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CURATIVO DO CATETER VENOSO CENTRAL

SEC – Serviço de Educação Continuada

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OBJETIVOS

  • Orientar os profissionais de saúde quanto a padronização do curativo do cateter venoso central curta / longa permanência e cateter venoso central de inserção periférica (PICC).
  • Garantir a manutenção da integridade e funcionalidade do cateter, promovendo a prevenção de complicações, como infecções, extravasamentos e obstruções, e assegurando a segurança do paciente durante a terapêutica venosa.

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MATRIZ DE RESPONSABILIDADE

  • O curativo de cateter venoso central é considerado atividade privativa do enfermeiro, ou seja, somente enfermeiros habilitados e capacitados legalmente para isso devem realizar esse procedimento.
  • Realizar curativos de manutenção dos cateteres.
  • Realizar inspeção do sítio de inserção, palpação, avaliação contínua do local, observação de secreções, eritema, sinais de infecção ou complicações locais.
  • Planejar, organizar, executar e avaliar o cuidado de enfermagem (seguindo SAE), garantindo que protocolos estejam implementados.
  • Supervisionar, orientar e registrar todas as etapas do processo de enfermagem relacionadas ao cateter, inclusive curativo, sinais de complicação e adesão às boas práticas.
  • Garantir a educação contínua da equipe, capacitação dos enfermeiros e técnicos, quando for delegável alguma parte, mas sob supervisão.

Enfermeiro

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MATRIZ DE RESPONSABILIDADE

  • Auxiliar o enfermeiro durante a troca de curativo de PICC ou CVC, realizando atividades de apoio sob supervisão direta.
  • Preparar o material necessário para o procedimento, mantendo técnica asséptica.
  • Comunicar imediatamente ao enfermeiro qualquer intercorrência observada no sítio de inserção (ex.: secreção, dor, eritema, sangramento, febre).
  • Zelar pela manutenção da integridade do curativo, observando sua fixação, umidade, sujidade ou descolamento, notificando o enfermeiro sempre que houver necessidade de troca.
  • Executar cuidados de rotina relacionados ao paciente com PICC ou CVC, conforme prescrição e supervisão do enfermeiro, respeitando os limites legais da categoria.
  • Registrar em prontuário observações pertinentes e os cuidados prestados, de forma clara, objetiva e conforme protocolos institucionais.

Técnico de Enfermagem

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MATERIAIS NECESSÁRIOS

  • Bandeja de Inox Higienizada
  • Luvas de procedimento
  • Luvas estéreis
  • Gaze estéril
  • Pinça estéril
  • 02 Ampolas de SF 0,9% 10 ml
  • Clorexidina alcoólica a 2%
  • Clorexidina alcoólica 0,5% (Crianças e Neonatos / risco de toxicidade).
  • Curativo (filme transparente ou filme transparente semipermeável CHG) / Ou curativo com coxim (se indicado)
  • Steri Strip (se indicado)
  • Statlock (se indicado)
  • Cavilon estéril
  • Removedor de curativo
  • Saco para lixo infectante
  • Fita Métrica

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PROCEDIMENTO

  • Reunir todo o material necessário e levar ao leito do paciente.
  • Posicionar a bandeja sobre a mesa auxiliar previamente higienizada com desinfetante hospitalar.
  • Ordenar o material sobre a mesa, desocupando a bandeja.
  • Higienizar as mãos com álcool gel ou água e sabão conforme OMS – 5 momentos.
  • OBSERVAÇÃO: Para cateter de PICC, antes do procedimento deve-se aferir o perímetro braquial. Estar atento a aumento unilateral superior a 2 cm em 24 horas.
  • medir 2 cm acima e 2 cm abaixo do local de inserção.
  • Adultos: medir do sítio de inserção até a linha axilar e dividir por 2.
  • Orientação e posicionamento do paciente
  • Explicar ao paciente o procedimento, duração, sensações possíveis e importância de não mexer no cateter.
  • Posicionar o paciente de forma confortável, expondo somente a região do curativo, garantindo privacidade.

Preparação

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PROCEDIMENTO

  • Explicar ao paciente o procedimento, duração, sensações possíveis e importância de não mexer no cateter. Posicionar o paciente de forma confortável, expondo somente a região do curativo, garantindo privacidade.

Orientação e posicionamento do paciente

Troca de curativo de cateter central

  • Higienizar as mãos.
  • Abrir / Preparar os materiais.
  • Higienizar as mãos.
  • Calçar luvas de procedimento.
  • Retirar o curativo antigo com auxílio do removedor de curativos, descartando-o em saco de lixo infectante.
  • Remover luvas de procedimento e higienizar as mãos novamente.
  • Encharcar o pacote de gaze em clorexidina alcoólica a 2%;
  • Calçar novas luvas de procedimento.
  • Observar a pele e o cateter quanto a sinais de infecção (vermelhidão, calor, dor, secreção, hematoma)
  • Realizar a limpeza do local com o auxílio de pinças estéreis, formar uma “trouxinha” com uma lâmina de gaze e umedecê-la com Soro Fisiológico 0,9%, mantendo uma distância mínima de 5 cm do frasco, evitando o contato direto da gaze com a ampola de soro, utilizar no mínimo 3 “trouxinhas” de gaze para a limpeza.
  • Realizar a antissepsia do sítio de inserção utilizando pinças estéreis para formar uma “trouxinha” com uma lâmina de gaze, umedecendo-a com Clorexidina Alcoólica 2%. Manter distância mínima de 5 cm do frasco, evitando contato direto da gaze com o recipiente. Utilizar no mínimo 3 “trouxinhas” de gaze, friccionando todas as extremidades do sítio de inserção em movimentos de vai e vem abrangendo uma circunferência de até 5 cm (2 polegadas) durante 30 segundos.

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PROCEDIMENTO

Troca de curativo de cateter central

  • Aplicar Cavilon estéril para proteção da pele, se indicado.
  • Aguardar a secagem total do cavilon.
  • Cobrir o curativo com filme transparente padronizado pela instituição.
  • Remover as luvas.
  • Higienizar as mãos.
  • Reforçar orientações de cuidados com o paciente/ familiar.
  • Organizar o leito, mantendo o paciente seguro, e descartar corretamente todos os materiais utilizados.
  • Registrar no prontuário: data, horário, profissional responsável, condições do local de inserção, observações sobre o cateter assim como sinais de infecção e outras alterações.
  • OBSERVAÇÃO: Nos casos em que não houver disponibilidade de pinças para a realização do procedimento, deve-se colocar a luva estéril após a fixação da fita estabilizadora, realizar a limpeza da pele e, em seguida, a antissepsia, utilizando “trouxinhas” confeccionadas com gaze.

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PROCEDIMENTO

Troca de curativo PICC

  • Higienizar as mãos.
  • Realizar abertura dos materiais.
  • Higienizar as mãos.
  • Calçar luvas de procedimento.
  • Retirar o curativo antigo com auxílio do removedor de curativos, descartando-o em saco de lixo infectante.
  • Remover o Statlock utilizando lenço removedor e descartando-o em lixo infectante.
  • Remover luvas de procedimento e higienizar as mãos novamente.
  • Calçar novas luvas de procedimento.
  • Observar a pele e o cateter quanto a sinais de infecção (vermelhidão, calor, dor, secreção, hematoma)
  • Colocar a fita estabilizadora próximo a inserção para aumentar a segurança durante trocas de curativo do dispositivo de estabilização StatLock™
  • Realizar a limpeza do local com o auxílio de pinças estéreis, formar uma “trouxinha” com uma lâmina de gaze e umedecê-la com Soro Fisiológico 0,9%, mantendo uma distância mínima de 5 cm do frasco, evitando o contato direto da gaze com a ampola de soro, utilizar no mínimo 3 “trouxinhas” de gaze para a limpeza.
  • Realizar a antissepsia do sítio de inserção utilizando pinças estéreis para formar uma “trouxinha” com uma lâmina de gaze, umedecendo-a com Clorexidina Alcoólica 2%. Manter distância mínima de 5 cm do frasco, evitando contato direto da gaze com o recipiente. Utilizar no mínimo 3 “trouxinhas” de gaze, friccionando todas as extremidades do sítio de inserção em movimentos de vai e vem abrangendo uma circunferência de até 5 cm (2 polegadas) durante 30 segundos.

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PROCEDIMENTO

Troca de curativo PICC

  • Retirar a luva e higienizar as mãos.
  • Aplicar protetor cutâneo e aguardar sua secagem total.
  • Calçar as luvas estéreis.
  • Retirar a fita estabilizadora com o auxílio de uma pinça. (Se indicado)
  • Aplicar o protetor cutâneo que vem junto com o Statlock no local de posicionamento do Statlock.
  • Posicionar o Statlock com a seta para cima e pressionar o clamp antes de aplicar a placa na pele do paciente respeitando uma margem de segurança de pelo menos 5 Cm da inserção.
  • Aplicar o protetor cutâneo Cavilon nas extremidades do cateter.
  • Cobrir o curativo com filme transparente padronizado pela instituição.
  • Remover as luvas.
  • Higienizar as mãos.
  • Reforçar orientações de cuidados com o paciente/ familiar.
  • Organizar o leito, mantendo o paciente seguro, e descartar corretamente todos os materiais utilizados.
  • Registrar no prontuário: data, horário, profissional responsável, condições do local de inserção, observações sobre o cateter assim como sinais de infecção e outras alterações.
  • OBSERVAÇÃO: Nos casos em que não houver disponibilidade de pinças para a realização do procedimento, deve-se colocar a luva estéril após a fixação da fita estabilizadora, realizar a limpeza da pele e, em seguida, a antissepsia, utilizando “trouxinhas” confeccionadas com gaze. Após a antissepsia, trocar a luva estéril e prosseguir com o procedimento de fixação do StatLock.

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PROCEDIMENTO

Técnica de colocação do StatLock

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PROCEDIMENTO

Indicação de curativo convencional

  • Após 24 horas da punção inicial, deve ser realizada a troca do curativo convencional de gaze e película transparente.
  • Avaliar as condições do sítio de inserção; caso ainda haja presença de sangramento, realizar novo curativo convencional e reavaliar em 24 a 48 horas.
  • Registrar a ação no prontuário e comunicar o médico vascular e/ou médico responsável pelo paciente.
  • Após nova avaliação, na ausência de sangramento, substituir o curativo por película transparente com CHG, mantendo o sítio de inserção visível para avaliação contínua.
  • Em pacientes com alergia à CHG, utilizar película com coxim (Opsite), ocorrendo a troca a cada 7 dias desde que o curativo permaneça integro, sem sujidade ou sinais de infecção.

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PROCEDIMENTO

Orientações Aos Pacientes / Clientes

  • Orientar o paciente sobre a realização do procedimento.
  • Higienização das mãos: sempre antes e após tocar no curativo, roupas ou pertences próximos ao cateter.
  • Não manipular o cateter: nunca mexer, abrir ou tentar retirar curativo/conexões — isso é atribuição exclusiva da equipe de saúde.
  • Manter o curativo limpo, seco e íntegro: avisar a equipe de enfermagem imediatamente se o curativo soltar, sujar ou molhar.
  • Evitar tração no cateter: ter cuidado ao se movimentar, trocar de roupa ou mudar de posição na cama/cadeira para não puxar o dispositivo.
  • Sinais de alerta: comunicar a equipe se observar febre, calafrios, dor, vermelhidão, inchaço, secreção ou sangramento no local do cateter.
  • Banho e higiene pessoal: seguir as orientações da equipe (normalmente, banho no leito ou com proteção adequada do curativo).
  • Restrição de manipulação por terceiros: orientar que visitas, familiares ou acompanhantes não devem encostar no cateter.
  • Importância do acompanhamento: explicar que o cateter é seguro quando bem cuidado e que sua manutenção adequada evita novas punções e complicações.

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RISCOS RELACIONADOS E AÇÕES PREVENTIVAS

Riscos

  • Infecção local ou sistêmica (sepse)
  • Obstrução do cateter
  • Trombose venosa
  • Deslocamento ou exteriorização do cateter
  • Oclusão por dobras ou mal posicionamento
  • Sangramento ou hematoma
  • Embolia aérea
  • Comprometimento da pele (dermatite, alergia, lesão)

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RISCOS RELACIONADOS E AÇÕES PREVENTIVAS

Ações preventivas

  • Realizar higienização rigorosa das mãos antes de qualquer manipulação
  • Manter técnica asséptica na troca de curativo e durante manuseio do cateter
  • Utilizar corretamente EPIs conforme protocolo institucional
  • Realizar trocas de curativo e salinização/ heparinização dentro da periodicidade recomendada
  • Garantir fixação adequada do cateter e integridade do curativo
  • Orientar paciente/acompanhante sobre não manipular ou puxar o dispositivo
  • Avaliar diariamente o sítio de inserção e a integridade da pele
  • Verificar sinais de complicação (dor, secreção, edema, febre) e notificar o enfermeiro/médico
  • Assegurar conexões bem fixadas e nunca deixar o sistema aberto

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DISPOSIÇÕES FINAIS

  • Proteger o curativo com filme transparente durante o banho e orientar a não imersão dele na água, a fim de evitar soltura da película e infecção de corrente sanguínea relacionada a cateter.
  • Utilizar clorexidina alcoólica a 2% como preferencial antisséptico nos curativos e aguardar sua secagem completa após aplicação, porém no caso de alergias, podemos optar pelo álcool 70%.
  • Em casos de crianças e neonatos utilizar clorexidina alcoólica 0,5% (risco de toxicidade).
  • As películas com CHG seguem a rotina de troca a cada 7 dias, cabendo o Enfermeiro a avaliação e indicação da troca antes do prazo, justificar no prontuário;
  • Evoluir no prontuário as observações pertinentes ao procedimento (aspectos e material utilizado) e quando apresentar alterações do sítio, registrar também em impresso de passagem de plantão para uma avaliação mais criteriosa do cuidado e comunicar ao médico.
  • Qualquer tipo de cobertura deve ser trocado imediatamente, independente do prazo, se estiver suja, solta ou úmida.
  • Realizar o checklist de manutenção de cateter no Tasy diariamente;
  • 7.8. Realizar Bundle de manutenção de cateter no Tasy diariamente;
  • 7.9. Para Cateter de PICC, antes do procedimento, aferir o perímetro braquial, estar atento a aumento superior a 3 cm unilateral em 24h (Crianças: Aferir 2cm acima da inserção e 2 cm abaixo da inserção/ Adultos: Aferir 10 cm acima da fossa antecubital não importando onde a inserção se encontre);

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RISCOS RELACIONADOS E AÇÕES PREVENTIVAS

Sinais que exigem ações imediatas

  • Sangramento ativo ou aumento de hematoma; sinais claros de infecção (secreção purulenta, eritema intenso, calor, febre associada).
  • Mobilidade do cateter / suspeita de exteriorização / clamp que não trava corretamente.
  • Reação alérgica à adesão (eritema, bolhas) — remover e procurar alternativa de fixação.

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