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PUBLICIDADE: UMA ANÁLISE SOB VIÉS DA MULTIMODALIDADE, INTERTEXTUALIDADE E PERSUASÃO NO COMERCIAL DA SKY (2013) – MANSÃO SKY

Maria Ozório de Sousa

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ

PROGRMA DE PÓS-GRADUAÇÃO/PPGL

DISCIPLINA: Letramentos e Práticas multimodais

Profa. Dra. Giselda Costa

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CONTEXTUALIZANDO

  • Objetivo:
  • A analisar a campanha publicitária da Sky, produzida no ano de 2013, sob ótica da multimodalidade, intertextualidade e persuasão, visando mostrar todos recursos utilizados para atingir o objetivo da publicidade: a promoção de um produto.

  • Gênero Publicidade;

Para Covaleski (2010), a mensagem tal como é produzida atualmente se personaliza e distancia-se dela mesmo, por fazer menos usos dos elementos tradicionais. Assim, as publicidades se apresentam de maneira crescente, camufladas no entretenimento e disfarçadas na diversão, como forma de divertir ou sensibilizar o leitor, mas nunca desvencilhada da sua função persuasiva.

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MULTIMODALIDADE

  • Segundo Lim-fei e Tan (2017), implica observar que os significados não são provenientes de apenas um recurso, mas do uso deles no coletivo em um texto multimodal. Essa abordagem, para os autores, nos leva a observar como as escolhas linguísticas, imagem e cenas cumprem o propósito do texto e quais sentidos podemos depreender dessas escolhas.

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INTERTEXTUALIDADE

  • A respeito da intertextualidade, Bazerman (2021) diz que se refere à capacidade que cada texto tem de estabelecer relações com outros textos a sua volta. Para isso, o autor enumera seis técnicas de intertextualidade, a saber, citação direta; citação indireta; menção a uma pessoa, comentar ou avaliar uma declaração; uso de frases ou objetos reconhecíveis para se associar a uma pessoa ou a um grupo de pessoas e usar linguagens; e, formas para estabelecer discussão com outras pessoas.

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PERSUASÃO

  • O modo que uma publicidade convence o público depende da habilidade e emoção que os consumidores têm para pensar na mensagem da publicidade, e m que a persuasão se configura como rota central para conduzir esse processo. Essas rotas incluem o uso de argumentos (Logos), de endossantes (Ethos) e de emoção (Pathos).

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ANÁLISES

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SOB ÓTICA DA INTERTEXTUALIDADE, BAZERMAN (2021)

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ANÁLISES

1. Citação direta

Musica “Thriller”; personagens secundários e iluminação.

2. Citação Indireta

Baixa iluminação; enredo; mansão, o entregador e o personagem principal.

3. Menção a alguém

A presença da Gisele Bündchen faz menção ao Michael Jackson. E o entregador e o carro fazem menção à própria marca Sky.

4. Comentário ou avaliação acerca de uma declaração

Pode ser visto na frase “ainda bem que agora a gente tem Sky, que essa casa estava meio morta, né?”, fazendo um comentário a respeito da marca, assim como em “terror é não ter sky” fazendo um comentário ao nome do clipe musical, já que denota a ideia de suspense e terror..

5. uso de estilos reconhecíveis

Pode ser vista nos elementos do cenário, que remetem à mansão do clipe musical, o contexto dos filmes de terror, os sons que remetem a este gênero; nos zumbis presentes na publicidade, que também estão presentes no clipe original.

6. uso de formas linguísticas para ecoar modos de comunicação,

É possível ser vista quando a Bündchen diz “Sky, você na sempre frente”, que visa interagir com o espectador o levando a consumir este produto e atingir seu propósito, Tratando-se de recursos linguísticos usados no vídeo, podemos ver o uso de ironias em “ainda bem que agora temos Sky, que essa casa estava meio morta, né?” e um exagero, que se configura como uma hipérbole, em “terror é não ter Sky”.

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SOB ÓTICA DA PERSUASÃO, TELLIS (2004)

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COMPARATIVO

Comparação sugerida entre o terror proposto no clipe original, torna-se diferente no contexto da publicidade, tendo em vista que para eles o terror está em não ter a assinatura na Sky. Ao proferir a frase, podemos subentender uma comparação com outras marcas de TV por assinaturas, inferiorizando-as e mostrando que a melhor escolha para não se tornar um “terror” é ter a Sky.

INOCULATIVO

“Você na frente, sempre” se qualifica como um argumento que blinda todo o anúncio, evitando contra-argumentos

REFUTACIONAL

Não identificado

ENQUADRAMENTO

Uso de sarcasmo e hipérbole em “Ainda que agora a gente tem Sky, que essa casa estava meio morta, né?” e “Terror é não ter sky”, respectivamente.

SUPORTE

Com base na frase “Sky, você sempre na frente” supõe uma alavancagem apenas da marca e suas características.

ARGUMENTO

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Explicita

Sentimentos de terror e medo, vivido pelo instalador da marca, ao chegar na mensão, que passsam para o espectador.

Implícito

Sem uso implícito

Associativo

Associação de um vídeo de terror, pelos elementos, como a iluminação, música e personagens, pertencentes a este gênero e que já é de conhecimento do espectador.

Emoção

Modos

Drama

Momento em que há a perseguição entre o instalador e os personagens fantásticos, assim como a possível mordida.

História

tem como pano de fundo o instalador, que vai até à mansão entregar os aparelhos da marca Sky, que, a partir deste momento, desenrola-se a história, provocando um misto de sensações no espectador

Demonstração

podemos captá-los no vídeo por meio das cenas assim que o instalador entra na mansão e se ver arrodeado de personagens fantásticos, tendo o climáx da história com a entrada da personagem principal.

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Humor

Gerado pela quebra de expectiva, possível mordida da vampira, e pela frase proferida pela mesma “ainda bem que nós temos sky, em casa”.

Tensão

percebido no momento em que o instalador se ver encurralado pelos monstros, zumbis e fantasmas e o aparecimento da vampira com a possível mordida.

Cordialidade

quando vemos a quebra de expectativa desta cena, surge a cordialidade como outro efeito, já que todos àqueles que encurralavam o instalador tem uma mudança de atitude, deixando-o livre sem feri-lo

Efeitos

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REFERÊNCIAS

  • BAZERMAN, Charles; HOFFNAGEL, Judith Chambliss; DIONÍSIO, Angela Paiva (orgs.). Gênero, Agência e Escrita. Recife: EDUFCG, 2021.
  • COVALESKI, Rogério Luiz et al. O processo de hibridização da publicidade: entreter e persuadir para interagir e compartilhar. 2010.
  • LIM-FEI, V.; TAN, K.Y.S. Multimodal Translational Research: Teaching Visual Texts. In Seizov, O. & Wildfeuer, J. (eds.). New studies in multimodality: Conceptual and methodological elaborations. London/New York: Bloomsbury. 2017
  • TELLIS,Gerard. Effective advertising: Understanding when, how, and why advertising works. Califórnia: Sage Publications, 2004.
  • SANTOS, Gilmar. Princípios da publicidade. Editora UFMG, 2005.-