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Produto Educacional

Gestão Democrática | Gestão Antirracista | Equidade | Formação em serviço

Coordenação Pedagógica Antirracista

No processo de articulação da implementação da Lei 10.639/2003 no chão da escola

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“A educação de um negro é o que hoje põe fogo nas fazendas!”

Elisa Lucinda Campos Gomes

Em entrevista à Rádio Espírito Santo FM 89.1, em 30 de abril de 2025.

Crédito/Foto: Fernando Madeira

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Descrição Técnica do Produto Educacional:

Autoria: Josimar Nunes Pereira de Freitas | Rosemeire dos Santos Brito�Nível de Ensino a que se destina o produto: Educação Básica. �Área de Conhecimento: Educação �Público-alvo: Professores(as) da Educação Básica | Coordenador(a) Pedagógico(a)�Categoria desse produto: Desenvolvimento de Formação em Serviço voltado a uso dos(as) Coordenadores(as) Pedagógicos(as).�Finalidade: Instrumentalizar e Engajar os(as) Coordenadores(as) Pedagógicos(as) para promoção de uma educação Antirracista.�Organização do Produto: O produto foi organizado em quatro conjuntos de slides, voltados ao uso em momentos formativos realizados pelos(as) e/ou com os(as) Coordenadores(as) pedagógicos(as): com conselheiros(as) escolares, país e/ou responsáveis; com equipe docente e servidores técnico-pedagógicos(as) e/ou terceirizados; curadoria com dicas de atividades e/ou fonte de informações sobre antirracismo.�Registro de propriedade intelectual: Ficha Catalográfica emitida pela Biblioteca Central da Universidade Federal do Espírito Santo. �Disponibilidade: Irrestrita, mantendo-se o respeito à autoria do produto, não sendo permitido uso comercial por terceiros. �Divulgação: Digital.�URL: Página do PPGPE: www.educacao.ufes.brProcesso de Validação: Validado na banca de defesa da dissertação.�Processo de Aplicação: Aplicado em formações realizadas à convite de escolas, e, no grupo de estudos no qual estão vinculados os autores do produto educacional. �Impacto: Alto. Produto elaborado a partir das necessidades dos(as) Coordenadores(as) Pedagógicos(as) da educação básica da rede estadual do Espírito Santo�Inovação: Alto teor inovativo. �Origem do Produto: Dissertação intitulada ”Articulação da educação antirracista pela coordenação pedagógica em escolas da rede estadual de ensino do Espírito Santo”.

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Material de uso irrestrito, mantendo-se o respeito à autoria do produto, não sendo permitido uso comercial por terceiros.

Autores

Josimar Nunes Pereira de Freitas

Rosemeire dos Santos Brito

Ano

2026

Revisão Geral

Rosemeire dos Santos Brito

Diagramação

Josimar Nunes Pereira de Freitas

Ferramentas

Plataforma de design gráfico gratuita Canva

Apresentações Google

Imagens:

Todas a imagens utilizadas são de domínio público

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AUTORES

JOSIMAR NUNES PEREIRA DE FREITAS

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4951880321655249 |ORCID: https://orcid.org/0009-0001-4398-9467

Mestrando no Programa de Pós-Graduação Profissional em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo- (UFES). É Bacharel (2017) e Licenciado (2015) em Geografia, pela Universidade Federal do Espírito Santo- (UFES). É Especialista em Coordenação Pedagógica e Supervisão Escolar (2022), pela Faculdade Venda Nova do Imigrante (FAVENI). Foi Professor Coordenador de Área (PCA), Coordenador de Turno e Coordenador Pedagógico (CP) na EEEFM Ana Lopes Balestrero. Atualmente, é professor de Geografia pela Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (SEDU/ES), na EEEFM Ana Lopes Balestrero, situada em Flexal I, Cariacica, Espírito Santo.

ROSEMEIRE DOS SANTOS BRITO

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3539192483058949 | ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8064-5367

É professora do Departamento de Educação, Política e Sociedade, do Centro de Educação da UFES - Universidade Federal do Espírito Santo, pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais - NEPE/UFES. É doutora em Educação, mestre em Educação, graduada e licenciada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo - USP.

Foto: Fernando Madeira | À Gazeta | 2025

Foto: Arquivo Pessoal | Facebook 2024

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Agradecimento à Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação (FAPES) pelo apoio à pesquisa e ao desenvolvimento do presente Produto Educacional.

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), conforme PARECER CONSUBSTANCIADO Nº: 7.239.087, e, autorizada pela SEDU/ES conforme protocolo nº 2024-77JWJ9.

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Produto Educacional

Gestão Democrática | Gestão Antirracista | Equidade | Formação em serviço

Coordenação Pedagógica Antirracista

No processo de articulação da implementação da Lei 10.639/2003 no chão da escola

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APRESENTAÇÃO DO PRODUTO EDUCACIONAL

FREITAS, Josimar Nunes Pereira de; BRITO, Rosemeire dos Santos. Coordenação Pedagógica Antirracista no processo de articulação da implementação da lei 10.639/2003 no chão da escola. 2026, 219f. Produto Educacional (Mestrado Profissional em Educação, Programa de Pós-graduação Profissional em Educação) - Centro de Educação, Universidade Federal do Espírito Santo, ES, 2026.

Este material didático é o desdobramento da pesquisa em nível de Mestrado intitulada “Articulação da educação antirracista pela coordenação pedagógica em escolas da Rede Estadual de Ensino do Espírito Santo”, desenvolvida no Programa de Pós-graduação Profissional em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo. Na oportunidade, o estudo teve o objetivo geral de compreender como tem sido o papel dos(as) coordenadores(as) pedagógicos(as) — CPs — no processo de articulação da implementação da Lei 10.639/2003 no contexto das escolas vinculadas à SRE Cariacica/ES. Quanto aos objetivos específicos: a) conhecer o perfil (raça/cor e formação) dos profissionais que atuam na coordenação pedagógica das escolas; b) investigar o nível de conhecimento que os gestores possuem acerca da Lei 10.639/2003 e das questões raciais na sociedade brasileira; c) verificar se estão sendo adotadas práticas de mediação pelos coordenadores pedagógicos junto à comunidade escolar para implementação da Educação para as Relações Étnico-Raciais no cotidiano escolar; d) estruturar um produto educacional a partir das demandas identificadas no contexto estudado.

Desse modo, este material didático tem o objetivo geral de apresentar a estruturação do produto educacional organizado com base nas entrevistas e nas percepções dos(as) autores(as) surgidas no decorrer do desenvolvimento da pesquisa. Na prática, trata-se da concretização de apontamentos surgidos com base nos resultados obtidos com a pesquisa. Destaca-se, no entanto, que este material não foi planejado com foco em ser a solução, mas sim ponto de partida para o enfrentamento das problemáticas identificadas. O que, em diálogo com Paulo Freire (1992), pode-se afirmar serem os apontamentos com vistas à consolidação de atos-limite diante das situações-limite, para assim favorecer que inéditos viáveis aconteçam.

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A pesquisa, do tipo estudo de caso (SARMENTO, 2011), foi realizada entre os anos de 2023 e 2025, na Rede Estadual de Ensino do Espírito Santo (REEES) sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo (SEDU/ES). Então, diante da estrutura organizacional da SEDU/ES, em 11 Superintendências Regionais de Educação (SREs), foi escolhida a Superintendência Regional de Educação de Cariacica, responsável pelo assessoramento das escolas públicas estaduais localizadas nos Municípios de Cariacica, Viana, Marechal Floriano e Santa Leopoldina.

Participaram da pesquisa na etapa de preenchimento do formulário online 22 (vinte e dois) Coordenadores(as) Pedagógicos(as), e da concessão de entrevistas, 04 (quatro). Em ambos os casos, o estudo obteve adesão de 80% do público-alvo. E, os dados foram tratados, e, analisados, com uso de estatística descritiva no caso das informações quantitativas, enquanto nos dados qualitativos foram aplicadas técnicas de análise de conteúdo, com destaque para a Análise Temática de Braun e Clarke (2006). Destaca-se ainda, que as análises qualitativas lançaram uso de estruturação de diferentes estratégias de apresentação, tais como nuvens de palavras, quadros e figuras ilustrativas. Além disso, as fontes documentais passaram por leitura analítica e entrecruzadas com os demais dados obtidos.

Os resultados indicaram que o racismo (MUNANGA, 2004), forma de manifestação preconceituosa de pensamentos que pré-julgam negras e negros, e atribuem concreta e simbolicamente características negativas, enquanto supervalorizam tudo aquilo que advém de brancos(as). Assim sendo, os dados indicaram que reprodução do discurso do Mito da Democracia Racial (SOUZA, 2021 ), elaborado ao longo de meados dos anos 1930 e se fortaleceu nas décadas seguintes, em que se afirmava inexistir desigualdades no Brasil entre negros(as) e brancos, na medida em que as oportunidades eram igualmente acessíveis a todos(as)(SANTOS, 2016). Todavia, o mito, ou seja, a assertiva de que essa afirmação não é verdade foi feita, e, academicamente comprovada, a partir de debates propostos por Florestan Fernandes, em meados de 1950 e décadas seguintes. E, comprovada também com estudos como de Carlos Hasenbalg (SANTOS, 2016), onde se verificou os impactos profundos do racismo em diversas dimensões da sociedade brasileira, ao se analisar a situação de negros(as) e brancos(as).

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No entanto, apesar de sucessivos estudos, com comprovação quantitativa e qualitativa, em outras palavras, com dados estatísticos e também com dados qualitativos obtidos em análises de entrevistas e outras técnicas qualitativas, indicando que o racismo é ainda uma realidade urgente de ser combatida, ainda há, entre a população brasileira, no cotidiano, a dificuldade de perceber. Em consequência disso, reproduzem falas afirmando que o racismo não mais existe. Ou, quando existe, não há quem esteja cometendo este crime.

Analisados o corpus de dados identificados ao longo da pesquisa, foi possível afirmar que nas escolas pesquisadas essas máxima se faz presente. E, ainda, que outras maneiras de prática e propagação do racismo seguem sendo mantidas e reproduzidas: o racismo recreativo (MOREIRA, 2019), por intermédio de piadas e demais formas de hostilização de negras e negros; o racismo institucional (ARAÚJO, 2015; FORDE, 2019, 2025; VINUTO, 2023), segundo o qual, pela omissão e/ou ação, as instituições reproduzem regras e/ou comportamentos/ações que contribuem para a manutenção e reprodução de situações de desigualdades entre negros(as) e brancos(as); No currículo e nas práticas pedagógicas, além de, em aspectos atitidunais de professores(as).

Em paralelo, o(a) profissional que teria a função estratégica de combater o racismo, através de seu direcionamento do trabalho junto à comunidade escolar, que são os(as) Coordenadores(as) Pedagógicas(as) (CPs) estão mergulhados, em razão de uma dinâmica institucional focalizada na gestão produtiva (SANDER, 2005) voltada à resultados imediatistas, em excesso de burocratização cotidiana. Na prática, o olhar neoliberal empresarial (FREITAS, 2012) alinhou uma série de dinâmicas no âmbito da SEDU/ES, que resulta numa sobrecarga burocrática, que inviabiliza o trabalho de planejamento dos(as) CPs. Tal fato, aliado ao pensamento de que o combate ao racismo não é exatamente o mais importante, haja vista que para quase um terço dos(as) profissionais, o racismo não está presente no currículo, nas práticas e/ou em atitudes própria e de demais membros da equipe, tem-se cenário favorável à manutenção dos racismos, inclusive, pela omissão e/ou morosidade institucional em garantir que no cotidiano o antirracismo seja, de fato, foco das ações pedagógicas.

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Por fim, com base nos resultados, foi possível atingir algumas conclusões e percepções. A primeira, é que o racismo institucional, segue sendo reproduzido. Entre outros motivos, favorecido pelo modelo de gestão adotada pela SEDU/ES, que cada vez mais tem buscado a transformação dos processos pedagógicos em ‘produtos’, ‘evidências’, resultados palpáveis em avaliações externas, tais como Programa de Avaliação da Educação Básica do Espírito Santo (PAEBES) e Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB). Com isso, criou-se dinâmicas internas voltadas à preparação dos(as) estudantes, ou melhor, treinamento para responder tais provas. Na prática, a contextualização críticas de muitos assuntos que contribuiriam no enfrentamento das desigualdades entre as minorias presentes na escola, como negros(as), indígenas, quilombolas, ciganos etc., acaba posto em segundo e/ou terceiro plano.

Em suma, há também ainda a subrepresentatividade de negros(as) nos espaços de poder, bem como conhecimento sobre questões raciais na sociedade brasileira entre os(as) CPs que carecem de intensificação de formações continuadas em serviço. Há, no entanto, avanços como a disponibilidade de formação online sobre o tema e materiais didáticos, todavia, conforme notado nos dados, sem que sejam utilizados no cotidiano.

A formação no Mestrado Profissional é comprometida com uma devolutiva prática ao contexto estudado. No desenrolar do estudo, os(as) participantes demonstraram alternativas, tais como: a) aproveitar os momentos oficiais em que os(as) responsáveis são coletivamente convocados à comparecer na escola, e separar continuamente parte da reunião, para abordar a temática do racismo, bem como a importância do planejamento de práticas pedagógicas que insiram, como destaca Forde (2019) o(a) negro(a) com igual relevancia em comparação aos brancos. Para que tenham suas histórias, culturas e a identidade seja positivamente fortalecidas; b) reforçar os impactos na formação integral, em suas diversas dimensões, da implementação da educação antirracista; c) Orientar para questões legais relacionada aos direitos da vítima e consequencias ao algoz, caso acontecam casos de racismo.

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Portanto, com base em tais apontamentos, e nas indicações dos(as) CPs:

[...] O desafio é ter um tempo maior para trabalhar os dados da escola[...] Ter tempo de ter tempo. Ou ter um tempo de qualidade, sem interferência para você continuar [...](CPbaobá,2025)

[...] Eu acho que você pode trazer sugestões para o meu trabalho. Tipo assim, você está fazendo assim, mas que tal se você fizesse assim? Um feedback do meu trabalho, me ajudaria muito como mobilizar os professores, por exemplo [...] (CPzacimba, 2025, grifos nossos).

[...] uma formação como produto, talvez. Mas eu te digo, acho que se a gente investir na busca de entender de uma forma mais histórica e crítica esse processo, acho que isso nos ajuda mais, entendeu? De ter esses professores que compreendam essa discussão é que quando for fazer essa discussão com os alunos, ela de fato tem um impacto nesse repensar dessa estrutura que está colocada [...] (CPubuntu, 2025,0grifos nossos)).

[...] Que partam de estudos de mestrado e doutorado. Que possam contribuir. Eu mesma busquei um artigo recentemente. Para contribuir. Numa discussão no processo formativo. E esse artigo. Ele veio falando um pouquinho. Sobre esse movimento interdisciplinar. A partir da Lei 10.639/2003. Então acho que é uma relevância muito grande. Para auxiliar nesse trabalho que é do CP. Que é formativo dentro do âmbito escolar [...] (CPsankofa, 2025, grifos nossos).

Aproximando essas contribuições dos(as) participantes do pensamento de hooks (2013) acerca da relevância de uma atuação engajada, e de Filice (2011) no que se refere à necessidade de que gestores(as) sejam proativos para que a Lei 10.639/2003 possa ser implementada, foi definido que o Produto Educacional, no sentido de favorecimento da prática pedagógica — que, no presente estudo, foca o olhar na articulação dos(as) CPs —, e considerando todos os desafios identificados, será focado em organizar três apresentações em slides com informações que visam proporcionar o uso em formação em serviço com a comunidade escolar. Ressalta-se que, inicialmente, foi cogitada a estruturação de um curso; todavia, segundo os(as) próprios(as) CPs, em relatos ao pesquisador, este formato de material pré-organizado tem maior potencial de, concretamente, ser implementado.

Material de uso irrestrito, mantendo-se o respeito à autoria do produto, não sendo permitido uso comercial por terceiros.

CPbaobá, CPzacimba, CPubuntu e CPsankofa são nomes fictícios usados para preservar o anonimato dos(as) entrevistados(as), conforme procedimentos éticos da pesquisa com seres humanos.

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O produto educacional aqui apresentado está estruturado em quatro blocos: o primeiro, destina-se a um conjunto de slides voltados à serem trabalhados com os(as) Coordenadores(as) Pedagógicos(as); o segundo, destina-se a um conjunto de informações organizadas para serem utilizadas em reuniões com professores, servidores técnico-adminstrativos e/ou terceirizados; o terceiro destina-se aos pais e/ou responsáveis legais, bem como nas reuniões do Conselho de Escola; o quarto, é formado por um conjunto de indicações práticas para serem utilizadas pelos(as) CPs e/ou indicadas aos docentes da instituição de ensino. O foco, em ambos os casos, é subsidiar o trabalho cotidiano, destacando-se, sempre, que se trata de um apontamento a ser adaptado em cada uma das realidades das instituições de ensino.

Ao longo dos slides, são inseridas orientações didáticas e práticas para o desenvolvimento da fala e da sequência didática. Ao acessar o arquivo, o(a) profissional poderá manipular o arquivo, inserindo e/ou retirando informações, conforme o contexto da instituição de ensino. As informações estão inseridas na opção ‘’anotações do apresentador”, na parte inferior da tela. Assim, no momento de realização da intervenção, é possível promover rodas de conversas e debates sobre o assunto, com respaldo de informações atualizadas sobre a discussão.

Esperamos que este material sirva como ponto de partida, e/ou, fortalecimento de ações já em curso, no sentido de potencializar e qualificar o debate quanto ao racismo e seus efeitos na escola e na sociedade. Por fim, destacamos que, a luta antirracista necessita ser contínua, engajada e compromissada com a construção de um modelo de sociedade que insira no centro do debate a importancia de entendermos nossas diferenças como algo que nos faz sermos ainda mais únicos e plurais, na medida que não nos torna melhores uns que os outros. E, como destaca Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (2022), o que importa é o objetivo de sociedade que o(a) profissional que está exercendo a função (professor, diretor etc.) possui, independente de sua raça/cor, pois o combate ao racismo é dever de todas e todos! E a equipe gestora das escolas necessitam estar alinhadas nesse sentido. De atuar para que as ações possam ser realizadas.

Material de uso irrestrito, mantendo-se o respeito à autoria do produto, não sendo permitido uso comercial por terceiros.

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Gestão Democrática | Gestão Antirracista | Equidade

Coordenação Pedagógica Antirracista

Diálogo com Responsáveis sobre Racismo e o papel da escola na luta antirracista

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Aos(às) Coordenadores(as) Pedagógicos(as), no diálogo com pais e/ou responsáveis:

Esta parte do produto educacional construído se propõe ser base para enriquecimento do trabalho específico do(a) Coordenador(a) Pedagógico(a) na escola, em momentos de formação realizadas com pais e/ou responsáveis. Foi pensado, planejado, estruturado e preparado para subsidiar os(as) Coordenadores(as) Pedagógicos(as) em reuniões e/ou plantões pedagógicos.

No decorrer das visitas de campo, durante a pesquisa, os(as) profissionais entrevistados(as) e demais pessoas presentes nas escolas, relataram que parte da dificuldade em temas relacionados à ERER está na resistência dos(as) responsáveis. Este fato também foi identificado durante ao longo do levantamento bibliográfico.

Assim, com objetivo de estruturar uma base para início e/ou potencialização de diálogos com as famílias sobre o racismo, bem como a importancia dos trabalhos pedagógicos focados em fortalecer as identidades dos estudantes, e, retomar assuntos relacionados à ancestralidade de estudantes negras, negros e indígenas, foi organizado a presente apresentação. Na oportunidade, foi estruturada sequência didática que focaliza em retomar o que é o racismo, seus impactos, bem como as diferenças entre a maneira de manifestação nos Estados Unidos da América (EUA), na África do Sul e no Brasil, enfatizando, portanto as especificidades brasileiras em todo o debate.

Por fim, são destacadas ações realizadas nas escolas, com objetivo de contribuir no enfrentamento ao racismo e fortalecimento das identidades negras no Brasil. Isso, pois, como maneira de explicitar aos(as) responsáveis o porquê de serem organizados determinados trabalhos nas instituições de ensino, e sua importância. Para além de ser simplesmente um cumprimento do que determina a lei.

Material de uso irrestrito, mantendo-se o respeito à autoria do produto, não sendo permitido uso comercial por terceiros.

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INÍCIO DA FORMAÇÃO

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O Racismo é:

Pensamento apriorístico, ou seja, que pressupõe a existência de diferença entre negros e brancos, em que brancos ocupam no imaginário posição de privilégio em termos concretos e simbólicos. Os aspectos negativos (morais, intelectuais, etc.) são a priori atribuídos a pessoas negras, enquanto brancos tornam-se referência positiva (MUNANGA, 2004; SANTOS, 2016).

É uma reprodução ideológica de que um grupo, em virtude de suas características físicas, culturais, regionais e morais seja superior a outro, como uma hierarquia a serviço dos privilégios de alguns e da subalternização de outros. (GOMES; RIBEIRO; FREITAS, 2024 p.170)

Material de uso irrestrito, mantendo-se o respeito à autoria do produto, não sendo permitido uso comercial por terceiros.

GOMES, Arilson dos Santos; RIBEIRO, Matil de; FREITAS, Tiago Morais de. Educação antirracista e ações afirmativas contra o crime perfeito. Argumentum, Vitória, v. 16, n. 2, p. 169-185, maio/ago. 2024.

MUNANGA, Kabengele. Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia. Cadernos PENESB - Programa de Educação Sobre o Negro na Sociedade Brasileira. [S.l: s.n.] v. 5, 2004

SANTOS, Sergio Pereira. Os “intrusos” e os “outros” quebrando o aquário e mudando os horizontes: relações de raça e classe nas ações afirmativas da Ufes. 1. ed. Curitiba: CRV, 2016. v. 1 (SANTOS, 2016)

Fonte: RepórterMT | 2017

Sergio Pereira do Santos (2016)

Kabengele Munanga (2004)

Fonte: U. Dettmar/SCO/STF| 2018

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Protesto contra integração nas escolas em 1960. O cartaz à direita, nas mãos de uma criança, diz: “Tudo que eu quero ganhar neste Natal é uma escola branca e limpa”. Fonte: Hypeness.

Fonte: Revista Quadrilátero| 2020

Racismo nos Estados Unidos da América (EUA)

Símbolo do Partido dos Panteras Negras: “Todo o poder para o povo”.

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Fonte: Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons| 2021

Racismo nos Estados Unidos da América (EUA)

Os ônibus tinham separações e o fundo era reservado aos negros. Caso os acentos estivessem ocupados, negros(as) eram obrigados a ceder o lugar à brancos(as).

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Fonte: Crédito: Domínio Público via Politize| 2023

Racismo nos Estados Unidos da América (EUA)

“O nome “Jim Crow” foi originado de um personagem de performances racistas do ator branco Thomas Dartmouth (1808-1860), por volta de 1832. Conhecido como “Daddy” Rice, ele fazia uso da blackface (pintar o rosto com tinta preta) em seus espetáculos, nos quais cantava e dançava, interpretando estereótipos de um escravo afro-americano e idoso. A palavra inglesa “crow” significa corvo, em alusão à cor escura.

O termo pejorativo e o personagem ficaram tão famosos que outros atores executaram o mesmo papel em diferentes teatros por todos os estados sulistas. O mais inacreditável é que o objetivo das performances era ridicularizar pessoas afro-americanas apenas em função do entretenimento e lazer branco.”

Fonte: https://www.politize.com.br/leis-jim-crow/ Acesso 15 set 20025

Cartaz de Thomas Dartmouth como o personagem “Jim Crow”.

“Jim Crow Laws | Leis Jim Crow”

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Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons| 2021

Representação visual dos estados dos EUA que usaram a lei Jim Crow

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Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons| 2015

Carolina do Norte, 1940: esta cafeteria possui duas portas de entrada, uma para os "brancos" e outra para os "de cor"

"brancos"

"de cor"

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Fonte: Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons| 2015

Os ambientes eram divididos em espaços onde apenas um grupo poderia estar, para evitar a mistura.

"brancos"

"de cor"

Racismo nos Estados Unidos da América (EUA)

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Alguns ativistas do Movimento Negro nos Estados Unidos.

William Edward Burghardt Du Bois

Rosa Louise Parks

Martin Luther King Jr.

Shirley Chisholm

Símbolo do Partido dos Panteras Negras: “Todo o poder para o povo”.

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Racismo na África do Sul

Fonte: https://brasilesco.la/b1439 Acesso: 15 set 2025.

“Os nacionalistas, portanto, chegaram ao poder em 1949. Com eles, surgiu uma nova palavra para designar o sistema de separação das raças: apartheid, ou “segregação” em africâner. O arquiteto dessa nova política, Hendrik Verwoerd, desenvolveu a idéia de separar o uso de locais públicos, como cinemas, restaurantes, hotéis e ônibus, entre integrantes de raças diferentes.”

Fonte: https://aventurasnahistoria.com.br/noticias/reportagem/cultura-segregacao-e-colonialismo-os-bastidores-do-apartheid.phtml Acesso 15 set 2025

Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons| 1960

Hendrik Frensch Verwoerd

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Racismo na África do Sul

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Apartheid Acesso: 15 set 2025.

Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons| 1960

“A Lei de Reserva dos Benefícios Sociais de 1953 possibilitou a divisão de locais públicos por raça. Esta placa encontrada numa praia de Durban, em 1989, indica – em inglês, africâner e zulu – se tratar de uma "área de banho reservada para uso exclusivo por integrantes do grupo racial branco".

Fonte: CIA - University of Texas - Perry-Castañeda map collection, Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=421222

“Bantustão: era um território segregado para negros na África do Sul e no Sudoeste Africano (atual Namíbia; na época, sob administração sul-africana), um dos pilares da política de apartheid adotada no final da década de 1940. Dez bantustões foram criados na África do Sul, e dez no Sudoeste Africano, com o propósito de concentrar os membros de grupos étnicos designados, tornando cada um desses territórios etnicamente homogêneo como base para a criação de Estados autônomos. “

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Apartheid Acesso: 15 set 2025.

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Racismo na África do Sul

Crédito: Domínio Público | Bettmann / Colaborador

Casas em Orlando, um distrito em Soweto, Joanesburgo, África do Sul, durante a era do apartheid, por volta de 1960".

Crédito: Archive Photos/Getty Images

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Crédito: Domínio Público

Racismo na África do Sul

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Nelson Rolihlahla Mandela

Crédito: Business And Leadership

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Racismo no Brasil

É um racismo de marca, que se manifesta associado à cor da pele (Nogueira, 2007), e, não na quantidade de dinheiro e/ou bens materiais que a vítima possui. O que tem feito, aliás, conforme destaca Lourenço (2024), com que a cor da defina limites que os corpos negros podem chegar.

Material de uso irrestrito, mantendo-se o respeito à autoria do produto, não sendo permitido uso comercial por terceiros.

NOGUEIRA, Oracy.. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem: sugestão de um quadro de referência para a interpretação do material sobre relações raciais no Brasil. Tempo Social, v. 19, n. 1, p. 287–308, jun. 2007.

Fonte: El Pais | 2021

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Racismo no Brasil

NOGUEIRA, Oracy.. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem: sugestão de um quadro de referência para a interpretação do material sobre relações raciais no Brasil. Tempo Social, v. 19, n. 1, p. 287–308, jun. 2007.

Fonte: Geledes.org.br | 2012

2012

1982

Fonte: Reprodução/ Biblioteca Nacional | 1982

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Racismo no Brasil

NOGUEIRA, Oracy.. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem: sugestão de um quadro de referência para a interpretação do material sobre relações raciais no Brasil. Tempo Social, v. 19, n. 1, p. 287–308, jun. 2007.

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1950

2005

2015

Dando a entender que a moça virou branca após se limpar com ele – o que passaria a mensagem de que a pele negra é suja, enquanto a branca seria limpa.

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Propaganda do governo do DF associa cabelo de homem negro a queimadas. 12 jul 2023

A cerveja Devassa teve uma propaganda acusada de sexista e racista, o que levou à abertura de um processo administrativo pelo Ministério da Justiça, em 2013.

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Crédito: Imagem Domínio Público

RACISMO RECREATIVO (MOREIRA, 2019)

Personagem Adelaide, interpretada pelo ator Rodrigo Sant’anna no humorístico Zorra Total

Ele deve ser visto como um projeto de dominação que procura promover a reprodução de relações assimétricas de poder entre grupos raciais por meio de uma política cultural baseada na utilização do humor como expressão e encobrimento de hostilidade racial. O racismo recreativo decorre da competição entre grupos raciais por estima social, sendo que ele revela uma estratégia empregada por membros do grupo racial dominante para garantir que o bem público da respeitabilidade permaneça um privilégio exclusivo de pessoas brancas (MOREIRA, 2019, p.95).

MOREIRA, Adilson José. Racismo recreativo. São Paulo: Pólen Editorial, 2019. 223p

Crédito: Mackenzie/Divulgação

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Crédito: Domínio Público

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Crédito: Alberto Henschel | século 19

Séc. 19

A arte de Debret, artista francês que retratava a sociedade escravocrata brasileira no século XIX.

2016

Babá empurrando carrinho de Bebê, durante manifestações em 2016

Crédito: Jornal Extra| 2016

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A escola:

Para Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (2022):

O papel da educação não é ferir, mas é proporcionar oportunidades de conhecimento uns dos outros. Oportunidades essas que nos permitam a construir em conjunto a partir das nossas diferenças, uma sociedade justa para todos (SILVA, 2022)

Material de uso irrestrito, mantendo-se o respeito à autoria do produto, não sendo permitido uso comercial por terceiros.

FUNDAÇÂO SATILLANA. Educação e Relações Étnico-Raciais no Brasil: #02 - 19 anos das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das relações Étnico-raciais. Entrevistada: Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva. Entrevistadora: Carolina Marcelino. Compasso Coolab, Set. 2022. Podcast. Disponível em: Disponível em <https://open.spotify.com/episode/3J1ovGv0GNhhg8kB1EfGja?si=SKZUGM3VSAqKhM4C-ohBLA&t=1020&pi=u-Ie8V8BB-Rlep > Acesso: 24 de abr de 2024.

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Segundo Nilma Lino Gomes (2003):

Na escola, não só aprendemos, mas também reproduzimos representações sobre o cabelo crespo e o corpo negro. Quais serão essas representações? Em que momentos aparecem e como elas aparecem? Como os sujeitos negros e brancos vivem esses processos dentro e fora da escola? Como tais representações se manifestam no currículo? Muitas vezes, esses processos delicados e tensos passam despercebidos pela escola, pelos profissionais da educação, e não constituem motivo de debates e estudos nos nossos cursos de formação de professores” (GOMES, 2003)

Material de uso irrestrito, mantendo-se o respeito à autoria do produto, não sendo permitido uso comercial por terceiros.

GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o cabelo crespo. Educação e Pesquisa, v. 29, n. 1, p. 167–182, jan. 2003. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1517-97022003000100012 Acesso: 14 set 2025

Crédito: Arquivo pessoal| 2025

Crédito: Portal G1

OU

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Material de uso irrestrito, mantendo-se o respeito à autoria do produto, não sendo permitido uso comercial por terceiros.

GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o cabelo crespo. Educação e Pesquisa, v. 29, n. 1, p. 167–182, jan. 2003. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1517-97022003000100012 Acesso: 14 set 2025

Crédito: SciELO

Crédito: Jornal Metrópoles

Crédito: Portal G1

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Educação das (e para) as Relações Étnico-raciais

É obrigatório conforme prevê as leis federais 10.639/2003 e 11.645/2008.

Cabe ao Estado promover e incentivar políticas de reparações, no que cumpre ao disposto na Constituição Federal, Art. 205, que assinala o dever do Estado de garantir indistintamente, por meio da educação, iguais direitos para o pleno desenvolvimento de todos e de cada um, enquanto pessoa, cidadão ou profissional.

É direito das negras, dos negros e indígenas se reconhecerem na cultura nacional, expressarem visões de mundo próprias, manifestarem com autonomia, individual e coletiva, seus pensamentos.

Material de uso irrestrito, mantendo-se o respeito à autoria do produto, não sendo permitido uso comercial por terceiros.

GOMES, Nilma Lino. Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o cabelo crespo. Educação e Pesquisa, v. 29, n. 1, p. 167–182, jan. 2003. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1517-97022003000100012 Acesso: 14 set 2025

Vamos falar sobre ERER?

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“[...] proporcionar oportunidades de conhecimento uns dos outros [...]” (SILVA, 2022)

Crédito: Prefeitura Municipal de Cariacica

Escola é o lugar de…

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“[...] proporcionar oportunidades de conhecimento uns dos outros [...]” (SILVA, 2022)

Escola é o lugar de…

“Incorporado originalmente ao carnaval de congo de Cariacica, a figura do mascarado equilibra fantasia e realidade da identidade folclórica da congada. Com o rosto coberto pela máscara e o corpo tapado com folhas de bananeira, o mascarado se junta ao cortejo acendendo o imaginário das rodas de congo.

Conforme os relatos dos mais antigos, no meio da procissão, negros e escravos (sic) colocavam máscaras para cobrir os rostos e até mesmo usavam meias nos braços para não serem identificados e, assim, participarem do cortejo. Com o tempo, transformou-se numa brincadeira e foi incorporada à tradição da festa folclórica.

O mistério do personagem está em não divulgar quem está por trás da máscara, sendo revelado somente ao final da apresentação. Antes, ainda com as tradições mais enraizadas, para conseguir que não fossem identificados, os mascarados se vestiam nas plantações de banana da zona rural do município.

A dança e irreverência dos mascarados acompanham o som dos tambores e a voz dos congueiros que entoam antigas canções para homenagear a padroeira do Espírito Santo, Nossa Senhora da Penha. A memória acompanha a história do congo da cidade, reforçada no ícone da manifestação popular representado pelo João Bananeira, chamado por alguns de Zé Bananeira.” Fonte: Prefeitura Municipal.

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“[...] proporcionar oportunidades de conhecimento uns dos outros [...]” (Silva, 2022)

Crédito: Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo (CCLB)

Pedro Álvares Cabral

Crédito: Antônio Parreiras - ARTExplorer., Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=10767955

Zumbi dos Palmares

Crédito: Domínio público

Dandara dos Palmares

Escola é o lugar de…

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“[...] proporcionar oportunidades de conhecimento uns dos outros [...]” (Silva, 2022)

Candomblé

Crédito: Brasil Escola

Islão

Crédito: Buala

Crédito: Brasil Escola

Catolicismo

Judaísmo

Crédito: Toda Matéria

Escola é o lugar de…

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Crédito: Brasil Escola

No entanto…

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Crédito: Brasil Escola

No entanto…

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No entanto…

Os textos continham mensagens extremamente racistas como:

Para comprar um negro, só com outro negro mesmo”, diz uma das mensagens.

“Quando mais preto, mais preju”, afirma outro aluno.

E a conversa segue com mais ofensas:

“Dou dois índios por um africano”, diz outra mensagem.

“Um negro vale uma bala”, continua outro.

Algumas mensagens ofendem Ndeye diretamente.

“Fede a chorume”, diz um.

E outro segue: “Escravo não pode. Ela não é gente”.

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No entanto…

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Possibilidades…

Ações que valorizem a contribuição de negros(as), indígenas, ciganos e demais minorias, a construção economica, social e cultural do Brasil.

Crédito: Instagram Josimar Nunes | @josimarnunes

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Possibilidades…

Ações que valorizem a contribuição de pessoas negras da região onde está localizada a escola.

Crédito: Instagram da escola EEEFM Ana Lopes Balestrero | @analopesoficial.alb

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Possibilidades…

Ações que valorizem a contribuição de pessoas negras da região onde está localizada a escola.

Crédito: Instagram da escola EEEFM Ana Lopes Balestrero | @analopesoficial.alb

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Possibilidades…

Abayomi, a boneca dos navios negreiros

“Produzida pelas mulheres, a partir das próprias vestes, abayomis distraíam as crianças sequestradas, em África, para a escravidão no Brasil.

Isso, pelo menos, é o que se conta… E é uma história bonita em meio à crueldade e à violência da escravização negra.

A palavra abayomi significa “encontro precioso” em yorubá, idioma original da Nigéria, o país mais populoso de África, na região Ocidental do continente…” (Fonte: Primeiros Negros)

abay = encontro e omi = precioso

Crédito: Siomara | Feitos Perfeitos

Fonte: Crédito: Domínio Público via Wikimedia Commons| 2010

Fonte: https://primeirosnegros.com/abayomi/ Acesso: 16 set 2025.

REPRESENTATIVIDADE

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Possibilidades…

Fonte: Crédito: Domínio Público

Trabalhar a representatividade em diferentes espaços e dimensões da sociedade.

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Crédito/Imagens: Instagram escola CEEFTI Presidente Castelo Branco | Agosto 2024

“Um Relato de Experiência do Slam como Ferramenta Pedagógica da Educação Antirracista, apresenta uma prática inovadora no ensino fundamental, utilizando o slam como instrumento de expressão e empoderamento dos estudantes.” (SANTOS et al., 2025)

Possibilidades…

Ações articuladas entre diferentes disciplinas, que, fortalecem, interdisciplinarmente a ERER.

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Fonte: @serantirracista | Instagram

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PIZA, Edith; ROSEMBERG, Fúlvia. Cor nos censos brasileiros. Revista Usp, São Paulo, n.40, p. 122-137, dezembro/fevereiro 1999. Disponíve em: < https://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/28427/30285/33144 > Acesso em: 25 jun. 2024.

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PIZA, Edith; ROSEMBERG, Fúlvia. Cor nos censos brasileiros. Revista Usp, São Paulo, n.40, p. 122-137, dezembro/fevereiro 1999. Disponíve em: < https://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/28427/30285/33144 > Acesso em: 25 jun. 2024.

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PIZA, Edith; ROSEMBERG, Fúlvia. Cor nos censos brasileiros. Revista Usp, São Paulo, n.40, p. 122-137, dezembro/fevereiro 1999. Disponíve em: < https://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/28427/30285/33144 > Acesso em: 25 jun. 2024.

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PIZA, Edith; ROSEMBERG, Fúlvia. Cor nos censos brasileiros. Revista Usp, São Paulo, n.40, p. 122-137, dezembro/fevereiro 1999. Disponíve em: < https://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/28427/30285/33144 > Acesso em: 25 jun. 2024.

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PIZA, Edith; ROSEMBERG, Fúlvia. Cor nos censos brasileiros. Revista Usp, São Paulo, n.40, p. 122-137, dezembro/fevereiro 1999. Disponíve em: < https://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/28427/30285/33144 > Acesso em: 25 jun. 2024.

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PIZA, Edith; ROSEMBERG, Fúlvia. Cor nos censos brasileiros. Revista Usp, São Paulo, n.40, p. 122-137, dezembro/fevereiro 1999. Disponíve em: < https://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/28427/30285/33144 > Acesso em: 25 jun. 2024.

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PIZA, Edith; ROSEMBERG, Fúlvia. Cor nos censos brasileiros. Revista Usp, São Paulo, n.40, p. 122-137, dezembro/fevereiro 1999. Disponíve em: < https://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/28427/30285/33144 > Acesso em: 25 jun. 2024.

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Material de uso irrestrito, mantendo-se o respeito à autoria do produto, não sendo permitido uso comercial por terceiros.

PIZA, Edith; ROSEMBERG, Fúlvia. Cor nos censos brasileiros. Revista Usp, São Paulo, n.40, p. 122-137, dezembro/fevereiro 1999. Disponíve em: < https://www.revistas.usp.br/revusp/article/download/28427/30285/33144 > Acesso em: 25 jun. 2024.

É fundamental para a criação de políticas públicas eficazes, como ações afirmativas e programas sociais, que buscam garantir mais oportunidades, acesso e justiça para esses grupos, promovendo um mapeamento preciso das necessidades da população e impulsionando a construção de uma sociedade mais equitativa.

(Professor Mestre Bira)

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Caminhos que nós, na escola, seguimos.

A oportunidade de conhecer outras histórias.

Oportunidade de conhecer o máximo de culturas e histórias possíveis.

Tudo isso contribui para que, na escola, possamos, juntos(as) demonstrar para os(as) estudantes, que a diversidade é o que nos torna únicos.

Fonte: Crédito: Domínio Público

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Fonte: Imagem gerada por Inteligência Artificial no Canva, aplicativo “Midia Magia”.

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REFERÊNCIAS

FILICE, Renisia Cristina Garcia. Raça e classe na gestão da educação básica brasileira: a cultura na implementação de políticas públicas. 1.Ed. Campinas: Autores Associados, 2011. 340p.

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FORDE, Gustavo Henrique Araújo. Racismo institucional: o modo como definimos também define como agimos. A Gazeta, Vitória, 18 ago. 2025. Disponível em: https://www.agazeta.com.br/artigos/racismo-o-modo-como-definimos-tambem-define-como-agimos-0825 . Acesso em: 24 ago. 2025.

FORDE, Gustavo Henrique Araújo.“Vozes Negras” na história da educação: racismo, educação e movimento negro no Espírito Santo (1978-2002). 2ªed.Campos dos Goytacazes: Brasil Multicultural, 2019. 304p.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: Um reencontro com a Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992. 127p. Disponível em < https://pibid.unespar.edu.br/noticias/paulo-freire-1992-pedagogia-da-esperanca.pdf/view > acesso 15 nov. 2024.

FREITAS, Luiz Carlos de. Os reformadores empresariais da educação: da desmoralização do magistério à destruição do sistema público de educação. Educ. Soc., Campinas, v.33, n 119, abr-jun, 2012, p.379-404. Disponível em < https://www.scielo.br/j/es/a/PMP4Lw4BRRX4k8q9W7xKxVy/?format=pdf&lang=pt > Acesso 18 jun. 2024

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REFERÊNCIAS

GOMES, Nilma Lino. O Movimento Negro educador: saberes constituídos nas lutas por emancipação. 1.ed. Petrópolis: Editora Vozes, 2017. 7ª reimpressão.

HASENBALG, Carlos Alfredo. Discriminação e desigualdades raciais no Brasil. . 1. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1979. v. 1.

HOOKS, bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. Marcelo Brandão Cipolla. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2013 - (hooks, 2013)

INSTITUTO UNIBANCO. Caderno da Gestão Escolar para Equidade. 1.ed. 2022, 162p. (INSTITUTO UNIBANCO, 2022)

LEMOS, Michel de Oliveira. A ausência da Pedagogia na Coordenação Pedagógica de Escolas Públicas Estaduais de São Paulo: Implicações na atuação dos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. 2023. 1–202 f. Dissertação – Universidade Federal de São Paulo, Guarulhos, 2023. Disponível em: <https://acrobat.adobe.com/id/urn:aaid:sc:VA6C2:e58a0b33-df7a-4e14-9e04-41d5467e4177 >. Acesso em: 11 abr. 2024.

MACIEL, Cleber. Negros no Espirito Santo. Organizada por Osvaldo Martins e Oliveira. 2ª edição. Espirito Santo: Secretaria de Estado da Cultura; Arquivo Público do Estado, 2016.

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