A Revolução Puritana na Inglaterra
A Revolução Puritana, um período turbulento na história da Inglaterra, marcou o fim da monarquia absoluta e inaugurou uma nova era, moldada por conflitos religiosos, sociais e políticos. O presente estudo mergulha nas causas e consequências dessa revolução, que transformou para sempre o panorama inglês e teve impacto duradouro em outras nações.
por Fórmula Geo
O Contexto da Revolução
Ascensão dos Stuarts
Após a morte de Elizabeth I, o trono inglês foi passado para Jaime I, o primeiro da dinastia Stuart. Sua ascensão marcou um período de mudanças profundas, com o rei enfrentando desafios crescentes de grupos sociais emergentes.
A Burguesia e a Pequena Nobreza
Com o desenvolvimento comercial e o surgimento de novos mercados, a burguesia e a pequena nobreza ganharam importância, desafiando a autoridade tradicional da monarquia e da alta nobreza.
As Tensões Crescentes
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O comércio inglês prosperou, levando a um aumento nos preços e enriquecimento da burguesia. A alta nobreza e a coroa, no entanto, viram seus rendimentos estagnados.
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Jaime I tentou aumentar os recursos do Estado por meio de impostos não aprovados pelo Parlamento, intensificando a tensão entre a monarquia e os grupos emergentes.
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A perseguição religiosa a católicos e calvinistas, buscando fortalecer a Igreja Anglicana, gerou revolta, especialmente entre a burguesia e as camadas mais baixas.
O Reinado de Carlos I
Herança do Pai
Carlos I, filho de Jaime I, herdou as políticas do pai, o que intensificou a oposição ao rei. O Parlamento exigia mudanças na sociedade, no Estado e nas leis, mas Carlos se recusou a ceder.
O Início da Guerra Civil
A recusa de Carlos I em atender às reivindicações do Parlamento culminou em uma guerra civil em 1642, conhecida como Revolução Puritana, que dividiu a Inglaterra em dois campos opostos.
As Facções em Guerra
Os Realistas
O grupo dos realistas era formado por cavaleiros que apoiavam o rei. Eles eram grandes proprietários de terras e membros importantes da Igreja Anglicana.
Os Parlamentares
O grupo dos parlamentares, liderando a guerra contra o rei, era composto por duas facções: os puritanos e os presbiterianos, com diferentes visões políticas e sociais.
Os Puritanos: Cabeças-Redondas
Os puritanos, formados por membros da pequena nobreza, burgueses e camponeses, eram favoráveis à forma republicana de governo.
Conhecidos como Cabeças-Redondas, defendiam a reforma religiosa e uma sociedade mais justa, desafiando o poder absoluto do rei.
Os Presbiterianos
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Membros da aristocracia e da grande burguesia mercantil, os presbiterianos eram adeptos da monarquia constitucional.
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Defendiam a reforma religiosa, mas também a manutenção de uma estrutura monárquica, com limites claros para o poder real.
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Sua postura, apesar de crítica ao rei, não era tão radical quanto a dos puritanos, o que gerava divergências no movimento parlamentar.
A Vitórias dos Parlamentares
O exército parlamentar, liderado por Oliver Cromwell, um líder carismático e habilidoso, obteve vitórias significativas.
Cromwell, com sua força militar, conquistou apoio popular e impôs sua autoridade, consolidando o poder do Parlamento.
Em 1649, o rei Carlos I foi julgado e executado, marcando um ponto crucial na revolução e na história da Inglaterra.
A República de Cromwell
Commonwealth
Cromwell, após a execução do rei, estabeleceu uma república conhecida como Commonwealth, com ele como Lord Protector.
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Reformas
Cromwell implementou reformas, incluindo uma nova Constituição, com o objetivo de fortalecer o Estado e garantir a estabilidade.
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Conflitos Internos
A república de Cromwell enfrentou resistências internas, com divergências sobre o papel da religião e da política.
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Restauração da Monarquia
Em 1660, a monarquia foi restaurada com a coroação de Carlos II, filho de Carlos I, marcando o fim da república.
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Legado da Revolução Puritana
Impacto Político
A Revolução Puritana teve um impacto profundo na política inglesa. A monarquia absoluta foi abalada, dando lugar a uma nova ordem, com o Parlamento exercendo maior poder.
Mudanças Sociais
A revolução também moldou a sociedade inglesa, com a ascensão da burguesia e a diminuição do poder da nobreza. A Inglaterra se preparava para uma nova era, com o poder concentrado nas mãos do Parlamento.