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Paiinell FEGADAN 2022 / 2024

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Painel FEGADAN 2022 / 2023

Objetivos:

Art. 2º – O Festival tem por objetivos: I – Valorizar as pesquisas de João Carlos Paixão Côrtes e Luiz Carlos Barbosa Lessa, que resultaram em uma série de obras que descrevem o bailar, o vestir e a forma de tocar e cantar as músicas das danças tradicionais gaúchas. II - Incentivar a pesquisa para o

palestras e encontros,

aprimoramento sobre nossa cultura, promovendo cursos,

com a finalidade de difusão do

conhecimento sobre as formas de bailar as danças gaúchas, mantendo uma perspectiva que vá além da arte de dançar, alcançando outras esferas do folclore, englobando dança folclórica e tradicional do homem rural, seus usos e costumes, o ambiente em que vivia, etc. III - Promover o intercâmbio cultural e artístico entre as formas de serem realizadas as danças tradicionais gaúchas. IV - Promover a harmonia, a integração e o respeito evitando-se a projeção da vaidade e o personalismo entre os participantes.

das danças tradicionais gaúchas, primando pela espontaneidade no bailar, baseando-se nas obras publicadas por Luiz Carlos Barbosa Lessa e João Carlos D´Ávila Paixão Côrtes, bem como em seus ensinamentos ministrados em cursos.

V - Valorizar o artista amador do Rio Grande do Sul, evitando atitudes pessoais ou coletivas que deslustrem os princípios de formação moral do povo gaúcho. VI - Credenciar os vencedores do festival, nas diversas modalidades, a se apresentarem nos eventos oficiais do MTG e representarem o Estado nos eventos nacionais e internacionais, quando convidados, preservando a autenticidade a fim de representar a modalidade. a) A representação do

MTG/RS será exercida exclusivamente por

entidades cujas filiações pertençam ao MTG/RS. Finalidade:

O Festival Gaúcho de Danças (FEGADAN) tem por finalidade a preservação, valorização e divulgação

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Citações extraídas do livro Danças e Dançares, sobre jurados/avaliadores

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JURADOS / AVALIADORES

É imprescindível que o caráter de cada jurado esteja livre de “corporativismo comadresco” ou de eventuais “paixões tendenciosas” que ferem a idoneidade dos que trabalham com seriedade as danças e que agridem a inteligência dos que têm elevados princípios de honestidade.

O ajuizamento deve estar alicerçado em fundamentação, discernimento, equilíbrio e consciência do que é o Puro; da autenticidade da nossa Arte Nativa Campestre, e que, ao final, tenha o avaliador, a postura de um jurista, de um magistrado, evitando sair bancando o “bonzinho” para este ou aquele grupo, ou com informações veladas de companheiro de julgamento, que discordou do seu ponto de vista.

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JURADOS / AVALIADORES

Um ajuizador deve estar sedimentado na VERDADE da Ciência Folclórica e da Etnografia, (...)

O corpo de jurados deve envolver figuras que tenham realmente vivência dos valores espirituais e materiais, transmitidos coletivamente; conhecimento da área musical; da poética; da coreografia; do canto, do vestir, enfim versadas sobre costumes rio-grandenses, e não simplesmente gauchinhos bailarinos de tablados festivos, ou musicistas alheios aos nossos genuínos hábitos e cantares rurais.

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JURADOS / AVALIADORES

Árbitro conceituado, tradicionalista de escola, ajuíza fundamentando em investigação técnica de pesquisa; em conhecimento sobre autêntica manifestações do homem-folk; em verdadeiras expressões nativas documentais, em genuínos registros musi-coreográficos e em textos e obras editadas e analisadas, por investigadores sérios.

(...)

O que se espera (do jurado/avaliador) é capacitação de ajuizamento cultural e não ser somente veterano tradicionalista.

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JURADOS / AVALIADORES

Muitos jurados têm sua ótica só voltada para o pictórico, o fantasioso, o efeito plástico, etc., com prejuizo do autóctone, do original, do puro.

Alerte-se, no entanto: o BELO tem lugar em qualquer instante.

Aliás, já está na hora de saber-se, de forma consciente, quem é quem, pois há muita gente brincando de “fazer tradição”... São os conhecidos "embandeirados" que querem figurar no cimo dos acontecimentos a qualquer preço agitando-se por todos os lados, só atendendo os “ventos” que sopram ao encontro dos seus interesses pessoais privados, frequentemente alheios a consciência dos rumos dos quadrantes da verdade.

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JURADOS / AVALIADORES

Jurado que não for cônscio da importância do enroupar típico, na dança regional, será mais um dos tantos, no contexto de julgamentos infundados… Não lê, não documenta, e muito menos, escreve e preenche uma ficha de avaliação de um concurso, com critério. Vive do ócio, do NADA!

(...)

É só lastimar, lastimar…Também os ‘palpiteiros’ que andam soltos por aí e não passam de ‘eu acho isto’, ‘eu acho aquilo’... São os conhecidos ‘achistas’ da querência que se louvam só de evasivas! Não enxergam os destacados valores subjetivos que a dança oferece à interpretação e que devem ser avaliados e ajustados aos qualitativos das demais facetas artísticas do tema.

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JURADOS / AVALIADORES

Buscar o esclarecimento de onde, como, quando e dos porquês das danças gaúchas, assim como sua correção, avaliação e desenvolvimento, partindo de conceituadas pesquisas antigas, de documentação fundamentada e de demonstrações “AO VIVO”, despidas de falsas evoluções ou “modernas” interpretações, ou ainda, de “criações” deturpadas do nosso folclore, ministradas em cursos por “professores”, preocupados quase exclusivamente com “figuras exóticas”, para efeito de aplauso público, mas sem substrato algum de VERDADE e alóctone à cultura artística gauchesca.

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JURADOS / AVALIADORES

A necessidade de critérios uniformes pelas capacitadas e atualizadas pessoas que compõem as comissões julgadoras, através de conceitos fundamentados e reconhecidamente válidos, não impondo posições traduzidas na restrita expressão “Pode” ou “Não Pode”, sem a devida explicação, pois então o erro, jamais findará.

A fundamentação de uma ficha de julgamento e sua correta avaliação por um jurado, está ligada intimamente ao seu conhecimento CULTURAL e não somente a um registro numérico de pontuação convencional.

Esquece-se na dança o aspecto subjetivo da interpretação do tema coreográfico acrescido da expressão artística. O problema dos Concursos de Danças é mais de ordem de conceituação do que de regulamentação.

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Dança

Interpretação

Harmonia

Coreografia

Obras/ conhecimento

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

Música

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Dança

Interpretação

Harmonia

Coreografia

Obras/ conhecimento

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

Música

Indumentária

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Dan

Interpretação

Harmonia

Coreografia

Música

Obras/conhecimento

Paixão Côrtes

Indumentária

Dança

Interpretação

Harmonia

Coreografia

Obras/conhecimento

Paixão Côrtes

Música

Indumentária

Dança

Interpretação

Harmonia

Coreografia

Música

Obras/conhecimento

Paixão Côrtes

Indumentária

ça

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Dançar

Dançar é um exercício físico e mental em que se deseja harmonizar os movimentos corporais ao ritmo da música e cujo tema deve estar em sintonia com o estágio psicossocial e cultural do indivíduo, sem que se perca de vista a estética.

Para nós, o ato de dançar não abrange unicamente uma manifestação morfológica, traduzida pela gestualidade do corpo, nem só pelo passo, mas, destacadamente pelo aspecto de envolvimento psíquico do bailarino no espaço.

“Descubra a mensagem que a dança traduz e lhe dê alma, com a pujança de seu coração. Se não, você será um eterno dançante vazio... ”

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Interpretação

da dança é da maior

A interpretação validade. Pois

importância e traduz a expressão da vida, de uma

coletividade; a característica de uma época, o desenvolvimento sóciocultural de uma comunidade, etc, enfim, o folk, que é o próprio sentir e agir natural do povo.

A interpretação destaca a personalidade do bailarino e projeta sua postura na dança.

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Interpretação

Merece que o dançante busque o espírito da dança; se ela está sedimentada em raízes cerimoniais ou brejeiras; se atende ao enfoque religioso ou profano; se ela é lúdica ou não; se austera ou alegrete; se exprime funcionalidade ou ela é amorosa; a que nível social se popularizou, etc., tudo isto, traduzido em momentos coreográficos de puro e elevado dançar, acima da obrigação de dançar, banindo- se a fadiga mental ou física da exaustão dos executantes.

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Harmonia

Uma intensa velocidade de ação, nem sempre significa beleza e harmonia de conjunto, especialmente quando se foge da espontânea e normal característica da dança folclórica, tornando esta, com frequência, desvairada e seus dançarinos enlouquecidos, ou marionetizados, numa falsa concepção de dinamismo e numa malsã coreografia.

Baralha-se o sublime, o belo com o malabarismo ou virtuosismo.

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Coreografia

O dançarino consciente não está preso à egolatria das figuras-passos e sabe suficientemente discerni-las.

O importante é que preservemos nossas verdadeiras raízes e não nos percamos num limitado mundo de só aplicação técnica ("mãozinha pra cá", "mãozinha pra lá", "pezinho pra frente", "pezinho pra trás", etc.), sem sentimento nativo, sem vida e circunscrito a uma mediocridade de alma, não condizente à grandiosidade da gente gaúcha.

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Música

“É salutar para uma compreensão mais adequada das descrições coreográficas aqui constantes, que o ensinador das danças, tenha apreciável conhecimento musical, a fim de que se conceitue melhor os passos do tema ao número de compassos musicais circunstancial à prosódia, dentro de uma adequada postura corporal, e assim venha tornar o espírito do motivo coreográfico plenamente artístico, fugindo de autômatos e robotizadas representações.” p. 12

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Música

“Se na dança é significativa a fidelidade descritiva da coreografia; a interpretação gestual dos sapateio e figuras; o típico vestuário folclórico; o correto instrumental sonoro e de execução vocal, é chegado o momento, dentro do Movimento Tradicionalista Gaúcho, de destacarmos a importância da música no contexto da mensagem que cada dança traduz (material e espiritual), e fugindo de transmissões auditíveis desfigurantes e comprometedoras à Cultura Gaúcha.” p. 12

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Música

“Diz-se: 'que se dança conforme a música se toca'.

Há, no sentido musical, uma certa abrangência generalizada de correspondência do ciclo de uma música que se executa com a respectiva dança que se baila" p. 2

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Música

“Em nossas investigações sobre a maneira de cantar composições do período fandanguista, encontramos com freqüência, informantes vivos que aprenderam de velhos violeiros guascas, a forma de interpretar as características “cantilenas” desse ciclo, não só a solo como também em dueto, isto é, em dupla: um fazendo a 1ª voz e outro a 2ª predominando o intervalo musical de 3ª. A singeleza de vozes unissonantes não eram estranhas.” p. 8

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Avaliação

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Interpretação

Interpretação e Expressão do Dançante com o Par - os dançantes interagem entre si. A ação de dançar é mútua e compartilhada. "Diálogo dos olhares, reciprocidade, condução, intencionalidade."

Representatividade Grupal - o grupo está coeso, interagindo como um agrupamento social em sintonia de confiança. (O grupo se conhece e transmite segurança grupal) (âmbito artístico/projeção folclórica)

Interação Grupal com a Música - os dançantes interpretam traduzindo o tema, envolvidos e enlevados pela música proposta pelo grupo. A música possui capacidade estética de traduzir os sentimentos, atitudes e valores culturais de um povo ou nação, portanto a interpretação e postura do corpo de baile deve ser condizente com o tema musical - dança-se conforme a música.

Características Interpretativas da Geração - movimentação gestual - corporal e facial - da dança está de acordo com o descrito sobre a geração ou hibridismo no qual está compreendida a temática.

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Harmonia

Harmonia grupal - pares harmônicos, pois todos estão seguindo a mesma melodia rítmica e com coerência interpretativa entre si. - Não se deve sacrificar o natural, o espontâneo, em nome da harmonia.

Distribuição e desenvolvimento dos pares na sala (territorialidade) - pares em uma lógica e natural distribuição de acordo com o solicitado pelo tema e em proporção harmônica com o tamanho do salão.

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Coreografia

Correção Coreográfica - as figuras do tema estão de acordo com o descrito nas obras regulamentadas e painel.

Passo Fundamental - passo fundamental está correto e executado conforme o descrito pelas obras regulamentadas e painel.

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Música

Correção e Execução da Música para o Tema - A música está de acordo com a temática em ritmo e melodia, os instrumentos, vozes e poética (quando houver) conversam entre si de forma harmônica, estando de acordo com a geração da dança, inclusive em relação ao andamento.

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Indumentária

Correção, Características e Representatividade - correção das peças quanto à funcionalidade e à representatividade - cores, tecidos, feitio, modo de uso - a que se propõem, com características de capricho e asseio próprios para o bailar social, e que apresentam um conjunto harmônico, sem conflitos, sem excessos. (dançantes e musical)

Art. 20 do regulamento, incisos de I a IV.

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Gerações Coreográficas

Por que as Gerações Coreográficas são importantes?

Nossa classificação tem uma visão ampla das características mais marcantes dos movimentos coreográficos (e reflexos musi-vocais); da mensagem espiritual do bailar (subjetivo), da identidade objetiva folk-tradicional rio-grandense e seus "hibridismos" (afora os atinentes a aspectos religiosos, autodramático, danças-exibição, etc.), (...). Ou seja: se de par solto dependente ou independente; se obedece a voz de comando de um mandante ou não; se dançada em filas opostas ou em paralelas; se bailada por um só sexo ou praticada por casais; se executada por par enlaçado ou em círculo coletivo, se bailada em "sociedade" ou em "bochincho", etc.

Obras sobre as Gerações Coreográficas - Bailes e Gerações dos Bailares Campestres - 2002 - Paixão Côrtes

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Gerações Coreográficas e Suas Danças

Tatu Com Volta no Meio, , Tirana do Ombro (criação)

Principais Características

mesmo com grande número de participantes é sempre o par que se destaca; pares não se enlaçam;

é constante a presença de levantes;

valorização de instrumentos de cordas;

gestualidade da dama com movimentos airosos, singelos, recatados, sem exageros lúbricos, com meneios graciosos;

peão chama atenção ao sapatear, de forma máscula, não brutal nem barulhenta;

era comum o uso do castanholar, palmas e lenço, em adequada manuelagem.

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Gerações Coreográficas e Suas Danças

Caranguejo, Quero-mana e Queromaninha

Principais Características

danças graves ( caranguejo e quero- mana); pares dependentes, em fileiras;

um mestre- de- danças coordenava passos e gestos - ( bastoneiro, mestre- sala, " posteiro");

movimentos comedidos, maneirosos executados em conjunto;

homem e mulher tomavam- se suavemente às mãos, executavam lentos giros, faziam reverências um para o outro.

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Gerações Coreográficas e Suas Danças

elaboradas

no decorrer do tema as danças apresentam formações geométricas;

pares normalmente dependentes ; davam- se as mãos ou os braços;

reminiscência da geração anterior: “ O Balancê”.

Rilo e Cana-Verde (em roda), Chimarrita e Maçanico (em fileiras opostas), Pezinho (alternativa livre)

Principais Características

contradanças com evoluções vivas e descontraídas;

pares postavam- se em fileiras, em rodas e ainda espalhados;

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Gerações Coreográficas e Suas Danças

de giros,

corpos frente a frente, enlaçados, evoluem através passos laterais, frontais ou de recuo;

r í tmos enriquecidos por variantes de execução; pode haver conversa entre os pares.

Valsas, Chotes e Chote Gaúcho (danças, figuras e variações), Mazurcas, Havaneira Marcada, Chorosa, Sarna e Graxaim

Principais Características

danças de pares independentes, soltos, sem comando;

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Gerações Coreográficas e Suas Danças

(4° geração coreográfica)

Assim nos bailes foram desaparecendo os cantadores violeiros e os rabequistas; o sorriso escancarado da gaita toma conta dos salões e das rodas galponeiras ...

Diz-se: “Geração antes e depois da Gaita”.

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Gerações Coreográficas e Suas Danças

(4° geração coreográfica)

Já em fins do século passado, o primitivo fandango rio- grandense foi desaparecendo. Contribuíra para isto, não somente o espírito de imitação dos grupos superiores, mas, principalmente, a adoção de um novo instrumento musical exclusivo a desempenhar as funções de solista: a gaita. Instrumento que decretou morte daquelas primitivas cantigas, mais apropriadas à viola, além da própria viola,(...)

O gaúcho danças trajes e artesanato

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Gerações Coreográficas e Suas Danças

Considera-se híbrido a composição de dois elementos diversos reunidos para originar um terceiro elemento que pode ter as características dos dois primeiros, reforçadas ou reduzidas.

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Gerações Coreográficas e Suas Danças

Danças:

Anu (1° e 2° Geração Coreográfica).

Balaio e Sarrabalho (1° e 3° Geração Coreográfica).

de Carreirinha

Chimarrita Balão, Chico Sapateado, Balão Caído, Rancheira (criação) e Vanerão Sapateado (1° e 4° Geração Coreográfica).

Chote Inglês (2° e 4° Geração Coreográfica)

Vinte e Quatro (2ª e 3ª Geração Coreográfica)* De Soslaio Valsa do Passeio (3º e 4º Geração Coreográfica)

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Gerações Coreográficas e Suas Danças

Chote das Duas Damas

Pau de Fita Jardineira Faca Maruja

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Gerações Coreográficas e Suas Danças

O GAÚCHO, danças trajes artesanato, 1978. João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes

DANÇAS E ANDANÇAS DA TRADIÇÃO GAÚCHA, 1975.

Barbosa Lessa e João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes

BAILES E GERAÇÕES DOS BAILARES CAMPESTRES, 2002.

João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes

DE SOSLAIO, 2011.

João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes

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AS DANÇAS E AS OBRAS

MANUAL DE DANÇAS GAÚCHAS

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa (1953)

Tatu, com volta no meio Quero-Mana Caranguejo

Anu Rilo

Cana-Verde Chimarrita Maçanico Pezinho Balaio

Chimarrita-Balão Rancheira de Carreirinha Chotes-de-Duas-Damas Pau-de-Fita

DANÇAS TRADICIONAIS

RIOGRANDENSES - ( ACHEGAS)

Paixão Côrtes ( 1994 )

Sarrabalho

Chotes Carreirinho Chote de 7 Voltas Chico Sapateado Chote Inglês Havaneira Marcada Tirana do Ombro

MAIS UM TOQUE E OUTRAS MARCAS DOS ANTIGAMENTES

Paixão Côrtes ( 2002 ) Queromaninha Mazurca Marcada Balão Caído

Sarna

FANDANGUEIOS ORELHANOS

Paixão Côrtes ( 2002 ) Tatu, com volta no meio * Graxaim

Valsa Campeira Valsa do Passeio

Valsa da Mão Trocada

FESTOS RURAIS

Paixão Côrtes ( 2002 ) Mazurca Galopeada Mazurca Marcada * Tirana do Ombro * Tirana do Lenço *

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AS DANÇAS E AS OBRAS

PICOTEIOS E SARACOTEIOS DO FOLK PAMPEANO

Paixão Côrtes ( 2003 )

Graxaim * Balaio *

Chotes dos 7 Passos

VELHOS

NA RODA DOS FOLGUEDOS GUASCAS

Paixão Côrtes ( 2004 )

Chotes Ponta e Taco

E DÊ- LE CHOTES, PARCEIRO...

Paixão Côrtes ( 2004 )

Chotes de Par Trocado à Moda da Serra Chotes de Par Trocado à Moda da Fronteira

Chotes de Par Trocado em Roda à Moda da Serra Chotes de Par Trocado em Roda à Moda do Litoral

CURSO DE DANÇAS

PAIXÃO CÔRTES EM ITAJAÍ DANÇAS INÉDITAS

Paixão Côrtes ( 2008 ) Chotes do Dedinho Mazurca de Carreirinha Vanerão Sapateado

DE SOSLAIO

DANÇARES GAUCHESCOS

Paixão Côrtes ( 2011 )

Vinte e Quatro Alegre Chorosa Faca Maruja Jardineira

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AS DANÇAS E AS OBRAS

Bailes e Bailares *

Paixão Côrtes ( 2019 )

Queromaninha Siriri

Vinte-e-Quatro Valsa Campeira

Valsa de Mão-trocada Chotes Gaúcho

Chotes de Par Trocado Chotes de Roda Chotes do Dedinho Chotes Carreirinho Chotes de Sete Voltas Chotes dos Sete Passos Chotes Ponta e Taco Mazurca Campeira

Mazurca Galopeada Mazurca Marcada Mazurca de Carreirinha Havaneira Marcada Graxaim

Sarna Chorosa Sarrabalho Balão Caído

Chico Sapateado Chotes Inglês Valsa do Passeio Dança dos Facões

Fandango Sapateado Chico-do-Porrete Faca Maruja Jardineira

Tirana do Ombro

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Danças

Tirana do Lenço

“...denota sua pura integração na geração coreográfica das danças sapateadas, de par solto – não só pelos passos e sapateios, como principalmente pela mímica amorosa que caracterizou tal geração e que se resume num movimento de aproximação e fuga e encontro final dos dois dançarinos. Esta dança era executada normalmente por um casal de dançarinos, mas às vezes por dois ou mais pares; nesse caso, então as figuras se sucediam sob comando, de modo a guardar a uniformidade original.”

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

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Danças

Tirana do Lenço

1ª geração coreográfica

interpretação distinta em cada parte do tema – evitar em qualquer figura expressão casmurra (fechada);

não deixar a teatralidade própria do gaúcho beirar ao caricato; parte final correspondente a apoteose, todavia, observar para preservar características e pausas das figuras anteriores; observar a crescente natural da dança;

Conforme painéis anteriores

Levante: pode-se utilizar os pesquisados e reconstituídos nos livros Manual de Danças e Festos Rurais (Paixão Côrtes/Barbosa Lessa e Paixão Côrtes).

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Importante

  • Respeitar os avanços e recuos descritos nas figuras;
  • Respeitar os passos em curva (ultima parte das figuras 4 passos)
  • Respeitar a Perseguição 2ª fig e 4ª fig

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AS DANÇAS

Tatu com volta no meio

“... Como legítima dança do fandango, consistia num sapateado pelos pares soltos, sem maiores características. Posteriormente, o ‘Tatu’ sofreu a intromissão, em sua coreografia, da Volta-no- Meio – uma dança que se tornou popular no Brasil em meados do século passado(...). Desta fusão nasceu um novo ‘Tatu’, que se subdivide em duas partes: na primeira parte, os pares soltos sapateiam; e na segunda parte, cada par se toma por uma das mãos, para que a mulher gire em torno do próprio corpo(...).”

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

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AS DANÇAS

Tatu com volta no meio

1ª geração coreográfica

esse tema musicoreográfico apresenta apenas duas figuras: a do “Girassol” e a “Volta no Meio”;

outros levantes do Tatu, além dos descritos no Manual de Danças (pg. 148), podem ser encontrados na obra Fandangueios Orelhanos (pg. 5 a 13).

a figura do girassol a descrição coreográfica prevê às damas a sequência obrigatória de: passo de marcha, passo de polca, alternadamente e o respectivo de juntar. Deve-se começar com o pé da direção do movimento, não há giros;

observar para que não haja troca de posição entre peão e prenda - respeitar o girassol da prenda em torno do peão.

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AS DANÇAS

Tatu com volta no meio

respeitar a crescente dos sapateios;

na figura da Volta no Meio os peões podem executar bate pés;

o último passo de cada sequência do giro, termina junto com a música (7 passos distribuídos espacialmente e dentro dos tempos musicais)

não há a obrigatoriedade do uso de lenço de mão, caso for utilizado, os movimentos não devem ser coreografados;

observar a dinâmica musical - intensidade nos tempos fortes e valorização dos tempos mais suaves.

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Importante

  • 1ª Figura: Passos da Prenda1º passo e o deslocamento fazer em avanço (Girassol);
  • Uso do Lenço é aceito em qualquer uma das execuções do gira sol;

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Danças

Tirana do Ombro

“A dança não é folclórica e nem tradicionalista, mas uma criação artística de Mário Machado Vieira e minha, reconstituída através de informações de velhos dançarinos gaúchos. (...) O espírito criativo coreográfico é de uma dama que sabe que é admirada mas que, com certo desdém ‘maltrata’ o coração de seu admirador dançarino, o qual, no final, acaba por conquistá-la.”

Paixão Côrtes

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Danças

Tirana do Ombro

Criação artística de Paixão Côrtes e Mário Machado Vieira, apresentada por primeira vez no espetáculo “Festa no Galpão”, em 1953, com características que lembram a 1ª geração

coreográfica. Música e poética - folclóricas.

(...) Assim denominada por ter o par, durante a evolução coreográfica, uma aproximação maior do ombro dos dançantes, (...) Paixão (1994, p.113)

o peão executa toda a dança ou em bate-pé, ou em sapateada;

os giros da prenda em torno do peão ela os faz num posicionamento gestual, como que dando a espalda ao peão (certo "pouco caso") e segurando graciosamente a saia;

parte final em um encontro vivo e gracioso entre o par;

os ombros, que devem ser exibidos ao par, tanto pelo peão quanto pela prenda, se farão de forma alternada, ora um ora o outro;

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Danças

Tirana do Ombro

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Danças

Tirana do Ombro

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Danças

Tirana do Ombro

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Importante

Observar os passos de marcha das prendas durante a crescente – Leve giro.

Lembrar que os deslocamentos para esquerda e para direita são descritos em passos de marcha cruzados pelas prendas.

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AS DANÇAS

“... Consiste numa dança grave, executada por pares soltos mas dependentes, dispostos em fileiras opostas. As fileiras avançam e recuam sucessiva e paralelamente, através de bate-pé grave e comedido. (...) Classificamos a Quero-Mana dentre as danças não sapateadas, apesar do bate-pé, porque este realmente constitui uma sucessão de passos-de-polca batidos com força”

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

Quero-Mana

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AS DANÇAS

Quero-Mana

as fileiras formam um semicírculo;

dançada em passos de marcha - nos passeios, e de polca - no bate-pé; a figura dos avanços e recuos das fileiras devem ser executadas em passo de polca fortemente marcados em toda a planta, inclusive nos recuos, pois a descrição é bate-pé grave, inclusive as prendas;

o tema admite a variante dos giros das prendas ao final da primeira e segunda partes de cada passeada;

para reinício de cada volta os pares afastam-se no ultimo passo bem a frente como afastado lateralmente, para retomar a posição ombro a ombro e assim estarem dispostos para nova passeada.

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AS DANÇAS

“É uma das raras danças graves, de pares dependentes, registradas no ambiente campeiro do Rio Grande do Sul (...) O caráter cerimonioso da dança é acentuado por cumprimentos entre os dançarinos, e ‘balancês’ (...). No balancê, cada par, tomado pela mão direita, evolui com passos de marcha de modo a completar uma volta em torno de si mesmo.”

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

Caranguejo

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AS DANÇAS

Caranguejo

a fim de iniciar a figura de troca de par o peão deve executar um giro de corpo de 1/8 de volta em sentindo horário, e em seguida iniciar a troca; a dama não necessita executar a preparação; contudo, ao chegar ao novo dançante, peão e prenda, executam um giro de 1/4 de volta em sentido horário, para assim realizar o meio balancê com o novo par;

cuidar para realizar o cruzamento em linha reta - 2º e 3º movimento.

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Importante

  • 2º Figura: 1/8 de volta pode ser realizado simultâneo ao 1º movimento;
  • 2º Figura: Finalização ¼ de volta (aceita-se as duas maneiras) Realizar ¼ de volta ao finalizar a figura ou após a finalização da figura;

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AS DANÇAS

Queromaninha

“A Queromaninha apresenta características da 2ª Geração e assemelhando-se à velha ‘Quero Mana’, de forma mais alegre.”

Paixão Côrtes

A música Mariquita é utilizada para bailar esse tema coreográfico, com o andamento devidamente alegre.

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AS DANÇAS

Queromaninha

pares postados em fileiras opostas, passeiam em passos de marcha numa tendência de roda (em meia-lua);

baila-se em cordão, não se forma roda, salvo em salões pequenos.

dançada em passos de marcha - nos passeios e de polca - no bate-pé;

a figura dos avanços e recuos das fileiras devem ser executadas em passo de polca fortemente marcados em toda a planta;

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AS DANÇAS

Na transição para reinício há uma pausa que permite os dançarinos realizarem um passo de juntar, a fim colocar os pares novamente lado a lado (algo oitavado e olhando para frente), para reinicio do passeio;

quando, após o bate-pé, a dança se findar, o passo de juntar é realizado após o segundo passo-de-marcha, percebe-se, então, para o final um movimento a menos.

Queromaninha

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Importante

  • Último passo do bate-pé ( à frente oitavado) o posicionamento do corpo;
  • Movimentação do peão (singela marcação de passos lembrando que o segundo movimento é um leve erguer do pé) no giro da prenda (pag. 18);

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AS DANÇAS

Chimarrita

“Desde a sua chegada ao Rio Grande do Sul, a ‘chamarrita’ foi-se amoldando a subsequentes gerações coreográficas, e chegou mesmo a adotar, em princípios do nosso século a forma de dança de pares enlaçados, como um misto de valsa e chotes. (...)

Em seu feitio tradicional, a ‘Chimarrita’ é dança de pares em fileiras opostas. As fileiras se cruzam, se afastam em direções contrárias e tornam a se aproximar, lembrando as evoluções de certas danças tipicamente portuguesas.”

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

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AS DANÇAS

Chimarrita

O tema é executado em passos de polca, onde aparecem três tipos especiais de marcação: marcação-de-polca, taconeio-de- polca e meia-planta-de-polca;

dança de passo baixo, que expressa vivacidade singela típica da 3ª geração;

não possui levante, iniciando-se com introdução ou prelúdio;

ao final do tema, após os passos de recuo, há uma aproximação final entre os dançantes com um passo em diagonal, o respectivo de juntar e mais um no lugar para a aproximação final entre o par, que não soltam as mãos.

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AS DANÇAS

Cana Verde

“A ‘Cana-Verde’ chegou de Portugal, e se tornou popular em vários Estados brasileiros. Naturalmente foi adquirindo cores locais, em cada região e desta forma produzindo variantes da dança-origem. A coreografia que aqui apresentamos foi a mais difundida no nordeste e litoral do Rio Grande do Sul”

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

"(...)...danças inspiradas nos camponeses da Inglaterra e caracterizadas por evoluções VIVAS e DESCONTRAÍDAS.(...)"

Paixão Côrtes

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Importante

Cuidar o enlaçar dos pares para as Figuras;

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AS DANÇAS

Cana Verde

O tema é executado em passos baixos de marcha, o balanço dá- se no joelho (molejo - postura brasileira);

não possui levante, iniciando-se com introdução e/ou prelúdio, podendo ser formada diretamente em roda, espalhado na sala ou em cordão, quando então, com giro saudação espontâneo - buscando naturalidade;

na troca de pares admite-se variação: realiza-se a troca ou com duas marcações no lugar, ou com dois passos de marcha em avanço;

manter sempre as duas rodas distintas de peão e prenda.

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AS DANÇAS

Rilo

“O ‘Reel’ originou-se na Escócia, em meados do século XVIII, como forma aperfeiçoada da antiga ‘Figure of Eight’ das danças inglesas. Aliás, foi com essa característica dos dançarinos formarem um 8 durante as evoluções, que o ‘Reel’, já traduzido para ‘Ril’ ou deturpado para ‘Rilo’, tornou-se popular no Rio Grande do Sul um século mais tarde. "

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

"Em vez dos passos graves, maneirosos, de antes, agora surgiam o reel escocês (...), danças inspiradas nos camponeses da Inglaterra e caracterizadas por evoluções vivas, descontraídas."

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Rilo

O tema é executado sob voz de comando, que deve anteceder cada figura, em largos passos de marcha baixos (rés do chão) com taconeio de passagem;

ao comando para a dança, os pares vão marchando uns atrás do outro formando um círculo;

ao ver formar-se, ouve-se o comando, formar a roda, com o par da frente e o de trás e assim, dá-se a formação da roda e a primeira figura do 8 com a "quebrada do rilo";

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AS DANÇAS

Rilo

a figura da "cadena" é característica deste tema;

"É importante, outrossim, para a perfeita execução da 'corrente' ou 'cadeia', que o dançarino somente solte a mão de quem já passou por si, após ter tomado a mão de quem agora vem vindo ao seu encontro."

a figura de “quebrar o rilo” dá-se, sob voz de comando, quando o par original se encontra, após a troca de pares em cadena;

quebra-se a roda (corrente ou cadeia) ao chegar ao seu par e, também, com o par de trás;

ao voltar ao par original vindo do par de trás, segue-se a corrente com as figuras do singelo ou dobrado.

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Importante

Cuidar o passo básico (taconeio de passagem)

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AS DANÇAS

Valsa da Mão Trocada

“Uma outra forma singular de dançar a Valsa Campeira, consiste em entremear dança de par enlaçado e de par solto. É a Valsa- de-Mão-Trocada, em ritmo e andamento característico ¾. É uma forma, em nosso meio pastoril, de figurar singelamente a valsa relembrando o antigo ‘balancê’. (...)”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Valsa da Mão Trocada

Dança de 4ª geração coreográfica:

"(...) Valsa Campeira, difere da tradicional valsa germânica colonial 1 e 2, vendo-se na 'Campeira', uma maior DESENVOLTURA gestual corporal do par dançarino"

gênero musicoreográfico que abre o caminho à quarta geração coreográfica, recebeu aqui uma singela figura (em troca e destroca de mãos), desenvolvida graciosamente entre cada par em si e na disposição de roda;

dança de quarta geração com característica de terceira na figura circular;

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AS DANÇAS

Valsa da Mão Trocada

O passo fundamental é o da valsa campeira, iniciar-se bailando

de forma independente, mas com coreografia idêntica, girando no sentido horário em 4 ou 8 passos de valsa e, na sequência 4 ou 8 passos no sentido anti-horário;

Para a figura da mão trocada, deve-se iniciar com a mão direita e girar também com esta após 7 trocas, isso vale para as duas partes, ida e volta, ou seja, girando horário e anti-horário;

Na roda não ocorre a cadena;

Não repetir a figura da mão trocada para iniciar a roda.

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Importante

Não realiza-se o afastamento antes de completar o 8º movimento do valsado, antes de começar a figura 3 (mão trocada), Figura 6 (roda grande) e para finalizar a dança;

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AS DANÇAS

Pau de Fita

“Nenhuma dança, como o ‘Pau-de-Fita’, pode merecer, com tamanha propriedade o nome de ‘dança universal’; e é de todo infrutífero, ao pesquisador, tentar buscar-lhe o ponto geográfico de origem, pois a ‘dança das fitas’ parece surgir de todos os lados em todos os povos. (...) Os últimos maias ainda hoje entoam suas cantigas tradicionais, no Yucatan, trançando fitas, segundo um costume imemorial, fazendo-nos crer nas palavras de certos historiadores que afirmam ter sido essa dança, popular na América antes da descoberta.”

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

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AS DANÇAS

Pau de Fita

“No Rio Grande do Sul, o Pau-de-Fita ainda hoje* é dançado, embora com raridade, no litoral norte e no planalto do nordeste, como parte integrante das festas de Reis, que culminam a 6 de janeiro. Em épocas anteriores, porém, o Pau-de-Fita foi dançado praticamente em todo o Estado, e mesmo em Porto Alegre ocasião das comemorações do Divino Espírito Santo.

(...) É mais uma ‘dança ensaiada’, apresentada por ‘ternos’ em festas populares de cunho católico.”

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

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AS DANÇAS

Tema ensaiado.

Conduzido por um par guia o Mestre Leão e a Senhora Dona Mestra; variantes de figuras respeita o sexo ou idade dos dançarinos, (pode

ser dançado apenas por crianças, apenas por homens ou apenas por mulheres, por jovens de ambos os sexos – este último formato foi o que mais se popularizou no RS);

dançado em passo de terol (vivo), ou de rancheira (bem marcados em diagonal); - descrição passo de rancheira e terol na pg. 25 do Manual de danças Gaúchas

Pau de Fita

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AS DANÇAS

Pau de Fita

o trabalho das fitas é a essência do tema.

musicalmente, para a rancheira acentua-se o primeiro tempo de cada compasso, para o terol dá-se igual intensidade aos três tempos.

há três formas características de bailar com as fitas: tramar, trançar e a rede.

valorizar a habilidade de montar a figura e desmontá-la evidenciando-se, pois, a correção, em ida e volta, não havendo obrigatoriedade de desmontá-la.

procurar manter o dançar em roda em torno do mastro.

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Importante

O terol sapateado deve ser executado em 43 batidas ou 8 compassos (Achegas, 112)

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AS DANÇAS

Faca Maruja

“Dança encontrada em São Francisco de Paula, Bom Jesus, na região do Pinheiro Grosso, Muitos Capões, no entremeio da área que compreende Vacaria e Bom Jesus, estendendo-se à ‘Encosta da Serra’ , até o veio do rio Pelotas. Nesta região, outrora havia grande derrubada dos pinheiros (...)

Classificada por nós como do gênero ‘dança ensaiada’, sua execução dava- se em ocasiões especialmente previstas, quando para tal, singelos dançarinos eram previamente ensaiados. Efetivada ‘sob voz de comando’, ‘de conjunto’, este motivo é rico em figuras, (...); executada por pessoas adultas.”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

de 3ª e 4ª gerações

coreográficas.

em passo de valsa campeira;

observar execução com excelência do passo de valsa durante todo o bailar;

observar na figura do arremate a continuidade dos movimentos antes executados (figura 10) para não fugir à tradicionalidade gaúcha do bailar.

Faca Maruja

Dança híbrida: ensaiada com características

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AS DANÇAS

Jardineira

“Integrada ou não a outro similar motivo bailável, Pau de Fitas, dançado ao redor do mastro, é uma longínqua devoção ligada ao campo, às matas, demonstrada por formas e expressões musicoreográficas, (...) que traduzem a felicidade das comunidades, desta ou daquela gente. (...) A flor, através de suas cores, perfumes e formas, é um elemento que está relacionado à fecundação vegetal, à beleza dos frutos, à fartura e à sobrevivência humana."

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Jardineira

"Distintas são essas manifestações diante das divindades nas heranças culturais dos povos.

“Sendo de caráter universal, vamos encontrá-la com melodias e figurações distintas em países diferentes. (...)

Em ritmo 2/4 (dois por quatro) com sabor popular de marcha-polca e adequado número de compassos sobre os quais a coreografia se desenvolve sob voz de comando. (...)

(...) As figuras se desenvolvem dentro de determinados compassos musicais, previamente estabelecidos, sendo, portanto, dança ensaiada.”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Dança ensaiada:

prenda segura o arco com a mão direita, peão com a esquerda sem trocar de mão durante o tema;

em passo de marcha, com os pés rés do chão e o balanço decorre do flexionar do joelho (a essa forma de dançar, muito peculiar nos bailados gauchescos, o folclorista Paixão Côrtes chama de postura brasileira)

Jardineira

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AS DANÇAS

  1. formando a roda;
  2. túnel da jardineira;
  3. ponte ou sobrecincha;
  4. roda grande;
  5. ao centro da jandineira;
  6. joelho em terra;

( direito)

Sequência de figuras:

Jardineira

7 .xadrez

( prenda do

contramestre avança por

cima do arco do mestre que avança por baixo);

  1. coroa de flores;
  2. dama segurando as fitas

( o giro para o retorno desenvolve-se em sentido horário ou anti-horário);

  1. pares enlaçados; 11 .despedida.

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Importante

Não coreografar a figura 11 pares enlaçados;

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AS DANÇAS

Chote Duas Damas

“(...) – cada homem dança com duas mulheres. Esta modalidade coreográfica é realmente excepcional, não só no meio rio-grandense como no meio universal. (...)

A principal característica individualizadora (...) pode ser representada no seguinte quadro:

Chotes comum – Em 8 compassos, temos:

dois passos-de-polca, quatro passos-de-marcha, dois passos-de-polca, quatro passos-de-marcha.

Chotes de duas damas – Em 8 compassos:

quatro passos-de-polca, 8 passos-de-marcha.”

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

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AS DANÇAS

fundamental, o avanço atingido nas marcações não devem ser "recuados" durante a execução da figura.

para a figura final, conforme o descrito os trios soltam-se das mão no início das marcações que precedem o "S".

Dança Especial:

cada uma das figuras, com exceção da “porteira”, deve ser arrematada com os pés e mãos dos dançantes, os peões com as mãos às costas e as damas tomando a saia;

observar a territorialidade na execução deste tema coreográfico, levando-se em consideração o deslocar dos ternos a cada figura

Chote Duas Damas

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AS DANÇAS

Anu

Neste tema, como se vê, o papel mais saliente é o do homem, com sua interpretação pantomímica – refere-se à mímica ou à arte de demonstrar através de gestos ou expressões faciais sentimentos, pensamentos ou ideias, sem usar palavras.

"Aproxima-se bastante da 'Quero-Mana', principalmente pelo passeio cerimonioso que os pares realizam"

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

Há um marcante que comanda os movimentos.

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AS DANÇAS

Anu

Tema híbrido de 1ª e 2ª gerações coreográficas

dança típica do fandango, com duas partes bem distintas: uma cantada e cerimoniosa, cujo passo é marcha, outra mais vibrante sem canto, onde os dançantes executam sapateios e sarandeios sob voz de comando;

dança de pares soltos, mas dependentes; pode se iniciar em levante ou introdução;

Observar os passos de marcha no passeio - para frente;

Observar parte cantada quando instrumental principal cordas;

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AS DANÇAS

Anu

"Aliás, à voz do 'tira espinho' podem os dançadores responder ao marcante 'já tirei!' - e ele pode acrescentar 'Outra vez que ainda não vi!'" (pg. 111); nos cursos o Paixão Côrtes dizia DEVEM.

observar a adequada territorialidade durante os sarandeios, não há deslocamento;

evitar, em qualquer figura, movimentos que desvirtuem a singeleza do tema;

na figura do cerra e manca, não há o redobrar de sapateios;

  • Observar que o cerra e manca não é encenar uma pessoa mancando e sim a imitação do som do trote de um cavalo;
  • Observar repetição do bate palma do passeio não é característico

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AS DANÇAS

Balaio

“O nome ‘balaio’ origina-se do aspecto de cesto que as moças dão a suas saias, quando o cantador diz: ‘Moça que não tem balaio, bota a costura no chão’.

O ‘Balaio’, tal como se tornou popular no Rio Grande do Sul, apresenta uma simbiose bastante curiosa, realmente excepcional. Trata-se de dança sapateada e, ao mesmo tempo, dança de conjunto. (...) A formação de rodas-que-giram é originária da conhecidíssima figura da Quadrilha – ‘dames au milieu, chevaliers au tour’ (...)” – senhoras no meio, cavalheiros em torno.

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

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AS DANÇAS

Balaio

Dança hibrida: 1ª e 3ª Gerações Coreográficas

formação da roda (o manual prevê apenas a maneira tradicional) - pares formam-se uns atrás dos outros e iniciam passos de marcha no sentido dos ponteiros do relógio. Os dançarinos terminam por fechar um círculo;

de acordo com os ensinamentos nos cursos, pode-se formar a roda diretamente, sem a evolução em fileira, sem giro de saudação e ainda podendo partir diretamente para a dança após o levante, sob voz de comando;

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AS DANÇAS

Balaio

observar a espontaneidade, e a característica do giro de saudação (pag. 20 - Manual);

como variante coreográfica, os homens podem fazer a evolução em roda sem dar as mãos, avançando com as mãos às costas; observar a crescente de sapateios e sarandeios, sendo que nos mesmos não há giros e nem ajoelhar no sapateado;

o peão auxilia a prenda a levantar do seu giro, oferecendo-lhe a mão após concluído o movimento da figura do balaio das damas;

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Importante

1ª Figura: Girar da roda das prendas o retorno deve ser realizado no sentido horário para ficar de frente com o peão

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AS DANÇAS

Sarrabalho

“É uma das danças gaúchas mais características da geração coreográfica dos pares soltos, com o homem parecendo perseguir a mulher, ambos castanholando com os dedos, forte sapateado, tudo de acordo com a longínqua origem ibérica. (...)

A peculiaridade deste tema coreográfico é que a dama também executa bate-pé, acompanhando o cavalheiro.(...)”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Sarrabalho

Dança híbrida: 1ª e 3ª Gerações Coreográficas

peões e prendas iniciam passos de marcha com o pé esquerdo, à exceção da figura dos giros sobre si (porteira), onde ambos iniciam com o pé favorável ao deslocamento;

dança baixa, não há grandes elevações de pé na execução dos passos de marcha;

prenda e peão executam o bate-pé síncrono com sonoridade.

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AS DANÇAS

Chico Sapateado

“(...) apresenta coreografia curiosa por ser um motivo em que o par, ora se enlaça normalmente pela cintura (...) e executa passos de polca, em liberdade de direção, para de imediato tomar-se pelas pontas dos dedos da mão direita e realizar giros e sapateios.” (grifo nosso)

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Chico Sapateado

A figura de

deslocando-se

pares enlaçados é executada com os bailantes na sala em sentido anti-horário, de forma

independente, com giros livres de cada par, em passos de vaneira (polca);

os dançantes, presos pelas mãos direita, executam um pequeno deslocamento lateral, em giro, peão com sapateio e prenda em passo de marcha desenhando uma espécie de "8", usando metade do tempo musical para um lado, e a outra metade para o outro lado; para meio e o fim dos giros os dançantes estão frente a frente na mesma posição de início da figura;

Dança hibrida: 1ª e 4ª Gerações Coreográficas.

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AS DANÇAS

Vanerão Sapateado

“Este tema musicoreográfico não apresenta canto. Coreograficamente apresenta características híbridas de 1ª e 4ª gerações.

Possui duas figuras distintas: uma para dançar enlaçado à moda da “vanera” tradicional e uma segunda parte que permite executar o sapateio específico, porém, curiosamente enlaçado.”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Tema de 4ª geração:

os pares postam-se livres pela sala em boa territorialidade, sem posições marcadas;

os sete passos de vanerão caracterizam-se por uma "vanera" algo acelerada, arrastada e não saltitante - dois pra lá e dois pra cá; para o sapateado, em giro no sentido horário, a postura dos pares ainda enlaçados, caracteriza-se por estarem um tanto afastados (folga), algo oitavados, tendo seus ombros direitos aproximados;

Vanerão Sapateado

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AS DANÇAS

Tema de 1ª e 4ª geração:

para o sapateado de retorno, em giro no sentido anti-horário, a postura dos pares segue, tendo agora seus ombros esquerdos aproximados;

observar passo da prenda e os giros em vanerão (polca) e a especificidade do sapateio do peão onde "há uma leve saída do corpo todo do chão".

Vanerão Sapateado

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AS DANÇAS

Balão Caído

“Se esta ‘Moda do Balão” não teve aceitação no meio rural rio- grandense, um tema coreográfico alusivo a ela acabou folclorizado, animando nossos bailes campechanos.”

" O fraseado poético regional ganha um caráter especial diante das figuras satirizantes pastoris que surgem."

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Balão Caído

Dança hibrida: 1ª e 4ª Gerações Coreográficas

baila-se enlaçado em passos de polca, executados conforme o chamado da música, vivaz e rés do chão, respeitando o descrito quanto ao passo - desenvolvimento do mesmo e correta pausa entre um passo e outro com o pé afastado do solo; (evitar sobrepasso)

ao término de cada figura peão e prenda finalizam oitavados um para o outro, observando o cumprimento;

Durante o bate-pé do peão, a prenda segue em passo de polca, conforme a música, inclusive para a realização do giro, em um passo de polca.

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AS DANÇAS

Chimarrita Balão

“A ‘Chimarrita-Balão’ é dança de pares independentes. Apresenta uma simbiose bastante curiosa, pois engloba duas gerações coreográficas extremamente distintas: é dança de pares enlaçados (geração que se vulgarizou entre os latinos somente a partir do século passado), e, ao mesmo tempo, dança sapateada (tal geração atingiu seu auge da popularidade, entre os latinos, no século XVII). ”

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

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AS DANÇAS

Chimarrita Balão

Dança hibrida: 1ª e 4ª Gerações Coreográficas

pares bailam tomados pelos braços e giram sobre o eixo do par SEMPRE no sentido anti-horário;

dançarinos deslocam-se também livremente pela sala, no

sentido do baile;

os giros dos peões realizados em bate-pé ou sapateio devem ser bem distribuídos e sem se esquecer da devida atenção à prenda tomada pela mão.

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AS DANÇAS

Rancheira de Carreirinha

“Para dançar a Rancheira, o par se enlaça como na Valsa e executa passos-de-rancheira (v. os ‘Conceitos Indispensáveis’), para o lado, para frente, para trás, girando, etc., e bate fortemente com o pé quando se trata do 1º tempo de cada compasso.

(...) colocamos esta dança logo após a ‘Rancheira’ na parte das danças não sapateadas, embora o dançador da ‘Rancheira de Carreirinha’ possa, a certa altura, sapatear”

Paixão Côrtes

Criação musicoreográfica de Barbosa Lessa, 1954 .

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AS DANÇAS

Rancheira de Carreirinha

Dança hibrida: 1ª e 4ª Gerações Coreográficas o início da dança é livre;

não há giros nos sapateios e sarandeios, que são realizados sem maiores deslocamentos;

a dança pode ter a sequência repetida 2 vezes com as básicas figuras peão e prenda frente a frente, tomados pela mão e enlaçados; ou mais vezes, podendo-se utilizar as variantes;

ao rancheirar os pares deslocam-se LIVREMENTE pela sala no sentido do baile (anti-horário) - liberdade característica da 4ª geração coreográfica.

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AS DANÇAS

Alegre Chorosa

“Motivo alegre em que o par enlaçado (...), através de um jogo peculiar dos pés, movimenta gestualmente o corpo de um e outro lado, para depois seguir dançando livremente no salão em ritmo de ‘polca marchada’, e que o brasileiro generalizou de forma carinhosa este gênero, chamando-o por ‘polquinha’, (...)

Seu nome-título á bastante curioso, pois trata-se de um ritmo vivo; o tema expressa alegria e em nenhum momento nos traz sentimento de dor, presença de tristeza ou lamúria.”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Alegre Chorosa

Dança de 4ª geração coreográfica:

tema musicoreográfico de pares independentes na sala;

após enlaçarem-se, o par realiza uma marcação lateral em meia-planta com o pé esquerdo do peão e direito da prenda, oitavando o corpo levemente - como se espiasse o resultado do próprio movimento que traz uma aproximação dos pés - retornando em seguida o pé para junto daquele que sustentava do peso do corpo, repete-se esse movimento; em seguida reproduz-se a mesma figura, porém agora com o pé direito do peão e esquerdo da prenda.

prontamente repete-se toda a sequência descrita acima;

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AS DANÇAS

Dança de 4ª geração coreográfica:

enlaçado, o par executa 8 passos de polquinha, preferencialmente os 4 primeiros em sentido anti-horário e os outros quatro em sentido horário, repete-se a sequência.

Não é um tema cantado.

Alegre Chorosa

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Danças

Chote Par Trocado em Roda à Moda Serrana

Formar a roda usando o chotes fundamental;

Formada a roda, faz-se pelo menos 1 (uma) marcação completa do chotes fundamental;

Ao realizar a próxima marcação do passo fundamental, a prenda irá fazer uma meia-lua descrevendo 1/4 de círculo no entorno do peão,

O peão acompanha o movimento da prenda, sem sair da sua posição; A prenda retorna pelo mesmo caminho, não havendo troca de mão; (reproduz-se o movimento completo de meia-lua)

Dá-se a troca de pares;

Sempre há um avanço na roda, efetuado tanto pela prenda como pelo peão;

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AS DANÇAS

Chote Sete Voltas

“Outrora foi vastamente popular na região do Planalto, principalmente em Passo Fundo, Soledade e outros municípios, afora ter sido bailado nos fandangos dos Campos de Cima da Serra

É uma dança de par dependente, porque, embora individual, todos realizam as figuras ao mesmo tempo.

A peculiaridade dessa 'marca' é o total de sete voltas que o par realiza na

'valseadinha', girando num sentido e, de imediato, em sentido contrário.”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Chote Sete Voltas

Tema de 4ª geração:

não foi encontrada poética para o tema;

dança de par independente com coreografia comum;

na introdução pares mais contidos, "conservando energia para as figuras do bailar";

chotes fundamental repetido quatro vezes, sendo que nas 3 primeiras o par pode mudar de direção no valseio para dinamicidade;

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AS DANÇAS

Tema de 4ª geração:

a valseadinha da 4º repetição do chotes fundamental é realizada em três movimentos como preparação às 7 voltas;

as sete voltas são iniciadas no sentido anti-horário com a realização de 4 voltas, seguidas de mais três no sentido horário para o retorno;

os pares iniciam as sete voltas, trocam o sentido e as encerram no mesmo posicionamento.

a dança pode ser repetida ao bel prazer.

Chote Sete Voltas

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AS DANÇAS

Sarna

“Desenvolve o casal 12 compassos musicais, de uma polquinha ‘limpa-banco’ com as características do bailar folclórico gauchesco. (...)

Utiliza-se 24 passos de bailar em marcha (não hirto). (...)

O par se desenlaça, (...). Há uma certa liberdade individual do dançante simular gestuais movimentos de uma coceira, polo corpo todo. É a parte engraçada, picaresca que vai de ingênuas expressões corporais a imorais gestos.”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Tema de 4ª geração:

tema musicoreográfico de pares independentes na sala;

a dança apresenta duas figuras, uma para se bailar enlaçado em e outra para o “coça-coça”, ambas em passo de marcha.

Sarna

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Danças

Chote de Par Trocado à Moda Fronteira

4ª geração coreográfica

figura da troca ocorre na ida da marcação do chotes largado; pelo menos 1 (um) fundamental antes da troca;

após, a troca de pares, valseada com 3 ou 5 passos;

o término da dança ocorre após a figura de destroca ou após o chotes fundamental;

sequência livre, privilegiando as trocas;

todos os dançarinos da sala executam a mesma coreografia ao mesmo

tempo;

"Sugere-se que a execução da figura do par-trocado, faça-se em voz de comando geral, quando no sentido de espetáculo cênico representativos e se destine a efeito plástico estético grupal." Dê-le Chotes

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AS DANÇAS

Mazurca Gaúcha/Campeira

“Merece destacar-se ainda que a Mazurca Campeira é um baile em que todos os passos são curtos, como que ‘picadinhos’, diferente do ‘estendido’ da valsa, interpretado com ‘passos largos’ e cujos pés ‘deslizam’ junto ao solo.

Afora o aspecto saltitante dos pés, o dançante eleva conjuntamente seu tronco corporal no sentido ascendente e harmônico.

No ‘mazurquear’, os passos são vivos, (...), distintamente também do gestual da Rancheira, especialmente, se esta for ‘à moda-da- fronteira’.” (grifos nossos)

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Mazurca de Carreirinha

“Foi muito apreciada no início do século XX, na região campestre, pelos rincões de Caçapava, Lavras e Encruzilhada do Sul, (...). Suas características são da quarta geração.

(...) - graças a João Leães Dias (65 anos à época), autêntico fazendeiro gaúcho e genuíno gaiteiro caçapavano, que nos tocou e dançou o referido motivo, à moda de seu tempo. (...)

Como no Chotes de Carreirinho e na Mazurca Galopeada requer dos dançantes uma devida habilidade para evitar que os pares se esbarrem na sala."

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Mazurca de Carreirinha

Tema de 4ª geração:

tema musicoreográfico de pares independentes na sala, sem poética; subdivide-se em duas partes:

pares enlaçados realizam sete passos de mazurca livres na sala e o respectivo de juntar, numa tendência a um zigue-zague natural, repete-se essa figura;

após breve pausa o par realiza uma carreirinha de ida em linha reta através de 10 passos de juntar laterais "miudinhos" pela esquerda do peão e retorna através outros 10 passos de juntar laterais pela direita do peão, repete-se essa figura;

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AS DANÇAS

Chotes Carreirinho

“(...) que aparece nos bailes campeiros o 'Chote Carreirinho', um dos chotes à 'moda gaúcha'. (...) Da 'escorregada' alemã ao 'carreirinho' gaúcho, está a identidade e a característica dessa dança - 'ritsch- polka' -.

Popular em todo Estado, foi o Chotes Carreirinho tomando em cada rincão denominações diversas. Confundido com o Chotes Inglês, foi chamado de Pinheiro ou Pinheirinho, no nosso litoral”

Paixão Côrtes

A letra utulizada para a música do Chotes Carreirinho foi composta por Paixão

Côrtes procurando descrever os movimentos da dança.

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AS DANÇAS

Tema de 4ª geração:

Os pares postam-se livres pela sala em boa territorialidade, sem posições marcadas;

os pares podem mudar de direção ao final dos valseios;

a habilidade do dançarino evidencia-se na destreza de sua percepção em evitar possíveis "choques" durantes as carreirinhas...

na figura de pião duplo da prenda, cuidar a boa distribuição dos passos no tempo musical e evitar pausas entre um giro e outro;

o retorno das carreirinhas deve respeitar a trajetória de ida.

Chotes Carreirinho

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AS DANÇAS

Chotes Ponta e Taco

“A singeleza teatral do bailar nas salas e salões de outrora, expressava-se coreograficamente de forma respeitosa, elegante, cheia de donaire e adequada à motivação do tema-título.

Nos primevos de 1950, vemos o PONTA-E-TACO na região Encosta da Serra Sudoeste, (...)

Como o próprio nome indica, o movimento característico desta figura consiste em fazer os dançarinos 'marcar' o chotes em determinado momento com a ponta (não com o bico) e o taco da bota.”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Chotes Ponta e Taco

Tema de 4ª geração:

dança de par independente em coreografia comum, todos os pares executam os mesmos movimentos ao mesmo tempo;

para a execução da figura de ponta e taco os pares marcam como no chotes fundamental três passo alternados, porém não efetivam a pausa, mas sim a marcação que dá nome ao tema: marcação de ponta e taco durante a qual todos os bailantes cantam, isso ocorre em ida e retorno, para depois efetivar-se completa uma marcação de chotes fundamental;

a dança pode ser repetida quantas vezes considerar-se pertinente.

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AS DANÇAS

Chotes do Dedinho

“Dançada na região de São Francisco de Paula

(Cerrito), Santo

Antônio da Patrulha e Rolante, interior do Rio Grande do Sul, (...) se expandindo para os Campos de Cima da Serra. Apresenta peculiaridades de quarta geração coreográfica.

Ao final reina entre os pares uma atmosfera de encanto amoroso.”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Chotes do Dedinho

Tema de 4ª geração:

dança de par independente com coreografia comum;

possui três elementos coreográficos distintos: primeiro o tema do dedinho, segundo uma valseadinha característica da figura fundamental e terceiro em que os pares ainda enlaçados dançam livremente pela sala em "passos com característica de chote gaúcho enlaçado";

durante a figura do "dedinho", a mão livre da prenda está acomodada à cintura e do peão às costas;

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AS DANÇAS

Chote Sete Passos

“Dentro deste tradicional gênero sonoro, o '7 passos' possui uma singela música específica e uma coreografia simples.

O Saber do Povo não complica, simplifica, corerente ao seu natural e espontâneo vivenciar. (...)

É uma dança de par individual dependente em que todos os pares executam o mesmo movimento ao mesmo tempo. (...)”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Tema de 4ª geração:

não foi encontrado poética no ambiente autóctone;

durante a introdução os pares postam-se na sala espalhados de forma independente, em boa territorialidade;

marcação de chotes gaúcho, na valseadinha (primeira) os pares podem mudar a direção para maior dinamicidade, sem no entanto sair de seu raio de ação inicial;

a figura dos sete passos não é repetida sem intercalar-se duas marcações do chote gaúcho, largado, fundamental.

Chote Sete Passos

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AS DANÇAS

Chote Sete Passos

Tema de 4ª geração:

os sete passos são realizados em quatro movimentos de ida, (contam-se as arrastadinhas, que iniciam em meia planta e encerram-se em toda planta), e três de volta e o respectivo juntar com o pé esquerdo, enquanto o pé de apoio, direito da ida, esquerdo na volta, em meia planta, não fixos a um ponto; Repetem-se as figuras ao bel prazer dos dançantes, na seguinte sequencia: 16 compassos - chotes largado (2 vezes), 8 compassos - sete passos: (1 vez)

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AS DANÇAS

Mazurca Marcada

“Os componentes de cada par, postam-se frente a frente; esperam a livre introdução musical e enlaçam-se (característica da 4ª geração) (...)

Numa Mazurca Marcada distinguem-se 3 movimentos coreográficos significativos: uma parte em marcação coreográfica, mais lenta; uma segunda em passo de marcha; uma 3ª em passo fundamental da tradicional Mazurca Campeira, arrematada com giros de 'corridinha' em bate-pé, numa falsa aceleração do andamento típico.

(...); deve ser musicalmente executada de forma viva e expressiva."

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Mazurca Marcada

lembrar-se que campeira/gaúcha

no passo fundamental da mazurca os passos em avanço são curtos, vivos,

levemente saltitantes e que o corpo dos dançarinos, acompanhando o movimento do passo, eleva-se conjutamente de forma ascendente;

observar que ao término dos passos de marcha os pés não se juntam.

Tema de 4ª geração:

tema musicoreográfico de pares independentes na sala, sem poética;

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AS DANÇAS

Mazurca Galopeada

“Foi apreciada na região central e áreas de fronteira do Rio Grande do Sul.

A dança é individual, com a formação de par (...) que baila enlaçado independente semelhante aos bailes atuais (4ª Geração). (...) apresenta duas partes distintas, (...): uma em que o par enlaçado, marca o passo da Mazurca Campeira tradicional e um segundo momento em que, mesmo o par enlaçado, realiza uma corridinha, uma carreirinha, uma galopeada. (...) Esse movimento dá-se como uma falsa aceleração no andamento rítmico."

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Tema de 4ª geração:

tema musicoreográfico de pares independentes na sala, sem poética, no entanto, Paixão Côrtes assim registra:

"(...)lhe criamos uma letra, com a finalidade de dar uma idéia descritiva e viva da dança, parte poética ausente no tema nativo.";

a galopeada (carreirinha) realiza-se em linha reta até o sexto passo, quando então o par inicia um giro em sentido anti-horário, na ida e horário, no retorno;

Mazurca Galopeada

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AS DANÇAS

Mazurca Galopeada

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AS DANÇAS

Valsa do Passeio

“Musical e coreograficamente apresenta duas

partes distintas: a

primeira em que o par se enlaça normalmente (4ª geração) e dança, ao redor do salão, sempre em giro de Valsa Campeira. (...)

No ritmo de passo-de-marcha, cada par, espontaneamente, vai se colocando um atrás do outro (...) É o ‘passeio’ no salão! (...)

Quiçá, relembranças do ciclo das ‘velhas’ contradanças, temas do bailar

em conjunto, da 3ª Geração. ”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Valsa do Passeio

Dança de 3ª e 4ª gerações coreográficas:

utiliza-se como introdução a parte musical correspondente a valsa, ao final da qual os pares encontram-se lado a lado,- obra escrita - ou frente a frente - ensinamentos de cursos - tomados pelas mãos - direita do peão, esquerda da prenda - formando um cordão;

"É o 'passeio' no salão!"

os passeios desenvolvem-se dançando de forma rítmica e não militarizada, mas marcando significativamente com os pés, cada par individulamente e um atrás do outro em 31 passos de marcha e o respectivo de juntar (fora da música), e encerram-no postados face a face.

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AS DANÇAS

observar a possibilidade da variante para o passeio (menos frequente), que não deve ser coreografado;

os pares valsam, com livre territorialidade, em 8 passos no sentido anti-horário e 8 em sentido horário.

durante a retomada do passeio forma-se novamente o cordão, podendo ou não, espontaneamente, haver troca da "ordem de posicionamento" entre os pares;

finaliza a dança com passo de juntar, junto da música ou com o de juntar fora da música. - Ler conceito básico sobre passo de juntar, inclusive a nota. (Manual de Danças Gaúchas - pg. 24)

Valsa do Passeio

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AS DANÇAS

Havaneira Marcada

“Oriundo da primitiva habanera cubana, de 1825, que se popularizou no Brasil inteiro lá pelos anos de 1880, (...). Chegou ao Rio Grande do Sul sob o nome de havaneira, posterior a outras danças de par enlaçado como a valsa, chotes, polca e mazurca.

(...)

Este tema folclórico não apresenta nenhuma conotação poética. (...)”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Tema de 4ª geração:

Os pares postam-se livres pela sala em boa territorialidade, sem posições marcadas;

as carreirinhas após as marcações e a parte dançada são executadas para qualquer direção;

observar postura natural durante as marcações;

sequência coreográfica pode ser repetida ao bel prazer do grupo de baile.

Havaneira Marcada

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AS DANÇAS

Baile e Bailares - 55

Baile e Bailares - 54

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Chotes Par trocado em Roda à Moda Litoral

Baile e Bailares - 55

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Chotes Par trocado em Roda à Moda Serrana

Baile e Bailares - 57

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Chotes Par trocado em Roda à Moda Litoral

Baile e Bailares - 55

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Chotes Par trocado em Roda à Moda Litoral

No livro Dê-le Chotes a descrição coreográfica da dança está correta pg. 12

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Chotes Par trocado em Roda à Moda Litoral

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Chotes Par trocado em Roda à Moda Litoral

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Danças

Chote Par Trocado em Roda Moda Litoral

formar a roda usando o chotes fundamental;

formada a roda, faz-se pelo menos 1 (uma) marcação completa do chotes fundamental;

ao realizar a próxima marcação do passo fundamental, a prenda irá fazer uma meia-lua (somente ida) descrevendo 1/4 de círculo no entorno do peão;

a prenda realiza meio giro em torno de si, soltando a mão direita do peão;

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Danças

Chote Par Trocado em Roda Moda Litoral

o peão neste momento oferece a mão esquerda, à mão direita da prenda, para que a mesma não fique desamparada: "Este movimento é harmonioso, interligando às mãos entre os dançarinos (...)" - entre o par; após, a troca de pares, valseada com 4 passos;

"O cavalheiro (...) desloca-se avançando ao encontro da prenda"

"desenvolvido em rodas relativamente pequenas." Côrtes (2004, p. 12)

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Danças

Chote de Par Trocado à Moda Serrana

4ª geração coreográfica

a troca ocorre após avanço em ESPÉCIE de meia-lua da prenda. pelo menos 1 (um) fundamental antes da troca;

após, a troca de pares, valseada com 5 passos;

o término da dança ocorre após a figura de destroca ou após o chotes fundamental;

sequência livre, privilegiando as trocas;

todos os dançarinos da sala executam a mesma coreografia ao mesmo

tempo;

"Sugere-se que a execução da figura do par-trocado, faça-se em voz de comando geral, quando no sentido de espetáculo cênico representativos e se destine a efeito plástico estético grupal." Dê-le Chotes

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AS DANÇAS

Graxaim

“Depois do Tatu, consideramos o GRAXAIM como o 2º mais importante tema popular de um ‘rimance’ de bicho-personificado.

galponeiro. Quando

(...) A música do Graxaim se popularizou como motivo

somente cantada, tem andamento de

polquinha ‘limpa banco’. (...) Coreograficamente é uma dança de par enlaçado, independente (4ª geração). Musicalmente a dança desenvolve-se num andamento moderado.”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Graxaim

Dança de 4ª geração:

tema musicoreográfico de pares independentes na sala;

durante o canto, nos versos, ocorre uma repetição dos dois primeiros e também dos dois últimos;

na primeira figura, "salto do graxaim", peão e prenda a iniciam com o pé esquerdo, movimentando-se adequadamente, prazerosamente em andamento moderato.

Paixão côrtes, em suas obras, esclarece que, no LP Tradição e Folclore do Sul (1964), o tema foi gravado com características de limpa-banco, gasta sola, pois não houve preocupação com o andamento musical em relação a identidade especial coreográfica.

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AS DANÇAS

Vinte e Quatro

“O Vinte-e-Quatro é um gracioso motivo com características bastante antigas, em que peão e prenda, depois de um peculiar ‘namoro’, ou seja, movimento pendular da cabeça lateralmente, postados frente a frente, terminam por girar alegremente, enganchados.”

"É um baile de pares interdependentes e musicalmente com tema definido. Na dança que pesquisamos não encontramos referência poética cantada.”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Vinte e Quatro

Misturam-se movimentos cerimoniosos (movimento pendular de cabeça) com gestos vivos (tesoura e giro enganchado).

Uma sequência completa da dança – execução das três figuras descritas – totaliza 24 compassos musicais, o que originou o nome do tema.

Interpretativamente caracteriza-se pelo namoro cerimonioso e alegre.

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AS DANÇAS

Maçanico

“Essa dança, por suas características coreográficas parece ser postuguesa (apesar da música adquir quando executadas por violonistas autênticos do Rio Grande do Sul, um estilo sincopado muito próprio, alheio a música postuguesa). Com o nome de ‘Maçanico’, surgiu no estado de Santa Catarina e daí passou ao nordeste e ao litoral norte do Rio Grande do Sul. É uma de nossas danças mais animadas. (...)”

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

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AS DANÇAS

Maçanico

3 ª geração coreográfica figura 1 - avanço e retorno; figura 2 - giro com palmas;

repetem-se as figuras ao bel prazer dos dançantes; não possui levante (de acordo com a geração do tema); é uma das nossas danças mais animadas;

evitar coreografar a introdução; dançarinos cantam quando há poética.

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Danças

Pezinho

“Entre os gaúchos, a música do ‘Pezinho’ amoldou-se à instrumentação típica, e adquiriu, graças à cordiona, mais vivacidade e alegria, ao mesmo tempo que a coreografia se amoldava ao espírito da gente do litoral rio-grandense, adquirindo muito de sã ingenuidade. (...)

É necessário frisar que o ‘Pezinho’ é a única dança popular rio- grandense em que todos os dançarinos obrigatoriamente cantam, não se limitando, portanto, à simples execução da coreografia”

Paixão Côrtes e Barbosa Lessa

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AS DANÇAS

Pezinho

Dança de 3ª Geração Coreográfica

na sala, os dançantes podem dispor-se espalhados, em filas (pelo menos de três pares) ou roda;

observar que na marcação pendular com o calcanhar fixo ao solo, o pé abre para a lateral, executando uma leve marcação da meia-planta;

na marcação em linha reta, apenas a meia-planta ira marcar no chão;

em ambas as figuras de marcações observa-se a flexão e a tensão da perna de apoio, sendo a flexão mais acentuada na marcação em linha reta;

todos os molinetes devem iniciados pelo pé esquerdo - peão e prenda - devendo ser finalizados com o pés juntos seguido de gracioso e cortes

cumprimento;

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Importante

Cuidar o enlaçar dos pares para a 2ª Figura

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AS DANÇAS

Chote Inglês

“Dançado no fim do século XIX e primórdios deste, segundo nossas pesquisas, em fontes originais, no meio rural rio-grandense.

Vamos encontrá-lo bailado em outros estados brasileiros. (...)

Apresenta música própria, distinguindo-se uma parte mais pausada, de movimento cerimonioso, que se ajusta, num segundo movimento, à ‘marcação’ do chotes fundamental. (...) ”

Paixão Côrtes

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AS DANÇAS

Chote Inglês

Tema híbrido de 2ª e 4ª gerações que possui três figuras distintas:

passeio com o par tomado pelas mãos, face a face, realizando passos laterais de juntar, finalizando com 3 marcações de toda a planta - ida e retorno;

marcação de chotes fundamental - duas vezes

passeio com o par tomado pelas mãos, ombro a ombro, realizado com passos de marcha, finalizando com 3 marcações de toda a planta - ida e retorno

as figuras de passeio são realizadas com troca de olhares amorosos* entre o par;

a dança completa pode ser repetida ao bel prazer.

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Importante

NA 1ª e na 3ª Figura respeitar cumprimentos descritos;