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FÍSICA

1ª SÉRIE

ESTUDO DO PLANO INCLINADO E QUEDA LIVRE

AULA 18

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Relacionar o estudo do plano inclinado com a queda livre e aplicar as principais equações do MUV.

OBJETIVOS DA AULA

©IFSC/SBF

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PARA INÍCIO DE CONVERSA

Ao sinal do(a) professor(a), responda:

Como estimar a altura do pinheiro através do tempo de queda da pinha?

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AS DIFICULDADES EM ESTUDAR A QUEDA LIVRE

Além de enfrentar a influência das ideias de Aristóteles, Galileu deparou com muitas dificuldades técnicas e práticas ao estudar a queda dos corpos.

Estava convencido de que a velocidade dos corpos em queda aumenta gradativamente, argumentou que esses corpos sofrem acréscimos constantes de velocidade, ou seja, trata-se de um movimento uniformemente variado.

Galileu Galilei (1564 - 1642)

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UMA ALTERNATIVA PARA O ESTUDO DO MUV

“Se um corpo cai livremente, varia sua velocidade de maneira uniforme — sofre acréscimos iguais de velocidade em tempos iguais —, outro que rola por uma rampa deve variar sua velocidade da mesma maneira. A diferença está na intensidade da variação.”

Como os corpos em queda livre caem muito rápido, Galileu pensou que:

https://w7.pngwing.com/pngs/577/272/png-transparent-museo-galileo-inclined-plane-scientific-method-science-experiment-science-experiment-sphere-wood.png

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PLANO INCLINADO

Galileu logo percebeu que a velocidade de uma bola descendo uma rampa aumentava em uma mesma taxa por unidade de tempo, isto é, a aceleração é constante, e concluiu que o mesmo poderia valer à queda livre.

À medida que aumentasse o valor do ângulo de inclinação da rampa, aumentaria também o valor da aceleração, e chegaria num valor limite quando a rampa estivesse com a inclinação máxima – situação de queda livre – quando aceleração atinge 9,8 m/s2.

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Praticando 1 - O plano inclinado, tempo e trajetória

©Flickr

Assista com atenção ao vídeo e, ao comando do(a) professor(a), responda às questões do slide seguinte:

Galileu, o mensageiro das Estrelas

Gênero: Documentário – Sub-Gênero: Educativo

Diretor: Philippe Tourancheau – Ano: 2006

https://www.youtube.com/watch?v=T9DLF7SWkqs - Acesso em: 27 dez. 2023

2 min

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  1. Que métodos Galileu utilizou para medir o tempo?

  • Na época do experimento, já se sabia que projéteis lançados com uma velocidade inicial de direção oblíqua, descrevem algum tipo de trajetória curva; mas foi Galileu que precisou melhor como deveria ser a trajetória. Como deveria ser a trajetória? E, por que tal constatação proporcionou vantagens financeiras a Galileu?

Praticando 1 - O plano inclinado, tempo e trajetória

O relógio de água e posteriormente, pela regularidade do padrão sonoro produzido por sinos distribuídos ao longo da rampa.

Uma parábola. O avanço dos estudos da mecânica ocorridos no

século XVI e XVII está diretamente associado à guerra e a sua indústria. Galileu percebeu que tal conhecimento poderia ser aplicado na melhoria da precisão da trajetória das balas de canhão.

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CARACTERÍSTICAS DO MUV

Como vimos, Galileu combinou resultados adquiridos nos experimentos sobre plano inclinado e queda livre.

Desprezando a resistência do ar, as principais conclusões foram:

1º) A velocidade do objeto é proporcional ao tempo de queda.

2º) O deslocamento é proporcional ao quadrado do tempo gasto para percorrê-lo.

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CONCLUSÕES DOS EXPERIMENTOS DE GALILEU

Enfim, as equações do M.U.V.

Admitamos um objeto em queda livre nos instantes 0 (zero), 1 s, 2 s e 3 s, com o valor das velocidades indicados no quadro a seguir:

1º) A velocidade do objeto é proporcional ao tempo de queda.

Observe que a velocidade varia �10 m/s a cada segundo, isso significa, que a aceleração, nesse caso gerada pelo campo gravitacional terrestre (ag) vale 10 m/s2.

Veja que as unidades utilizadas para a aceleração da gravidade e para o campo gravitacional terrestre são equivalentes.

ag= gTerra

10 m/s2 → 10 N/kg

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Praticando 2 - Velocidade em função do tempo (MUV)

Conforme as informações do quadro anterior e, ao comando do(a) professor(a), pense e responda em seu caderno:

  1. Qual o valor aproximado da aceleração da gravidade?

b) Qual será o valor da velocidade no instante 4 s?

c) Com o auxílio do(a) professor(a), escreva a expressão matemática melhor relaciona a velocidade (V) em função do tempo (t) no MUV?

ag= 10 m/s2.

V4 = 40 m/s.

Velocidade = Velocidade inicial + aceleração ∙ tempo

Sinteticamente:

V = V0 + a ∙ t

3 min

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Considere um objeto em queda livre nos instantes 0 (zero), �1 s, 2 s e 3 s, com o valor dos deslocamentos no quadro a seguir:

2º) A altura é proporcional ao quadrado do tempo de queda:

CONCLUSÕES DOS EXPERIMENTOS DE GALILEU

Enfim, as equações do M.U.V.

→ Note que corresponde à metade do valor da gravidade.

→ Em relação a t1, a altura de queda aumentou 4 vezes.

→ Em relação a t1, a altura de queda aumentou 9 vezes.

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Exemplo: altura em função do tempo (MUV)

Conforme o quadro anterior e, com auxílio do(a) professor(a), solicita-se:

a) Qual a expressão matemática melhor relaciona a altura (y) em função do tempo (t) na queda livre?

b) Qual será o deslocamento do objeto em queda livre num tempo de 4 s?

y = 10 ∙ 42

2

y =

y = 5 ∙ 16

y = 80 m

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Praticando 3 - Agora é a sua vez!

Estima-se que uma pinha madura que se encontra a 2 m do topo de um pinheiro, cai desse ponto e demora cerca de 1,5 s para chegar ao solo. Despreze a resistência do ar sobre a pinha, considere a aceleração da gravidade terrestre igual a 10 m/s2 para estimar a altura desse pinheiro.

De volta ao começo!

3 min.

1º Passo → Ler, tirar os dados e identificar o que está sendo solicitado:

dtopo–pinheiro = 2 m

t = 1,5 s

ag = 10 m/s2

y = ?

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y = 10∙1,5210.2,2522,50

2 2 2

y = 11,25 m + 2 m (distância até o topo do pinheiro)

y = 13,25 m

2º passo → Identificar a “fórmula” que podemos utilizar:

3º Passo → Resolver:

Praticando 3 - Resolução

Portanto, o pinheiro tem altura aproximada de 13,25 m.

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O QUE VIMOS?

Professor, caso tenha alguma sugestão ou elogio para esta aula, acesse: https://forms.gle/ZuC8G4UPYMEdztJy5

Nesta aula, relacionamos o estudo do plano inclinado com a queda livre e aplicamos as principais equações do MUV.

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REFERÊNCIAS

BARRETO F, Benigno. SILVA, Claudio. Física aula por aula: vol.1. Física Moderna. 3ª Ed. São Paulo: FTD, 2016.

GONÇALVES FILHO, Aurélio. Física: interação e tecnologia. Vol. 1. Aurélio Gonçalves Filho, Carlos Toscano. 2ª ed. – São Paulo: Leya, 2016.

HEWITT, Paul G. Fundamentos de Física Conceitual – tradução Trieste Ricci. – Porto Alegre: Bookman, 2009.

GODOY, Leandro Pereira de. Multiversos. Ensino médio/ Leandro Pereira de Godoy, Rosana Maria Dell’Agnolo, Wolnei Candido de Melo. 1ª ed. São Paulo: FTD 2020.

SANTOS, Leandro Antonio dos. Conceituação e simulação da dinâmica do movimento: caderno do aluno [livro eletrônico - Disponível em: https://ppgefisica.sites.uepg.br/producao.html - Acesso em: 21 dez. 2023] / Leandro Antonio dos Santos, Antonio Sérgio Magalhães de Castro. Ponta Grossa: UEPG/PROEX, 2018.