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��INCLUSÃO DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO AUTISTA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA�

Prof. Ricardo Torquato

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HISTÓRIA:

Em 1943, o psiquiatra austríaco radicado nos Estados Unidos, Leo Kanner (1894-1981), observou e descreveu 11 crianças que apresentavam um quadro clínico singular. O principal sintoma era a incapacidade para se relacionarem com outras pessoas. (FACION, 2013, p. 17).

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O QUE É O AUTISMO:

  • O Autismo é considerado um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), esse conceito surgiu no final da DÉCADA DE 60.

  • O Autismo é um transtorno comumente associado com outras síndromes e facilmente confundido com deficiência mental. O mesmo é descrito como uma síndrome comportamental com causas múltiplas e CARACTERIZADO PELA FALTA DE INTERAÇÃO SOCIAL.

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CURIOSIDADES:

  • O Transtorno Autista apresenta-se como uma desordem no desenvolvimento de maneira grave, e afeta cerca de 20 entre cada 10 mil nascidos e é 4 vezes mais comum nos meninos do que nas meninas. No entanto, a menina quando afetada, geralmente, os sintomas são mais severos.

  • Sendo, portanto, um conjunto de sintomas que se manifestam invariavelmente antes dos 3 anos de idade da criança.

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CAUSAS:

  • Suas causas ainda são desconhecidas e a teoria mais aceita é a MULTIFATORIAL, nela os fatores genéticos, imunológicos e neurológicos, são os mais prováveis.

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AUTISMO E INCLUSÃO:

  • Quando pensamos em inclusão de pessoas com dificuldades em comunicação, automaticamente nos lembramos de um deficiente auditivo ou visual e, logo, buscamos caminhos alternativos de comunicação. Por exemplo, a Língua brasileira de sinais (LIBRAS), para o deficiente auditivo e o Braile para o deficiente visual.

  • E como trabalharíamos com um aluno autista que na maioria dos casos não tem sua comunicação desenvolvida?

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HISTÓRIA DA INCLUSÃO:

  • Ao falarmos em educação inclusiva e sua história não podemos deixar de falar de suas fases, bem como: a fase de exclusão, a fase de segregação, a fase de integração e a fase de inclusão, que vivemos até hoje.

  • A nova LDBEN instituiu as políticas nacionais de educação especial, que foram especialmente alavancadas pela Conferência Mundial de Jomtiem sobre Educação para Todos em 1990 e pela Declaração de Salamanca em 1994. Elas representaram um marco para a instauração de um novo discurso a permear as práticas educacionais no Brasil (PAN, 2013, p.92).

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HISTÓRIA DO AUTISMO:

  • Ao longo da história da psicopatologia foram realizadas várias revisões científicas acerca dos conceitos de Autismo e psicose na criança. Em 1943, o psiquiatra austríaco radicado nos Estados Unidos, Leo Kanner (1894-1981), observou e descreveu 11 crianças que apresentavam um quadro clínico singular.

  • O principal sintoma era a incapacidade para se relacionarem com outras pessoas (FACION, 2013). Além do mau funcionamento nas áreas: de interação social, de comunicação e de comportamento restrito e repetitivo (BUDEL e MEIER, 2012).

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DETECTANDO O AUTISMO:

  • Segundo a 10ª Classificação Internacional de Doenças – CID-10 (1993), “o autismo é classificado com o código F84-0, sendo considerado como um Transtorno Invasivo do Desenvolvimento”.

  • O transtorno autista é facilmente confundido ou até mesmo associado a outros problemas neurológicos ou neuroquímicos, já que ainda não existe um exame específico com a capacidade de detectar sua origem e sim uma gama de testes. Os diagnósticos são formulados, através de observação de um conjunto de sintomas apresentados pela pessoa (FACION, 2013).

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  • E esta observação pode e deve ser feita pelo professor, já na educação infantil, sendo estes 14 sintomas cardeais a serem observados para reconhecer o transtorno autista.

  • Para FACION (2013, p. 32), “se uma pessoa apresentar pelo menos 5 desses sintomas de forma persistente e em idade inadequada, pode ser formulada a hipótese de autismo e a família deve ser orientada a buscar um médico especialista”.

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SINTOMAS:

  • Não se relaciona com outras pessoas;
  • Age como se fosse surdo;
  • Resiste ao aprendizado;
  • Não demonstra medo de perigo reais;
  • Resiste a mudança de rotina;
  • Usa as pessoas como ferramentas;
  • Manifesta risos e movimentos não apropriados;
  • Resiste ao contato físico;
  • Apresenta acentuada hiperatividade física;
  • Não mantém contato visual;
  • Tem apego não apropriado a objetos;
  • Gira objetos de maneira bizarra e peculiar;
  • As vezes é agressivo e destrutivo;
  • Apresenta comportamento indiferente;

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MÉTODO TEACCH:

  • Criado na década de 60, na divisão de Psiquiatria da Escola de Medicina da Universidade da Carolina do Norte (EUA), por Eric Shopler e colaboradores.

  • É estruturado por cartões que representam visualmente por meio de imagens, basicamente, as principais atividades cotidianas que devem ser executadas pela criança, passo a passo, de modo que ela compreenda o que se espera dela, bem como escovar os dentes, tomar banho, arrumar a cama, pegar a mochila, vestir-se, comer, assistir televisão, ir para a escola, dormir etc.

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EDUCAÇÃO FÍSICA E INCLUSÃO:

  • A educação física como ferramenta de inclusão escolar para autistas tem como objetivo principal o desenvolvimento nas áreas social, motora e de comunicação do aluno (MARQUEZE e RAVAZZI, 2011).

  • A premissa de VYGOTSKY (2000), citada por FALKENBACH et al. (2010, p. 208), “é de potencializar as relações sociais como fator de que favorece a aprendizagem”.

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EDUCAÇÃO FÍSICA E AUTISMO:

  • A Atividade Física promove autonomia, une a parte motora e cognitiva, proporciona condicionamento físico, gasta calorias e tudo isso, através de um trabalho lúdico.

  • Segundo FALKENBACH et al. (2010, p. 210), “A iniciativa para avaliação do desenvolvimento de um aluno com transtorno autista é o lúdico, sendo relacionada à segurança da criança, sua curiosidade e desejo exploratório, assim como o estabelecimento dos primeiros contatos com seus colegas, procurando-os para brincar”.

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CURRÍCULO ADAPTADO:

  • Para BUDEL e MEIER (2012, p. 53-54), “o currículo adaptado deve ser periodicamente avaliado, construído, em consonância com o coletivo escolar, pelo professor, que também deve poder contar com a participação de outros profissionais que estejam envolvidos com aquele estudante”.

  • Logo, cabe aos profissionais da educação e outras áreas de conhecimento sobre inclusão, refletir, intervir e mediar esse contexto de aprendizagem.

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OBJETIVO:

  • O principal objetivo desse estudo foi compreender o autismo e identificar metodologias que possibilitem a inclusão dos alunos com transtorno autistas nas aulas de educação física.

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CONSDERAÇÕES FINAIS:

  • Diagnóstico na primeira infância, e são caracterizados pelo comprometimento grave e global em diversas áreas do desenvolvimento.

  • No caso dos indivíduos com transtorno autista apresentam comprometimento em três áreas importantes: na área da comunicação, da socialização e na área motora.

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  • Dificuldades em se relacionar e comunicar-se com as pessoas e também apresentam alguns movimentos estereotipados, ecolalia (repetição das palavras) e os mesmos não mantém contato visual.

  • O autismo manifesta-se invariavelmente até os 3 anos de idade e persiste por toda a vida, logo, uma vez autista sempre autista.

  • Infelizmente suas causas ainda são desconhecidas.

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  • O método TEACCH, que trabalha mostrando cartões coloridos e com figuras variadas de diferentes tipos e tamanhos.

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  • O professor, ao orientá-lo, deve agir com calma, utilizando somente as orientações que são realmente importantes para a realização das atividades.

  • No entanto, ainda, se faz necessário mais estudos nessa área, para que possamos realmente entender tal processo de inclusão.

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REFERÊNCIAS:

BELISÁRIO FILHO, José Ferreira; CUNHA, Patrícia. A educação especial na perspectiva da inclusão escolar: transtornos globais do desenvolvimento. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial; Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2010. v. 9. (Coleção A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar).

BUDEL, Gislaine Coimbra; MEIER, Marcos. Mediação de aprendizagem na educação especial. 1. ed. Curitiba: InterSaberes, 2012. (Série Inclusão Escolar)

CAMARGOS JR., Walter. et al. Transtornos Invasivos do Desenvolvimento: 3º Milênio. Brasília: Presidência da República, Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, 2005.

CID-10. OMS. Classificação de transtornos mentais e de comportamento. Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.

DSM-5. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Trad. Maria Inês Corrêa Nascimento. et al. 5. ed. ver. Porto Alegre: Artmed, 2014.

FACION, José Raimundo. Transtornos do Desenvolvimento e do Comportamento. 1. ed. Curitiba: Intersaberes, 2013.

FALKENBACH, Atos Prinz; DIESEL, Daniela; OLIVEIRA, Lidiane Cavalheiro de. O jogo da criança autista nas sessões de psicomotricidade relacional. Rev. Bras. Cienc. Esporte. Campinas, v. 31, n. 2, p. 203-214, janeiro 2010. Disponível em: www.revista.cbce.org.br/index.php/RBCE/article/download/706/411. Acesso em: 31 de julho de 2016.

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GRESPAN, Marcia Regina. Educação física no ensino fundamental: Primeiro ciclo. Campinas, SP: Papirus, 2002. Disponível em: http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/8530806190/pages/103. Acesso em 31 de julho de 2016.

KWEE , Caroline Sianlian; SAMPAIO, Tania Maria Marinho; ATHERINO, Ciríaco Cristóvão Tavares. AUTISMO: UMA AVALIAÇÃO TRANSDISCIPLINAR BASEADA NO PROGRAMA TEACCH. Rev CEFAC, v.11, Supl2, p. 217-226, 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rcefac/v11s2/a12v11s2.pdf. Acesso em: 30 de julho 2016.

MARQUEZE e RAVAZZI. Inclusão de autistas nas aulas de educação física. VII Encontro da associação brasileira de pesquisadores em educação especial. Londrina, Pg. 1945-1956, de 08 a 10 novembro. Disponível em: http://www.uel.br/eventos/congressomultidisciplinar/pages/arquivos/anais/2011/TRANSTORNO/182-2011.pdf. Acesso em: 18 de julho de 2016.

PAN, Mirian. O direito à diferença: uma reflexão sobre deficiência intelectual e educação inclusiva. 1. ed. Curitiba: InterSaberes, 2013. (Série Inclusão Escolar).

RAU, Maria Cristina Trois Dorneles. A ludicidade na educação: uma atitude pedagógica. 2. ed. rev., atual. e ampl. Curitiba: Ibepex, 2011. (Série Dimensões da Educação).

SCHMIDT, Carlo (org.). Autismo, educação e transdiciplinaridade. Livro eletrônico. Campinas, SP: Papirus, 2014. (Série Inclusão Escolar). Disponível em: http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788530811136/pages/129. Acesso em: 30 de julho de 2016.

SILVA, Aline Maria da. Educação especial e inclusão escolar. Curitiba: InterSaberes, 2012. (Série Inclusão Escolar).

ZILIOTTO, Gisele Sotta. Fundamentos psicológicos e biológicos das necessidades especiais. 2. ed. rev. Curitiba: Ibpex, 2007.

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MUITO OBRIGADO!

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