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Violências no cotidiano de adolescentes�- consulta participativa de opinião-

Maio de 2021

Iniciativa

Parceria técnica

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Iniciativa

O Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios na Adolescência (CPPHA) é uma iniciativa tripartite e suprapartidária que tem como partícipes a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Governo do Estado de São Paulo, representado pela Secretaria de Justiça e Cidadania e que visa a prevenção à violência fatal de crianças e adolescentes de 10 a 19 anos no Estado de São Paulo.

A partir do lançamento da iniciativa em 05 de setembro de 2019, o CPPHA tem se dedicado a construir parcerias e ações junto à sociedade civil, às instituições de governo e justiça, bem como junto aos movimentos sociais e as universidades para uma agenda de prevenção aos homicídios de meninos e meninas paulistas. Nesta mesma ocasião, foram criados 04 grupos de trabalho, sendo eles: GT1. Dados, pesquisa e métodos; GT2. Políticas Públicas Intersetoriais; GT3. Território em Pauta; GT4. A Justiça e o Adolescentes, como forma de garantir a participação social.

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Parceria técnica

A Rede Conhecimento Social é uma organização sem fins lucrativos que concebe, planeja e implementa diferentes abordagens de construção de conhecimento por meio de colaboração, cocriação e compartilhamento de saberes, utilizando estratégias participativas e metodologias desenvolvidas pela multiplicidade de pessoas que compõem a rede.

Fundada em 2016, dá continuidade às ações do Instituto Paulo Montenegro, que coordenou as iniciativas de responsabilidade social do Grupo IBOPE até 2015.

Essa origem permite que a Rede Conhecimento Social traga em seu DNA a expertise de colocar a serviço da sociedade o uso de pesquisas e promover múltiplas formas de produção e disseminação de conhecimento para fins sociais como práticas formativas e métodos para fortalecimento de territórios e causas.

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Contexto

A participação e escuta de adolescentes tem sido considerada fundamental no CPPHA, sobretudo para compreender as diferentes formas de violência que os afetam (física, psicológica, sexual - abuso e exploração - e institucional), inclusive a violência fatal.

*Fonte: SIM/Datasus

Mortes a cada 100 mil habitantes

Entre 2008 e 2017, o Estado de São Paulo reduziu a taxa de homicídios da população em geral, mas aumentou a taxa de homicídios de adolescentes. Nesses 10 anos, mais de 6.800 adolescentes entre 15 e 19 anos foram assassinados no Estado.*

Diante desse cenário, o GT3 – Territórios do CPPHA ocupou-se ao longo do ano de 2020 em formas de garantir a escuta protegida e efetiva de adolescentes principalmente em situações de vulnerabilidade. Para isso, desenvolveu a consulta “Violências no Cotidiano de Adolescentes” utilizando a metodologia PerguntAção.

_ 2008 _ 2017

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Metodologia

A PerguntAção é uma metodologia da Rede Conhecimento Social que promove a construção participativa de todas etapas de uma pesquisa, por meio de oficinas práticas, trazendo o próprio público pesquisado como coautor dessa produção de conhecimento: desde a qualificação sobre o tema, levantamento de hipóteses, desenho do questionário e análise dos resultados.

A proposta dessa estratégia de produção coletiva de conhecimento, é fortalecer a articulação de pessoas, grupos e instituições por meio da escuta e do aprofundamento sobre temas relevantes, para embasar ações que transformem o contexto em que estão inseridos.

Em oficinas online, realizadas entre novembro de 2020 e março de 2021, um grupo de jovens pesquisadores realizaram todas as etapas de uma pesquisa de opinião. Para viabilizar a participação de jovens com acesso limitado à internet, as organizações parceiras cederam espaço e contaram com educadores acompanhando todas as atividades junto aos jovens, garantindo o acolhimento em relação ao delicado tema da iniciativa.

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Grupo de jovens pesquisadores

ZONA LESTE

João Vitor, 20 anos. Fotógrafo, trabalha em biblioteca pública e faz parte de coletivo cultural no bairro que mora.

Cristian, 16 anos. Sonha em trabalhar com fotografia, arquitetura e design.

Kathellen Bianca, estuda administração na escola técnica. Não tem grandes sonhos, mas quer viver na praia e ter um bom emprego.

Karen, 18 anos. Usufruir muito do curso de Ciências Sociais (USP), projetar um futuro em uma faculdade de psicologia. E trabalhar de forma social nas escolas e/ou outros lugares em periferias.

ZONA NORTE

Erick, 15 anos. Sonha em ter a própria casa e trabalhar.

Witalo, 20 anos. Formado em teatro, o maior sonho é poder viver da própria arte.

ZONA SUL

Ana Karoline, Idade? . Sonha ser psicóloga infantil e conhecer o mundo.

Geovanna, 18 anos. Sonha fazer direito, ser desembargadora e conhecer o mundo.

CENTRO

Bárbara, 16 anos. Pensa em fazer muitas coisas. Sonha fazer tudo o que deseja, sem largar nada para trás;

Tareq. Idade? Sonho?

O grupo foi composto por jovens indicados por instituições integrantes do GT3 e suas parceiras: Viração, CDHEP, Cedeca Sapopemba, CIEE-SP, Associação Mutirão e Rede Conhecimento Social.

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Passo a passo

Quando: nov.2020

Objetivo: Mobilização do grupo de jovens, para definição de perguntas norteadoras e hipóteses e perguntas para questionário.

Quando: nov.2020

Objetivo: A partir dos alinhamentos da oficina anterior, o grupo pôde elaborar perguntas para o questionário e fazer pré-teste para avaliar a aplicabilidade das perguntas.

Quando: jan. a fev.2021

Objetivo: Divulgação de link do questionário online, em redes e canais de comunicação das instituições do CPPHA e dos jovens do grupo (método bola de neve, com amostra por conveniência).

Quando: fev.2021

Objetivo: Tratamento do banco de dados e construção de tabelas com os resultados da coleta.

Quando: mar. a mai.2021

Objetivo: Elaboração de relatórios da pesquisa, com contribuição de grupo de jovens e do CPPHA

Quando: mai.2021 em diante

Objetivo: Disseminação de resultados, promoção de discussões e atividades para incidir na ação de tomadores de decisão, públicos e privados, que afetem as juventudes.

Oficinas iniciais de PerguntAção

Elaboração de questionário e atualização de amostra

Coleta de dados

Tratamento técnico do banco de dados e tabulação

Análise de dados e oficinas finais de PerguntAção

Comunicação e advocacy

Reuniões ordinárias e extraordinárias do GT3 - Territórios

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Reflexões de qualificação sobre a temática

O tema da violência é discutido entre adolescentes, já que faz parte do seu cotidiano.

As experiências são diferentes entre homens e mulheres: elas não se sentem seguras em lugar nenhum praticamente e eles são mais vítimas de abordagens policiais violentas.

Muitos jovens já acompanharam ou tiveram casos próximos de homicídio, sendo que entre os principais motivos estão brigas , desentendimentos e abordagem policial.

O acolhimento é importante e ao mesmo tempo raro. Jovens pesquisadores destacaram que a principal fonte de apoio é aquele de um jovem para outro. Mas nem sempre há uma boa relação de confiança entre colegas ou até mesmo amigos.

Ao compartilharem suas experiências, jovens pesquisadores acabaram refletindo sobre como o tema das violências afeta suas vidas e de outros adolescentes em seus territórios.

“Acolhimento? É de nós mesmos...”

Identificam como é positiva, quando existe, a troca e respeito com adultos específicos no dia a dia, como algum familiar, professor ou educador de projetos ou instituições que participam. A comunidade também pode ser um local de acolhimento, a depender das pessoas que estiverem por perto.

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O escopo da consulta

Subáreas temáticas

Tema da consulta

Violências cotidianas contra adolescentes

Violência policial

Proteção à mulher

Fortalecimento emocional

Micro violências cotidianas

(negros, indígenas, mulheres)

Durante as oficinas de PerguntAção, jovens pesquisadores, educadores e técnicos presentes definiram coletivamente o escopo da consulta de opinião, de acordo com as questões que pareciam mais prioritárias para os próprios jovens.

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Perguntas norteadoras da consulta

A partir do debate e da definição das áreas temáticas, jovens formularam perguntas que orientaram a consulta, definidas em 3:

Quais são as violências cotidianas que adolescentes sentem e como elas os afetam? Quais são as especificidades entre pessoas negras ou indígenas, mulheres ou homens?

Quais são as vivências de adolescentes na relação com agentes de segurança, especialmente policiais?

Como a questão do homicídio e suicídio de adolescentes os afeta e quais ações podem ser feitas para cuidados, acolhimento e prevenção?

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As hipóteses do grupo de jovens pesquisadores

  • Exclusão social é um julgamento das diferenças. Ela se torna algo natural, o que faz com que crianças queiram se encaixar em padrões que não são atingíveis, como ter outra aparência, ser outra pessoa.
  • Essas violências afetam a vida dos jovens em todas as dimensões, inclusive emocionalmente;
  • A Lei 11.645/08, para o ensino da cultura afrobrasileira e indígena, é importante para dar visibilidade a pessoas que são constantemente esquecidas pela história. Essa invisibilidade é uma violência e é responsável por reforçar e construir tabus e estereótipos no Brasil e no exterior.
  • Algumas das violências que adolescentes vivenciam são violência policial e violência doméstica, que ocorrem de formas diferentes entre homens, mulheres, pessoas de classe ou cor de pele diferentes.
  • Há uma intensidade maior das violências, especialmente policiais, em territórios periféricos e à população negra.

Quais são as violências cotidianas que adolescentes sentem e como elas os afetam? Quais são as especificidades entre pessoas negras ou indígenas, mulheres ou homens?

“A exclusão é uma das primeiras violências que sofremos enquanto jovem, e se essa violência não recebe nome continua a se perpetuar e isso se dá de maneira diferente se você é homem, mulher, negro ou indígena.”

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As hipóteses do grupo de jovens pesquisadores

  • Abuso de poder, preconceitos de classe e de cor da pele são frequentes. Pode não aparecer nada positivo na pesquisa e, se aparecer, vai depender dos fatores de classe e cor do respondente.
  • Racismo é uma vivência comum, porque os mais abordados são os negros.
  • É uma relação de medo, de insegurança, uma visão de que a policial faz mal.
  • O medo é maior nos homens por serem os mais abordados, por um estereótipo de que homem negro é ladrão e a mulher negra é secretária do lar.
  • Essa violência dos agentes de segurança com jovens acontece muito e agora com as redes sociais a gente vê mais coisa.

Quais são as vivências de adolescentes na relação com agentes de segurança, especialmente policiais?

“De maneira geral não gostamos de policiais.”

“Embora não tenha passado por nenhuma violência diretamente, sei de relatos de conhecidos, que não são positivos.”

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As hipóteses do grupo de jovens pesquisadores

  • Faltam profissionais nas escolas para abordar o tema do suicídio. São muitos casos de depressão, ansiedade, medo e revolta. E muitas vezes o atendimento é caro e nem sempre acessível (geograficamente).
  • A escola, os psicólogos e a família são pessoas que podem oferecer (e é esperado que ofereçam) acolhida, porém é necessário um preparo dessas pessoas.
  • É preciso uma pessoa para escutar quem está passando por esse sofrimento, sem julgar. Esse papo acaba acontecendo mais natural entre adolescentes - amigos entendem mais o que a gente passa do que um adulto, que já foi jovem, mas em outro tempo, outra época.
  • Questão de representatividade e empatia é muito importante para o acolhimento e prevenção de violências. Um adolescente que passa pelas mesmas pressões dá mais segurança de que será ouvido e considerado.

Como a questão do homicídio e suicídio de adolescentes os afeta e quais ações podem ser feitas para cuidados, acolhimento e prevenção?

“É como uma consulta de uma pessoa negra com uma médica negra, que elas vão se entender muito mais, isso te fortalece muito mais, o que essa imagem te traz para outras pessoas, uma boa influência.“

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Perfil de adolescentes e jovens consultados

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Quem são os adolescentes e jovens consultados

Sua idade?; Com qual gênero você se identifica?; Você se identifica como LGBTQIA+?; Qual sua cor ou raça?; Você tem filhos?; Sim. Quantos?; Você tem alguma deficiência?; (BASE: 747)

Idade

Raça / cor

Negros 53%

Gênero

66% Feminino

32% Masculino

2% Não binário

24% se identifica como LGBTQIA+

12% não sabe

Apenas 1% tem filhos

Filhos

2/3 têm entre 18 e 19 anos, são negros e têm 1 filho.

1/3 tem entre 15 e 17 anos e a mesma quantidade tem 2 filhos.

4% tem alguma deficiência

3% visual e 1% física

Deficiência

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Trabalho e renda

Atualmente você está trabalhando? (Base 747); Não e não estou procurando (Base: 201); Não, mas estou procurando (Base: 324)

Você sabe dizer qual é a renda aproximada de todas as pessoas do seu domicílio juntas? [As faixas eram apresentadas com valores aproximados] (BASE: 426)

Raça/Cor x trabalho

Preta

Parda

Branca

Amarela

Indígena

Trabalha

36%

30%

28%

--

38%

Não trabalha

52%

70%

72%

100%

63%

Pretos e Indígenas são os que mais estavam trabalhando no momento. Desses, a maior parte em trabalho formal.

Trabalho

70% não trabalhavam em fevereiro de 2021

__ Sim, trabalho formal (com carteira assinada)

__ Sim, trabalho informal (sem carteira assinada)

__ Não, mas estou procurando

__ Não e não estou procurando

Não trabalham nem procuram x Idade

69% 12 a 14 anos

27% 15 e 17 anos

10% 18 a 19 anos

Não trabalham mas estão procurando x Gênero

41% Feminino

49% Masculino

Renda familiar

(por salário mínimo*)

O salário mínimo no estado de São Paulo é de R$ 1.163,55 em 2020.

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Escolaridade

Pública

13% trabalham e estudam

11% não trabalham e não estudam

Estudos

Mais da metade de quem parou os estudos são negros

__ Estuda

__ Concluiu os estudos

__ Parou de estudar

2% pararam por motivos pessoais

1% desistiu depois da pandemia, na maior parte mulheres.

Atualmente você está estudando?; Qual foi o último ano que você concluiu com aprovação?; Em qual rede de ensino você estudou a maior parte da sua vida? (BASE: 747)

Rede de ensino que estudou a maior parte da vida escolar

Fundamental

Médio

Ciclo do último ano concluído

Privada

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Onde moram

Zona Oeste

Alto de Pinheiros

Barra Funda

Butantã

Itaim Bibi

Jaguará

Jaguaré

Jardim Paulista

Lapa

Morumbi

Perdizes

Pinheiros

Raposo Tavares

Rio Pequeno

Vila Leopoldina

Zona Leste

Água Rasa

Aricanduva

Artur Alvim

Brás

Cangaíba

Cidade Líder

Cidade Tiradentes

Ermelino Matarazzo

Guaianases

Itaim Paulista

Itaquera

Jardim Helena

José Bonifácio

Lajeado

Moóca

Parque do Carmo

Ponte Rasa

São Lucas

São Mateus

São Miguel

Sapopemba

Tatuapé

Vila Curuçá

Vila Formosa

Vila Jacuí

Vila Prudente

11%

14%

11%

23%

5%

Centro

Norte

Oeste

Sul

Leste

Em que região de São Paulo você mora? Qual distrito? (BASE: 747)

Centro

Bela Vista

Bom Retiro

Consolação

República

Santa Cecília

Brasilândia

Cachoeirinha

Casa Verde

Freguesia do Ó

Jaçanã

Jaraguá

Limão

Mandaqui

Perus

Pirituba

Santana

Tremembé

Tucuruvi

Vila Guilherme

Vila Maria

Vila Medeiros

Zona Norte

Zona Sul

Campo Belo

Campo Grande

Campo Limpo

Capão Redondo

Cidade Ademar

Cidade Dutra

Grajaú, Socorro

Ipiranga

Jabaquara

Jardim Ângela

Jardim São Luís

Marsilac

Moema

Parelheiros

Pedreira

Sacomã

Santo Amaro

Saúde

Vila Andrade

Vila Mariana

65% dos adolescentes e jovens consultados moram nas diferentes regiões da cidade de São Paulo

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Onde moram

Em que região de São Paulo você mora? Qual município da Grande São Paulo? (BASE: 747)

35% dos adolescentes e jovens consultados moram em outros município da Grande São Paulo

1%

0,4%

0,1%

27%

0,1%

0,4%

2%

1%

0,4%

0,3%

0,3%

1%

0,1%

1%

Barueri

Cajamar

Carapicuíba

Diadema

Embu

Embu-Guaçu

Francisco Morato

Franco da Rocha

Guarulhos

Itapevi

Mauá

Osasco

Santo André

São Bernardo do Campo

São Caetano do Sul

Suzano

Taboão da Serra

27%

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Desejos e medos de adolescentes da Região Metropolitana de São Paulo

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Desejos e medos | Trabalho e renda

Medos

Desejos

E quais desses são os seus DOIS maiores desejos para a vida? (BASE 1407); Hoje em dia, qual a sua maior preocupação (escolha 1 opção) (BASE: 747)

49% sonham em trabalhar com o que gostam e acreditam

34% esperam ter emprego e salário para pagar as contas

33% temem não ter uma profissão, um emprego ou um trabalho

21% tem medo de não ter qualificação suficiente para crescer na vida

6% receiam não ter dinheiro para pagar as contas

Desejos e medos em relação a trabalho e renda

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Trabalhar com o que gostam e acreditam

40%

50%

50%

48%

51%

50%

53%

44%

44%

45%

61%

Ter emprego e salário pra pagar as contas

34%

35%

32%

32%

36%

31%

29%

38%

35%

36%

27%

Não ter profissão, emprego ou trabalho

23%

39%

27%

31%

39%

31%

28%

36%

43%

37%

19%

Não ter qualificação suficiente para crescer na vida

9%

20%

25%

20%

24%

17%

18%

20%

25%

22%

14%

Não ter dinheiro para pagar as contas

7%

4%

8%

4%

8%

4%

6%

5%

5%

6%

5%

Trabalhar com o que gostam e ter um bom salário são os desejos de vida mais frequentes entre esses adolescentes. Ao mesmo tempo, têm medo de não serem acolhidos por bons empregos no mercado de trabalho, especialmente estudantes da rede pública e negros.

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Desejos e medos | Educação

30% sonham em fazer faculdade

12% tem medo de ter dificuldades para realizar seus planos para a educação

Desejos e medos em relação à educação

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Fazer faculdade

27%

29%

32%

33%

24%

20%

25%

34%

34%

33%

19%

Ter dificuldades de realizar meus planos para minha vida

13%

11%

15%

14%

8%

9%

14%

10%

10%

10%

20%

E quais desses são os seus DOIS maiores desejos para a vida? (BASE 1407); Hoje em dia, qual a sua maior preocupação (escolha 1 opção) (BASE: 747)

A faculdade é um dos dois maiores sonhos de futuro para 3 a cada 10 desses adolescentes, especialmente mulheres, negros e estudantes da rede pública. Apenas 1 a cada 10 tem como principal receio não conseguir realizar seus planos para a educação, medo que cresce entre jovens de escolas privadas, que normalmente têm suas vidas mais focadas ao redor dos estudos.

Medos

Desejos

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Desejos e medos | Família e moradia

20% querem ter uma casa própria

18% sonham em constituir uma família

7% esperam ter o apoio da família nas escolhas de vida

6% temem não ter apoio da família nas escolhas de vida

1% têm medo de violência doméstica

Desejos e medos em relação a família e moradia

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Constituir uma família

13%

19%

17%

13%

28%

10%

21%

15%

15%

17%

21%

Ter apoio da família nas suas escolhas de vida

16%

5%

6%

7%

5%

10%

6%

10%

4%

7%

7%

Ter uma casa própria

17%

19%

23%

22%

16%

20%

17%

22%

25%

21%

16%

Não ter apoio da família nas minhas escolhas de vida

9%

6%

5%

6%

5%

9%

6%

7%

4%

5%

8%

Medo de violência doméstica

-

1%

-

1%

-

3%

1%

2%

-

1%

1%

“[Desejo] moradia...Moro desde 2016 em Albergues da Prefeitura de SP” (jovem respondente da consulta)

E quais desses são os seus DOIS maiores desejos para a vida? (BASE 1407); Hoje em dia, qual a sua maior preocupação (escolha 1 opção) (BASE: 747)

Medos

Desejos

Ter um local para morar com estabilidade, como a casa própria, é o principal desejo de vida para 2 a cada 10 adolescentes. E a constituição de família também ocupa um lugar importante como um dos principais sonhos de 2 a cada 10 adolescentes, sendo mais forte entre os que se declaram do gênero masculino e entre brancos.

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Desejos e medos | Questões sociais

8% sonham em ajudar a melhorar o bairro, cidade ou país

5% têm como principal medo a violência urbana

Desejos e medos em relação a questões sociais

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Ajudar a melhorar o bairro, cidade ou país

6%

8%

8%

9%

6%

13%

10%

4%

11%

6%

14%

Medo da violência urbana

13%

3%

4%

5%

3%

5%

7%

4%

1%

2%

13%

“Minha preocupação é eu sair na rua e ser julgado só por ser negro ou sofrer violência da policia.“

(jovem respondente da consulta)

E quais desses são os seus DOIS maiores desejos para a vida? (BASE 1407); Hoje em dia, qual a sua maior preocupação (escolha 1 opção) (BASE: 747)

A cidade ocupa um local de menor destaque entre os principais sonhos e medos desses adolescentes. Ainda assim, merece atenção essa pequena parcela que têm a violência urbana como principal preocupação, que é maior entre aqueles de escolas privadas e os mais novos (12 a 14 anos). Os que se declaram como LGBTQIA+ parecem ser mais engajados em propostas de melhoria do bairro, cidade ou país.

Medos

Desejos

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Desejos e medos | Experiências de vida e saúde

23% desejam morar em outra cidade ou país para viver outras experiências

11% temem não conseguir manter saúde mental

5% têm medo dos efeitos da COVID

Desejos e medos em relação a experiências de vida e saúde

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Morar em outra cidade ou país para viver outras experiências

28%

24%

20%

23%

21%

34%

26%

20%

22%

23%

26%

Não conseguir manter minha saúde mental

16%

10%

11%

13%

3%

16%

13%

9%

8%

9%

17%

Medo dos efeitos da COVID

8%

4%

4%

4%

5%

3%

5%

6%

2%

4%

5%

“[Medo de] não conseguir fazer minha transição (Sou um menino Trans)”

(jovem respondente da consulta)

E quais desses são os seus DOIS maiores desejos para a vida? (BASE 1407); Hoje em dia, qual a sua maior preocupação (escolha 1 opção) (BASE: 747)

O desejo de morar em outra cidade ou país é um dos maiores sonhos de 2 a cada 10 desses adolescentes, especialmente os mais novos e aqueles que se declaram LGBTQIA+. Entre as preocupações, manter a saúde mental é indicada como principal receio para 1 a cada 10 consultados, sendo ainda maior entre mais jovens, mulheres, LGBTQIA+ e estudantes de escolas privadas.

Medos

Desejos

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Desejos e medos por local de moradia

Região de moradia

Centro

Zona Norte

Zona Sul

Zona Leste

Zona Oeste

Grande São Paulo

Trabalhar com o que gosto e acredito

50%

43%

48%

42%

50%

52%

Ter um emprego e um salário para pagar as contas

38%

31%

30%

36%

38%

34%

Fazer faculdade

15%

31%

32%

22%

25%

34%

Morar em outra cidade ou país para viver outras experiências

28%

28%

20%

26%

20%

24%

Ter uma casa própria

10%

25%

21%

25%

19%

19%

Constituir uma família

23%

13%

18%

14%

18%

19%

Ajudar a melhorar meu bairro, cidade ou país

13%

10%

11%

13%

11%

2%

Ter apoio da família nas minhas escolhas de vida

8%

10%

6%

9%

8%

5%

E quais desses são os seus DOIS maiores desejos para a vida? (BASE 1407)

Desejos

Os sonhos desses adolescentes não variam muito de acordo com os diferentes territórios da região metropolitana de São Paulo, mas aqueles que moram no centro têm uma perspectiva um pouco mais voltada para a constituição de família do que fazer faculdade ou ter uma casa própria.

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Desejos e medos

Região de moradia

Centro

Zona Norte

Zona Sul

Zona Leste

Zona Oeste

Grande São Paulo

Não ter uma profissão, um emprego ou um trabalho

18%

41%

26%

34%

27%

40%

Não ter qualificação suficiente para crescer na vida

20%

16%

16%

14%

19%

28%

Ter dificuldades de realizar meus planos para minha educação

18%

4%

17%

14%

16%

8%

Não conseguir manter minha saúde mental

20%

14%

13%

9%

12%

7%

Não ter apoio da família nas minhas escolhas de vida

5%

8%

7%

9%

7%

3%

Não ter dinheiro para pagar as contas

5%

5%

5%

6%

5%

6%

Medo da violência urbana

5%

3%

6%

4%

10%

2%

Medo dos efeitos da COVID

5%

5%

6%

6%

3%

4%

Medo de violência doméstica

3%

 

1%

2%

1%

0%

Hoje em dia, qual a sua maior preocupação (escolha 1 opção) (BASE: 747)

Medos

Já as principais preocupações são muito diversificadas, variação esta que pode ser resultado da divulgação do questionário em redes específicas em cada território.

28 of 73

Realização dos objetivos

Você acha que conseguirá alcançar esses seus objetivos? (BASE: 747)

92% acreditam que alcançarão seus desejos

Desejos

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

91%

91%

94%

91%

95%

86%

90%

94%

93%

92%

91%

Mesmo diante de tantas preocupações, esses adolescentes não se sentem impotentes diante de seus sonhos.

29 of 73

Efeitos da pandemia sobre as preocupações

Medos

Você tinha essa mesma preocupação antes da pandemia? (BASE: 747)

A principal preocupação antes e depois da pandemia

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Sim, mas aumentou

55%

61%

65%

64%

55%

69%

58%

61%

66%

62%

60%

Sim, e ficou igual

22%

24%

23%

21%

27%

19%

25%

24%

19%

22%

29%

Sim, mas diminuiu

3%

4%

3%

4%

3%

3%

2%

4%

4%

4%

1%

Não

20%

11%

10%

11%

14%

9%

14%

10%

11%

12%

11%

É importante levar em conta que a pandemia tem influenciado fortemente as preocupações desses adolescentes: 1 a cada 10 adquiriram uma nova preocupação e 6 a cada 10 ficaram ainda mais receosos diante de seus medos.

30 of 73

Relações de confiança e sensação de segurança

31 of 73

Sensação de segurança em espaços que frequentam

A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura. (Base: xxxx)

Grau de segurança por espaços que frequentam

A consulta revela que a sensação de segurança desses adolescentes e jovens é maior à medida que os ambientes são menores ou com públicos com certo grau de intimidade, como o próprio lar ou espaços religiosos e organizações sociais. Os serviços que oferecem atendimento, como escola, postos de saúde ou assistência social são mais ou menos seguros. E os espaços públicos com alta circulação são aqueles que representam maior insegurança.

32 of 73

Sensação de segurança em espaços que frequentam

A casa é o lugar que jovens se sentem mais seguros (8 a cada 10).

Apesar disso, os mais novos (12 a 14 anos), mulheres e LGBTQIA+ tendem a considera-la entre mais ou menos e nada segura.

Espaços públicos como a rua, a comunidade e a cidade são lugares onde os jovens se sentem menos seguros, especialmente as mulheres, não binários, LGBTQIA+ e indígenas.

3 a cada 10 jovens não se sentem seguros na internet e as redes sociais, principalmente os mais velhos (18 a 19 anos), mulheres e pretos.

Espaços religiosos aparecem como seguros/muito seguros para 6 a cada 10 jovens.

Com quase a mesma proporção estão os espaços de organizações que frequentam.

2 a cada 10 se sentem pouco ou nada seguros nos serviços de saúde que frequentam.

6 a cada 10 jovens se sentem mais ou menos seguros na escola ou nos serviços da saúde e assistência.

7 em cada 10 moradores da Grande São Paulo, jovens pretos e pardos ou que tenham estudado em escola pública não se sentem seguros nas escolas.

33 of 73

Sensação de segurança em espaços que frequentam

A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura.

Perfil de quem se sente pouco ou nada seguro

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Sua cidade

39%

43%

55%

50%

38%

55%

50%

44%

40%

44%

53%

Sua comunidade

30%

28%

38%

34%

24%

37%

30%

35%

27%

35%

18%

Sua rua

37%

30%

42%

39%

23%

39%

36%

33%

32%

36%

28%

Comércio (shoppings, mercados)

11%

14%

15%

16%

11%

13%

11%

14%

20%

15%

10%

Sensação de segurança em espaços abertos ao público em geral

Confirmando a hipótese do grupo de jovens pesquisadores, as mulheres se sentem menos seguras em espaços públicos.

Quanto mais velhos, mais se sentem inseguros na cidade, tendência ainda maior entre os que se declaram LGBTQIA+, brancos e estudantes da rede privada.

Jovens da rede pública sentem-se mais inseguros em sua comunidade ou rua. e negros se sentem menos seguros em comércios.

34 of 73

Sensação de segurança em espaços que frequentam

A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura.

Perfil de quem se sente pouco ou nada seguro

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Internet e redes sociais

27%

26%

37%

34%

20%

28%

28%

25%

38%

32%

22%

Sensação de segurança em espaços virtual ao público em geral

A internet, 3º lugar em que esses adolescentes se sentem pouco ou nada seguros, é uma preocupação maior entre aqueles com mais de 18 anos, mulheres e pretos.

35 of 73

Sensação de segurança

A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura.

Perfil de quem se sente seguro ou muito seguro

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Serviços de assistência social

26%

27%

24%

25%

27%

34%

33%

21%

21%

20%

46%

Serviços de saúde

36%

29%

15%

26%

23%

31%

23%

26%

27%

24%

32%

Sua escola

39%

33%

38%

33%

40%

32%

44%

25%

28%

26%

64%

Sensação de segurança em serviços

A escola, que surpreende pela baixa proporção de adolescentes que declaram se sentir seguros, é mais mencionada como tal por homens e brancos.

Quanto mais novos, mais veem os serviços de saúde como seguros. E os serviços de assistência social são mais acolhedores para jovens LGBTQIA+.

Estudantes de escolas privadas tendem a se sentir mais seguros nos serviços em geral.

36 of 73

Sensação de segurança em espaços que frequentam

A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura.

Perfil de quem se sente seguro ou muito seguro

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Seu trabalho

50%

48%

48%

50%

44%

50%

45%

49%

54%

46%

62%

Organização que frequenta

38%

66%

38%

51%

63%

61%

54%

55%

56%

54%

60%

Espaço religioso que frequenta

78%

61%

62%

64%

63%

42%

56%

68%

65%

64%

60%

Sua casa

72%

77%

80%

76%

82%

69%

76%

78%

83%

76%

83%

Sensação de segurança em ambientes reduzidos e com relações próximas

Adolescentes LGBTQIA+ tendem a se sentir mais seguros do que a média em organizações que frequentam, mas chama atenção o quanto se sentem menos seguros em espaços religiosos e em suas próprias casas.

Nos espaços religiosos os mais novos são aqueles com maior sensação de segurança, bem como negros.

Chama atenção que mulheres sentem menor segurança que homens dentro de casa.

37 of 73

Sensação de segurança em espaços que frequentam

Região de moradia

Centro

Zona Norte

Zona Sul

Zona Leste

Zona Oeste

Grande São Paulo

Sua casa

67%

67%

79%

68%

76%

85%

Espaço religioso que frequenta

50%

68%

62%

62%

55%

68%

Organização que frequenta

48%

58%

51%

42%

52%

60%

Seu trabalho

43%

50%

60%

43%

54%

42%

Sua escola

44%

34%

36%

37%

44%

29%

Serviços de saúde (posto de saúde, hospital)

25%

18%

30%

30%

41%

20%

Serviços de assistência social (CRAS, CREAS)

6%

27%

29%

33%

15%

25%

Comércios (shoppings, mercados)

28%

22%

24%

19%

24%

17%

Internet/ redes sociais

22%

20%

12%

16%

9%

16%

Sua rua

8%

10%

17%

8%

16%

12%

Sua comunidade / bairro

11%

6%

9%

7%

13%

13%

Sua cidade

3%

9%

2%

4%

6%

5%

Quem se sente seguro ou muito seguro

A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura.

38 of 73

Sensação de segurança em espaços que frequentam

Região de moradia

Centro

Zona Norte

Zona Sul

Zona Leste

Zona Oeste

Grande São Paulo

Sua casa

6%

6%

3%

7%

2%

1%

Espaço religioso que frequenta

6%

6%

5%

 

 

6%

Organização que frequenta

10%

2%

8%

6%

5%

3%

Seu trabalho

 

 

5%

9%

12%

7%

Sua escola

3%

13%

11%

15%

6%

6%

Serviços de saúde (posto de saúde, hospital)

19%

16%

15%

16%

11%

21%

Serviços de assistência social (CRAS, CREAS)

12%

11%

11%

17%

7%

13%

Comércios (shoppings, mercados)

19%

13%

11%

18%

8%

17%

Internet/ redes sociais

36%

27%

33%

36%

24%

27%

Sua rua

33%

31%

40%

43%

27%

32%

Sua comunidade / bairro

47%

32%

35%

33%

26%

27%

Sua cidade

47%

46%

53%

59%

43%

39%

Quem se sente pouco ou nada seguro

A seguir tem uma lista de locais. Para cada um diga se você se sente seguro ou segura.

39 of 73

Para cada uma das afirmações a seguir, diga se você concorda ou discorda BASE: 426

61% concordam totalmente que a maior parte dos lugares podem ser inseguros para mulheres

40 of 73

Quantidade ideal de pessoas para realizar atividades

6 a cada 10 adolescentes consultados preferem realizar atividades de lazer, caminhar nas ruas do bairro e circular pela cidade com poucas pessoas. E quanto mais fora de sua região mais próxima ou conhecida, menos querem fazer as atividades sozinhos.

Para cada uma das situações a seguir, diga se você prefere estar sozinho, com poucas pessoas ou com muitas pessoas. BASE: 654

FAZER ATIVIDADES DE LAZER

CAMINHAR NAS RUAS DO BAIRRO

CIRCULAR PELA CIDADE

41 of 73

Quantidade ideal de pessoas para realizar atividades

Para cada uma das situações a seguir, diga se você prefere estar sozinho, com poucas pessoas ou com muitas pessoas. BASE: 654

Circular pela cidade

Sozinho

10%

8%

9%

6%

12%

11%

6%

10%

11%

9%

5%

Com poucas pessoas

55%

60%

67%

61%

64%

61%

63%

63%

56%

62%

59%

Com muitas pessoas

35%

30%

22%

31%

22%

28%

28%

27%

30%

27%

33%

Não sei

 

2%

3%

2%

2%

 

3%

 

2%

2%

3%

Caminhar nas ruas do bairro

Sozinho

18%

11%

19%

10%

22%

16%

12%

17%

17%

15%

12%

Com poucas pessoas

52%

63%

61%

62%

60%

57%

66%

60%

54%

62%

60%

Com muitas pessoas

25%

22%

17%

25%

14%

22%

18%

21%

27%

20%

24%

Não sei

4%

3%

3%

3%

4%

5%

4%

2%

2%

3%

4%

Situações

Companhias

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Atividades de lazer

Sozinho

23%

22%

15%

20%

20%

28%

20%

18%

23%

22%

14%

Com poucas pessoas

46%

55%

63%

57%

54%

56%

59%

55%

52%

55%

61%

Com muitas pessoas

28%

21%

21%

21%

24%

15%

18%

25%

25%

22%

22%

Não sei

3%

2%

1%

2%

2%

1%

2%

1%

 

1%

3%

Quanto mais velhos, mais parecem querem estar com poucas pessoas em todas as atividades. As mulheres querem estar menos sozinhas em circulações pelo bairro ou pela cidade e tendem a querem ter mais pessoas por perto do que homens. Adolescentes negros mostram-se mais propensos a querer estar com mais pessoas dentro do seu bairro.

42 of 73

Pessoas para pedir ajuda ou se abrir

Grau de conforto para conversar

A seguir tem uma lista de pessoas. Para cada uma, diga o quanto você se sente confortável para pedir ajuda ou se abrir (falar sobre emoções, situações complicadas que te afetam) BASE: 654

A consulta mostra que, em geral, adolescentes e jovens tem baixo grau de conforto em se abrir com a maior parte das pessoas que fazem parte de seu circuito pessoal. Quem mais ocupa o espaço de confiança para pedir ajuda ou conversar são os amigos, ainda que com alto grau de dúvida. Adultos em geral são menos vistos nesse papel, mas com maior conforto com aqueles que conhecem em espaços mais reduzidos ou de relações mais próximas, como ONGs e espaços religiosos.

43 of 73

Pessoas para pedir ajuda ou se abrir

Amigos são aqueles em quem 6 a cada 10 confiam para pedir ajuda ou se abrirem.

Essa confiança depositada em amigos é ainda maior entre aqueles que se declaram LGBTQIA+.

Policiais estão entre as pessoas em que esses adolescentes menos se sentem confortáveis para pedir ajuda.

Familiares são pessoas de confiança para 4 a cada 10 desses adolescentes, sendo que homens se sentem mais confortáveis nessa relação do que mulheres.

2 a cada 10 sentem que podem se abrir com profissionais da saúde ou com professores.

Educadores de projetos ou ONGs e lideranças religiosas são de confiança para 3 a cada 10 jovens.

Vizinhos, pessoas da comunidade e colegas de trabalho não estão na lista das pessoas em quem jovens mais procuram para se abrir.

44 of 73

Pessoas para pedir ajuda ou se abrir

Perfil de quem se sente

confortável ou muito confortável

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/raça

Rede de Ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pública

Privada

Amigos

54%

56%

55%

54%

59%

65%

61%

47%

59%

51%

70%

Família

44%

42%

39%

37%

52%

22%

39%

42%

44%

40%

44%

Vizinhos

11%

7%

7%

6%

10%

2%

8%

7%

7%

7%

8%

Pessoas da comunidade

9%

6%

3%

4%

7%

4%

5%

5%

5%

5%

5%

A seguir tem uma lista de pessoas. Para cada uma, diga o quanto você se sente confortável para pedir ajuda ou se abrir (falar sobre emoções, situações complicadas que te afetam) BASE: 654

Grau de conforto para conversar com pessoas cuja relação não necessariamente nasce a partir de instituições ou serviços

Amigos são os que mais se sentem confortáveis em pedir ajuda ou se abrir, em todas as idades e gêneros, mas ainda mais entre estudantes de rede privada.

Adolescentes LGBTQIA+ depositam ainda mais confiança na relação com amigos e se abrem muito menos com suas famílias.

Homens tendem a sentir mais conforto com vizinhos e pessoas da comunidade.

45 of 73

Pessoas para pedir ajuda ou se abrir

A seguir tem uma lista de pessoas. Para cada uma, diga o quanto você se sente confortável para pedir ajuda ou se abrir (falar sobre emoções, situações complicadas que te afetam) BASE: 654

Perfil de quem se sente pouco ou nada confortável

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Educadores de projeto ou ONG

24%

23%

27%

25%

23%

21%

27%

18%

27%

23%

31%

Liderança religiosa

40%

35%

36%

36%

32%

61%

45%

31%

24%

33%

49%

Professores / outros profissionais da escola

35%

29%

36%

32%

29%

31%

31%

31%

30%

32%

29%

Chefe ou colegas de trabalho

38%

44%

39%

42%

40%

37%

41%

48%

33%

42%

36%

Chama atenção que o dobro de adolescentes LGBTQIA+ se sentem pouco ou nada confortáveis com lideranças religiosas.

Ao mesmo tempo em que jovens brancos também tendem a ver essas lideranças como ambientes para se abrir, principalmente no comparativo com jovens pretos. A matriz religiosa de cada um provavelmente exerce influência nessas relações de confiança.

Grau de conforto para conversar com pessoas cuja nasce a partir de instituições ou serviços de alta frequência

46 of 73

Pessoas para pedir ajuda ou se abrir

Perfil de quem se sente pouco ou nada confortável

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Profissionais da saúde

23%

24%

22%

25%

19%

23%

21%

22%

30%

24%

20%

Profissionais da assistência social

29%

23%

31%

28%

23%

27%

27%

22%

30%

26%

29%

Policiais e outros agentes de segurança

46%

47%

50%

52%

38%

62%

49%

42%

54%

47%

53%

A seguir tem uma lista de pessoas. Para cada uma, diga o quanto você se sente confortável para pedir ajuda ou se abrir (falar sobre emoções, situações complicadas que te afetam) BASE: 654

Grau de conforto para conversar em relações mais pontuais

A alta proporção de jovens que se sentem pouco ou nada confortáveis com policiais merece atenção, sendo ainda maior entre mulheres, adolescentes LGBTQIA+ e pretos.

Já em relação a profissionais de saúde, há pouco mais de desconforto entre mulheres.

Em relação à assistência social, não há variações entre os perfis.

47 of 73

Pessoas para pedir ajuda ou se abrir

Região de moradia

Centro

Zona Norte

Zona Sul

Zona Leste

Zona Oeste

Grande São Paulo

Pessoas da comunidade

 

6%

4%

6%

2%

7%

Vizinhos

4%

8%

8%

9%

4%

7%

Chefe ou colegas de trabalho

13%

12%

15%

25%

8%

10%

Policiais e outros agentes de segurança

14%

19%

12%

8%

10%

21%

Professores/ outros profissionais da escola

17%

17%

18%

19%

26%

22%

Profissionais da assistência social

10%

21%

28%

31%

21%

22%

Profissionais da saúde

24%

28%

28%

18%

24%

24%

Liderança religiosa

28%

29%

23%

22%

29%

31%

Educadores de projeto ou ONG

10%

36%

29%

38%

31%

25%

Família

47%

34%

40%

38%

36%

46%

Amigos

61%

41%

54%

65%

66%

54%

A seguir tem uma lista de pessoas. Para cada uma, diga o quanto você se sente confortável para pedir ajuda ou se abrir (falar sobre emoções, situações complicadas que te afetam) BASE: 654

Com quem se sente confortável ou muito confortável

48 of 73

Pessoas para pedir ajuda ou se abrir

Perfil de quem se sente pouco ou nada confortável

Região de moradia

Centro

Zona Norte

Zona Sul

Zona Leste

Zona Oeste

Grande São Paulo

Pessoas da comunidade

55%

70%

70%

57%

63%

64%

Vizinhos

65%

73%

74%

63%

72%

64%

Chefe ou colegas de trabalho

27%

46%

42%

39%

32%

45%

Policiais e outros agentes de segurança

54%

59%

53%

53%

49%

38%

Professores/ outros profissionais da escola

28%

39%

37%

33%

20%

29%

Profissionais da assistência social

33%

25%

30%

38%

23%

21%

Profissionais da saúde

26%

23%

23%

24%

24%

23%

Liderança religiosa

44%

43%

31%

50%

34%

31%

Educadores de projeto ou ONG

30%

30%

29%

24%

20%

20%

Família

28%

25%

28%

18%

24%

14%

Amigos

6%

14%

7%

6%

6%

8%

A seguir tem uma lista de pessoas. Para cada uma, diga o quanto você se sente confortável para pedir ajuda ou se abrir (falar sobre emoções, situações complicadas que te afetam) BASE: 654

Com quem se sente pouco ou nada confortável

49 of 73

Experiências de violência no cotidiano

50 of 73

24% dos adolescentes consultados perderam alguém próximo, com até 19 anos, por suicídio.

Você já perdeu alguém próximo a você por suicídio, que era adolescente ou jovem com até 19 anos? (Base: 610)

51 of 73

Você já perdeu alguém próximo a você por homicídio, que era adolescente ou jovem com até 19 anos? ; Você se incomoda em dizer quem era essa pessoa que sofreu homicídio? ; Você se incomoda em dizer em qual situação foi que essa pessoa sofreu homicídio? (BASE 610)

Quem eram?

70% amigos ou conhecidos

9% irmão(ã) ou primo(a)

21% preferiram não falar

Principais motivos do homicídio:

  • 16% Briga ou conflito com pessoas conhecidas
  • 14% Briga ou conflito com pessoas desconhecidas
  • 11% Assalto ou abordagem agressiva/ invasiva
  • 11% Abordagem policial
  • 8% Vingança
  • 6% Violência doméstica

19% dos adolescentes consultados perderam alguém próximo, com até 19 anos, por homicídio.

52 of 73

Reflexões sobre preconceitos e privilégios

Jovens avaliam que há diferenças e preconceitos no tratamento que a sociedade dá aos adolescentes de acordo com sua classe, cor, gênero e endereço.

Para cada uma das afirmações a seguir, diga se você concorda ou discorda BASE: 426; Para cada uma das afirmações a seguir, diga se você concorda ou discorda. BASE: 654

60% procuram se informar como ser uma pessoa antirracista.

50% costumam pensar sobre os privilégios de um adolescente branco em nossa sociedade.

Branca

Parda

Preta

67%

52%

59%

Branca

Parda

Preta

53%

43%

54%

22% reparam na quantidade de pessoas negras presentes em todos os lugares onde vão.

Branca

Parda

Preta

17%

19%

39%

31% normalmente se sentem bem representados nos lugares que frequentam.

Branca

Parda

Preta

40%

27%

24%

66% não concordam que as manchetes de jornal falam com a mesma agressividade sobre crimes em bairros nobres e crimes nas periferias.

87% não sentem que a lei é aplicada de forma igual entre pessoas de classe social mais alta ou mais baixa.

Branca

Parda

Preta

70%

63%

60%

Branca

Parda

Preta

89%

84%

87%

53 of 73

Situações de violência vivenciadas

 

Fem.

Masc.

Fui ridicularizado(a) publicamente por uma característica minha

41%

33%

53%

Tive minhas coisas roubadas ou furtadas

25%

34%

27%

Senti que tinha que mentir sobre o local de residência

27%

27%

26%

Na minha família me falam coisas que me fazem sofrer muito

26%

15%

40%

Fui seguido(a) ou abordado (a) no supermercado

20%

20%

20%

Pessoa conhecidas já me machucaram fisicamente

20%

21%

29%

Alguém já tocou minhas partes íntimas sem meu consentimento

25%

8%

37%

Já se aproveitaram de mim no transporte cheio

26%

4%

32%

Sofri racismo

18%

18%

19%

Ninguém presta atenção em mim em casa

16%

13%

26%

Sofri preconceito por minha classe social

13%

19%

15%

Sofri LGBTfobia

11%

11%

43%

As atividades que tenho que fazer não me deixam tempo para estudar

11%

7%

13%

Tive minha vida íntima exposta publicamente

6%

5%

13%

Tive meus documentos confiscados ou destruídos

1%

3%

3%

Não vivenciei nenhuma dessas situações

17%

25%

5%

Quais dessas situações você já vivenciou? (Base: 610)

Gênero

Tipos de violência

Total

LGBTQIA+

Das múltiplas violências às quais adolescentes já vivenciaram, o bullying é a mais presente. São as mulheres e jovens LGBTQIA+ que mais sofreram abuso sexual e violência verbal em casa. Homens são os que menos vivenciaram essas situações.

54 of 73

Situações de violência vivenciadas

 

Branca

Parda

Preta

Fui ridicularizado(a) publicamente por uma característica minha

41%

34%

38%

Tive minhas coisas roubadas ou furtadas

26%

28%

26%

Senti que tinha que mentir sobre o local de residência

27%

26%

27%

Na minha família me falam coisas que me fazem sofrer muito

27%

20%

20%

Fui seguido(a) ou abordado (a) no supermercado

11%

24%

36%

Pessoa conhecidas já me machucaram fisicamente

22%

18%

20%

Alguém já tocou minhas partes íntimas sem meu consentimento

21%

16%

20%

Já se aproveitaram de mim no transporte cheio

21%

20%

16%

Sofri racismo

3%

14%

57%

Ninguém presta atenção em mim em casa

20%

12%

13%

Sofri preconceito por minha classe social

9%

16%

24%

Sofri LGBTfobia

15%

11%

9%

As atividades que tenho que fazer não me deixam tempo para estudar

11%

9%

9%

Tive minha vida íntima exposta publicamente

6%

7%

4%

Tive meus documentos confiscados ou destruídos

1%

1%

4%

Não vivenciei nenhuma dessas situações

18%

22%

19%

Quais dessas situações você já vivenciou? (Base: 610)

Cor/raça

Tipos de violência

Total

O recorte racial deixa claro o quanto a vida pública é mais violenta para adolescentes que se declaram como pretos: além de reconhecerem o racismo, são os que mais dizem ter sido discriminados por sua classe social e seguidos em supermercados.

55 of 73

Onde a violência ocorre

Ambientes com experiências de violência com adolescentes

A Internet é o ambiente em que adolescentes mais relatam ter visto com frequência situações de violência com adolescentes (quase 9 a cada 10).

A cidade, os bairros e as ruas são relatados principalmente como espaços em que a violência com adolescentes é recorrente.

Mas é extremamente preocupante que a escola seja o 3º ambiente em que jovens mais tenham presenciado situações de violência mais de uma vez.

Você já viu alguma situação de violência com adolescentes em algum desses lugares? Com que frequência? (BASE: 610)

56 of 73

Onde a violência ocorre

Perfil de quem já viu mais de uma vez

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Sua comunidade / bairro

55%

52%

64%

55%

57%

62%

54%

52%

55%

67%

60%

Sua rua

41%

48%

52%

46%

52%

55%

46%

46%

42%

64%

52%

Comércio (shoppings, mercados)

34%

32%

43%

37%

30%

43%

34%

39%

27%

41%

35%

Sua cidade

66%

75%

79%

76%

73%

79%

74%

77%

72%

79%

75%

Você já viu alguma situação de violência com adolescentes em algum desses lugares? Com que frequência? (BASE: 610)

Ambientes abertos ao público em geral

Quanto mais velhos, mais parecem sentir as violências da cidade, das ruas e do bairro como algo frequente.

Mulheres e LGBTQIA+ mencionam mais os comércios.

Estudantes da rede pública percebem, de modo geral, ambientes públicos com diversos casos de violência contra adolescentes.

57 of 73

Onde a violência ocorre

Perfil de quem já viu mais de uma vez

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Internet e redes sociais

66%

86%

89%

88%

79%

93%

82%

87%

83%

85%

85%

Você já viu alguma situação de violência com adolescentes em algum desses lugares? Com que frequência? (BASE: 610)

Mais uma vez, quanto mais velhos, mais veem o ambiente público da internet como palco de situações de violência com adolescentes.

Mulheres e LGBTQIA+ também têm relatam em maiores proporções ter visto com frequência.

Ambiente virtual

58 of 73

Onde a violência ocorre

Perfil de quem já viu mais de uma vez

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Serviços de saúde

14%

14%

19%

17%

13%

14%

15%

12%

21%

17%

10%

Serviços de assistência social

10%

6%

4%

5%

7%

8%

10%

4%

3%

5%

10%

Sua escola

48%

57%

72%

60%

61%

69%

54%

64%

71%

65%

45%

Você já viu alguma situação de violência com adolescentes em algum desses lugares? Com que frequência? (BASE: 610)

Novamente, quanto mais velhos, mais mencionam ter visto mais de uma situação de violência com adolescentes na escola. É também maior essa parcela entre estudantes da rede pública, jovens LGBTQIA+ e negros (principalmente pretos), indicando a escola como um ambiente em que questões de racismo e LGBTfobia precisam ser temas de debate.

Ambientes de serviços

59 of 73

Onde a violência ocorre

Perfil de quem já viu mais de uma vez

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Sua casa

15%

16%

21%

19%

13%

29%

19%

14%

16%

18%

18%

Organização que frequenta

18%

5%

17%

11%

7%

11%

15%

4%

10%

8%

21%

Espaço religioso que frequenta

11%

10%

8%

10%

9%

15%

11%

6%

12%

9%

12%

Seu trabalho

27%

7%

9%

8%

10%

10%

7%

7%

9%

8%

14%

Você já viu alguma situação de violência com adolescentes em algum desses lugares? Com que frequência? (BASE: 610)

Mulheres e LGBTQIA+ trazem com mais força a sua própria casa como ambiente de violência frequente com adolescentes.

E adolescentes de 12 a 14 anos são os que mais mencionam o trabalho como local em que já presenciaram essas situações mais de uma vez. Importante lembrar que esta faixa de idade, por lei, ainda não poderia estar trabalhando, sendo essa uma forma de violação de direito em si.

Ambientes reduzidos e com relações próximas

60 of 73

Onde a violência ocorre

Perfil de quem já viu mais de uma vez

Região de moradia

Centro

Zona Norte

Zona Sul

Zona Leste

Zona Oeste

Grande São Paulo

Serviços de assistência social (CRAS, CREAS)

 

3%

6%

13%

15%

3%

Seu trabalho

27%

6%

4%

25%

4%

7%

Espaço religioso que frequenta

 

9%

13%

17%

7%

7%

Organização que frequenta

20%

9%

12%

26%

20%

3%

Sua cidade

70%

72%

83%

79%

77%

70%

Serviços de saúde (posto de saúde, hospital)

12%

12%

18%

19%

17%

14%

Sua casa

17%

22%

22%

32%

12%

12%

Comércios (shoppings, mercados)

34%

41%

40%

43%

32%

30%

Sua rua

61%

48%

53%

42%

44%

48%

Sua comunidade / bairro

59%

54%

64%

54%

54%

53%

Sua escola

65%

63%

61%

59%

55%

62%

Internet/ redes sociais

81%

84%

90%

80%

85%

84%

Quem já viu situações de violência com adolescentes mais de uma vez

Você já viu alguma situação de violência com adolescentes em algum desses lugares? Com que frequência? (BASE: 610)

61 of 73

Relação com agentes de segurança pública

62 of 73

86% discordam que adolescentes e jovens negros e brancos sejam perseguidos por policiais na mesma intensidade.

Para cada uma das afirmações a seguir, diga se você concorda ou discorda BASE: 426

63 of 73

Abordagem policial

Abordados pela polícia

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

Região de moradia

Total

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Centro

Zona Norte

Zona Sul

Zona Leste

Zona Oeste

Grande SP

Só uma vez

4%

6%

5%

2%

2%

9%

1%

3%

5%

4%

5%

2%

3%

3%

6%

 

4%

5%

Mais de uma vez

3%

5%

3%

3%

1%

7%

3%

1%

3%

6%

3%

1%

9%

5%

4%

1%

 

2%

Não, mas já levei enquadro em outros momentos

11%

6%

10%

13%

6%

21%

9%

12%

7%

14%

12%

6%

21%

10%

8%

13%

10%

11%

Nunca levei enquadro

82%

83%

82%

82%

91%

63%

87%

83%

84%

76%

80%

90%

68%

83%

82%

85%

87%

82%

Você já foi abordado(a) pela política este ano? (Base: 605)

7% dos jovens consultados já haviam sido abordados pela polícia uma ou mais vezes entre janeiro e fevereiro de 2021 e 11% já foram abordados em outro momento.

4 a cada 10 homens consultados já foram abordados pela polícia.

Nos primeiros 45 dias de 2021, enquanto 10% jovens que se declaram pretos foram abordados, apenas 4% de jovens brancos foram parados pela polícia.

64 of 73

Sentimentos em relação à polícia e às abordagens

26% Medo

13% Humilhação

13% Naturalidade

11% Respeito

10% Indignação

8% Raiva

6% Nojo

6% Violação

5% Culpa

3% Tristeza

Sensações ao ser abordado pela polícia

“Policiais e agentes de segurança em mercado também é bem complicado, que olha com a cara fechada, mas isso vai muito da postura de como você se apresenta: postura de olhar com o cara fechada na rua, a gente já entrou no piloto automático, é um hábito, mas isso não significa que todo homem é estuprador, que todo policial é violento.”

(Jovem pesquisador em oficina de PerguntAção)

“A relação com um policial negro foi até boa, mas sabemos que na comunidade quando um policial é morto, a gente sabe pra quem eles vão se voltar contra.“

(Jovem pesquisador em oficina de PerguntAção)

65 of 73

Quando ocorrem as abordagens

70% de noite

33% de tarde

14% de madrugada

7% de manhã

Momento da maioria das abordagens

Em quais períodos a maioria das abordagens ocorreram? (Base: 123)

Abordados pela polícia

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

Região de moradia

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Centro

Zona Norte

Zona Sul

Zona Leste

Zona Oeste

Grande SP

Manhã

9%

9%

3%

3%

10%

6%

5%

10%

8%

8%

11%

 -

9%

10%

8%

Tarde

45%

34%

27%

41%

29%

39%

37%

32%

31%

30%

58%

33%

44%

39%

40%

18%

30%

Noite

64%

66%

80%

62%

75%

72%

66%

74%

69%

72%

50%

78%

67%

52%

70%

82%

76%

Madrugada

27%

12%

13%

6%

19%

17%

8%

13%

23%

16%

 -

11%

 -

26%

20%

 -

14%

Além de ser uma prática mais comum entre homens, os horários parecem seguir certo padrão etário: quanto mais velhos, mais as abordagens são à noite; quanto mais novos, mais para a tarde.

66 of 73

Quem faz a abordagem

31% Rocam

20% Rota

15% GCM

2% Baep

43% não sabe / não quis responder

Força policial que abordou

Por qual força policial? BASE: 113; Quais são as TRÊS principais sensações ao ser abordado pela polícia (levar um enquadro)? (Base: 435); Você acredita que as violações cometidas pelas forças policiais em seu bairro são praticados por: BASE: 426

16% dos jovens acreditam que as violações são praticadas cada vez por um agente público diferente

13% dos jovens acreditam que as violações são praticadas sempre pelos mesmos agentes públicos

O grande volume de jovens que não responderam qual foi a força policial que os abordou pode indicar certo medo em falar ou ainda um desconhecimento sobre os tipos de divisão e seus papeis.

67 of 73

Resultados agressivos nas abordagens

Alguma abordagem acabou resultando em algum tipo de agressão? BASE: 128; Já presenciou algum tipo de abordagem, com outro adolescente, que acabou resultado em algum tipo de agressão? BASE: 588.

6 a cada 10 nunca presenciaram algum tipo de abordagem com outro adolescente que tenha acabado em agressão.

Daqueles que já presenciaram, a agressão verbal é a mais comum.

68 of 73

Resultados agressivos nas abordagens

Alguma abordagem acabou resultando em algum tipo de agressão? BASE: 128

Situações que o próprio jovem vivenciou

Abordados pela polícia

Total

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Agressão verbal

73%

82%

71%

73%

74%

71%

78%

71%

68%

85%

74%

67%

Celular vasculhado pelo agente público

15%

36%

10%

17%

15%

14%

11%

16%

16%

12%

15%

17%

Revista íntima vexatória

13%

27%

12%

10%

12%

13%

33%

3%

29%

12%

15%

 

Agressão física

13%

9%

16%

10%

6%

17%

 

8%

10%

27%

15%

 

Imagem registrada pelo policial através do celular do agente público

7%

9%

5%

10%

6%

8%

6%

13%

3%

 

6%

17%

Documento rasgado pelo agente público

4%

9%

3%

3%

6%

3%

6%

 

6%

8%

5%

 

Necessidade de dar dinheiro para evitar maior constrangimento

4%

18%

2%

3%

 

6%

6%

 

13%

 

5%

 

O celular vasculhado e a necessidade de dar dinheiro são situações mais comuns entre os mais novos.

Situações de revista íntima vexatória são mais mencionadas entre os que se declaram LGBTQIA+.

Entre jovens que se identificam como pretos é mais frequente a agressão verbal e física.

69 of 73

Resultados agressivos nas abordagens

Já presenciou algum tipo de abordagem, com outro adolescente, que acabou resultado em algum tipo de agressão? BASE: 588.

Abordados pela polícia

Total

Idade

Gênero

LGBTQIA+

Cor/Raça

Rede de ensino

12-14

15-17

18-19

Fem.

Masc.

Branca

Parda

Preta

Pub.

Priv.

Agressão verbal

35%

23%

34%

43%

34%

39%

31%

26%

38%

49%

40%

21%

Celular vasculhado pelo agente público

7%

6%

6%

11%

8%

5%

13%

3%

7%

16%

9%

1%

Revista íntima vexatória

7%

11%

5%

11%

7%

8%

9%

6%

9%

7%

8%

4%

Agressão física

25%

26%

23%

30%

25%

27%

26%

16%

30%

38%

30%

9%

Imagem registrada pelo policial através do celular do agente público

3%

4%

1%

5%

2%

3%

2%

1%

5%

2%

3%

1%

Documento rasgado pelo agente público

2%

6%

1%

2%

2%

2%

4%

2%

3%

1%

2%

1%

Necessidade de dar dinheiro para evitar maior constrangimento

3%

 

2%

4%

2%

4%

3%

2%

3%

4%

3%

1%

Nunca presenciei

56%

62%

57%

51%

58%

50%

59%

66%

52%

39%

50%

75%

Situações que o jovem viu com outros adolescentes

Quando relatam o que já presenciaram com outros adolescentes, a questão racial ainda aparece fortemente: entre jovens que se identificam como pretos mencionam em maior proporção ter visto agressão verbal e física, bem como o celular sendo vasculhado. As mesmas agressões são relatadas principalmente por jovens de escolas públicas.

70 of 73

Ações para redução das violências e homicídio contra adolescentes

71 of 73

Para cada uma das afirmações a seguir, diga se você concorda ou discorda. BASE: 654

91% dos adolescentes concordam que apesar de ser um assunto chato, precisamos falar sobre a violência que afeta adolescentes.

72 of 73

7%

Ocupar mais os espaços públicos

14%

Aumentar policiamento nas ruas

11%

Melhorar a iluminação das ruas

19%

Criar oportunidade de emprego além da região central

18%

Melhorar a capacidade de investigação de crimes e aumentar a participação da sociedade na gestão da segurança

25%

Tornar a escola mais atrativa

22%

Ampliar atividades culturais onde menos tem

37%

Campanhas a favor da igualdade entre homens e mulheres

36%

Mudar o treinamento das forças policiais para reduzir violência

34%

Criar espaços para que os adolescentes possam se reconhecer

43%

Campanhas contra o racismo

Prioridades para redução da violência e homicídio

Pra você, quais são as três principais ações que devem ser feitas para reduzir as diferentes formas de violência e os homicídios contra adolescentes? (Base: 426)

Adolescentes veem como prioridade campanhas que combatam o racismo e promovam igualdade entre homens e mulheres.

Ações ligadas às forças policiais passam antes por melhorar o treinamento para redução da violência e depois por aumento de capacidade de investigação e presença nas ruas.

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Ficha técnica

A consulta Violências no Cotidiano de Adolescentes de Comitê Paulista pela Prevenção do Homicídio entre Adolescentes e Rede Conhecimento Social está licenciada com uma Licença Creative Commons CC BY-NC-SA 4.0 Internacional.

�Essa licença permite que outros remixem, adaptem e criem obras derivadas sobre a obra original, não podendo ter fins comerciais, contanto que atribuam crédito aos autores corretamente, e que utilizem a mesma licença. Para ver o texto completo da licença, acessar: http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/

Podem estar disponíveis autorizações adicionais às concedidas no âmbito desta licença em https://www.juventudeseapandemia.com/.

Idealização:

GT3 – Territórios do Comitê Paulista pela Prevenção de Homicídios

Parceria técnica (oficinas; coleta, tratamento e análise de dados):

Rede Conhecimento Social

[Marisa Villi; Harika Maia; Jéssica Costa]

Apoio técnico da iniciativa:

Unicef

Viração

CDHEP

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Grupo de jovens pesquisadores:

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Educadores e técnicos:

Ana Paula

Carlos

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