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Ciência Política

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Democracia: visão “profunda” e “elitista”

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Conceitos básicos:

Instituições

Racionalidade

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Guia de leitura

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  • a doutrina clássica da democracia
  • bem comum e vontade geral
  • o conflito entre vontade geral e individual
  • o argumento da natureza humana e da política
  • a definição de democracia como um método
  • a justificativa e a defesa da democracia elitista

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I. Introdução:

Como pensar a democracia

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1. A democracia como ideal: o que é?

Definição simples: democracia = “Governo pelo povo”

Mas qual é o real sentido, o real valor que se quer realizar a partir da “democracia”? Por que nos preocupamos com o fato de “o povo” governar?

I. INTRODUÇÃO

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Definição de democracia “profunda”

Numa democracia, todas as decisões que afetam nossas vidas como membros de uma comunidade refletem a vontade geral de cidadãos com iguais poderes, não de elites poderosas.

Elementos-chave:

      • As decisões que afetam nossas vidas como membros de uma comunidade…
      • ... refletem a vontade geral de cidadãos com iguais poderes...

I. INTRODUÇÃO

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II. A crítica de Schumpeter à democracia “profunda” (o que ele chama de “doutrina clássica da democracia”)

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Frase mais importante do parágrafo:

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  • método
  • sistema institucional
  • decisões políticas
  • indivíduo
  • poder
  • luta competitiva
  • voto

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III. Um aperfeiçoamento do argumento “psíquico” de Schumpeter a partir da teoria da escolha racional

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Diagnóstico: o caso brasileiro

55% dos eleitores no Brasil afirmaram não se preocupar com o pleito presidencial

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71% dos paulistanos disseram estar desinteressados por partidos políticos.

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Problema teórico

A democracia se define como o governo do povo.

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Em teoria, numa democracia o povo tem a capacidade de decidir questões de seu interesse, que afetam a vida na coletividade.

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Por que as pessoas não querem participar da democracia?

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Duas respostas habituais sobre o caso do Brasil

O povo brasileiro é, por sua própria constituição cultural, desinteressado, além de ter uma índole passiva e uma natureza apática.

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As instituições no Brasil são falhas, ineficientes;

a democracia é um engodo.

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Uma conjectura alternativa

Mesmo em uma cultura não-apática e mesmo em um sistema institucional eficiente, a apatia é o comportamento social esperado na sociedade capitalista contemporânea.

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A carona política

Em alguns casos (os bens públicos), as pessoas se beneficiam da ação coletiva dos outros sem ter de participar diretamente, evitando assim os custos associados à participação.

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Há um interesse racional em pegar carona na participação dos outros.

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A carona política e a democracia

O impacto da participação individual em uma democracia é tipicamente nulo.

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Para as pessoas com recursos financeiros, a ação individual pode ter uma diferença significativa na decisão política.

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Uma implicação para a comunicação

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A informação é necessária para a política.

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No geral, a informação de qualidade é custosa.

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Para a maioria das pessoas, a capacidade de ter um impacto no processo político ao obter informação de qualidade é quase nula.

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Há um incentivo para as pessoas adquirirem informações a custo zero, mas esse tipo de informação é geralmente de má qualidade.

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IV. A doutrina democrática de Schumpeter, “a democracia elitista”

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Definição de democracia schumpeteriana

“... o método democrático é um sistema institucional, para a tomada de decisões políticas, no qual o indivíduo adquire o poder de decidir mediante uma luta competitiva pelos votos do eleitor”

Elementos-chave:

      • A democracia é um método para decisões políticas
      • A democracia se fundamenta na luta competitiva pelos votos do eleitor

IV. DEMOCRACIA ELITISTA

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Implicações da democracia schumpeteriana

  • A democracia significa apenas que o povo tem oportunidade de aceitar ou recusar aqueles que o governarão. Não tem finalidade!
  • A democracia, o governo dos políticos, tem uma tendência “profissionalizante”, tanto de políticos quanto de partidos.
  • É preciso que os “derrotados” na competição vejam legitimidade suficiente no método para não tentar derrubar o sistema quando perdem.
  • Há tendência à participação de lideranças com recursos, que usem a política para garantir seus recursos e, de certo modo, algum benefício mais amplo. Por isso, é teoria elitista.

IV. DEMOCRACIA ELITISTA

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Guia de leitura: Przeworski

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  • a definição de dilemas
  • o primeiro dilema eleitoral: participar ou não
  • o segundo dilema eleitoral: participar para ganhar ou para agitação/propaganda
  • o terceiro dilema eleitoral: governar segundo as regras ou mudar as regras da política
  • a evolução histórica dos partidos de esquerda na Europa como uma sequência de dilemas