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SILVA,Amanda de Araújo

Mestranda UFRPE/FUNDAJ– Recife

amanda.araujos@ufrpe.br

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CORPO/CORPOREIDADE NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: CONTRIBUIÇÕES PARA PRÁTICAS EDUCATIVAS

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Introdução

  • Problema: Estudos atuais rompem com a perspectiva dualista corpo-mente contribuem para a compreensão de sujeito integral no qual as dimensões cognitivas, sociais, afetivas e motoras estão interligadas. Que corpo é esse e qual seu lugar no processo de desenvolvimento da criança? Como os espaços educativos reconhecem esses corpos?

  • Objetivo principal do estudo: analisar o conceito de corpo a partir da perspectiva de corporeidade e seu lugar no desenvolvimento infantil em prol de práticas pedagógicas que visam o desenvolvimento integral.

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Metodologia

  • Pesquisa qualitativa (Minayo,1992);
  • Bibliográfico;

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Desenvolvimento

CORPO-SUJEITO

Merleau-Ponty (1908-1961), filósofo francês, um dos precursores nos estudos sobre a temática do corpo.

A corporeidade constitui-se das dimensões: fÌsica (estrutura orgânica-biofísica-motora organizadora de todas as dimensões humanas), emocional-afetiva (instinto- pulso-afeto), mental-espiritual (cognição, razão, pensamento, ideia, consciência) e a sócio-histórico-cultural (valores, hábitos, costumes, sentidos, significados, simbolismos). Todas essas dimensões estão indissociadas na totalidade do ser humano, constituindo sua corporeidade. (João e Brito, 2004, p. 266)

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Desenvolvimento

O LUGAR DO CORPO NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL

Henri Wallon (1879-1962), filósofo, médico e psicólogo francês contribuiu para a educação a partir das Teorias do desenvolvimento infantil, a qual considera a infância uma fase importante e complexa da vida.

A Teoria Psicogenética de Wallon contextualiza o indivíduo em dois eixos de interação: Interação organismo-meio que considera o potencial genético e o contexto ou fatores socioculturais e Interação cognitiva-afetiva-motora que trata-se da interlocução dos domínios funcionais (afetividade, ato motor, cognição e pessoa).

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Desenvolvimento

O CORPO PRESENTE NAS PRÁTICAS EDUCATIVAS

Merleau-Ponty dialoga com Wallon no sentido de que na corporeidade as ações corporais fazem parte de quem a criança é, uma vez que manifesta-se comunicando suas emoções, desejos, conhecimentos e imaginações, e, segundo os estudos de Wallon, o contexto pode potencializar ou não o ato motor visto que os aspectos biológicos e sociais desenvolvem-se na dialética.

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Resultados

Diante do que refletimos é pertinente pensarmos em práticas pedagógicas que considerem o corpo da criança como pertencente ao processo do aprender, experimentar, criar, comunicar e interagir com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento integral do sujeito.

Neste artigo, propõe-se práticas educativas mediadas pela dança, uma vez que a dança é uma linguagem artística expressa por meio de movimentos corporais (Almeida, 2016).

“A dança como expressão e comunicação humana pode contribuir para que a criança compreenda seu potencial expressivo e amplie suas capacidades comunicativas. Por meio dela os pequenos percebem e sentem o seu corpo e o do outro, propiciando uma sensível compreensão da comunicação corporal”. (Almeida, 2016, p. 60)

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Resultados

Conteúdo

Objetivo

Atividade

Partes do corpo

Conhecer as partes do corpo e suas possibilidades de movimentação.

Em círculo, sentadas no chão, as crianças vão mover as articulações e identificar as partes do corpo e suas possíveis possibilidades de movimento (flexão/extensão, rotação)

Espaço

Explorar a tridimensionalidade: frente-trás, direita-esquerda, cima-baixo.

Caminhadas nas direções frente e trás, direita e esquerda, saltar e se abaixar para explorar acima e abaixo. Criação de sequência de movimento a partir da escolha de parte do corpo para direcionar nos sentidos da tridimensionalidade. ex. braço direito para frente, pé esquerdo para trás, bumbum para a direita, cotovelo para a esquerda.

Tempo

Experienciar noções de ritmo: rápido/devagar

Explorar o movimento acelerado e desacelerado a partir do andar e correr, mover-se a partir das palavras brisa/furacão; dançar com música lenta e dançar com música rápida.

Propriocepção

Desenvolver a consciência corporal

Momento de relaxamento. Deitadas no chão, observar respiração, batimento cardíaco, tensões, e quais partes do corpo estão encostadas no chão.

Relação corpo-espaço

Promover a compreensão de movimentos amplos que envolvem as extremidades do corpo e movimentos contidos que partem do centro do corpo.

As crianças irão se mover como se estivessem numa caixa bem apertada, aos poucos elas vão conseguindo rompê-la , por fim, dançam livremente por toda a sala.

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Conclusão

A perspectiva do filósofo Merleau-Ponty evidencia o corpo enquanto existência humana e percepção do mundo, a esta sensibilidade, chamou-se Corporeidade. Na busca por construir um diálogo entre Corpo/corporeidade e desenvolvimento infantil consideramos a Teoria de desenvolvimento de Henri Wallon, uma vez que apresenta uma concepção de sujeito integral e que se constitui a partir da interlocução entre os aspectos cognitivos, afetivos e o ato motor. Este artigo apresentou possibilidades de práticas educativas que potencializam o corpo no processo de ensino-aprendizagem por meio de conteúdos da dança. Por fim, aponto para a possibilidade de investigações no que se refere ao lugar das emoções na corporeidade.

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Referências

´ALMEIDA, Fernanda Souza. Que dança é essa? uma proposta para a educação infantil. São Paulo: Summus, 2016.

BAZYLEWSKI, Sandra. Um olhar pedagógico para a dimensão motora: contribuições de Henri Wallon. PUC-SP. Dissertação de mestrado em Educação, 2015.

COSTA, Diorge Santos. Corpo e educação: refletindo sobre práticas na educação infantil. Dissertação (Mestrado): UFRN. Natal, 2019, 126 p.

FACCO, Andréa Luquetti. CARNEIRO, Ivonice Araujo. A Teoria Psicogenética de Henri Wallon: contribuições à educação infantil. Revista FT, Ciências Humanas, Ed. 122, 2023.

FERREIRA, Roberta Miranda. Corporeidade e dança: reflexões para o ensino. Dissertação (Mestrado em Educação física), Universidade Federal do Triângulo Mineiro, MG, 2015.

GODOY, Kathya Maria Ayres. A criança e a dança na educação infantil. UNIVESP, 2012.

GRANDINO, Patrícia Junqueira. Wallon e Psicogênese da pessoa na educação brasileira. Henri Wallon. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, Ed. Massangana, 2010, 134 p.

HOLZER, Denise Cristina; CALDAS, Felipe Rodrigo. O ensino da dança na escola: possíveis espaços para sua prática. Revista Nupearte, v. 5, 2016, p. 112-127.

MAHONEY, Abigail Alvarenga. ALMEIDA, Laurinda Ramalho. Afetividade e processo de ensino-aprendizagem: contribuições de Henri Wallon. Psicologia da educação n.20, São Paulo jun. 2005.

SOBREIRA,Vickele; NISTA-PICCOLO, Vilma Leni; MOREIRA, Wagner Wey. Do corpo à corporeidade: uma possibilidade educativa. Cad. Pes. São Luís, v. 23, n. 3, set/dez. 2016.

STRAZZACAPA, Márcia. Das técnicas corporais ao conceito de educação somática.

In:________. Educação somática e artes cênicas: princípios e aplicações. São Paulo: Papirus,

2012. Cap. 1, p. 25-60.

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CORPO/CORPOREIDADE NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: CONTRIBUIÇÕES PARA PRÁTICAS EDUCATIVAS

SILVA, Amanda de Araújo

Mestranda UFRPE/FUNDAJ– Recife

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