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Do “brain drain” às redes científicas globais

Vinicius Kauê Ferreira

(Universidade do Estado do Rio de Janeiro)

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Bengaluru e a diápora indiana

  • O Vale do Silício da Índia
  • A diáspora indiana e as redes globais de CT&I

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Índia e Reino Unido, unidos pela diáspora

  • Diplomacia Científica, uma estratégia benéfica para ambas as partes
  • UK and India collaboration: Roadmap to 2030

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Colaborações Índia-Reino Unido em CT&I

  • 2004 - UK – India Science and Innovation Council (SIC)
  • 2006 - UK India Education and Research Initiative (UKIERI)
    • Currently in Phase III: 822 partnerships, 2423 research and knowledge products and trained 25,651 learners, researchers and academics
  • 2021 - MoU on the migration and mobility partnership between India and the United Kingdom
  • 2021 - Roadmap 2030
    • Mutual Recognition of Qualifications (MRQ)

Colaborações UK-India em CT&I: de £1 milhão em 2008 para £400 milhões em 2021 (Fonte: UK Research and Innovation)

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Investimentos indianos em universidades britânicas

  • 2008 - Cambridge Centre for Indian Business - Jawaharlal Nehru Professorship: £ 3,2 millions
  • 2013 - Tagore Centre for Global Thought, King’s India Institute: £ 337,575
  • 2013 - Oxford India Centre for Sustainable Development [ndira Gandhi Centre for Sustainable Development], Somerville College: £ 3 millions

Fonte: General Consulate of India: https://cgibirmingham.gov.in/page/display/233.

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Algumas questões

  • Conhecer outras experiências, colocar o caso brasileiro em perspectiva para pensarmos estratégias próprias

  • Diante de um cenário de profunda transformação, é preciso desenvolver estratégias em diferentes níveis, aproximando e dando protagonismo às diferentes partes interessadas

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Um mundo em transformação

Mudanças

Terminologia

1960s

Atração de profissionais altamente qualificados no Norte Global; consolidação de SC&T no Sul Global

Fuga de cérebros (desperdício de cérebros)

1990s

Virada colaborativa

Circulação de cérebros (troca, pontes, ganho)

2000s

Nova Diplomacia Científica

Diásporas e Redes científicas

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Para além de “cérebros”

  • Políticas públicas para pessoas
  • Estado, sociedade e indivíduo
  • Projetos e Trajetórias
  • Instituições
  • Direitos e Moralidades

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O Brasil e o engajamento com a “diáspora”

Diferentes atores: Estado, Associações e Coletivos da “diáspora”

  • 2006 - Integra Brazil (Vale do Silício, EUA)
  • 2010 - BayBrazil (Vale do Silício, EUA)
  • 2010 - Programa MIT-Brasil de Boston/Cambridge (EUA)
  • 2013-2016 - “Rede Diáspora Brasil”
  • 2014 - Brazilian Student Association (BRASA) (EUA, Europa, Oriente Médio)
  • 2015 - Science Brazil Foundation (SciBr) (Cambridge, Massachusetts, EUA)
  • 2018 - BRAIN - Brasileiros pelo Avanço e Internacionalização do Conhecimento
  • 2019 - “1º Encontro da Diáspora Brasileira de Ciência e Inovação na Alemanha”
  • 2021 - “A Diáspora Científica Brasileira no Reino Unido: experiências e possibilidades”

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Iniciativas e experiências

  • China: Políticas de envio e retorno
  • Nigéria: Nigerians in Diaspora Organization in the Americas (NIDO) | National Diaspora Day
  • África do Sul: South African Research Chairs
  • Colômbia: Red Caldas - Red colombiana de investigadores en el exterior (e seus núcleos nacionais)
  • Guatemala: Converciencia

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Limites

  • A “diáspora brasileira” em CT&I tem desejo de colaborar, mas encontra grandes dificuldades: falta de políticas, descontinuidade, burocracia, instabilidade, preconceitos
  • Dois lados de uma mesma moeda
    • Faltam iniciativas sistemáticas, duradouras e claras de engajamento do Brasil com sua diáspora
    • As poucas iniciativas tentadas eram excessivamente centralizadas em ações do Estado, dando pouco protagonismo a outros atores, como cientistas, empreendedores, investidores
  • Além disso, pesquisadores e profissionais brasileiros consideram as concepções brasileiras de internacionalização como excessivamente limitadas

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Caminhos

  • Retorno e redes científicas não são opostas, mas complementares
  • Mudanças de cultura institucional e paradgimas
  • Diplomacia Científica
  • Estratégias transnacionais e multiníveis
  • Políticas de promoção dessas redes científicas globais
  • Construção de redes e centros de referência no exterior para uma presença global do Brasil