FECCIF24 – III Feira Estadual de Ciência e Cultura do IFSP – de 21 a 26 de Outubro de 2024
A preferência por vídeos curtos têm crescido cada vez mais nos últimos anos, segundo pesquisas. Junto a isso, a preocupação acerca dos efeitos causados pelo consumo elevado desses, ganha cada vez mais força. Problemas biopsicossociais, - como ansiedade, obesidade e dificuldade de socialização -, se fazem mais presentes na realidade, e este estudo tem como propósito, identificar e descrever como estas consequências são ocasionados pelos vídeos curtos e por quê. O consumo excessivo de vídeos curtos é um dos responsáveis por desencadear grandes descargas de dopamina no cérebro, fazendo com que os usuários se sintam satisfeitos com a sensação que este consumo proporciona, desconhecendo os impactos que causam em suas vidas. Diante disso, descobre-se que é de extrema relevância a discussão e aprofundamento da pesquisa sobre os vídeos curtos, os impactos sociais e os efeitos na saúde e bem estar.
RESUMO
INTRODUÇÃO
OBJETIVOS
METODOLOGIA
OS VÍDEOS CURTOS, SEUS IMPACTOS SOCIAIS E EFEITOS NA SAÚDE E BEM ESTAR
Gabriel Francisco L. Silva¹, Maria Eduarda B. Nascimento ², Maria Eduarda S. de Oliveira3, Marcela L. Alves4, Paulo Renato de Souza5
1Instituto Federal de São Paulo, Suzano, Brasil - gabriel.francisco1@aluno.ifsp.edu.br
2Instituto Federal de São Paulo, Suzano, Brasil - nascimento.eduarda@aluno.ifsp.edu.br
3Instituto Federal de São Paulo, Suzano, Brasil - oliveira.maria3@aluno.ifsp.edu.br
4Instituto Federal de São Paulo, Suzano, Brasil - marcela.loureiro@ifsp.edu.br
5Instituto Federal de São Paulo, Suzano, Brasil – prsouza@ifsp.edu.br
Os vídeos curtos são conteúdos audiovisuais de pequena duração que são planejados para capturar a atenção do telespectador em um curto tempo - variando de 15 segundos até 3 minutos - com variados temas, seja de conteúdo culinário, humorístico, informativo ou motivacional.
Nos últimos anos, o crescimento do consumo dos vídeos curtos têm aumentado consideravelmente, especialmente ocasionado pela pandemia do vírus Covid-19 no ano de 2020. Desde então, este alto consumo tem prejudicado seriamente as relações sociais e a saúde e o bem-estar dos indivíduos, contendo como consequências problemas físicos, mentais, sociais e cognitivos.
Apresentado todas as pesquisas e dados no decorrer deste artigo, esse estudo irá colaborar para análises e reflexões sobre as ações prejudiciais e malefícios ocorridos no ser humano devido aos vídeos curtos.
Este estudo tem como objetivo identificar e descrever as mudanças comportamentais que os vídeos curtos causam e como isso afeta o indivíduo e a sociedade, a partir de uma visão química e social.
O método de pesquisa a ser utilizado para o desenvolvimento do projeto integrador é a revisão bibliográfica.
A revisão bibliográfica consiste em abordar de forma crítica e sistemática uma investigação acadêmica a partir da síntese de fontes bibliográficas - tais como livros, artigos científicos, monografias e outros - já existentes para um determinado campo de conhecimento, neste caso, os impactos dos vídeos curtos na vida social, física e psicológica dos indivíduos. A subcategoria de análise bibliográfica a ser priorizada neste trabalho é a Revisão Integrativa.
“A revisão integrativa, [...], é a mais ampla abordagem metodológica referente às revisões, permitindo a inclusão de estudos experimentais e não-experimentais para uma compreensão completa do fenômeno analisado” (Souza et al, 2010, p. 103). A revisão integrativa consiste em sintetizar, analisar, identificar lacunas e interpretar pesquisas de diferentes metodologias já vigentes sobre o assunto de modo a obter uma compreensão abrangente e holística do estado atual do conhecimento em determinada área. Além de poder contribuir para a área de estudo futuramente com uma base mais sólida, orientando práticas e políticas.
Diante disto, para encontrarmos artigos científicos e dissertações para serem estudados, utilizamos o Google Acadêmico, PubMed e a biblioteca do IFSP - Campus Suzano como principais bases de dados. As palavras-chaves utilizadas para as pesquisas foram: vídeos curtos, dopamina, redes sociais, saúde e mudanças sociais.
Com o avanço das pesquisas, constatou-se que os vídeos curtos são populares e geram diversas consequências. Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia 2022, realizada pelo IBOPE, os brasileiros passam, em média, 2 horas e 46 minutos por dia assistindo a vídeos online, superando o tempo gasto em outras atividades digitais. O estudo da Social Media Trends 2023 revela que 62% dos brasileiros preferem vídeos de até 3 minutos, sendo este o formato mais popular dentre os entrevistados. A psiquiatra Anna Lembke afirma que atividades que fornecem dopamina (neurotransmissor, responsável pela motivação e prazer) de forma fácil, como vídeos curtos, são cada vez mais buscadas para combater o tédio e sensações negativas, o que pode levar à dependência e consumo compulsivo. A facilidade de acesso a esses vídeos, principalmente por meio de dispositivos móveis, contribui para essa prática. O consumo elevado desses vídeos pode alterar as relações sociais e imergir os indivíduos em interações virtuais, conforme observado por Vilaça e Araújo (2016). A Era da Tecnologia possibilitou o consumo de vídeos em qualquer lugar, transformando as relações sociais e recriando as experiências em um novo espaço digital. Esse consumo excessivo pode resultar também em problemas psicológicos, como alterações de humor, perda de concentração, autoconfiança reduzida, ansiedade, depressão e insônia, conforme Machado (2021). A comparação constante e busca por validação também são fatores que agravam essas questões. A inclusão digital é vista como fundamental para o desenvolvimento da cidadania, porém, essa dependência das interações virtuais pode impactar negativamente as interações humanas e o bem-estar psicológico.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
REFERÊNCIAS
CONCLUSÃO
Por ora, conclui-se que o crescente consumo de vídeos curtos e seus impactos necessitam ser mais debatidos na sociedade, pois o ciclo vicioso que o consumo excessivo de vídeos curtos causa, desencadeia problemas biopsicossociais. E a partir disso, entende-se que é necessário que seja incentivado o desenvolvimento da consciência dos malefícios do consumo excessivo dos vídeos curtos, para assim contribuir para criação de estratégias de policiamento do tempo de uso.
SILVERTHORN, D. U. Fisiologia Humana: Uma abordagem integrada. 7a Edição. Artmed. 2017 (P. 227 - 229).
MACHADO, R. D. V. D; LAPORT, T. J. Tecnologia: Liberdade ou prisão? Uma visão neurocientífica. Mosaico - Revista Multidisciplinar de Humanidades, Vassouras, v. 12, n. 2, p. 50-57, mai./ago. 2021.
VILAÇA, M. L. C; ARAÚJO, E. V. F. Tecnologia, Sociedade e Educação na Era Digital . Duque de Caxias : [s.n.]. p. 17–21.