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ERGONOMIA

GINÁSTICA LABORAL

PROFº ALEF LUCENA

&

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Programa de ginástica laboral

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    • A organização do programa de ginástica laboral irá nortear os esforços em relação à realidade da empresa.
    • Necessidades serão identificadas, objetivos traçados e estratégias definidas.
    • Duração, frequência, local da sessão e outros fatores devem ser analisados.

Programa de ginástica laboral

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    • Um programa de ginástica laboral deve atender às necessidades da empresa, portanto a sua definição deve ser cuidadosa.

    • Os objetivos do programa podem ser relacionados aos aspectos fisiológicos (LER/Dort), ou outros aspectos.

    • O profissional de ginástica laboral irá analisar as necessidades e os objetivos da empresa, avaliar sua viabilidade e definir as estratégias para atingi-los. Por exemplo, para o objetivo de diminuir os acidentes de trabalho, será analisado o mecanismo de geração do problema de saúde associado.

Objetivos do programa de ginástica laboral

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    • Também deve ser verificado quais objetivos da empresa são possíveis de atingir pela ginástica laboral, e os que podem necessitar de ações específicas extras.

    • Caso a empresa não tenha objetivos definidos, o profissional de ginástica laboral irá realizar uma avaliação para verificar as principais necessidades, e obter dados para o planejamento do programa.

    • Objetivos podem basicamente visar melhorias no sistema musculoesquelético, mas também podem estar relacionados a outros aspectos da rotina empresarial.

Objetivos da ginástica laboral

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Pode-se dividir os objetivos em categorias para facilitar a análise pelo profissional e pela empresa. Os principais objetivos relacionados ao sistema musculoesquelético são:

    • Reduzir fadiga;
    • Diminuir dores;
    • Prevenir lesões;
    • Aquecer a musculatura;

Objetivos musculoesqueléticos

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Pode-se dividir os objetivos em categorias para facilitar a análise pelo profissional e pela empresa. Os principais objetivos relacionados ao sistema musculoesquelético são:

    • Promover relaxamento da superutilização;
    • Ativar musculatura pouco utilizada;
    • Aumentar consciência corporal;
    • Melhorar a postura;
    • Melhorar flexibilidade;
    • Equilibrar esforços unilaterais;
    • Outros.

Objetivos musculoesqueléticos

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Um programa de ginástica laboral pode ter objetivos que não são diretamente do sistema musculoesquelético. Alguns objetivos visando equilíbrio para amenizar alta carga de solicitação cognitiva ou níveis de atenção e de tensão podem fazer parte do programa. Os principais objetivos buscados são:

    • Aumento do bem-estar;
    • Promoção da saúde e hábitos saudáveis;
    • Melhoria do relacionamento da equipe;
    • Aumentar a disposição para o trabalho;
    • Aumento da motivação;
    • Integração entre setores;
    • Melhoria da imagem interna e externa da empresa.

Objetivos psicossociais e empresariais

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    • A avaliação inicial do panorama da empresa é uma importante fase do programa de ginástica laboral, pois vai definir as necessidades e possibilidades.

    • A empresa já pode ter realizado diagnósticos e avaliação das necessidades, e esses dados devem ser alinhados nesta avaliação inicial do profissional de ginástica laboral.

    • Pode-se buscar informações em diferentes canais, dependendo da necessidade e profundidade da análise ou viabilidade de acesso às informações.

Avaliação inicial ou diagnóstica

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    • Existem diversos canais para obtenção de informações, nem sempre diretivas.

    • Algumas empresas podem dar acesso a diversos dados, protegendo outros que considere estratégicos. As informações obtidas podem ser confidenciais.

    • Pode também haver objeções da empresa em permitir pesquisas entre os trabalhadores, para evitar repercussões não controladas de aspectos sensíveis.

Fontes de informações para avaliação inicial ou diagnóstica

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Reunião com os gestores de vários níveis:

    • Permite conhecer as expectativas.
    • Conhecimento das características dos departamentos.
    • Estrutura, possibilidades, limitações.
    • Informações sobre as rotinas de trabalho.

Fontes de informações para avaliação inicial ou diagnóstica

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Fontes de informações para avaliação inicial ou diagnóstica

Observação “in loco”:

    • Permite observar a rotina do trabalhador, as posições assumidas, os movimentos realizados, etc.
    • Verificar as diferenças da situação real em relação à ideal.

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Fontes de informações para avaliação inicial ou diagnóstica

Médico do trabalho ou departamento médico:

    • Conhecimento dos principais acometimentos dos trabalhadores.
    • Motivos da busca de atendimento e sua frequência.
    • Condições de afastamento (histórico e atual).

Membros da CIPA:

    • Informações na visão da representatividade dos trabalhadores.
    • Condições de afastamento (histórico e atual).
    • Informações das últimas SIPATs.

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Fontes de informações para avaliação inicial ou diagnóstica

Departamento de RH (Recursos Humanos) ou equivalente:

    • Informações sobre índices de faltas.
    • Quantidade e duração de afastamentos.
    • Informações sobre problemas ou necessidades institucionais.
    • Geralmente podem ser um contato principal em vez de cada setor.

Outros departamentos interessados:

    • A depender da organização de cada empresa, podem haver outros departamentos a prestar informações para determinação dos objetivos.

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Fontes de informações para avaliação inicial ou diagnóstica

Aplicação de questionários aos trabalhadores:

    • Pode ser realizada com questionários já estruturados e validados em pesquisas ou ser elaborado um questionário específico para a empresa.
    • Importante obter aprovação da empresa para fazer a aplicação.
    • Necessário cuidado com a confidencialidade, a depender do teor das perguntas.

Realização de entrevistas:

    • Pode ser realizada com os funcionários ou gestores.
    • Organizar um roteiro de entrevista para obter as informações pretendidas.