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falecompresidente@trf1.jus.brCARTA AO PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
❗ Recebemos a notícia que haverá um despejo das mais de 800 famílias dos Acampamento Ademar Ferreira e Tiago dos Santos, as informações dos moradores é de que mais de 3 mil policiais da Força Nacional de Bolsonaro e Polícia Militar de Marcos Rocha e José Hélio Cysneiros Pachá, o mesmo que comandou um Batalhão da PM em 1995, o carniceiro de Santa Elina , estão envolvidos na operação em Nova-Mutum.
✊🏽 Não podemos permitir que mais um crime seja cometido contra os camponeses em luta aos moldes do que aconteceu em 1995, do episódio conhecido como Massacre de Corumbiara, quando trezentos homens, entre pistoleiros e policiais, atacaram um grupo que ocupava uma fazenda no Sul de Rondônia. Oito lavradores foram assassinados, 20 desapareceram e 350 se feriram.
▪️ A nova ordem de despejo foi emitida em 27 de setembro de 2021 pelo juiz ILISIR BUENO RODRIGUES em favor do latifundiário e grileiro, Galo Velho. No mesmo dia, o veto ao PL 827/2020 foi derrubado no Congresso. O PL, que proíbe despejos durante a pandemia, foi promulgado e virou a Lei 14.216. Para além da Lei Despejo Zero, as famílias também estão resguardadas pela liminar concedida pelo Ministro Barroso que impede que hajam despejos sem que uma alternativa de moradia adequada seja garantida às famílias atingidas.
▪️ O Conselho Nacional dos Direitos Humanos – CNDH, por meio de ofício enviado ao juiz Ilisir Bueno Rodrigues, já manifestou preocupação e sugere suspensão de despejo no âmbito de ação de reintegração de posse, em meio à pandemia de COVID – 19. O poder judiciário de Rondônia e o Governo do Estado estão também agindo contra a Recomendação nº90 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que recomenda aos órgãos do Poder Judiciário a adoção de cautela em pedidos de reintegração de posse durante a pandemia.
Vídeos de moradores de Nova-Mutum circulam nas redes sociais e apresentam um aparato de guerra para realizar despejo e expulsar as mais de 800 famílias do acampamento Tiago dos Santos e Acampamento Ademar Ferreira. Segundo informações são cerca de 3 mil militares envolvidos, desde aparato do governo genocida de Bolsonaro e Generais (PF, PRF, Força Nacional) e tropas de diversas unidades da PMRO de Marcos Rochá e de Hélio Pachá, que comandou a operação de cerco e execuções em Corumbiara, em 1995.
LUTAR NÃO É CRIME!
TERRA PARA QUEM NELA VIVE E TRABALHA!
fonte: Resistência Camponesa
Cordialmente,
Campanha Despejo Zero.