1 of 1

PROGRAMA TARTARUGA VIVA - RECAPTURAS DE CHELONIA MYDAS NO MONITORAMENTO DE POPULAÇÕES DE TARTARUGAS MARINHAS NA BAÍA DE ILHA GRANDE, RJ

VISENTIN, M.E.¹; BASTOS,M²;CORREA-SILVA,M.D.³; LUSTOSA,A.C.³; TESSARO, N.; MIGUEL, M..

dudarsv.uerj@gmail.com - Universidade do Estado do Rio de Janeiro)

INTRODUÇÃO

O litoral do estado do Rio de Janeiro é considerado uma importante área de alimentação e descanso das tartarugas marinhas, principalmente para os juvenis da espécie Chelonia mydas (ELETROBRAS, 2006). O programa Tartaruga Viva é um projeto da Eletronuclear S.A executado pela Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Licença ABIO 142-2002) para monitorar as populações de tartarugas marinhas na Área de Influência da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto – CNAAA. Este monitoramento permite acompanhar o desenvolvimento das populações de tartarugas na área de estudo.

Esse estudo tem como objetivo acompanhar a variação de crescimento dos animais recapturados na área de influência durante duas campanhas de captura.

METODOLOGIA

As campanhas ocorreram entre 21 de outubro de 2021 e 12 de fevereiro de 2022 nas estações de coleta Praia Vermelha, Ilha do Pelado e Piraquara de Fora (área próxima ao efluente de refrigeração das usinas nucleares). A captura dos animais ocorreu por meio de mergulho autônomo com cercamento da área amostral por uma rede de emalhe de fio 50 mm, medindo 55 mm entrenós, 120 m de comprimento e oito metros de altura.

As tartarugas marinhas capturadas e/ou recapturadas foram levadas a bordo para uma pré-avaliação física. O anilhamento foi realizado por meio de um alicate e marcadores de aço inox tipo inconel que são fixados nas nadadeiras anteriores(TAMAR, 2006). Os dados do Comprimento Curvilíneo da Carapaça – CCC e peso (Kg) dos animais capturados e recapturados, que já possuíam anilhas, foram registrados e consultados no banco de dados de conservação de tartarugas marinhas (BDCTAMAR - ICMBIO) e no banco de dados do próprio programa.

Dessa forma, as variações de crescimento e peso desses animais puderam ser acompanhadas.

RESULTADOS

CONCLUSÃO

Quanto ao tempo de residência das tartarugas marinhas amostradas na área de atuação do programa, foi possível observar que os quelônios, têm tendência em permanecer nos locais favoráveis à alimentação, com maior disponibilidade de alimentos, e descanso, áreas mais protegidas, por longos períodos durante sua fase juvenil de vida. Todos os animais recapturados nas amostragens populacionais do programa estavam nas mesmas áreas onde foram originalmente marcados, capturados pela primeira vez, sendo que a maioria estava se alimentando ou descansando a menos de 50 m do ponto da primeira captura

Mapa 1. Estações de coleta (FONTE: Programa Tartaruga Viva).

Figura 1: Coleta de dados e anilhamento dos animais capturados.

(Banco de imagens do Programa Tartaruga Viva – Fase 3).

REFERÊNCIAS

Os animais recapturados parecem apresentar preferência pela área de Piraquara de Fora com permanência no local. A CAP.025 apresentou um tempo de permanência de 70 meses, a CAP.035 de 89 meses, a CAP.010 de 41 meses e a CAP.012 de 45 meses de permanência.

Figura 2: Variação do CCC e LCC do indivíduo CAP.025.

Figura 3: Variação do peso (kg) do indivíduo CAP.025.

Figura 4: Variação do CCC e LCC do indivíduo CAP.035.

Figura 5: Variação do peso (kg) do indivíduo CAP.035.

Figura 6: Variação do CCC e da LCC do indivíduo CAP.010.

Figura 7: Variação do peso (kg) do indivíduo CAP.010.

Figura 8: Variação do CCC e LCC do indivíduo CAP.012.

Figura 9: Variação do peso (kg) do indivíduo CAP.012.

Figura 10 Porcentagem de ocorrência dos quelônios marinhos nas áreas de coleta.

Figura 11: Captura e número de recapturas das tartarugas marinhas registradas.

Eletrobrás Eletronuclear Relatório de Impacto Ambiental – RIMA da Unidade 3 da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, Angra dos Reis – RJ, 2006. Disponível em http://www.eletronuclear.gov.br/hotsites/eia/, acessado em 02/02/2022.

TAMAR. Programa Brasileiro de Conservação das Tartarugas Marinhas (TAMAR).2006. Disponível em: http://tamar.org.br/interna.php?cod=84, acessado em 10/02/2022.