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 Aula 8��O local e o global: seguindo as trilhas da globalização

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Trajetórias de um chinelo: microcenas da globalização - Caroline Knowles��http://www.flipfloptrail.com/

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Globalização desde baixo: cotidiano, precariedade, fragilidade, colisões, materialidade, informalidade, trilhas secundárias negligenciadas

Translocalidade: conexão transnacional entre diferentes geografias localizadas, “hiperlocais”, formando trilhas da globalização através da economia política para além de questões políticas dos Estados.

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As infraestruturas da globalização

  • Infraestruturas são invisíveis: enxergamos apenas quando elas falham.
  • Infraestrururas cada vez mais securitizadas, privatizadas e com propriedade opaca.
  • Redes de operação e produção complexas e de difícil compreensão: quem, como, quando, onde?
  • Dependência do capitalismo global sobre as suas infraestruturas também expõe a sua fragilidade e precariedade.
  • Espacialidades transnacionais
  • Mapa dos cabos de fibra ótica submarinos: https://www.submarinecablemap.com/

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  • O espaço social contem uma grande diversidade de objetos, tanto naturais quando sociais, incluindo as redes e trajetos que facilitam a troca de coisas materiais e informação.
  • O espaço é uma relação social? Certamente – mas um tipo de relação inerente às relações de propriedade e fortemente ligado às forças de produção
  • Embora um produto para ser usado, é também um meio de produção; redes de troca e fluxos de matéria prima e energia moldam o espaço e são determinados por ele.
  • Quanto mapas, no sentido descritivo ou geográfico, podem ser necessários para lidar exaustivamente com um dado espaço, para codificar e decodificar todos seus significados e conteúdos?

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  • Somos confrontados não por um espaço social, mas por muitos - na verdade por uma multiplicidade ilimitada ou incontável de conjuntos de relações sociais (...) nenhum espaço desaparece no curso do crescimento e do desenvolvimento: o mundial não abole o local.
  • Exemplos disso são redes globais de comunicação, troca e informação. É importante notar que tais redes não erradicam as redes pré-existentes de seus contextos sociais, se sobrepõem umas às outras ao longo dos anos, o que constitui os vários mercados: mercados locais, regionais, nacionais e internacionais; o mercado de commodities, o mercado de capitais, o mercado de trabalho
  • Espaços sociais se sobrepõem uns aos outros. Não são coisas, que têm barreiras mutualmente limitantes e que colidem por conta de seus contornos
  • Fronteiras visíveis, como muros e cercamentos em geral, dão a impressão de separação entre espaços, onde na verdade existe uma continuidade ambígua.
  • O princípio da sobreposição de espaços sociais tem um resultado muito útil, na medida em que significa que cada fragmento de espaço submetido à análise mascara não apenas uma relação social, mas um monte delas.

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Geopolítica do Petróleo

Responsável direto pela globalização: compressão do espaço-tempo que compõe a globalização e vetor da conectividade translocal

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Rotas do petróleo no Oriente Médio

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Industrialização do Leste da Ásia

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Domínio chinês no comércio internacional

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“Containerização” do comércio global

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A monstruosidade dos meganavios

Expansão do comércio expande necessidade infraestruturais do capitalismo

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Encalhe do cargueiro Evergreen no Canal do Suez: a fragilidade das infraestruturas do comércio global�https://www.youtube.com/watch?v=ljkGv550MPA

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Infraestruturas da globalização: a nova Rota da Seda

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Os dez maiores portos do mundo

Fonte: https://www.worldshipping.org/about-the-industry/global-trade/top-50-world-container-ports

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  • Transição energética
    • Matérias-primas
    • Tecnologia/componentes
    • Consumo
    • Descarte

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Mineroduto Paragominas-Barcarena

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  • Pergunta: é possível conciliar globalização com igualdade social?

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  • A produção de um celular
    • Centenas de etapas e processos
    • Planejamento
    • Fornecimento de componentes
    • Tela, sensores de imagem, câmeras, circuitos e componentes eletrônicos.
    • Montagem
    • Distribuição
    • Vendas

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  • De 30 a 35% de materiais plásticos e sintéticos no corpo de um aparelho — esses materiais derivados do petróleo servem como isolantes entre os circuitos.
  • De 15 a 20% de cobre — usado em placas de circuito para conduzir eletricidade.
  • De 10 a 15% de lítio e outros químicos, como magnésio, carbono, cobalto, entre outros.
  • De 10 a 15% de vidro e/ou cerâmica — normalmente integrados à tela do aparelho.
  • De 25 a 30% de ferro e derivados de ferro, como zinco, estanho, cromo, níquel, entre outros — presentes na placa do aparelho.
  • Cerca de 0,5% de metais preciosos, como ouro, prata, platina, paládio, entre outros — usados como condutores de energia elétrica e térmica.
  • Cerca de 0,1% de terras raras ou metais raros, como európio, ítrio, térbio, gálio, tungstênio, índio, tântalo, entre outros — usados ​​para melhorar o desempenho de todos os tipos de eletrônicos devido ao seu magnetismo e condutividade.

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