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PROMOVENDO COEXISTÊNCIAS JUSTAS: Estratégias e práticas inclusivas no ambiente familiar de crianças neurodivergentes brasileiras e migrantes

NOME DO(A) APRESENTADOR(A): Graziani França¹; Rubens Lacerda de Sá²

¹Doutoranda em Educação e Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

²PhD e Docente na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

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Motivações: A pesquisa emerge da articulação entre neurodivergência e migração, motivada pela vivência pessoal da pesquisadora.

Justificativa: A relevância do trabalho se justifica pelo silenciamento histórico das vozes de crianças autistas e também pela complexidade dos atravessamentos culturais, linguísticos e sociais na vida de autistas migrantes ou filhas de migrantes.

INTRODUÇÃO

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PROBLEMA

Como as crianças autistas (brasileiras e migrantes ou filhas de migrantes) se expressam sobre suas vivências de inclusão e participação no ambiente familiar?

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OBJETIVOS

  • Objetivo geral

Investigar as vivências de inclusão e participação de crianças autistas no ambiente familiar, visando fortalecer o acolhimento.

  • Objetivos específicos

Compreender o que a família considera práticas acolhedoras ou excludentes.

Identificar a influência de fatores culturais e migratórios na inclusão familiar.

Atuar como motor de intervenção e mudança, fomentando práticas que valorizem as singularidades.

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REFERENCIAL TEÓRICO

  • Inclusão Menor (ORRÚ, 2020): Abordagem que valoriza a diferença como potência e propõe a reorganização do sistema para acomodar o sujeito.
  • Sujeito em Devir (Deleuze e Guattari, 1997): Compreende a subjetividade como um agenciamento em constante transformação, recusando identidades fixas e rótulos.
  • Postura de "pesquis-a-dor social" (SÁ, 2023): Envolve-se de forma ética e afetiva com o objeto de estudo, buscando a promoção de justiça social.

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METODOLOGIA

  • Tipo de Pesquisa: Estudo aplicado e qualitativo.
  • Caminho Investigativo: Ancorado na Metodologia Arqueológica Participativa (MAP).
  • Sujeitos: Dois núcleos familiares selecionados intencionalmente: um com criança brasileira (TEA nível 3 de suporte) e outro com criança migrante ou filha de migrante (TEA nível 1 de suporte).
  • Técnicas de Coleta de Dados: Observação participante, atividades lúdicas (contar histórias, desenhos) e rodas de conversa com os familiares. A "ausculta" é a escuta sensível e ética.

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METODOLOGIA ARQUEOLÓGICA PARTICIPATIVA (MAP)

Fundamento: É um caminho investigativo qualitativo que se opõe a modelos de pesquisa fragmentados.

Princípio: Busca construir conhecimento com os sujeitos, e não sobre eles.

Abordagem: Adota o método praxiológico, que articula a ação, a reflexão e a transformação.

Ausculta: O coração ético da MAP, entendida como uma escuta sensível e comprometida.

Processo: Permite a compreensão de que discursos, gestos e silêncios estão imersos em redes de saber e poder.

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CONSIDERAÇÕES

  • Promover coexistências justas exige deslocamentos éticos, afetivos e epistemológicos.
  • A pesquisa contribui para a promoção de vínculos potentes, sensíveis às diferenças, no contexto da neurodivergência e migração.
  • A escuta ética das infâncias pode transformar as concepções sociais sobre o autismo e o pertencimento.

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REFERÊNCIAS

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil platos: capitalismo e esquizofrenia. São Paulo: Editora 34, 1997.

ORRÚ, S. O re-inventar da inclusão: Os desafios da diferença no processo de ensinar e aprender. Petrópolis: Vozes, 2017.

ORRÚ, S. A inclusão menor e o paradigma da distorção. Petrópolis: Vozes, 2020.

SÁ, R. L. Internacionalização, hospitalidade e ideologia: por um protocolo de acesso, acolhimento e acompanhamento. 2020.

SÁ, R. L. Metodologias arqueológicas para o pesquis-a-dor social. REDE - Referência e Estudos sobre Deficiência, v. 1, n. 1, p. 1-10, 2023.

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Obrigada!

Fonte: internet