O amor para Platão�Obra: O Banquete
Por Mauricio Diogenes
Amor Platônico:
Ambiente e tempo:
Diálogo escrito por Platão em 380 a.C.. A festa se passa na casa de Agatão, poeta trágico ateniense.
Personagens:
Agatão (Poeta), Fedro (jovem retórico), Pausânidas (amante de Agatão), Erixímaco (médico), Aristófanes (Poeta comediante), Alcibíades (Político), Aristodemo (discípulo de Sócrates) e Sócrates (Filósofo).
Sobre a história:
Todos os personagens exageraram na festa do dia anterior que havia ocorrido na casa de Agatão. Estavam todos fatigados com o excesso de bebida que haviam ingerido.
Nesse contexto de ressaca, Pausânias (amante de Agatão) propõe que parassem de beber e ficassem conversando, discutindo algo que fosse “diferente”. Erixímaco (médico) propõem que todos fizessem elogios a Eros, ou seja, os convidados teriam que fazer discursos para louvar o amor.
3) Pausânidas (amante de Agatão): Eros urânio (celeste – bom – divino – virtude) e Eros pandêmico (popular – real – satisfação dos apetites do corpo)
1) Agatão (Poeta): um só Eros. É o deus mais belo, jovem, feliz, hábil, corajoso, temperante, bondoso ...
2) Fedro (jovem retórico): Amor é um dos maiores bens
4) Erixímaco (médico): Eros organiza o movimentos dos astros, atua nos corpos, força erótica divina, boas colheitas e boa saúde.
Amor exerce a harmonia dos corpos
5) Aristófanes (Poeta comediante): Existem 3 gêneros de seres humanos – homem, mulher e homem/mulher – Mito Andrógeno – seres humanos cortados ao meio - Amar é buscar a metade perdida – sentir-se pleno novamente
Amor Hétero e Homo
6) Sócrates (Filósofo): Amor é carência, falta, ausência
Cinema brasileiro:
Filme – O Banquete (2018)
Direção: Daniela Thomas
Trailer: https://youtu.be/dAq8uflqZNU
Para Platão:
O amor é o amor que falta! Ninguém ama o que já tem, ou seja, só amamos e desejamos aquilo que nos falta.
“O amor é um dos caminhos pelos quais cada um pode percorrer em busca de alcançar o conhecimento verdadeiro. = ESCADA DE DIOTIMA
Para Platão:
ESCADA DE DIOTIMA (scala amoris)
Quando nós amamos, primeiro começamos no degrau mais baixo do amor, até atingir o degrau mais sublime. Onde encontramos pessoas belas (belas para nós), ou seja, podemos entender a escada como uma busca pelo belo no OUTRO.