EDIANE SOUSA MIRANDA RAMOS
PRODUTO EDUCACIONAL:
Curso de Formação Continuada para docentes - Nas Trilhas do Saber: Os espaços não formais de Ensino e a Alfabetização Científica e Tecnológica.
Orientador: Profa. DSc. Ivanise Maria Rizzatti
Coorientador: Profa. DSc. Elena Campo Fioretti
Boa Vista-RR
2021
CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA PARA DOCENTES
NAS TRILHAS DO SABER: OS ESPAÇOS NÃO FORMAIS DE ENSINO E A ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA.
EDIANE SOUSA MIRANDA RAMOS
Boa Vista – RR
2021
CHAVES, R. C. C. O potencial do Parque Municipal Germano Augusto Sampaio e a Alfabetização Científica de estudantes da Educação Infantil de uma Escola Municipal em Boa Vista/ RR. Tese de Dissertação de Mestrado do Ensino de Ciências. UERR, 2017, 181Fl. 2017.
CHAVES, R. C. C. RIZATTI, I. M. Produto Educacional: Perspectiva de Aprendizagem no Parque Municipal Germano Augusto Sampaio. 2019. Sequências Didáticas para o Ensino de Ciências. Orgs. Juliane Marques de Souza e Ivanise Maria Rizzatti. Boa Vista-RR, UERR Edições.
DINELLO, R.A. Expressão Ludo criativa. Trad. Luciana Faleiros C. Salomão. Ed. Ver Uberaba, 2007.
FOUREZ, G. Alfabetización Científica yTecnológica: acerca de las finalidades de laenseñanza de lasciencias. Traducción: Elsa Gómez de Sarría. Buenos Aires: Ediciones Colihue, 1997.
FOUREZ. G. A construção das Ciências: introdução à filosofia e a ética das ciências. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1994.b
FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.
JACOBUCCI, D. F. C. Contribuições dos espaços não-formais de educação para a formação da cultura científica. Revista em Extensão, v.7, 2008.
SANTOS, C. G. B.; CORREIA, P. R. M. Ilhas De Racionalidade: Um Modelo Para Desenvolver A Aprendizagem Baseada Em Problemas Em Um Contexto Interdisciplinar. VII Enpec – Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, Florianópolis, 2009.
SOUSA FILHO, F.; A formação de conceitos em ciências nas séries iniciais do ensino fundamental no Minizoo do 7º BIS/RORAIMA. / Filomeno. – Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências) – Universidade Estadual de Roraima Boa Vista: Universidade Estadual de Roraima – UERR, 2014. 93 f.; il. color; 30 cm.
ZIYMAN. N. (Orgs) Meio Ambiente, educação e Ecoturismo. Barueri, SP: Mamole, 2002.
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Referências
R175c Ramos, Ediane Sousa Miranda. Curso de Formação Continuada para docentes - Nas Trilhas do Saber: Os espaços não formais de Ensino e a Alfabetização Científica e Tecnológica. / Ediane Sousa Miranda Ramos. – Boa Vista (RR) : UERR, 2021. 42 f. : il. Color 30 cm.
Produto (Guia Educacional) que acompanha a Dissertação: A escola e seu entorno: possibilidades de alfabetização científica e tecnológica a partir do tema gerador “resíduos sólidos” na perspectiva docente, apresentado ao Mestrado Profissional em Ensino de Ciências da Universidade Estadual de Roraima, como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Ensino de Ciências, tendo como linha de pesquisa: Espaços não formais e a Divulgação Científica no Ensino de Ciências sob a orientação da Profa. Dra. Ivanise Maria Rizzatti.
1. Ensino de Ciências 2. Formação Docente 3. Espaços Não Formais 4. Alfabetização Científica e Tecnológica I. Rizzatti, Ivanise Maria (orient.) II. Fioretti, Elena Campo (co-orient.) III. Universidade Estadual de Roraima – UERR IV. Título
UERR.Dis.Mes.Ens.Cie.2021 CDD – 372.357
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Copyright © 2021 by Ediane Sousa Miranda Ramos
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Universidade Estadual de Roraima – UERR
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Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Ficha catalográfica elaborada pela Bibliotecária
Letícia Pacheco Silva – CRB 11/1135 – RR
A proposta do curso de formação continuada para docentes “Na trilha do saber: os espaços não formais de Ensino e a Alfabetização Científica e Tecnológica”, objetiva apresentar aos professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental e demais interessados, situações investigativas para o Ensino de Ciências com o tema gerador “resíduos sólidos” na perspectiva da Alfabetização Científica e Tecnológica (ACT).
Pretende-se aqui contribuir com o processo de formação dos docentes com o olhar para diferentes espaços que promovam o ensino e aprendizagem em Ciências. Acreditamos que um professor motivado, no que lhe concerne, elabora, cria e organiza atividades potencialmente significativas para facilitar o processo de aprendizagem dos estudantes, rompendo com uma prática docente engessada e livresca. Coadjuvando para o desenvolvimento integral do cidadão, com vistas a transformação de sua realidade e tomada de decisão responsável.
Neste cenário, é apresentado aqui o passo a passo para a implementação do curso que está ancorado nos pressupostos da ACT de Fourez (1997), que percebe o ato educacional como uma ação integrada onde o ensino, a aprendizagem e a avaliação não se dissociam.
Portanto, pretende-se assim contribuir para o desenvolvimento de uma prática docente exitosa na perspectiva da ACT voltada para os espaços não formais, potencializando uma aprendizagem contextualizada e significstiva no Ensino de Ciências. Salienta-se que o tema e público alvo podem ser adaptados de acordo com a necessidade de formação.
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Trilhas do Saber: Os espaços não formais de Ensino e a Alfabetização Científica e Tecnológica.
APRESENTAÇÃO
Autora do Projeto
Ediane Sousa Miranda Ramos
CURSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA PARA DOCENTES.
Orientação
Ivanise Maria Rizzatti
Coorientação
Elena Campo Fioretti
Boa Vista, 2021.
Área de Buritizal existente no entorno da escola investigado na pesquisa.
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Área de Preservação Permanente – APP.
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Nas Trilhas do Saber: Os espaços não formais de Ensino e a Alfabetização Científica e Tecnológica.
Disciplinas: Ciências, Português, Matemática, Arte, Geografia.
Público Alvo: Professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Carga Horária: 40h.
Objetivo Geral: Promover a Alfabetização Científica e Tecnológica na perspectiva docente, a partir do tema gerador “resíduos sólidos”.
Nas Trilhas do Saber: Os espaços não formais de Ensino e a Alfabetização Científica e Tecnológica.
Atividades Propostas: Discussão sobre as temáticas: espaços não formais de ensino; Alfabetização Científica e Tecnológica; Tema Gerador “resíduos sólidos”; Ensino interdisciplinar. Trilha Ecológica; Elaboração de produtos.
Avaliação: Promover a avaliação a partir do registro dos participantes no Caderno de Campo e a elaboração de produtos.
O curso de formação continuada proposto na pesquisa, constitui uma sequência didática ancorada na Ilha Interdisciplinar de Racionalidade (IIR).
Demo (2010, p. 28) aponta alguns caminhos, para a efetivação do Ensino de Ciências, segundo o autor, “[...] aprende-se ciência fazendo ciência [...]”, por intermédio da pesquisa, como produção de conhecimento, sem abreviá-la ao formalismo de um ensino tradicional, requintado de conceitos científicos, mas a implementação do processo de pesquisa, que envolva amplamente a ação de questionar de modo reconstrutivo.
Nesse contexto, Chassot (2000), destaca a relevância do docente trabalhar os conteúdos de modo contextualizado em sala de aula, ou seja, desenvolver ligações desses conteúdos com questões sociais, políticas, econômicas e ambientais.
Portanto, deve-se de acordo com Krasilchik (2004) uma [...] renovação curricular que inclua programas e metodologias relevantes e de significado para o indivíduo e para o cidadão. Sem tais competências, o aluno fica à margem da sociedade que, cada vez mais, exige conhecimento para a tomada de decisões sobre questões hoje candentes, como o uso de transgênicos e células-tronco, fontes de energia, dietas nutricionais, fisiologia e psicologia da aprendizagem, entre muitas outras (KRASILCHIK, 2004, p. 211).
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ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
A Alfabetização Científica e Tecnológica (ACT) constitui o objetivo do Ensino de Ciências, é mais do que a aprendizagem de receitas ou mesmo de comportamentos intelectuais, face a ciência e a tecnologia (C&T), ela implica uma visão crítica e humanística da forma como as tecnologias (e mesmo as tecnologias intelectuais, que são as ciências) moldam nossa maneira de pensar, de nos organizar e de agir (FOUREZ, 1994, p. 26).
ALFABETIZAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
Interação e compreensão de mundo
Conhecer as interações: Homem, natureza, sociedade e tecnologia
Atuação ativa do indivíduo na sociedade
Formação do cidadão responsável
Transformação da vida dos indivíduos para melhor
Fonte: autora, 2020.
Dado os avanços científicos, juntamente com ele nasce a urgente necessidade de formação de uma sociedade capaz de compreender a C&T de forma crítica e transformadora, levando em conta aspectos do contexto social, para a percepção da sua dinâmica junto à sociedade.
Assumindo a perspectiva de Freire, pode-se considerar o conceito de alfabetização de maneira ampliada, levando em conta a compreensão crítica do ato de ler não apenas a palavra, mas também, e essencialmente, o mundo (FREIRE, 1987), o que permite a ascensão do sujeito, ser pensante, transformador, criador, ser histórico e social.
A ACT é um processo e acontece nas relações e interações do indivíduo com a C&T. Nesse contexto, esse processo acontece desde a aquisição de conhecimentos científicos até a transformação e formação de cidadãos responsáveis.
Chassot (2003, p.91) adota a expressão Alfabetização Científica (AC), e a considera “como uma das dimensões para potencializar alternativas que privilegiam uma educação mais comprometida”. O autor defende que [...] seria desejável que os alfabetizados cientificamente não apenas tivessem facilitada leitura do mundo em que vivem, mas entendessem as necessidades de transformá-lo e, preferencialmente, transformá-lo em algo melhor.
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O ENSINO DE CIÊNCIAS EM ESPAÇOS NÃO FORMAIS
Para além dos muros e grades da escola, existe uma série de espaços educativos que podem auxiliar na complexa tarefa de alfabetizar cientifica e tecnologicamente. Logo, faz-se indispensável a ação conjunta de diferentes atores sociais e instituições no sentido de fomentar esse processo na comunidade escolar. Jacobucci (2008) define espaço não formal de educação como todo aquele espaço onde pode acontecer uma prática educativa;
Nesse ponto de vista, é preciso sair da zona de conforto, do hábito rotineiro da utilização do livro didático, de um ensino descontextualizado, enfadonho e desmotivador, que não traz nenhum contexto ao cotidiano do estudante para um ensino que o motive de forma que se sinta parte do processo de construção do conhecimento.
Jacobucci, 2008.
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Chaves et al. (2016), aponta que os diferentes espaços educativos desempenham uma função de destaque, onde oportuniza a ampliação quanto à Educação Científica.
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AS CONTRIBUIÇÕES DOS ESPAÇOS NÃO FORMAIS
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Ganho Afetivo
Ganho Cognitivo
Ganho Social
As concepções sobre espaço não formal, vem rompendo paradigmas no que se refere ao ensino ofertado para a sala de aula, dessa forma, caracterizam-se como um conjunto de ações e processos específicos que incidem em espaços próprios, que tem como função e implementação a formação ou instrução de indivíduos (CHAVES; RIZZATTI, 2019, p. 150).
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
AS CONTRIBUIÇÕES DOS ESPAÇOS NÃO FORMAIS
Interação com o meio ambiente .
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
A ILHA INTERDISCIPLINAR DE RACIONALIDADE – IIR E O TEMA GERADOR: RESÍDUOS SÓLIDOS, COMO ESTRATÉGIA METODOLÓGICA NO ENSINO DE CIÊNCIAS
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Fonte: Fourez (1997)
A utilização de contextos que representam o mundo real é uma maneira de o conhecimento científico ser utilizado de maneira completa interligando as várias áreas do conhecimento. Pois, é raro que apenas uma área do conhecimento seja capaz de entender toda a complexidade de um problema do mundo real (SANTOS; CORREIA, 2009, p. 02)
De acordo com Fourez (1997), uma IIR “visa produzir uma representação teórica apropriada em uma situação precisa, em função de um projeto determinado” (FOUREZ, 1997, p. 121).
ETAPAS DA IIR
ETAPAS | DESCRIÇÃO DAS ETAPAS | |
01 |
Clichê | A etapa clichê é um conjunto de questionamentos de um grupo, que expressam suas percepções e dúvidas de um determinado contexto. Representa o ponto inicial da atividade. Maingain e Dufour (2008, p. 92) apresentam que é relevante “antes de explorar uma problemática interdisciplinar, verificar o campo de conhecimento dos alunos e assegurar-se da existência de uma bagagem suficiente para fazer arrancar o processo”. |
02 |
Panorama Espontâneo | Nesta etapa é ampliado o contexto do clichê, configurando-se assim dentro de uma situação espontânea por não articular-se com especialistas e especialidades no assunto. Pinheiro e Pinho Alves (2005, p. 2) apontam que: “Nela ocorrem várias ações, a definição dos participantes, listagem dos diversos aspectos da situação que serão abordados, escolha dos caminhos a seguir, listagem das especialidades e dos especialistas envolvidos com a situação”. |
03 |
Consultas aos Especialistas | Esta etapa corresponde ao momento em que o grupo define quais especialistas irão consultar, relacionando sempre a situação proposta. Um especialista é uma pessoa que possui um conhecimento específico de um determinado assunto. Esta etapa está vinculada à abertura de caixas pretas, ou seja, apresentação de conceitos ainda desconhecidos pelos estudantes. Schmitz (2004, p. 109) aponta três tipos de critérios para a escolha de um especialista: “A Situação-Problema, o produto selecionado e os especialistas disponíveis”. |
04 |
Indo á Prática | É a fase mais aproximada do cotidiano, é o momento em que saímos do abstrato e trabalhamos com o concreto. Fourez (1997, p. 117) utiliza o termo “Descer ao terreno” partindo da conjectura do que conhecemos, para então aprimorá-la. “O objetivo desta etapa é de ter uma noção mais concreta da situação” (FOUREZ apud SCHMITZ, 2004, p.113). Nesse sentido ir à prática depende dos objetivos do projeto e dos atores envolvidos na construção de uma Ilha de Racionalidade. |
A IIR engloba 8 etapas que são:
SEQUÊNCIA DIDÁTICA BAESEADA NA IIR
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Abertura da Caixa Preta com Especialista | Esta etapa engloba a investigação e aprofundamento dos conteúdos conceituais que decorrem das disciplinas específicas. Fourez (1997, p. 118) afirma que “Nesta fase pode-se, na forma de uma investigação mais fundamental, aprofundar um ou outro aspecto do contexto estudado, com o rigor de uma disciplina científica”. |
06 |
Esquematização Geral da Ilha | É a fase de compor uma síntese parcial ou um esquema que retrate sobre o que foi estudado a partir da Ilha Interdisciplinar de Racionalidade. Esta etapa é caracterizada pela descrição minuciosa do que já foi trabalhado durante a trajetória do projeto apresentando os resultados parciais da pesquisa. |
07 | Abertura de Caixas Pretas sem Especialistas | Nesta fase o grupo poderá aprofundar questionamentos, ou seja, realizar a abertura das caixas pretas, sem a ajuda de um especialista. Esta etapa caracteriza-se como um complemento das etapas anteriores, para consolidar os conceitos conquistados. |
08 |
Síntese da Aprendizagem | A síntese da aprendizagem é a elaboração de um texto, relato ou síntese do que foi construído durante o processo, tomando sempre o cuidado de não incorporar apenas uma disciplina. Maingain e Dufour (2008, p. 100) completam que esta “... é a última etapa e consiste, com efeito, em testar a representação construída”. Tal etapa pode ser concretizada através de vários modelos desde que seja construído de forma que retrate o que foi aprendido durante o percurso. |
TRILHA ECOLÓGICA COMO PROPOSTA DE UTILIZAÇÃO DO ESPAÇO NÃO FORMAL DO ENTORNO DA ESCOLA
Fonte: Acervo da pesquisadora, 2020.
Dinello (2007) aponta que as atividades práticas devem ser consideradas e valorizadas como prática educativa constante, devidamente planejada com bases em suas finalidades e objetivos. Para que estes conhecimentos científicos sejam capazes de explicar questões e problemas percebidos, contribuindo assim para um aprendizado significativo (ABÍLIO; GUERRA, 2005).
Fonte: autora, 2020.
Mapa da Trilha Ecológica realizada no buritizal e na Área de Preservação Permanente - APP.
PROPOSTAS DE ATIVIDADES REALIZADAS PELOS DOCENTES SOBRE O TEMA GERADOR: RESÍDUOS SÓLIDOS
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A proposta de atividades organizadas pelos professores participantes da pesquisa, estão ancoradas nos pressupostos da ACT. Pode-se afirmar que o ensino de modo geral é caracterizado pelos conhecimentos organizados disciplinarmente, onde muitas vezes não faz a devida relação com as situações reais vividas pelos estudantes, tornando-se m ensino conceitual e descontextualizado para os estudantes. Na contramão desse cenário, Fourez (1998) sugere um novo tipo de apresentação para os conteúdos, o autor reforça que: “ao mesclar de maneira sempre particular diferentes disciplinas, obtém-se um enfoque original de certos problemas da vida cotidiana” (1997, p. 136).
Esse conhecimento ou essa estrutura curricular, quando trabalhado de modo isolado e disciplinar, não é capaz de explicar uma única situação problema apresentada. Desse modo, Fourez (1997) desenvolve a Ilha Interdisciplinar de Racionalidade - IIR, como uma proposta metodológica para se trabalhar o Ensino de Ciências na perspectiva interdisciplinar e contextualizado. Nessa perspectiva a construção de IIR é um processo realizado em diferentes etapas que ensina a pensar através da elaboração de projetos que requerem conhecimentos de diversas áreas disciplinares e não disciplinares, sendo, portanto, uma construção interdisciplinar.
TRILHA ECOLÓGICA COMO PROPOSTA DE UTILIZAÇÃO DO ESPAÇO NÃO FORMAL ENTORNO DA ESCOLA
Fonte: Acervo da pesquisadora, 2020.
Zysman (2002), descreve que a interação com a natureza, indica para o domínio de novas possibilidades de enfrentar as emoções e diferenças, pois os desenvolvimentos de atividades em espaços naturais despertam nos indivíduos emoções, e o contato com outros ambientes estimulam e motiva ainda mais no processo de ensino e aprendizagem tanto dos estudantes como dos docentes.
Fonte: Acervo da pesquisadora, 2020.
Participantes da pesquisa caminhando e observando o potencial do espaço não formal para trabalhar a temática resíduos sólidos, na perspectiva da ACT.
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PRIMEIRO ENCONTRO – ETAPA ZERO
A proposta de curso de formação docente foi pensado a partir do desenvolvimento da IIR, e está ancorada nos estudos do teórico Fourez (1994). De acordo com Nehring et al. (2002, p. 6) Gérard Fourez define uma IIR como “uma invenção de uma modelização adequada para uma situação específica. Para esta construção são utilizados os conhecimentos de diversas disciplinas e os saberes da vida cotidiana”.
Nesse contexto, a etapa zero constitui no planejamento, organização, socialização, assinatura de documentos de autorização da atividade e entrega de materiais (caderno de campo, artigos, materiais digitais, etc.). Esse momento é destinado a socialização das etapas vindouras. Para essa etapa estima-se a carga horária de 1h.
SEGUNDO ENCONTRO – ETAPA CLICHÊ
A segunda etapa da IIR, corresponde a etapa clichê, que implica no levantamento das situações problemas pelos envolvidos na comunidade escolar. É o apontamento da problematização e o interesse em investigar e buscar solução para as situações do cotidiano dos indivíduos. De acordo com Sousa (2017, p. 51) “ao fazer o clichê, o grupo negocia a quantidade e importância das questões formuladas”.
Dentro da proposta de curso de formação continuada, essa etapa pode ser realizada a partir de uma roda de conversas, apresentação de vídeos, dinâmica de tempestade de ideias. O tempo estimado para essa etapa é de 3h. Vale destacar que a partir desse momento, a coleta de dados é realizada a partir do Caderno de Campo dos participantes. Ao final sugere-se que os participantes construam um conjunto de questionamentos para serem respondidos a longo da IIR.
Vídeo descrevendo o entorno escolar e a problemática dos resíduos sólidos.
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Sugestões de Leituras: CHASSOT, A. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 4. ed. Ijuí : Ed. UNIJUI, 2006.
LORENZETTI, L.; DELIZOICOV, D. Alfabetização Científica no Contexto das Séries Iniciais. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências. v.03, n.01, p-45-61, 2001.
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TERCEIRO ENCONTRO – PANORAMA ESPONTÂNEO
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Desenhos propostos pelos participantes como sugestão para trabalhar a etapa clichê
ROTEIRO DO PANORAMA ESPONTÂNEO |
Tema: Alfabetização Científica e Resíduos Sólidos Objetivo: Ampliar os conhecimentos sobre a Alfabetização Científica e Tecnológica e Resíduos Sólidos, dentro do contexto do Ensino de Ciências nos dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Mestranda: Ediane Sousa Miranda Ramos / Metodologia: Palestra Dialogada Carga Horária: 3h / Materiais e Recursos: Caderno de campo, caneta, slides, caixa de som. Local: Sala de aula virtual, utilizando aplicativo do Google Meet: http://meet.google.com/roe-ojur-jjc Questão para Reflexão do grupo: É possível alfabetizar científica e tecnologicamente os estudantes do Ensino Fundamental dos anos iniciais? Ações: Lista de atores envolvidos, lista de “caixas-pretas”, lista de bifurcações, lista de especialistas, produção textual, e leitura de artigos relacionados a temática. Sugestões de Leituras: CHASSOT, A. Alfabetização científica: questões e desafios para a educação. 4. ed. Ijuí : Ed. UNIJUI, 2006. LORENZETTI, L.; DELIZOICOV, D. Alfabetização Científica no Contexto das Séries Iniciais. Ensaio Pesquisa em Educação em Ciências. v.03, n.01, p-45-61, 2001. |
A etapa de Panorama Espontâneo consiste na consolidação da etapa anterior, é o momento que de posse das questões problemas levantadas pelos participantes ocorrerá a investigação das situações. Como proposta para o curso de formação, essa etapa irá propor a exposição de conceitos e pressupostos teóricos que envolve a temática, podendo ser introduzido a partir de uma apresentação dialogada e discussão de artigos científicos. E ao final os participantes descrevem seus conhecimentos a partir de produção textual, questionários, mapa conceitual ou ainda um relato de experiência.
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Roteiro utilizado na pesquisa do Panorama Espontâneo.
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QUARTO ENCONTRO – CONSULTA AOS ESPECIALISTAS
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Exemplo de um Mapa Conceitual do Tema Gerador: Resíduos Sólidos, realizado pelos professores participantes após a palestra na pesquisa.
A etapa de consulta aos especialista é o momento em que faz-se necessário a busca por especialistas para responder aos questionamentos propostos na etapa clichê. Estima-se que seja destinado para essa etapa a carga horária de 05h, dividido entre os palestrantes do cursos.
Link das palestras realizadas na pesquisa. Vale destacar que essa consulta aos especialistas aconteceu de modo remoto, em detrimento do isolamento social ocasionado pela pandemia da COVID-19.
Exemplo da etapa de consulta aos especialista utilizado na pesquisa.
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Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
QUINTO ENCONTRO – INDO Á PRÁTICA
1ª parte Diagnóstica
De acordo com Siqueira e Gaertner (2014), a etapa de ida á prática é a que mais se aproxima da realidade dos participantes envolvidos, no qual pode haver: entrevistas, saídas de estudo, pesquisas, leituras, desmontar uma ferramenta tecnológica, entre outras práticas, ou seja, é o momento em que saímos da abstração teórica e partimos em busca de trabalharmos de modo concreto a partir de contextos reais.
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Como proposta do curso de formação continuada é o momento de organização e planejamento doas atividades práticas. A carga horária prevista é de 10h, que engloba desde o planejamentos das ações que serão realizadas até a socialização das ações entre os participantes e visita prévia ao espaço escolhido para a aula prática e a visita.
QUINTO ENCONTRO – INDO Á PRÁTICA
1ª parte Caminhada
Dentro da pesquisa, consistiu na instalação das placas informativas no local da pesquisa, caminhada e entregar de folder pela comunidade local.
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
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A carga horária estimada é de 10h.
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Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
QUINTO ENCONTRO – INDO Á PRÁTICA
2ª parte Roda de Conversa com Especialista
QUINTO ENCONTRO – INDO Á PRÁTICA
2º parte Realização da Trilha Ecológica
A ida á prática constitui na interação teórica e prática do estudo, é o momento em que os participantes do curso irão presenciar e contextualizar os conhecimentos evidenciados nas etapas anteriores. Para a proposta de curso é sugerido a visitação a espaços não formais de ensino, como parques, praças, museus, bibliotecas, laboratórios, zoológicos, horta escola, área de buritizal, Área de Preservação Permanente – APP. A carga horária estimada é de 10h..
Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Investigação do espaço não formal e seu potencial para trabalhar a temática dos resíduos sólidos.
Cabe ressaltar que antes de ir á prática, deve-se organizar e socializar as ações que serão desenvolvidos nesses espaços.
Imagem da Roda de Conversa e Consulta aos Especialistas da etapa Indo á Prática da IIR.
Imagem da Trilha Ecológica: Consulta ao especialista Dr° Rodrigo Leonardo, investigando o potencial do espaço não formal no processo de ensino e aprendizagem.
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Link de acesso a Live que serviu para consolidar a etapa de abertura de caixas pretas com ajudada de especialistas.
https://www.youtube.com/watch?v=tbUszHk5ZmE&t=1933s
SEXTO ENCONTRO – ABERTURA DE CAIXAS PRETAS COM AJUDA DE ESPECIALISTAS
Como proposta para o curso de formação continuada, sugere-se que nessa etapa seja retomada palestras, discussões e rodas de conversas com os especialistas, para que os participantes possam interagir e dialogar de modo mais incisivo a respeito dos questionamentos que não foram respondidos nas etapas anteriores. Destina-se para essa etapa a carga horária de 3h divididos entre os especialistas.
E ao final das palestras, sugere-se aos participantes que apontem as suas considerações no caderno de campo, como relato de experiências.
SÉTIMO ENCONTRO – ESQUEMATIZAÇÃO E ELABORAÇÃO DA SÍNTESE DA ILHA
A esquematização da ilha consiste na discussão metodológica entre os participantes. É a etapa de produção, momento de colocar em prática todo o conhecimento adquirido, os participantes do curso irão em grupos ou individualmente construir propostas metodológicas para trabalhar as diversas temáticas voltadas para a promoção da Alfabetização Científica e Tecnológica, para contribuir com uma prática docente mais exitosa e contextualizada. Estima-se como carga horária para essa etapa 4h para a construção dos materiais ou produtos pelos participantes.
Ao final os participantes apresentam para os demais os produtos construídos. Vale enfatizar, que esses produtos devem ser construídos a partir de uma situação problemas e um objetivo a ser alcançado. Dentro da proposta de pesquisa do mestrado, o grupo de professores envolvidos elegeram as seguintes produtos, como proposta para se trabalhar a temática dos resíduos sólidos, com os estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental, utilizando a área de buritizal entorno da escola municipal Jóquei Clube:
A proposta de abertura de caixas pretas com ajuda de especialistas, consiste no momento em que os participantes envolvidos após as atividades práticas, com o auxílio de especialistas irão em buscar as respostas para as situações que ainda não foram respondidas.
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Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Síntese da Ilha:
Propostas de atividades para abordar o tema gerador “resíduos sólidos” com estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Imagens dos participantes da pesquisa.
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Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Síntese da Ilha:
Propostas de atividades para abordar o tema gerador “resíduos sólidos” com estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Síntese da Ilha:
Propostas de atividades para abordar o tema gerador “resíduos sólidos” com estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
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Fonte: Acervo da Pesquisadora, 2020.
Síntese da Ilha:
Propostas de atividades para abordar o tema gerador “resíduos sólidos” com estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Síntese da Ilha:
Propostas de atividades para abordar o tema gerador “resíduos sólidos” com estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
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Síntese da Ilha:
Propostas de atividades para abordar o tema gerador “resíduos sólidos” com estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Síntese da Ilha:
Propostas de atividades para abordar o tema gerador “resíduos sólidos” com estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Para quem se interessar em conhecer toda a pesquisa pode acessar a dissertação disponível em uerr.edu.br/ppgec