1 of 150

Engenharia de Software Moderna

Artigos Didáticos - Parte I

Processos & Requisitos

1

Licença CC-BY; permite copiar, distribuir, adaptar etc; porém, créditos devem ser dados ao autor dos slides

2 of 150

Temas dos artigos

  1. Squads
  2. Shape Up
  3. MVPs
  4. Product Discovery
  5. Design Thinking e Jobs to be Done

2

3 of 150

Engenharia de Software Moderna

Organizando Times de Desenvolvimento de Software em Squads

Prof. Marco Tulio Valente

https://engsoftmoderna.info/artigos/squads.html

3

Licença CC-BY; permite copiar, distribuir, adaptar etc; porém, créditos devem ser dados ao autor dos slides

4 of 150

Times Ágeis ou Squads

  • Pequenos (entre um time de basquete e de futebol)

4

5 of 150

Squads

  • Multidisciplinares
  • Autônomos
    • Auto-organizáveis
    • Mínimo de dependências para outros times
  • Responsabilidade fim-a-fim por uma missão específica ("mini-startups")
  • Estruturas permanentes

5

6 of 150

Questões pendentes

  • Quais os tipos possíveis de times?
  • Como escalar esses times?

6

Nosso foco: squads de desenvolvimento de software. Ou seja, squads de infraestrutura, marketing, vendas, RH estão fora do nosso foco.

7 of 150

Problema #1: Tipos de Squads

7

8 of 150

Tipo principal de squad

  • Squads de produto (90% dos squads)
  • Clientes de tais squad são usuários finais do sistema

8

9 of 150

Exemplo: squads de produto em um sistema de comércio eletrônico

  • Squad de Catálogo
  • Squad de Pesquisa de Produtos
  • Squad de Recomendação de Produtos
  • Squad de Checkout
  • Squad de Pagamento
  • Squad de Entrega
  • etc

9

10 of 150

Outros tipos de squads (~10%)

  • Squads responsáveis por componentes
  • Squads responsáveis por plataformas
  • Squads facilitadores de boas práticas
  • Squads responsáveis por objetivos de negócio

10

Clientes são

squads de produto

11 of 150

Como você classificaria esse squad?

Druid is a real-time analytics database designed for fast slice and dice analytics on large datasets

https://blog.twitter.com/engineering/en_us/topics/infrastructure/2022/powering-real-time-data-analytics-with-druid-at-twitter

12 of 150

Como você classificaria esse squad?

The Twitter experimentation tool, Duck Duck Goose (DDG for short), was first created in 2010.

https://blog.twitter.com/engineering/en_us/a/2015/twitter-experimentation-technical-overview

13 of 150

Carga Cognitiva

  • Carga cognitiva: “preocupações dos times”
  • Logo, podemos pensar que existem dois grupos de times:
    • Times de Produto
    • Times cuja finalidade é diminuir a carga cognitiva dos times de produto, isto é: componentes, plataformas, consultoria, etc.

13

14 of 150

Problema #2: Como escalar esses times?

14

15 of 150

Modelo Spotify (2012)

  • Framework para escalar times ágeis
    • Framework ⇒ não precisa ser adotado “by the book”
    • Escalar ⇒ organização com centenas de devs
  • Popularizado por dois vídeos:
  • https://youtu.be/Yvfz4HGtoPc
  • https://youtu.be/vOt4BbWLWQw

15

16 of 150

16

17 of 150

Modelo Matricial

  • Estruturas verticais: squads e tribos
  • Estruturas horizontais: chapters e guildas
  • Ou seja, todo dev tem dois líderes:
    • Líder da tribo: foco no negócio
    • Líder do chapter: foco na parte técnica e na carreira

17

18 of 150

Tribo

  • Conjunto de squads que:
    • Trabalham na mesma parte do produto
    • Ou que atendem a uma mesma persona
  • No máximo: ~100 membros
  • Em empresas muito grandes:
    • Alianças ou unidades de negócio: conjuntos de tribos

18

19 of 150

Exemplo: tribos de um banco digital

  • Cartão de crédito
  • Conta bancária
  • Pagamentos
  • Investimentos
  • Seguros
  • etc

19

20 of 150

Chapter

  • Grupos de profissionais de uma mesma tribo e com as mesmas competências
  • Exemplo: frontend, backend, mobile, UX designers,etc

20

21 of 150

Guildas

  • Grupos de pessoas com interesses comuns
  • Exemplo: métodos ágeis
  • Estruturas informais, participação voluntária, etc
  • Membros podem ser de tribos diferentes

21

22 of 150

Fonte: Spotify guilds: how to succeed with knowledge sharing in large-scale agile organizations, IEEE Software, 2019.

23 of 150

Pergunta/Discussão

Por que as empresas valorizam tanto esses modelos de organização de times?

23

24 of 150

Lei de Conway (1968)

  • Arquitetura de software espelha a arquitetura da organização

24

squad

squad

squad

squad

squad

squad

squad

squad

squad

squad

squad

squad

micro

serviço

micro

serviço

micro

serviço

micro

serviço

micro

serviço

micro

serviço

micro

serviço

micro

serviço

micro

serviço

micro

serviço

micro

serviço

micro

serviço

25 of 150

Exercícios

25

26 of 150

  • Qual a principal semelhança entre squads de plataformas e squads facilitadores de boas práticas? E também qual é a diferença principal entre esses squads?
  • Suponha uma organização que organiza seus squads em componentes arquiteturais. Ou seja, ela possui squads que implementam componentes front-end e outros squads que implementam componentes back-end. Discorra sobre o principal problema desse tipo de organização de squads.
  • Descreva uma desvantagem do Modelo Spotify.
  • Suponha uma empresa de entrega de comida online. Descreva pelo menos três tribos que essa empresa poderia usar para organizar seus squads. Basta descrever o objetivo de cada tribo.

26

27 of 150

Engenharia de Software Moderna

Shape Up: Uma Possível Alternativa a Scrum?

Prof. Marco Tulio Valente

https://engsoftmoderna.info/artigos/shape-up.html

27

Licença CC-BY; permite copiar, distribuir, adaptar etc; porém, créditos devem ser dados ao autor dos slides

28 of 150

Motivação

  • Scrum e XP: propostos na década de 90
  • Kanban: proposto em meados de 2000
  • Pergunta: existe algum método mais novo?

28

29 of 150

Processo de desenvolvimento da Basecamp (2019)

29

https://basecamp.com/shapeup

30 of 150

Duas tracks (em paralelo)

  1. Track de shaping
  2. Track de desenvolvimento: ciclos + cool down

30

31 of 150

Track de Shaping

31

32 of 150

Track de Shaping

  • Track de especificação de requisitos
  • Objetivo: produzir um conjunto de pitches
  • Pitch: especificação leve de requisitos e design

32

33 of 150

Pitches: Solução de meio termo

  • Mais detalhados do que histórias de usuários
  • Menos detalhados que especificações tradicionais de requisitos

33

34 of 150

Observação

  • Em Shape Up, pitch não tem nada a ver com pitch de vendas ou "elevator pitch"

34

35 of 150

Estrutura de um Pitch

  • Descrição do problema
  • Esboço da solução (sketches ou protótipos de telas)
  • No go’s (o que não precisa ser implementado)
  • Rabbit holes (especificação de certos detalhes para evitar que o time fique perdido ou perca tempo)

35

36 of 150

Exemplos de Pitches

36

37 of 150

Exemplo de Pitch

38 of 150

39 of 150

Exemplos de No Go’s

Sistema

No go’s

Fórum de perguntas e respostas

Não precisa ter “respostas de respostas”

Call Graph para Java (nodos são métodos; arestas são chamadas de métodos)

Não precisa considerar tipos dinâmicos

40 of 150

Exemplos de Rabbit Holes

Sistema

Rabbit Hole

Sistema que precisa ler um arquivo XML de 100 MB

Para isso, usar um parser XYZ

41 of 150

Shaping (cont.)

  • Quem são os "shapers"?
    • Gerentes sêniores de produto
    • No caso da Basecamp: 4 pessoas
  • Escrita de forma assíncrona (trilha paralela de shaping)
  • Reunião final para decidir os pitches do próximo ciclo
  • Um dos membros é o decisor (tem a palavra final)

41

42 of 150

42

Shaping

Desenvolvimento

Ciclo

Cool

Down

Ciclo

Cool

Down

Ciclo

Cool

Down

pitches

pitches

reunião

reunião

Ciclo

Cool

Down

Ciclo

Cool

Down

Ciclo

Cool

Down

Ciclo

Cool

Down

Ciclo

Cool

Down

Ciclo

Cool

Down

3 times

43 of 150

Track de Desenvolvimento

43

44 of 150

Track de Desenvolvimento: ciclos + cool down

Shaping

Desenvolvimento

Ciclo

Cool

Down

Ciclo

Cool

Down

Ciclo

Cool

Down

pitch

pitch

reunião

reunião

45 of 150

Ciclos

  • Duração: 6 semanas
    • Mais longos do que sprints de Scrum
    • Mas podem existir ciclos de duas semanas

45

46 of 150

Times

  • Menores que os times ágeis normais
  • 2 devs + 1 designer
  • Autonomia:
    • Implementar pitches
    • Definir horários de trabalho, reuniões, daily, etc

46

47 of 150

Basecamp está reduzindo o tamanho de seus times

47

Over the past few years, the number of people who work here has continued to grow, but we've downsized our product teams from three to two. At 37signals, both Basecamp and HEY are built by multiple teams of two using our Shape Up process. No feature takes more than 6 weeks to build, and each feature is assigned a maximum of two people: one designer and one programmer. And in more than a few cases, it may just be one person.

48 of 150

Cool Down

  • Duração: 2 semanas
  • Tempo para os devs "respirarem"
    • Corrigir bugs, refatorar, pagar dívida técnica, estudar

48

49 of 150

Shape Up: Resumo

  • Ideias interessantes:
    • Pitches: mais detalhados do que histórias de usuários
    • Track de shaping: liderada por um time de experts
    • Cool down
  • Ideias ainda não totalmente comprovadas:
    • Times pequenos ou muito pequenos
  • Pode valer a pena experimentar algumas dessas ideias

49

50 of 150

Exercícios

50

51 of 150

1. Qual a diferença entre a fase de shaping e o planejamento do sprint (sprint planning) em Scrum?

2. Qual a principal característica que torna Shape Up um método adequado para times remotos?

3. Pense em um pitch para um problema ou sistema. Descreva brevemente um “no-go” ou um “rabbit hole” (você escolhe) que deveria ser documentado neste pitch.

52 of 150

Engenharia de Software Moderna

O que é – e também o que não é – um MVP?

Prof. Marco Tulio Valente

https://engsoftmoderna.info/artigos/mvp.html

52

Licença CC-BY; permite copiar, distribuir, adaptar etc; porém, créditos devem ser dados ao autor dos slides

53 of 150

Conceito de MVPs: tremendo sucesso!

53

Lançado em 2011

54 of 150

MVP

  • MVP = experimento para testar uma ideia
  • Hipótese:
    • Minha ideia tem valor? Ela é útil?
    • Os clientes vão usá-la? Vão pagar por ela?
  • Objetivo de um MVP: descobrir se sua hipótese é verdadeira, de forma rápida e com o menor custo

54

55 of 150

Contexto de incerteza

  • MVP é indicado para contextos de incerteza
  • Não temos certeza se nossa ideia é viável
  • Logo, ela pode falhar, mas que seja então:
    • Uma falha rápida
    • Uma falha com um prejuízo pequeno

55

56 of 150

Alguns Tipos de MVP

  1. Landing page
  2. Mágico de Oz
  3. Concierge
  4. Simple App

56

57 of 150

(1) MVP Landing Page

  • Validação bem inicial, apenas para capturar “leads”
  • Tipo muito simples e menos poderoso de MVP

57

58 of 150

https://buffer.com/resources/idea-to-paying-customers-in-7-weeks-how-we-did-it/

Exemplo

59 of 150

(2) MVP Mágico de Oz

  • Backend manual (mas cliente não sabe disso)
  • Exemplo: EasyTaxi

59

60 of 150

(3) MVP Concierge

  • Atendimento todo manual
  • Sem nenhuma automação, nem no front, nem no backend
  • Você se apresenta para o cliente e se oferece para resolver o problema dele
  • Exemplo: sistema de caronas para alunos da UFMG
    • Primeiro MVP: processo manual via grupos do WhatsApp

60

61 of 150

Exemplo de MVP Concierge: Airbnb

  • Fundadores começaram alugando três colchões infláveis no próprio apartamento onde moravam em San Francisco
  • Aproveitaram uma conferência que ia ocorrer na cidade para atrair os hóspedes
  • Cuidaram de receber os hóspedes, pagamento, etc

61

62 of 150

(4) MVP do tipo “Simple App”

  • Exemplos anteriores não envolvem um sistema com frontend e backend
  • Porém, nada impede que você tenha um MVP com:
    • Um frontend simples
    • Um backend simples

62

63 of 150

MVP “Simple App”

  • Exemplo: Meta’s Threads (concorrente do Twitter)

63

  • Sem versão Web
  • Sem hashtags
  • Sem trending topics
  • Sem DMs
  • Sem timeline cronológica
  • Sem edição de posts

Julho 2023

64 of 150

Algumas perguntas sobre MVPs

64

65 of 150

Preciso me preocupar com qualidade de código?

65

66 of 150

Preciso me preocupar com qualidade de código?

  • Normalmente, ainda não.
  • Ou seja, ainda não é o momento de ser preocupar com:
    • Testes automatizados
    • Integração contínua
    • Padrões de projeto
    • Refatorações

66

67 of 150

Quanto tempo leva para construir um 1o MVP?

67

68 of 150

Quanto tempo leva para construir um 1o MVP?

  • Depende e varia muito…
  • Mas tem que ser rápido
    • Uma semana ou 10 dias
    • Duas semanas, no máximo

68

69 of 150

Usuários têm que pagar para usar o MVP?

69

70 of 150

Usuários têm que pagar para usar o MVP?

  • Sim, é importante exigir “comprometimento” dos usuários
  • Maior elogio de um cliente: “informar o cartão de crédito”

70

71 of 150

MVP é apenas para startups?

71

72 of 150

MVP é apenas para startups?

  • Não, MVPs é para testar ideias cuja viabilidade não é clara
  • Exemplo:
    • UFMG pode estar enfrentando um problema X
    • Para resolvê-lo, pensamos em construir um sistema Y
    • Porém, não temos certeza de que Y vai dar certo

72

73 of 150

Duas confusões que são comuns

73

74 of 150

  1. MVP ≠ 1a versão de um produto

74

75 of 150

MVP é um experimento (logo, pode falhar)

  • Ou seja:
    • Se existe um mercado certo
    • Se o cliente já te contratou e vai te pagar
    • Se você tem competência para desenvolver
    • Se o cliente sabe muito bem o que quer
    • Logo, não existe risco e não precisamos de MVP
  • Se já sabemos que vai dar certo, não é um experimento

75

76 of 150

(2) Definição do termo pivô

  • Um ciclo de validação de um MVP pode ter 4 resultados:
    • MVP → falhou, vamos desistir
    • MVP → sucesso, “Product Market Fit”
    • MVP → MVP + pequenos ajustes para um novo ciclo
    • MVP → MVP + grandes ajustes para um novo ciclo

76

Pivô

77 of 150

MVP1

MVP2

MVP3

MVP4

pivô

Validação

Market Fit

Produto

78 of 150

MVP1

MVP2

MVP3

pivô

Validação

Market Fit

Desistimos!

79 of 150

Comparação com pivô em basquete

80 of 150

Pivô ≠ restart

80

81 of 150

Tipos comuns de pivôs

  • Zoom-in (uma feature específica vira um produto)
  • Segmento de clientes
  • Aplicação para Plataforma
  • Tecnologia

81

82 of 150

Zoom-in: Flickr

  • Início: "online massive multiplayer role-playing game"
  • Feature para jogadores compartilharem fotos fez muito sucesso e virou o Flickr
  • Fickr: sistema para hospedagem e compartilhamento de fotos

82

83 of 150

Zoom-in: Slack

  • Caso parecido com o do Flick
  • Slack é um aplicativo de mensagens usado por empresas
  • Também "saiu" de um jogo de RPG online

83

84 of 150

Segmento de Clientes: Twitch

  • Objetivo: transmissões ao vivo (streaming)
  • Público inicial: amplo (justin.tv)
  • Depois: gamers (twitch.tv)

84

85 of 150

Aplicação para Plataforma: Shopify

  • De: uma loja online para alugar produtos para esquiar
  • Para: uma plataforma para hospedar lojas online

85

86 of 150

Tecnologia: Android

  • De: sistema operacional para câmaras
  • Para: sistema operacional para celulares

86

87 of 150

Exercícios

87

88 of 150

1. Nos seus primeiros dez anos de vida, a Netflix era uma empresa que entregava DVDs fisicamente pelo correio, já tendo nessa época centenas de milhares de assinantes. Então, em 2007, a empresa migrou para o serviço de streaming, tal qual usamos hoje. Você classificaria essa mudança como um pivô? Sim ou não? Justifique sua resposta.

2. Suponha que você planeja abrir uma empresa para entrega de comida pela Internet, em BH, e pretende, portanto, concorrer com empresas estabelecidas e conhecidas do ramo. A criação de um MVP seria recomendada nesse contexto? Sim ou Não? Justifique sua resposta.

3. Descreva um tipo de domínio (ou aplicação) para o qual é mais difícil e desafiador criar um MVP. Justifique sua resposta.

89 of 150

Engenharia de Software Moderna

Product Discovery: Uma Breve Introdução

Prof. Marco Tulio Valente

https://engsoftmoderna.info/artigos/product-discovery.html

89

Licença CC-BY; permite copiar, distribuir, adaptar etc; porém, créditos devem ser dados ao autor dos slides

90 of 150

Perguntas não respondidas por Scrum (clássico)?

  • Como escalar os times?
    • Uma resposta: Modelo Spotify
  • Como começar quando o risco é alto?
    • Uma resposta: MVPs
  • Como gerenciar o fluxo de demandas de features?
    • Uma resposta: atividades de product discovery

90

91 of 150

Dois tipos de empresas de software

  • Projeto
  • Produto

91

92 of 150

Empresas de projeto

  • Consultorias, agências, fábricas de software
  • Trabalham para um cliente, com um contrato
  • Cliente normalmente sabe o que quer…
  • Desenvolvem sistemas internos de tais clientes
  • Desenvolvimento tem início, meio e fim
  • Workshops de inception, histórias de usuários, etc
  • Cenário típico das décadas de 1990 e 2000

92

93 of 150

Empresas de produto

  • Empresas dirigidas por software e que nasceram digitais
  • Principal produto: um software
  • Desenvolvimento perpétuo: nunca termina…
  • Ficaram populares nos últimos 10-20 anos

93

94 of 150

Requisitos vs Hipóteses

95 of 150

Requisitos

  • Funcionalidades obrigatórias
  • Cliente tem certeza de que o sistema deverá ter essa funcionalidade
  • Faz mais sentido em projetos de software
  • Atividade: especificação de requisitos
  • Responsável: analista de requisitos (Waterfall) ou PO (Scrum)

95

96 of 150

Hipóteses

  • Muitas vezes, o cliente não sabe o que quer
  • Mais comum em empresas de produto (milhões de clientes)
  • Nestes casos, o termo requisito não faz muito sentido
  • Por isso, costuma-se usar o termo hipótese
  • Hipótese: achamos que o sistema deveria ter essa funcionalidade, mas não temos certeza
  • Atividade: Product Discovery
  • Responsável: Product Manager (PM)

96

97 of 150

Product Discovery

  • Atividades realizadas com o objetivo de descobrir o que de fato deve ser implementado.
  • Dada uma hipótese, descobrir se ela é:
    • Verdadeira ⇒ vai para o backlog do produto
    • Falsa ⇒ descartada e não perdemos mais tempo

97

98 of 150

Product Discovery

  • Objetivo: validar hipóteses
  • Como?
    • Entrevistas com usuários
    • Protótipos: figma, papel, navegáveis
    • Sessões de validação com usuários
    • Até MVPs (no caso de funcionalidades maiores)

98

99 of 150

Comparando com Waterfall e Scrum

  • Waterfall: analista de requisitos levanta completamente e inicialmente o que os clientes querem
  • Scrum: PO define e prioriza as histórias; fica disponível para explicá-las verbalmente durante o sprint
  • Discovery:
    • Não temos mais tanta certeza (“requisitos”)
    • Mas temos hipóteses, que precisam ser validadas

99

100 of 150

Problemas evitados com Product Discovery

  • Times e PO perderem o controle do backlog
  • Sistemas lotados de features, de pouco valor e uso

100

Figura meramente

ilustrativa

101 of 150

Como “plugar” Product Discovery em Scrum e Kanban

102 of 150

Dual Track Scrum

Discovery

Delivery

histórias de usuários

backlog do sprint

tempo

Backlog do

Produto

Negócio

Clientes

sprint

funcionalidades

Ideias, problemas, hipóteses

103 of 150

Upstream

Kanban

Trabalho sendo preparado

Downstream

Kanban

Trabalho em andamento

Backlog

Ideias

Análise

Validação

Backlog

Backlog

Especifi-cação

Implemen-tação

Revisão

Quadro do upstream

Quadro do downstream

104 of 150

Recomendações de Leitura

104

105 of 150

Exercícios

105

106 of 150

1. Além de ter sido feita com a mãe do entrevistador, qual o principal problema com a seguinte entrevista? (próxima página)

2. Descreva quatro perguntas mais importantes que o entrevistador deveria ter feito na entrevista anterior.

107 of 150

Son: Mom, mom, I have an idea for a business — can I run it by you?

Mom: Of course, dear.

Son: You like your iPad, right? You use it a lot?

Mom: Yes.

Son: So would you ever buy an app which was like a cookbook for your iPad?

Mom: Hmmm.

Son: And it only costs $40 — that’s cheaper than those hardcovers on your shelf.

Mom: Well...

Son: And you can share recipes with your friends, and there’s an iPhone app which is your shopping list. And videos of that celebrity chef you love.

Mom: Oh, well yes honey, that sounds amazing. And you’re right, $40 is a good deal. Will it have pictures of the recipes?

Son: Yes, definitely. Thanks mom — love you!

Fonte: The Mom Test: How to talk to customers & learn if your business is a good idea

108 of 150

Boas Práticas para Entrevistas (fonte: Deploy Empathy)

  • Deixe o entrevistado falar a maior parte do tempo (90%)
    • Use um tom de voz gentil e amigável
    • Use pausas, para forçar o entrevistado a falar
    • O expert é o entrevistado
    • Não interrompa e nunca corrija o entrevistado
    • Use palavras e termos simples

108

109 of 150

Boas Práticas para Entrevistas

  • Peça clarificações, mesmo quando não precisar
  • Use mirroring e sumários. Exemplo:
    1. Entrevistado: "Hoje foi um dia cansativo, tive 10 reuniões."
    2. Entrevistador: "Puxa, muito cansativo ter 10 reuniões!"

109

110 of 150

Boas Práticas para Entrevistas

  • Não explique suas intenções e nunca fique na defensiva
  • Pergunte sobre comportamentos, hábitos e gastos atuais ou passados.

110

111 of 150

Número e duração das entrevistas (fonte: Deploy Empathy)

  • Número de entrevistas: 5
    • Ou então: pare, quando começarem a se repetir
  • Duração:
    • 15 a 30 minutos
    • Dependendo do problema: 1 hora

111

112 of 150

Engenharia de Software Moderna

Design Thinking: Principais Conceitos e Atividades

Prof. Marco Tulio Valente

https://engsoftmoderna.info/artigos/design-thinking.html

112

Licença CC-BY; permite copiar, distribuir, adaptar etc; porém, créditos devem ser dados ao autor dos slides

113 of 150

Motivação

  • Temos um problema complexo e desafiador
    • Não temos uma ideia de como resolvê-lo…
    • Não temos ideia de um possível MVP
    • Pode ser que a solução não inclua software

113

114 of 150

Exemplos de Problemas

  • Universidade: como aumentar a participação dos alunos nas aulas online?
  • Editora: como aumentar o faturamento?
  • Hospital: como melhorar o atendimento dos pacientes?
  • Hotel: como aumentar a ocupação nos finais de semana?

114

115 of 150

Design Thinking

  • Abordagem muito conhecida para solução de problemas
  • Não apenas por meio de software
  • Inspirada em técnicas usadas por designers (desde 1960)
  • Promessa: gerar soluções criativas e inovadoras
  • Condução sempre por equipes multidisciplinares

115

116 of 150

Principais Atividades

  • Inspiração
  • Ideação
  • Implementação

116

117 of 150

Inspiração

  • Antes de mais nada é importante entender o problema
  • Como?
    • Visitar os locais
    • Entrevistar usuários
    • Observar usuários (estudos etnográficos)
    • No limite, se passar por um usuário

117

118 of 150

Inspiração: algumas técnicas

  • Observar e conversar com usuários extremos
  • Reframing: reformular o problema

118

119 of 150

Reframing

https://hbr.org/2017/01/are-you-solving-the-right-problems

120 of 150

Reframing

https://hbr.org/2017/01/are-you-solving-the-right-problems

121 of 150

Reframing

https://hbr.org/2017/01/are-you-solving-the-right-problems

122 of 150

Ideação

  • Atividade de geração e teste de ideias
  • Pensamento divergente e convergente

122

123 of 150

Ideação: Prototipação

  • Protótipos (mesmo que de baixa fidelidade)
  • Storyboards

123

124 of 150

Exemplo de Protótipo: Cozinhas do McDonalds

  • Na década de 40, antes de criar o McDonalds, os fundadores da empresa fizeram várias experiências com plantas de cozinha desenhadas com giz em uma quadra de tênis.

124

Fonte: The Founder movie, https://www.youtube.com/watch?v=F-7cjdtrQ9Y

125 of 150

Implementação

  • Após decidir por um protótipo “vencedor”, parte-se para a sua implementação

125

126 of 150

Comentário Final

  • Design Thinking é um processo aberto e criativo
  • Atividades não são sequenciais:
    • Pode-se voltar para uma atividade anterior
    • Repetir o ciclo
  • Atividades não tem duração pré-estabelecida
  • Equipe não tem tamanho e participantes pré-estabelecidos

126

127 of 150

Design Sprint

https://engsoftmoderna.info/cap3.html#construindo-o-primeiro-mvp

127

128 of 150

Design Sprint

  • “Design Thinking” com regras mais claras
  • Time-box: uma semana (2a a 6a feira)
  • Equipe: multidisciplinar
    • 7 pessoas
    • Incluindo um tomador de decisões e um facilitador

128

2016

129 of 150

Design Sprint

129

https://www.thesprintbook.com/the-design-sprint

Convergir Divergir Convergir

(objetivo) (soluções) (solução)

130 of 150

Engenharia de Software Moderna

Jobs to be Done (JTBD) Aplicado a Produtos de Software

Prof. Marco Tulio Valente

https://engsoftmoderna.info/artigos/jobs-to-be-done.html

130

Licença CC-BY; permite copiar, distribuir, adaptar etc; porém, créditos devem ser dados ao autor dos slides

131 of 150

Jobs to be Done (JTBD)

  • Teoria que explica porque clientes compram um produto
  • Clayton Christensen e colegas (2005)

131

132 of 150

JTBD: Ideia Central

  • Contratação não é explicada pelas funcionalidades de um produto ou software
  • Mas pelos “trabalhos” (jobs) que clientes precisam realizar
  • “Trabalhos”: demandas, necessidades, anseios, etc

132

133 of 150

Perguntas importantes em JTBD

  • Por que os clientes contratam nossos produtos?
  • Em quais circunstâncias?
  • Quais os problemas eles querem resolver?
  • Qual o progresso eles querem alcançar?

133

134 of 150

Exemplo: Milk-shakes matinais

  • McDonalds vendiam muitos milk-shakes no início da manhã
  • Entrevistas ⇒ clientes trabalhavam em outra cidade
    • “Contratavam” os milk-shakes para o seguinte “trabalho”: tornar a viagem menos tediosa
  • Como evoluir o produto milk-shake?
    • Drive-through, suporte para viagem, etc.

134

135 of 150

Exemplo: iPod (2001)

135

job to be done

136 of 150

Resumo Visual

136

137 of 150

137

Problema

Complexo

Não-estruturado

Negócio

Dinâmico

138 of 150

138

Problema

Solução

Design Thinking

139 of 150

139

Problema

Solução

Design Thinking

Inspiração:

  • Entrevista e observação de usuários
  • Se passar por um usuário
  • Reframing
  • Atenção aos usuários extremos

Ideação:

  • Pensamento Divergente
  • Pensamento Convergente
  • Prototipação e Testes

140 of 150

Relação entre DT e Discovery

140

141 of 150

141

Problema

Solução

Design Thinking

Discovery

Delivery

Backlog

sprints

sprints

sprints

sprints

142 of 150

Relação entre DT e MVPs

142

143 of 150

143

Problema

Design Thinking

Solução

144 of 150

144

Problema

Design Thinking

Solução

MVP

Solução

145 of 150

145

Problema

Design Thinking

Solução

MVP

Solução

Discovery

146 of 150

Relação entre DT e JTBD

146

147 of 150

147

Cliente

(no centro)

solução 1

solução 2

solução 3

solução n

Design Thinking

148 of 150

148

Cliente

(no centro)

Jobs to Be Done

solução

melhora um aspecto concreto da jornada do cliente

Trabalhos que o cliente realiza no seu dia a dia

149 of 150

Exercícios

149

150 of 150

1. Pense em um problema que possa se beneficiar do uso de Design Thinking:

  1. Descreva brevemente esse problema.
  2. Descreva três soluções para o mesmo.
  3. Escolha uma solução para ser prototipada. Como seria esse protótipo? Quem iria testá-lo?