Profissionais da assistência social | 33% | 25% | 30% | 38% | 23% | 21% |
Profissionais da saúde | 26% | 23% | 23% | 24% | 24% | 23% |
Liderança religiosa | 44% | 43% | 31% | 50% | 34% | 31% |
Educadores de projeto ou ONG | 30% | 30% | 29% | 24% | 20% | 20% |
Família | 28% | 25% | 28% | 18% | 24% | 14% |
Amigos | 6% | 14% | 7% | 6% | 6% | 8% |
A seguir tem uma lista de pessoas. Para cada uma, diga o quanto você se sente confortável para pedir ajuda ou se abrir (falar sobre emoções, situações complicadas que te afetam) BASE: 654
Com quem se sente pouco ou nada confortável
Experiências de violência no cotidiano
24% dos adolescentes consultados perderam alguém próximo, com até 19 anos, por suicídio.
Você já perdeu alguém próximo a você por suicídio, que era adolescente ou jovem com até 19 anos? (Base: 610)
Você já perdeu alguém próximo a você por homicídio, que era adolescente ou jovem com até 19 anos? ; Você se incomoda em dizer quem era essa pessoa que sofreu homicídio? ; Você se incomoda em dizer em qual situação foi que essa pessoa sofreu homicídio? (BASE 610)
Quem eram?
70% amigos ou conhecidos
9% irmão(ã) ou primo(a)
21% preferiram não falar
Principais motivos do homicídio:
19% dos adolescentes consultados perderam alguém próximo, com até 19 anos, por homicídio.
Reflexões sobre preconceitos e privilégios
Jovens avaliam que há diferenças e preconceitos no tratamento que a sociedade dá aos adolescentes de acordo com sua classe, cor, gênero e endereço.
Para cada uma das afirmações a seguir, diga se você concorda ou discorda BASE: 426; Para cada uma das afirmações a seguir, diga se você concorda ou discorda. BASE: 654
60% procuram se informar como ser uma pessoa antirracista.
50% costumam pensar sobre os privilégios de um adolescente branco em nossa sociedade.
Branca | Parda | Preta |
67% | 52% | 59% |
Branca | Parda | Preta |
53% | 43% | 54% |
22% reparam na quantidade de pessoas negras presentes em todos os lugares onde vão.
Branca | Parda | Preta |
17% | 19% | 39% |
31% normalmente se sentem bem representados nos lugares que frequentam.
Branca | Parda | Preta |
40% | 27% | 24% |
66% não concordam que as manchetes de jornal falam com a mesma agressividade sobre crimes em bairros nobres e crimes nas periferias.
87% não sentem que a lei é aplicada de forma igual entre pessoas de classe social mais alta ou mais baixa.
Branca | Parda | Preta |
70% | 63% | 60% |
Branca | Parda | Preta |
89% | 84% | 87% |
Situações de violência vivenciadas
| Fem. | Masc. | |
Fui ridicularizado(a) publicamente por uma característica minha | 41% | 33% | 53% |
Tive minhas coisas roubadas ou furtadas | 25% | 34% | 27% |
Senti que tinha que mentir sobre o local de residência | 27% | 27% | 26% |
Na minha família me falam coisas que me fazem sofrer muito | 26% | 15% | 40% |
Fui seguido(a) ou abordado (a) no supermercado | 20% | 20% | 20% |
Pessoa conhecidas já me machucaram fisicamente | 20% | 21% | 29% |
Alguém já tocou minhas partes íntimas sem meu consentimento | 25% | 8% | 37% |
Já se aproveitaram de mim no transporte cheio | 26% | 4% | 32% |
Sofri racismo | 18% | 18% | 19% |
Ninguém presta atenção em mim em casa | 16% | 13% | 26% |
Sofri preconceito por minha classe social | 13% | 19% | 15% |
Sofri LGBTfobia | 11% | 11% | 43% |
As atividades que tenho que fazer não me deixam tempo para estudar | 11% | 7% | 13% |
Tive minha vida íntima exposta publicamente | 6% | 5% | 13% |
Tive meus documentos confiscados ou destruídos | 1% | 3% | 3% |
Não vivenciei nenhuma dessas situações | 17% | 25% | 5% |
Quais dessas situações você já vivenciou? (Base: 610)
Gênero
Tipos de violência
Total
LGBTQIA+
Das múltiplas violências às quais adolescentes já vivenciaram, o bullying é a mais presente. São as mulheres e jovens LGBTQIA+ que mais sofreram abuso sexual e violência verbal em casa. Homens são os que menos vivenciaram essas situações.
Situações de violência vivenciadas
| Branca | Parda | Preta |
Fui ridicularizado(a) publicamente por uma característica minha | 41% | 34% | 38% |
Tive minhas coisas roubadas ou furtadas | 26% | 28% | 26% |
Senti que tinha que mentir sobre o local de residência | 27% | 26% | 27% |
Na minha família me falam coisas que me fazem sofrer muito | 27% | 20% | 20% |
Fui seguido(a) ou abordado (a) no supermercado | 11% | 24% | 36% |
Pessoa conhecidas já me machucaram fisicamente | 22% | 18% | 20% |
Alguém já tocou minhas partes íntimas sem meu consentimento | 21% | 16% | 20% |
Já se aproveitaram de mim no transporte cheio | 21% | 20% | 16% |
Sofri racismo | 3% | 14% | 57% |
Ninguém presta atenção em mim em casa | 20% | 12% | 13% |
Sofri preconceito por minha classe social | 9% | 16% | 24% |
Sofri LGBTfobia | 15% | 11% | 9% |
As atividades que tenho que fazer não me deixam tempo para estudar | 11% | 9% | 9% |
Tive minha vida íntima exposta publicamente | 6% | 7% | 4% |
Tive meus documentos confiscados ou destruídos | 1% | 1% | 4% |
Não vivenciei nenhuma dessas situações | 18% | 22% | 19% |
Quais dessas situações você já vivenciou? (Base: 610)
Cor/raça
Tipos de violência
Total
O recorte racial deixa claro o quanto a vida pública é mais violenta para adolescentes que se declaram como pretos: além de reconhecerem o racismo, são os que mais dizem ter sido discriminados por sua classe social e seguidos em supermercados.
Onde a violência ocorre
Ambientes com experiências de violência com adolescentes
A Internet é o ambiente em que adolescentes mais relatam ter visto com frequência situações de violência com adolescentes (quase 9 a cada 10).
A cidade, os bairros e as ruas são relatados principalmente como espaços em que a violência com adolescentes é recorrente.
Mas é extremamente preocupante que a escola seja o 3º ambiente em que jovens mais tenham presenciado situações de violência mais de uma vez.
Você já viu alguma situação de violência com adolescentes em algum desses lugares? Com que frequência? (BASE: 610)
Onde a violência ocorre
Perfil de quem já viu mais de uma vez | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Sua comunidade / bairro | 55% | 52% | 64% | 55% | 57% | 62% | 54% | 52% | 55% | 67% | 60% |
Sua rua | 41% | 48% | 52% | 46% | 52% | 55% | 46% | 46% | 42% | 64% | 52% |
Comércio (shoppings, mercados) | 34% | 32% | 43% | 37% | 30% | 43% | 34% | 39% | 27% | 41% | 35% |
Sua cidade | 66% | 75% | 79% | 76% | 73% | 79% | 74% | 77% | 72% | 79% | 75% |
Você já viu alguma situação de violência com adolescentes em algum desses lugares? Com que frequência? (BASE: 610)
Ambientes abertos ao público em geral
Quanto mais velhos, mais parecem sentir as violências da cidade, das ruas e do bairro como algo frequente.
Mulheres e LGBTQIA+ mencionam mais os comércios.
Estudantes da rede pública percebem, de modo geral, ambientes públicos com diversos casos de violência contra adolescentes.
Onde a violência ocorre
Perfil de quem já viu mais de uma vez | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Internet e redes sociais | 66% | 86% | 89% | 88% | 79% | 93% | 82% | 87% | 83% | 85% | 85% |
Você já viu alguma situação de violência com adolescentes em algum desses lugares? Com que frequência? (BASE: 610)
Mais uma vez, quanto mais velhos, mais veem o ambiente público da internet como palco de situações de violência com adolescentes.
Mulheres e LGBTQIA+ também têm relatam em maiores proporções ter visto com frequência.
Ambiente virtual
Onde a violência ocorre
Perfil de quem já viu mais de uma vez | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Serviços de saúde | 14% | 14% | 19% | 17% | 13% | 14% | 15% | 12% | 21% | 17% | 10% |
Serviços de assistência social | 10% | 6% | 4% | 5% | 7% | 8% | 10% | 4% | 3% | 5% | 10% |
Sua escola | 48% | 57% | 72% | 60% | 61% | 69% | 54% | 64% | 71% | 65% | 45% |
Você já viu alguma situação de violência com adolescentes em algum desses lugares? Com que frequência? (BASE: 610)
Novamente, quanto mais velhos, mais mencionam ter visto mais de uma situação de violência com adolescentes na escola. É também maior essa parcela entre estudantes da rede pública, jovens LGBTQIA+ e negros (principalmente pretos), indicando a escola como um ambiente em que questões de racismo e LGBTfobia precisam ser temas de debate.
Ambientes de serviços
Onde a violência ocorre
Perfil de quem já viu mais de uma vez | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | ||
Sua casa | 15% | 16% | 21% | 19% | 13% | 29% | 19% | 14% | 16% | 18% | 18% |
Organização que frequenta | 18% | 5% | 17% | 11% | 7% | 11% | 15% | 4% | 10% | 8% | 21% |
Espaço religioso que frequenta | 11% | 10% | 8% | 10% | 9% | 15% | 11% | 6% | 12% | 9% | 12% |
Seu trabalho | 27% | 7% | 9% | 8% | 10% | 10% | 7% | 7% | 9% | 8% | 14% |
Você já viu alguma situação de violência com adolescentes em algum desses lugares? Com que frequência? (BASE: 610)
Mulheres e LGBTQIA+ trazem com mais força a sua própria casa como ambiente de violência frequente com adolescentes.
E adolescentes de 12 a 14 anos são os que mais mencionam o trabalho como local em que já presenciaram essas situações mais de uma vez. Importante lembrar que esta faixa de idade, por lei, ainda não poderia estar trabalhando, sendo essa uma forma de violação de direito em si.
Ambientes reduzidos e com relações próximas
Onde a violência ocorre
Perfil de quem já viu mais de uma vez | Região de moradia | |||||
Centro | Zona Norte | Zona Sul | Zona Leste | Zona Oeste | Grande São Paulo | |
Serviços de assistência social (CRAS, CREAS) |
| 3% | 6% | 13% | 15% | 3% |
Seu trabalho | 27% | 6% | 4% | 25% | 4% | 7% |
Espaço religioso que frequenta |
| 9% | 13% | 17% | 7% | 7% |
Organização que frequenta | 20% | 9% | 12% | 26% | 20% | 3% |
Sua cidade | 70% | 72% | 83% | 79% | 77% | 70% |
Serviços de saúde (posto de saúde, hospital) | 12% | 12% | 18% | 19% | 17% | 14% |
Sua casa | 17% | 22% | 22% | 32% | 12% | 12% |
Comércios (shoppings, mercados) | 34% | 41% | 40% | 43% | 32% | 30% |
Sua rua | 61% | 48% | 53% | 42% | 44% | 48% |
Sua comunidade / bairro | 59% | 54% | 64% | 54% | 54% | 53% |
Sua escola | 65% | 63% | 61% | 59% | 55% | 62% |
Internet/ redes sociais | 81% | 84% | 90% | 80% | 85% | 84% |
Quem já viu situações de violência com adolescentes mais de uma vez
Você já viu alguma situação de violência com adolescentes em algum desses lugares? Com que frequência? (BASE: 610)
Relação com agentes de segurança pública
86% discordam que adolescentes e jovens negros e brancos sejam perseguidos por policiais na mesma intensidade.
Para cada uma das afirmações a seguir, diga se você concorda ou discorda BASE: 426
Abordagem policial
Abordados pela polícia | | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | Região de moradia | |||||||||||
Total | 12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | Centro | Zona Norte | Zona Sul | Zona Leste | Zona Oeste | Grande SP | ||
Só uma vez | 4% | 6% | 5% | 2% | 2% | 9% | 1% | 3% | 5% | 4% | 5% | 2% | 3% | 3% | 6% |
| 4% | 5% |
Mais de uma vez | 3% | 5% | 3% | 3% | 1% | 7% | 3% | 1% | 3% | 6% | 3% | 1% | 9% | 5% | 4% | 1% |
| 2% |
Não, mas já levei enquadro em outros momentos | 11% | 6% | 10% | 13% | 6% | 21% | 9% | 12% | 7% | 14% | 12% | 6% | 21% | 10% | 8% | 13% | 10% | 11% |
Nunca levei enquadro | 82% | 83% | 82% | 82% | 91% | 63% | 87% | 83% | 84% | 76% | 80% | 90% | 68% | 83% | 82% | 85% | 87% | 82% |
Você já foi abordado(a) pela política este ano? (Base: 605)
7% dos jovens consultados já haviam sido abordados pela polícia uma ou mais vezes entre janeiro e fevereiro de 2021 e 11% já foram abordados em outro momento.
4 a cada 10 homens consultados já foram abordados pela polícia.
Nos primeiros 45 dias de 2021, enquanto 10% jovens que se declaram pretos foram abordados, apenas 4% de jovens brancos foram parados pela polícia.
Sentimentos em relação à polícia e às abordagens
26% Medo
13% Humilhação
13% Naturalidade
11% Respeito
10% Indignação
8% Raiva
6% Nojo
6% Violação
5% Culpa
3% Tristeza
Sensações ao ser abordado pela polícia
“Policiais e agentes de segurança em mercado também é bem complicado, que olha com a cara fechada, mas isso vai muito da postura de como você se apresenta: postura de olhar com o cara fechada na rua, a gente já entrou no piloto automático, é um hábito, mas isso não significa que todo homem é estuprador, que todo policial é violento.”
(Jovem pesquisador em oficina de PerguntAção)
“A relação com um policial negro foi até boa, mas sabemos que na comunidade quando um policial é morto, a gente sabe pra quem eles vão se voltar contra.“
(Jovem pesquisador em oficina de PerguntAção)
Quando ocorrem as abordagens
70% de noite
33% de tarde
14% de madrugada
7% de manhã
Momento da maioria das abordagens
Em quais períodos a maioria das abordagens ocorreram? (Base: 123)
Abordados pela polícia | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | Região de moradia | |||||||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | Centro | Zona Norte | Zona Sul | Zona Leste | Zona Oeste | Grande SP | ||
Manhã | 9% | 9% | 3% | 3% | 10% | 6% | 5% | 10% | 8% | 8% | - | 11% | - | 9% | 10% | - | 8% |
Tarde | 45% | 34% | 27% | 41% | 29% | 39% | 37% | 32% | 31% | 30% | 58% | 33% | 44% | 39% | 40% | 18% | 30% |
Noite | 64% | 66% | 80% | 62% | 75% | 72% | 66% | 74% | 69% | 72% | 50% | 78% | 67% | 52% | 70% | 82% | 76% |
Madrugada | 27% | 12% | 13% | 6% | 19% | 17% | 8% | 13% | 23% | 16% | - | 11% | - | 26% | 20% | - | 14% |
Além de ser uma prática mais comum entre homens, os horários parecem seguir certo padrão etário: quanto mais velhos, mais as abordagens são à noite; quanto mais novos, mais para a tarde.
Quem faz a abordagem
31% Rocam
20% Rota
15% GCM
2% Baep
43% não sabe / não quis responder
Força policial que abordou
Por qual força policial? BASE: 113; Quais são as TRÊS principais sensações ao ser abordado pela polícia (levar um enquadro)? (Base: 435); Você acredita que as violações cometidas pelas forças policiais em seu bairro são praticados por: BASE: 426
16% dos jovens acreditam que as violações são praticadas cada vez por um agente público diferente
13% dos jovens acreditam que as violações são praticadas sempre pelos mesmos agentes públicos
O grande volume de jovens que não responderam qual foi a força policial que os abordou pode indicar certo medo em falar ou ainda um desconhecimento sobre os tipos de divisão e seus papeis.
Resultados agressivos nas abordagens
Alguma abordagem acabou resultando em algum tipo de agressão? BASE: 128; Já presenciou algum tipo de abordagem, com outro adolescente, que acabou resultado em algum tipo de agressão? BASE: 588.
6 a cada 10 nunca presenciaram algum tipo de abordagem com outro adolescente que tenha acabado em agressão.
Daqueles que já presenciaram, a agressão verbal é a mais comum.
Resultados agressivos nas abordagens
Alguma abordagem acabou resultando em algum tipo de agressão? BASE: 128
Situações que o próprio jovem vivenciou
Abordados pela polícia | Total | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | |||
Agressão verbal | 73% | 82% | 71% | 73% | 74% | 71% | 78% | 71% | 68% | 85% | 74% | 67% |
Celular vasculhado pelo agente público | 15% | 36% | 10% | 17% | 15% | 14% | 11% | 16% | 16% | 12% | 15% | 17% |
Revista íntima vexatória | 13% | 27% | 12% | 10% | 12% | 13% | 33% | 3% | 29% | 12% | 15% |
|
Agressão física | 13% | 9% | 16% | 10% | 6% | 17% |
| 8% | 10% | 27% | 15% |
|
Imagem registrada pelo policial através do celular do agente público | 7% | 9% | 5% | 10% | 6% | 8% | 6% | 13% | 3% |
| 6% | 17% |
Documento rasgado pelo agente público | 4% | 9% | 3% | 3% | 6% | 3% | 6% |
| 6% | 8% | 5% |
|
Necessidade de dar dinheiro para evitar maior constrangimento | 4% | 18% | 2% | 3% |
| 6% | 6% |
| 13% |
| 5% |
|
O celular vasculhado e a necessidade de dar dinheiro são situações mais comuns entre os mais novos.
Situações de revista íntima vexatória são mais mencionadas entre os que se declaram LGBTQIA+.
Entre jovens que se identificam como pretos é mais frequente a agressão verbal e física.
Resultados agressivos nas abordagens
Já presenciou algum tipo de abordagem, com outro adolescente, que acabou resultado em algum tipo de agressão? BASE: 588.
Abordados pela polícia | Total | Idade | Gênero | LGBTQIA+ | Cor/Raça | Rede de ensino | ||||||
12-14 | 15-17 | 18-19 | Fem. | Masc. | Branca | Parda | Preta | Pub. | Priv. | |||
Agressão verbal | 35% | 23% | 34% | 43% | 34% | 39% | 31% | 26% | 38% | 49% | 40% | 21% |
Celular vasculhado pelo agente público | 7% | 6% | 6% | 11% | 8% | 5% | 13% | 3% | 7% | 16% | 9% | 1% |
Revista íntima vexatória | 7% | 11% | 5% | 11% | 7% | 8% | 9% | 6% | 9% | 7% | 8% | 4% |
Agressão física | 25% | 26% | 23% | 30% | 25% | 27% | 26% | 16% | 30% | 38% | 30% | 9% |
Imagem registrada pelo policial através do celular do agente público | 3% | 4% | 1% | 5% | 2% | 3% | 2% | 1% | 5% | 2% | 3% | 1% |
Documento rasgado pelo agente público | 2% | 6% | 1% | 2% | 2% | 2% | 4% | 2% | 3% | 1% | 2% | 1% |
Necessidade de dar dinheiro para evitar maior constrangimento | 3% |
| 2% | 4% | 2% | 4% | 3% | 2% | 3% | 4% | 3% | 1% |
Nunca presenciei | 56% | 62% | 57% | 51% | 58% | 50% | 59% | 66% | 52% | 39% | 50% | 75% |
Situações que o jovem viu com outros adolescentes
Quando relatam o que já presenciaram com outros adolescentes, a questão racial ainda aparece fortemente: entre jovens que se identificam como pretos mencionam em maior proporção ter visto agressão verbal e física, bem como o celular sendo vasculhado. As mesmas agressões são relatadas principalmente por jovens de escolas públicas.
Ações para redução das violências e homicídio contra adolescentes
Para cada uma das afirmações a seguir, diga se você concorda ou discorda. BASE: 654
91% dos adolescentes concordam que apesar de ser um assunto chato, precisamos falar sobre a violência que afeta adolescentes.
7%
Ocupar mais os espaços públicos
14%
Aumentar policiamento nas ruas
11%
Melhorar a iluminação das ruas
19%
Criar oportunidade de emprego além da região central
18%
Melhorar a capacidade de investigação de crimes e aumentar a participação da sociedade na gestão da segurança
25%
Tornar a escola mais atrativa
22%
Ampliar atividades culturais onde menos tem
37%
Campanhas a favor da igualdade entre homens e mulheres
36%
Mudar o treinamento das forças policiais para reduzir violência
34%
Criar espaços para que os adolescentes possam se reconhecer
43%
Campanhas contra o racismo
Prioridades para redução da violência e homicídio
Pra você, quais são as três principais ações que devem ser feitas para reduzir as diferentes formas de violência e os homicídios contra adolescentes? (Base: 426)
Adolescentes veem como prioridade campanhas que combatam o racismo e promovam igualdade entre homens e mulheres.
Ações ligadas às forças policiais passam antes por melhorar o treinamento para redução da violência e depois por aumento de capacidade de investigação e presença nas ruas.
Ficha técnica
A consulta Violências no Cotidiano de Adolescentes de Comitê Paulista pela Prevenção do Homicídio entre Adolescentes e Rede Conhecimento Social está licenciada com uma Licença Creative Commons CC BY-NC-SA 4.0 Internacional.
�Essa licença permite que outros remixem, adaptem e criem obras derivadas sobre a obra original, não podendo ter fins comerciais, contanto que atribuam crédito aos autores corretamente, e que utilizem a mesma licença. Para ver o texto completo da licença, acessar: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/
Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://www.juventudeseapandemia.com/.
Idealização:
GT3 – Territórios do Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios
Parceria técnica (oficinas; coleta, tratamento e análise de dados):
Rede Conhecimento Social
[Marisa Villi; Harika Maia; Jéssica Costa]
Apoio técnico da iniciativa:
Unicef
Viração
CDHEP
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Grupo de jovens pesquisadores:
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Educadores e técnicos:
Ana Paula
Carlos
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