O fim da �GUERRA FRIA�
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Prof. LUIZ FERNANDO NUNES
FIM DO MUNDO BIPOLAR
Prof. Luiz FERNANDO NUNES
A década de 1970 marca o início de uma relação de pretensa aproximação entre os blocos até então antagônicos. Se antes as disputas ocorriam no campo da propaganda, no campo militar, no ideológico e no social, a eleição de Richard Nixon, gera a aproximação com o então Secretário Geral do Partido Comunista da URSS, Leonid Brejnev.
Esse período ficou conhecido como détente, ou se distensão, em português. Era uma nova era de políticas bilaterais entre os países que pretendiam colocar fim ao risco nuclear entre as potências.
Pontos principais da détente
Retração do processo de détente
MUDANÇAS NOS EUA
Prof. Luiz FERNANDO NUNES
Eleição de Nixon, republicano, marca uma nova aproximação pontual entre Ocidente e Leste Europeu
IMPORTANTE!
CHILE
Prof. Luiz FERNANDO NUNES
Golpe Militar - 1973
Em 11 de setembro de 1973, Allende foi retirado do poder e assassinado por meio de um Golpe Militar violento, inclusive com bombardeiros aéreos ao Palácio La Moneda, sede do governo chileno.
CHILE
Prof. Luiz FERNANDO NUNES
Derrubada de Allende marca o início da Ditadura Militar no Chile (Dez. de 1974 – Mar. de 1990)
Mais quais eram as ações do governo Allende no Chile que atrapalhavam os planos dos opositores?
Pinochet
Allende
TRECHOS DO ÚLTIMO DISCURSO DE ALLENDE
Prof. Luiz FERNANDO NUNES
"Seguramente, esta será a última oportunidade em que poderei dirigir-me a vocês. A Força Aérea bombardeou as antenas da �Rádio Magallanes. Minhas palavras não têm amargura, mas decepção. Que sejam elas um castigo moral para quem traiu seu �juramento: soldados do Chile, comandantes-em-chefe titulares, o almirante Merino, que se autodesignou comandante da �Armada, e o senhor Mendoza, general rastejante que ainda ontem manifestara sua fidelidade e lealdade ao Governo, e que �também se autodenominou diretor geral dos carabineros.
Diante destes fatos só me cabe dizer aos trabalhadores: Não vou renunciar! Colocado numa encruzilhada histórica, �pagarei com minha vida a lealdade ao povo. E lhes digo que tenho a certeza de que a semente que entregamos à �consciência digna de milhares e milhares de chilenos, não poderá ser ceifada definitivamente. [Eles] têm a força, poderão �nos avassalar, mas não se detém os processos sociais nem com o crime nem com a força. A história é nossa e a fazem os �povos. [...]
Dirijo-me a vocês, sobretudo à mulher simples de nossa terra, à camponesa que nos acreditou, à mãe que soube de nossa �preocupação com as crianças. Dirijo-me aos profissionais da Pátria, aos profissionais patriotas que continuaram trabalhando �contra a sedição auspiciada pelas associações profissionais, associações classistas que também defenderam os lucros de uma �sociedade capitalista. Dirijo-me à juventude, àqueles que cantaram e deram sua alegria e seu espírito de luta. Dirijo-me ao �homem do Chile, ao operário, ao camponês, ao intelectual, àqueles que serão perseguidos, porque em nosso país o fascismo está �há tempos presente; nos atentados terroristas, explodindo as pontes, cortando as vias férreas, destruindo os oleodutos e os gasodutos, �frente ao silêncio daqueles que tinham a obrigação de agir. Estavam comprometidos.
A historia os julgará. Seguramente a Rádio Magallanes será calada e o metal tranquilo de minha voz não chegará mais a vocês. Não importa. Vocês continuarão a ouvi-la. Sempre estarei junto a vocês. Pelo menos minha lembrança será a de um homem digno que foi leal à Pátria. O povo deve defender-se, mas não se sacrificar. O povo não deve se deixar arrasar nem tranquilizar, mas tampouco pode humilhar-se. Trabalhadores de minha Pátria, tenho fé no Chile e seu destino. Superarão outros homens este momento cinzento e amargo em que a traição pretende impor-se. Saibam que, antes do que se pensa, de novo se abrirão as grandes alamedas por onde passará o homem livre, para construir uma sociedade melhor.
Viva o Chile! Viva o povo! Viva os trabalhadores! Estas são minhas últimas palavras e tenho a certeza de que meu sacrifício não será em vão. Tenho a certeza de que, pelo menos, será uma lição moral que castigará a perfídia, a covardia e a traição."
RETOMANDO NIXON...
Prof. Luiz FERNANDO NUNES
O caso Watergate
Gerald Ford
Jimmy Carter
Ronald Reagan
URSS entre 1964 e 1991
Prof. Luiz FERNANDO NUNES
Após a morte de Stalin, Nikita Kruschev ficou no poder até 1964, quando assumiu Leonid Brejnev
Primavera de Praga (1968)
Fim do governo Brejnev
O ano de 1968 deve ser entendido como uma época de intensa mobilização no mundo
O GOVERNO GORBATCHEV
Prof. Luiz FERNANDO NUNES
Profundas mudanças políticas e econômicas na URSS
“O socialismo da perestroika é um socialismo de uma sociedade com economia eficaz, ciência, tecnologias e culturas avançadas”.
No plano externo, Gorbatchev propôs a desativação de todo o armamento nuclear soviético até o ano 2000.
Em 1987, assina com os EUA um acordo para desativação de mísseis de médio e curto alcance na Europa e na Ásia
PERESTOIKA (reestruturação): Abertura econômica
GLASNOST (transparência): Reestruturação política
A partir de 1990, as forças militares são reorganizadas, o que garante fim ao Pacto de Varsóvia um ano depois.
No plano interno, o Partido Comunista perdeu o monopólio do poder com a instalação do multipartidarismo e das eleições diretas já para o pleito de 1994.
As quinze repúblicas que formavam a URSS, desenvolveram, cada uma a sua maneira, processos que visavam a independência, quase todas a partir da ideia de um nacionalismo interno crescente.
Em agosto de 1991, líderes conservadores afastaram Gorbatchev em um Golpe que buscava reverter todas as mudanças produzidas pelo líder. Boris Yeltsin, líder político, convocou uma greve geral, conseguindo o apoio de civis e militares para derrotas os golpistas. Gorbatchev renuncia ao cargo de Secretário Geral do Partido Comunista, mantendo-se presidente da URSS, cargo já enfraquecido.
Em 1991, Estônia, Lituânia e Letônia declaram independência. Gorbatchev reconheceu a soberania dos países, que foram admitidos na ONU.
No Acordo de Minsk, foi declarado o fim da URSS e a formação da Comunidade de Estados Independentes (CEI).
Gorbatchev renunciou ao cargo de presidente em seguida.
AS MUDANÇAS NO LESTE EUROPEU
Prof. Luiz FERNANDO NUNES
�O Partido Comunista vira Partido Socialista sob nova orientação política e ideológica. Multipartidarismo passa a valer em 1989. Forte onda de privatizações atinge o país com maciça entrada de capitais estrangeiros para a realidade daquele país.
Agitações políticas do Solidariedade e o primeiro país do leste europeu a ser governado por uma maioria não comunista.
Todor Jivkov renunciou depois de 35 anos no poder. Em 1991, uma união de forças democráticas elege um governo não comunista.
Renúncia de Milos Jakes e o pluripartidarismo. Alesander Dubcek passa a governar país iniciando um processo de privatização da economia do país.
Manifestações populares foram reprimidas no país pelo governo. Os ânimos se acirraram e, em dezembro de 1989, o diretor do país Nicolae Ceausescu e sua esposa foram executados
Erick Honecker foi derrubado em 1989, quando cai o muro de Berlim, tendo início a unificação da Alemanha.
�Último país a se livrar da influência ditatorial com a queda de Enver Hocha. O Partido Democrata consegue maioria nas eleições de 1992.
Estoura a guerra civil no país, uma vez que o Partido Comunista é derrotado nas eleições em muitas localidades, mas vence na Sérvia e em Montenegro, mantendo o controle do país. Isso estimulou lutas de caráter étnico em busca de independência na região.
HUNGRIA
POLÔNIA
BULGÁRIA
TCHECOSLOVÁQUIA
ROMÊNIA
ALEMANHA ORIENTAL
ALBÂNIA
IUGOSLÁVIA
O FIM DA HISTÓRIA?
Prof. Luiz FERNANDO NUNES
Em 1989, Francis Fukuyama publicava seu famoso artigo “O fim da história?” na revista The National Interest. Argumentava que a difusão mundial das democracias liberais e do livre capitalismo de mercado possivelmente sinalizavam o fim da evolução sociocultural da humanidade.
Terminado o “socialismo real” e, consequentemente, o fim dos investimentos da URSS em seus membros, os países independentes sofreram com crises econômicas e políticas.
A alta inflação era recorrente nas economias daqueles países. A economia russa retraiu com uma queda considerável do PIB.