Cultura Indígena | Tupã
Indigenistas, pesquisadores e lideranças das etnias Kaingang, Krenak, Terena e Guarani Nhandewa transformam a Estância Turística de Tupã em espaço de reflexão sobre a trajetória de resistência de povos indígenas. Em movimento, o Ciclo explora conexões e perspectivas críticas entre passado, presente e futuro, propondo um espaço contínuo de convivência e compartilhamento, em construção e desconstrução.

Realização: Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Prefeitura Municipal da Estância Turística de Tupã, Secretaria Municipal de Cultura, Poiesis e Oficinas Culturais

100 lugares (para efeito de certificados)
Público: população indígena, estudantes, pesquisadores, educadores, gestores e interessados em geral
Seleção: primeiros inscritos

Local: Rua Guaianazes, Centro (ao lado do Solar Luiz de Souza Leão) – Tupã/SP

Programa:

21/4 - SÁBADO

Mediação: Marília Xavier Cury

Marília Xavier Cury é pesquisadora em Museologia no Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. No que se refere aos direitos indígenas no museu, realiza ações colaborativas com indígenas no centro-oeste de São Paulo, com as etnias Kaingang, Terena, Guarani Nhandewa e Krenak.

10h às 12h
Terra e Ancestralidade
Chicão Terena, Irineu N'jea, Marcio Oliveira de Castro Coelho, Olívio Jekupé e Susilene Elias de Melo

O território enquanto campo simbólico de conexão com a ancestralidade, que revela o sentimento de pertencimento físico e afetivo. Nesta conversa, uma reflexão sobre a identidade como elo intergeracional e constituinte de um sujeito presente e aguerrido.

Chicão Terena, indígena da Aldeia Kopenoty, situada à Terra Indígena Araribá, na região de Avaí/SP, é o primeiro cacique formado em Geografia do Estado de São Paulo, pela Universidade do Sagrado Coração (USC).

Irineu N'jea, indígena da etnia Terena, é professor de História e especialista em Antropologia Cultural. Além de Presidente da ARACI (Associação Renascer em Apoio à Cultura Indígena), é o representante paulista da Comissão Nacional Escolar Indígena - CNEEI/MEC.

Marcio Oliveira de Castro Coelho, mestre e doutorando em Antropologia Social pela UFSCar, atua na área de etnologia indígena e etnologia urbana. De 1985 a 1995, trabalhou como Chefe de Posto Indígena e Administrador Regional, pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI.

Olívio Jekupé, da Aldeia Krukutu, é indígena da etnia Guarani. Estudou Filosofia na USP. Entre literatura infantil, poesia e contos indígenas, possui 16 livros publicados, incluindo traduções na Itália.

Susilene Elias de Melo, indígena da etnia Kaingang, é liderança na Terra Indígena Vanuíre, na região de Arco-Íris/SP.

14h às 16h
Vozes Plurais: desconstruindo o olhar de coisificação sobre povos indígenas do Brasil
Irineu N'jea, Marcio Oliveira de Castro Coelho e Renan Torres

Olhares sobre a pluralidade de vozes indígenas, num bate-papo sobre a diversidade sociocultural de uma população que é constituída por mais de 300 etnias e fala ao menos 274 línguas.

Irineu N'jea, indígena da etnia Terena, é professor de História e especialista em Antropologia Cultural. Além de Presidente da ARACI (Associação Renascer em Apoio à Cultura Indígena), é o representante paulista da Comissão Nacional Escolar Indígena - CNEEI/MEC.

Marcio Oliveira de Castro Coelho, mestre e doutorando em Antropologia Social pela UFSCar, atua na área de etnologia indígena e etnologia urbana. De 1985 a 1995, trabalhou como Chefe de Posto Indígena e Administrador Regional, pela Fundação Nacional do Índio - FUNAI.

Renan Torres, graduado em Ciências Sociais, é pesquisador na Officina de Estudos do Patrimônio Cultural da UENF-RJ, onde desenvolve estudos históricos relacionados à ocupação indígena na região do baixo Paraíba do Sul. No Facebook, criou e administra a página “Povos Indígenas do Brasil”.

16h30 às 19h
Sujeito Histórico, Sujeito Presente
Anildo Lulu Avaro Cadil, Cândido Mariano Elias, Claudino Marcolino, Dirce Jorge Lipu Pereira, Gerolino José Cezar, Irineu N'jea, Lidiane Damaceno e Ronaldo Iaiati

Espaço de troca de saberes, onde caciques, pajés e lideranças apresentam suas visões acerca de ancestralidade, mundo moderno, relações sociais, demarcação de território e respeito à cultura indígena.

Dirce Jorge Lipu Pereira, indígena da etnia Kaingang, é liderança na Terra Indígena Vanuíre, na região de Arco-Íris/SP.

Lidiane Damaceno, indígena da etnia Krenak, é liderança na Terra Indígena Vanuíre, na região de Arco-Íris/SP.

Cândido Mariano Elias, da etnia Terena, é pajé da Terra Indígena Icatu, na região de Braúna/SP.

Ronaldo Iaiati, da etnia Terena, é cacique da Terra Indígena Icatu, na região de Braúna/SP.

Anildo Lulu Avaro Cadil, indígena da etnia Guarani, cacique da Aldeia Tereguá, situada à Terra Indígena Araribá, é Vice-Presidente do CEPISP - Conselho Estadual dos Povos Indígenas.

Claudinei de Lima, da etnia Guarani, é liderança da Aldeia Nimuendaju, situada à Terra Indígena Araribá, na região de Avaí/SP.

Gerolino José Cezar, da etnia Terena, é liderança da Aldeia Ekeruá, situada à Terra Indígena Araribá, na região de Avaí/SP.

Irineu N'jea, indígena da etnia Terena, é professor de História e especialista em Antropologia Cultural. Além de Presidente da ARACI (Associação Renascer em Apoio à Cultura Indígena), é o representante paulista da Comissão Nacional Escolar Indígena - CNEEI/MEC.

19h30
Show: Kunumí MC
Livre

O rapper guarani Kunumí MC é da Aldeia Krukutu, situada à região de Parelheiros, na zona sul de São Paulo. Seu primeiro álbum, “My Blood Is Red”, lançado em 2017, versa sobre o cotidiano e a luta dos povos indígenas, por meio de faixas como "O Kunumi Chegou", "Nunca Desistir" e "Tentando Demarcar". Recentemente, gravou com Criolo a música “Terra, Ar, Mar”, ainda sem previsão de lançamento.

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