Discussão de Casos Clínicos
Radiologia do Abdome
Stefanie Basilio Medeiros
R3 de Radiologia e Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina
Coordenação: Giuseppe D'Ippolito e Daniel Bekhor
https://conferenciaweb.rnp.br/conference/rooms/ddi-abdomen/invite
Caso Clínico
Identificação: sexo feminina, 51 anos.
AP: HAS, DM2.
HPMA: Paciente com doença hepática crônica e hipertensão portal (causa alcoólica), interna eletivamente para programação cirúrgica de transplante hepático. Operada dia 26/03 com necessidade de reabordagem por sangramento. Evoluiu com choque hemorrágico / distributivo, com necessidade de altas doses de DVA.
LABORATORIAL:
26/03: Hb: 5,8 / BT: 4,9 - BD: 4,8 / TGP: 113 / TGO: 2816 / INR: 3,4
28/03: BT: 6,1 - BD: 5,5 / TGP: 2360 / TGO: 4750
31/03: Hb: 7,9 / BT: 8,3 - BD: 7,8 / TGP: 1241 / TGO: 764
USG DOPPLER HEPÁTICO 27/03: Não caracterizado fluxo na artéria hepática, observando-se áreas de hipoecogênicas periféricas.
USG DOPPLER HEPÁTICO 31/03: Art. hepática comum pérvia com IR: 0,69, não sendo caracterizado fluxo arterial intrahepático, destacando-se aumento das áreas hipoecogênicas periféricas.
31/03
03/04
Qual o exame e o achado mais indicado para avaliação inicial de disfunção hepática pós transplante e maior risco de trombose da artéria hepática?
Qual o exame e o achado mais indicado para avaliação de disfunção hepática pós transplante e maior risco de trombose da artéria hepática?
Trombose precoce da artéria hepática
Trombose precoce da artéria hepática (TAH)
Trombose precoce da artéria hepática (TAH)
Fisiopatologia e consequências
A trombose arterial resulta em:
Trombose precoce da artéria hepática (TAH)
Diagnóstico
Limitações do Doppler: falso-positivos por baixo débito cardíaco, espasmo arterial, edema parenquimatoso grave
Trombose precoce da artéria hepática (TAH)
Diagnóstico
TC multifásica com contraste é indicada quando o Doppler é inconclusivo ou há suspeita clínica persistente mesmo com doppler normal, apresentando sensibilidade de 89-100% e especificidade de 97-100% para TAH.
Achados na TC de TAH precoce:
Colangiopatia isquêmica pós-TX
Isquemia do plexo vascular biliar → necrose epitelial → exposição do tecido aos sais biliares → necrose fibrinoide → fibrose → estenoses múltiplas
→ Maioria ocorre entre 1-6 meses pós-TX (parada circulatória: 30 dias / morte encefálica 90 dias).
Colangiopatia isquêmica pós-TX
→ Conjunto de alterações biliares caracterizadas por estenoses múltiplas difusas da árvore biliar.
Apresentação clínica:
Trombose precoce da artéria hepática (TAH)
Diagnóstico
Trombose precoce da artéria hepática (TAH)
O que aprendi com o caso:
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REFERÊNCIAS
OBRIGADA!
stefanie.basilio@unifesp.br