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A História do Ataque Pirata que Matou o Fundador de Florianópolis

Quem vê os barcos piratas que promovem passeios turísticos por Florianópolis no verão não imagina que piratas de verdade já navegaram pelas águas que circundam a Ilha de Santa Catarina. Uma das histórias mais conhecidas é a do ataque pirata que matou Francisco Dias Velho, fundador da cidade, e quase destruiu o povoado no século 17.

Apesar de não ser muito conhecida pelos habitantes da Capital, a história do assassinato de Dias Velho dentro da igreja que deu lugar à Catedral de Florianópolis é digna de livros de aventura, com elementos de vingança, saques e destruição que marcaram para sempre a história da cidade.

por Fórmula Geo

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O Bandeirante que Fundou Nossa Senhora do Desterro

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Chegada à Ilha

A chegada de Dias Velho, um bandeirante vicentista, ocorreu na segunda metade do século 17 (por volta de 1675, segundo alguns autores).

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Estabelecimento do Povoado

Ele trouxe filhos, cerca de 100 indígenas escravizados e a família de um agregado, José Tinoco.

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Construção da Igreja

Na região onde hoje fica a Praça XV, no Centro da Capital, Dias Velho estabeleceu plantações, ergueu casas e construiu uma igreja de pedra e cal, que dedicou à Nossa Senhora do Desterro.

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A Ilha como Ponto Estratégico

Localização Privilegiada

Desde o descobrimento, a Ilha já era um ponto estratégico para embarcações que seguiam rumo à Bacia do Prata, servindo como local de parada e abastecimento.

Interesse das Potências

A posição geográfica da Ilha atraía o interesse de várias potências europeias, incluindo portugueses, espanhóis, ingleses e franceses, que disputavam o controle das rotas marítimas.

Vulnerabilidade

A mesma importância estratégica tornava a Ilha vulnerável a ataques de corsários e piratas que navegavam pelo Atlântico Sul em busca de riquezas e provisões.

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O Primeiro Encontro com os Corsários

Chegada dos Corsários

Em 1686, corsários aportaram na região de Canasvieiras, no norte da Ilha. Não é claro se eram ingleses, belgas ou holandeses, mas alguns autores afirmam que o capitão era o inglês Thomas Frins.

Captura por Dias Velho

O bandeirante capturou os corsários que haviam atacado outras vilas brasileiras antes de ancorar no Norte da Ilha.

Confisco da Carga

Dias Velho enviou os prisioneiros para Santos e guardou parte da carga de prata confiscada, o que seria o estopim para a vingança futura.

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O Ataque de Vingança

Retorno dos Corsários

Em 1687, um navio corsário voltou a aportar na atual Beira-Mar Norte, possivelmente a mesma tripulação capitaneada por Thomas Frins.

Ataque ao Povoado

Os corsários atacaram o povoado de Dias Velho, motivados pela vingança pela captura anterior e pela prata confiscada.

Refúgio na Igreja

O bandeirante e seus agregados resistiram, refugiando-se na igreja que ele mesmo havia mandado construir.

Assassinato

Dias Velho foi morto dentro da igreja, possivelmente defendendo a prata que havia escondido atrás do altar.

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As Consequências do Ataque

Saque e Violência

Os piratas roubaram a prata, estupraram mulheres da vila e fugiram em seguida.

Abandono do Povoado

Com o tempo, os filhos do fundador acabaram por mudar-se para São Paulo.

Ilha Semideserta

Por algumas décadas a Ilha ficou semideserta, com escassos moradores.

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Relatos Históricos da Ilha Após o Ataque

Relato de Amédée François Frézier

Em 1712, décadas após o ataque, o navegador francês encontrou na Ilha apenas "15 sítios habitados por 147 brancos, alguns índios e negros libertos, dos quais uma parte acha-se dispersa pela orla da terra firme".

Condições de Vida

"Satisfazem-se com o vestuário de uma camisa e um par de calças; os mais distintos usam também um paletó de cor e um chapéu: quase ninguém usa meias ou sapatos", escreveu Frézier em seu livro publicado na França em 1716.

Escassez de Recursos

"Encontram-se eles em tão grande carência de todas as comodidades da vida que, em troca dos víveres que traziam a nós não aceitavam dinheiro, dando mais importância a um pedaço de pano ou fazenda para se cobrir."

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O Renascimento do Povoado

Florianópolis Atual

Capital turística e cultural

Colonização Açoriana

Chegada dos primeiros colonos em 1748

Elevação à Vila

Nossa Senhora do Desterro em 1726

Apesar da destruição causada pelo ataque pirata, o povoado resistiu e se reergueu. Em 1726, Nossa Senhora do Desterro foi elevada à categoria de vila, marcando o início de sua recuperação. A chegada dos primeiros colonos açorianos em 1748 trouxe novo fôlego ao local, estabelecendo as bases culturais e populacionais que ajudariam a formar a identidade da futura Florianópolis.

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Homenagens ao Fundador

Estátua no Centro

Francisco Dias Velho é homenageado com uma estátua ao lado do elevado que também carrega o seu nome, no Centro de Florianópolis.

Obelisco na Beira-Mar Norte

Um obelisco na Beira-Mar Norte também homenageia o fundador da cidade, marcando sua importância histórica para a capital catarinense.

Brasão do Município

A figura de Dias Velho está presente no brasão do município de Florianópolis, eternizando sua memória como fundador e personagem central na história da cidade.

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O Legado de Dias Velho e a "Ilha da Magia"

1675

Fundação

Ano aproximado da chegada de Dias Velho à Ilha

1687

Ataque Pirata

Ano do assassinato do fundador

338

Anos de História

Tempo desde a fundação até hoje

Hoje, mais de três séculos depois, a história do ataque pirata e da morte de Francisco Dias Velho permanece como um marco na fundação de Florianópolis, sendo mais uma das inúmeras lendas que circundam a "Ilha da Magia". O episódio trágico, que quase significou o fim do povoado, acabou se tornando parte fundamental da identidade histórica e cultural da cidade.