SOCIOLOGIA
3ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO
ESTADO NO BRASIL II- REPÚBLICA VELHA
Aula 19
Entender os elementos políticos, estatais e sociais da primeira República Brasileira.
OBJETIVO
Você sabe como ocorreu a implantação da República no Brasil?
Você já ouviu falar em coronelismo e voto de cabresto?
Você sabe o que foi a Política dos governadores e do café com leite?
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A Proclamação da República Brasileira é considerada um golpe de Estado político-militar, como consequência de mais uma tentativa da classe dominante em manter seu poder, de modo liberal e conservador.
Dessa forma, os militares foram protagonistas na estruturação política nacional e estiveram no comando do país.
PRIMEIRA REPÚBLICA (1889-1930)
Pintura "Proclamação da República", 1893, de Benedito Calixto (1853-1927). Faz parte do Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo.
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Nenhum setor teve maior influência da corrente político-filosófica positivista de Auguste Comte do que as Forças Armadas Brasileiras, de onde saiu o movimento republicano e a ideia de adotar o lema “Ordem e Progresso”. Nesse sentido, a influência positivista na Proclamação da República no Brasil foi inquestionável, visto que em 1889, instituiu-se a necessidade de revisão dos símbolos nacionais. A nova bandeira expressou rupturas e continuidades, bem como a valorização de ideias positivistas para o novo regime.
IDEOLOGIA REPUBLICANA E CONSERVADORISMO
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O positivismo ficou de tal forma conhecido no Brasil que o prenome de Comte foi aportuguesado para Augusto e a corrente filosófica tornou-se tema de um samba de Noel Rosa e Orestes Barbosa. A canção intitulada Positivismo, lançada em 1933, termina com os versos:�
“O amor vem por princípio, a ordem por base/
O progresso é que deve vir por fim/
Desprezaste esta lei de Augusto Comte/
E foste ser feliz longe de mim.”
IDEOLOGIA REPUBLICANA E CONSERVADORISMO
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Filósofo francês que criou a doutrina do Positivismo. É considerado fundador da disciplina acadêmica de Sociologia.
Após uma fase de governo provisório, houve a promulgação de uma constituição, em 1891, que implantou a República Federativa do Brasil. Os estados detinham autonomia e uma constituição própria que definia o Judiciário, as Forças Armadas, os códigos eleitorais e a criação de impostos. O poder da União ficava resguardado, pois ela podia intervir nos estados para assegurar a ordem, a estabilidade e o pacto federativo.
OS PRIMEIROS PASSOS DA REPÚBLICA
O poder político nesse período caracterizava-se por duas práticas: a política dos governadores e o coronelismo.
Veremos a seguir as explicações de cada uma dessas práticas políticas.
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Promulgada a 1ª Constituição Republicana em 1891, assumem o poder os Marechais Manuel Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.
ASPECTOS POLÍTICOS DA PRIMEIRA REPÚBLICA
Essa política expressava um acordo entre o governo federal e as mais fortes oligarquias regionais, através da destinação de verbas da União para obras públicas estaduais. Em contrapartida recebia o apoio dos deputados e senadores para aprovação dos projetos de interesse do Executivo. Foi marcante nesse período também a chamada política do café com leite, que expressou a presença dominante dos estados de São Paulo e Minas Gerais no executivo federal.
POLÍTICA DOS GOVERNADORES
Dessa forma, na Primeira República havia a forte disputa entre os estados, relativamente autônomos frente à União. Assim, dentro da Política dos governadores, originou-se a Política do café com leite, a qual tinha como objetivo estabelecer a hegemonia do poder nacional e econômico pelas oligarquias de São Paulo, produtores de café, e de Minas Gerais, produtores de leite.
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Na charge ao lado são representados coronéis dos estados de São Paulo e Minas Gerais disputando o poder, representado pelo trono, inalcançável para demais estados da federação. Retrato da Política do café com leite.
POLÍTICA DOS GOVERNADORES E DO CAFÉ COM LEITE
O coronelismo era um modelo de poder econômico, social e político comandado pelo proprietário rural (coronel), que controlava os meios de produção e os moradores do campo e das pequenas cidades do interior. A prática político e social dos coronéis mantinha uma articulação local-regional e regional-federal, como nos tempos do Império. O voto de cabresto, nesse contexto, era uma forma de perpetuação do poder de influência dos coronéis.
CORONELISMO E VOTO DE CABRESTO
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O Voto de cabresto era uma prática utilizada para a manutenção do Coronelismo. A população, comandada pelo coronel, era coagida a votar no candidato apoiado por ele.
Em duplas, construam um painel colaborativo no Google Jamboard ou em cartaz a partir de textos, imagens ou desenhos a respeito dos aspectos desenvolvidos no decorrer da aula:
Para encerrar, uma dupla apresentará sua produção a outra.
ATIVIDADE - MÃO NA MASSA
Nessa aula estudamos:
RETOMADA
CAMPOS SALLES, Manuel Ferraz de, Da Propaganda à Presidência, Editora UNB, 1983.
LEAL, Victor Nunes. Coronelismo, enxada e voto: o município e o regime representativo no Brasil. São Paulo, Editora Alfa-Omega, 1976.
SEED-PR. A influência positivista na Proclamação da República. Disponível em: https://www.sociologia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=165 .
TOMAZI, Nelson Dácio. Sociologia para o Ensino Médio. São Paulo: Saraiva, 2010.
REFERÊNCIAS