Proposta de Norma - Ignitabilidade de Colchões - INCLUSÃO DE CONSIDERAÇÕES
COMO USAR O FORMULÁRIO:
1. Imprima a proposta da Norma e anote as dúvidas, críticas e ou sugestões
2. Registre suas considerações (conforme item item 1) neste formulário
3. Ao concluir o item 2, clique em enviar


Introdução
Esta Norma propõe avaliar a ignitabilidade de colchões com ou sem capas estofadas e bases de cama estofadas por meio da exposição a fontes de ignição padronizadas e de intensidade crescente. As fontes de ignição são representativas de possíveis princípios de incêndio acidental, ou não, que reproduzem desde o contato com a brasa de um cigarro (fonte de ignição 0), sem chama, até a queima de folhas de papel jornal dobrado (fonte de ignição 5), com chama, representando ensaios com fonte de ignição primária.
Para o caso dos colchões, são considerados normativos os ensaios com fontes de ignição primárias, com ou sem chama, dispostas acima do colchão, expondo a sua superfície superior. Para as bases de cama estofadas, são considerados normativos os ensaios com uma fonte de ignição com chama atingindo diretamente a lateral do elemento.
Não se pode assumir que proteção contra fontes de ignição com chama protegerão automaticamente contra fontes de ignição sem chama. Usuários desta Norma devem, portanto, reconhecer a necessidade de submeter os corpos de prova representativos de colchões a ensaios tanto com ignição sem chama quanto com ignição com chama.
São citados métodos de ensaio com a fonte de ignição colocada abaixo do corpo de prova, bem como métodos em que são usadas cobertas de cama, simulando um princípio de incêndio em uma cama arrumada. Essa situação representa o ensaio com fonte de ignição secundária. Esses ensaios podem ser executados mediante uma necessidade específica de um fabricante ou solicitação de um cliente, mas não fazem parte das exigências normativas.
A avaliação e a classificação estabelecida nesta Norma não encerra o assunto associado à geração de incêndios e suas consequências aos ocupantes, especiamente frente aos perigos decorrentes da fumaça gerada.

Esta Norma descreve os métodos de verificação da ignitabilidade de colchões com ou sem capa estofada e bases de cama estofadas quando submetidos a diferentes tipos de ignição primária e secundária, com diferentes intensidades.
Os seguintes métodos são descritos:a) colchões com ou sem capa estofada ensaiados com fontes de ignição primária acima do corpo de prova; *
b) bases de cama estofadas ensaiadas com fontes de ignição primária; *
c) colchões com ou sem capa estofada ensaiados com fontes de ignição primária abaixo do corpo de prova; *
d) combinações de colchão com ou sem capa estofada, colocado sobre uma base estofada ou plataforma específica (ver 5.4), junto a cobertas de cama, caracterizando ensaios com fontes de ignição secundária. *
As alíneas c) e d) apresentam ensaios que não fazem parte das exigências normativas, mas que podem ser realizados para avaliar situações específicas.Colchões de ar ou de água não fazem parte do escopo desta Norma. *
2 Termos e definiçõesPara os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições. 2.1 base de cama estrutura que suporta o colchão *
2.2 cama arrumada: pilha de diversas camadas que engloba o colchão, travesseiro, com ou sem fronha, e qualquer coberta de cama que possa estar acima do colchão, como lençóis, cobertor, edredon e colcha, caracterizando situação de uso da cama *
2.3 capa estofada: produto estofado localizado sobre a superfície superior do colchão, que pode ser parte integrante ou removível do colchãoNOTA: Esse produto não é feito para ser usado de forma independente do colchão. *
2.4 coberta de cama: item colocado em cima da cama para prover conforto e reter calor do usuário. NOTA: Inclui lençois, cobertor, edredon, colcha e quaisquer outros produtos destinados a essa finalidade. *
2.5 colchão: produto estofado destinado a servir de base para descanso *
2.6 elemento: peça estofada (colchão com ou sem capa estofada ou base de cama estofada) *
2.7 fonte de ignição fonte de ignição primária: fonte de energia com combustão utilizada nos ensaios *
2.8 fonte de ignição com chama: fonte de energia com combustão com presença de chama, com a emissão de luz e calor *
2.9 fonte de ignição secundária: combinação de uma fonte de ignição primária considerando o efeito de cobertas de cama num ensaio *
2.10 fonte de ignição sem chama: fonte padronizada composta por brasa de cigarro sem a presença de chama *
2.11 ignição progressiva com chama: propagação da queima do corpo de prova avaliado, com presença de chama *
2.12 ignição progressiva sem chama: propagação da queima do corpo de prova avaliado, sem a presença de chama *
2.13 ignitabilidade: medida da facilidade com que o elemento pode queimar com ou sem chama *
2.14 superfície superior: superfície de um colchão ou da sua capa estofada, caso presente, que suporta o usuário *
3 Fontes de ignição consideradas na avaliaçãoSão utilizadas fontes de ignição com e sem chama. A fonte de ignição sem chama que tem maior probabilidade de entrar em contato com a superfície superior do colchão é a brasa de um cigarro aceso. Um cigarro tamanho-padrão foi definido como representativo da maioria dos cigarros comercializados e será designado como fonte de ignição 0.As fontes de ignição com chama são obtidas por meio da queima de gás butano ou de um engradado de madeira seca que busca simular situações mais críticas de início de incêndio.As fontes de ignição com chama produzidas por butano foram numeradas em ordem ascendente de severidade a partir da fonte de ignição 1 (que representa a chama de um fósforo) até a fonte de ignição 3.A fontes de ignição 4 e 5 representam foco de incêndio maior produzido pela queima de papel (de jornal ou revista) ou de um equipamento eletrônico de pequeno porte. O fogo é produzido por um engradado de madeira de tamanho definido. *
3 Fontes de ignição consideradas na avaliação: São utilizadas fontes de ignição com e sem chama. A fonte de ignição sem chama que tem maior probabilidade de entrar em contato com a superfície superior do colchão é a brasa de um cigarro aceso. Um cigarro tamanho-padrão foi definido como representativo da maioria dos cigarros comercializados e será designado como fonte de ignição 0. As fontes de ignição com chama são obtidas por meio da queima de gás butano ou de um engradado de madeira seca que busca simular situações mais críticas de início de incêndio. As fontes de ignição com chama produzidas por butano foram numeradas em ordem ascendente de severidade a partir da fonte de ignição 1 (que representa a chama de um fósforo) até a fonte de ignição 3. AS fontes de ignição 4 e 5 representam foco de incêndio maior produzido pela queima de papel (de jornal ou revista) ou de um equipamento eletrônico de pequeno porte. O fogo é produzido por um engradado de madeira de tamanho definido. *
3.1 Fonte de ignição sem chama (fonte de ignição 0)Fonte de ignição sem chama, produzida pela brasa de um cigarro cilíndrico, sem bocal, com as seguintes características:a) comprimento: (68 ± 2) mm;b) diâmetro: (8 ± 0,5) mm;c) massa: (0,95 ± 0,1) g.O tipo de cigarro a ser usado como fonte de ignição no ensaio deve ter sua taxa de queima medida por meio do seguinte procedimento:a) manter o cigarro nas condições climáticas e tempo determinados em 6.2;b) fazer marcas no corpo do cigarro em distâncias de 10 mm e 50 mm, medidas a partir da ponta que será acesa;c) acender o cigarro conforme 7.1.1 e prendê-lo num suporte de arame, de forma que ele fique horizontalmente suspenso no ar. O cigarro deve ser preso a uma distância de no máximo 13 mm medida a partir da ponta que não será acesa.d) registrar o tempo necessário para que o cigarro queime entre as marcas de 10 mm e 50 mm, feitas conforme alínea b);e) a taxa de queima pode ser medida dessa forma em dois cigarros simultaneamente. Deve-se somente garantir que a distância entre os dois cigarros ou entre cigarro e qualquer outra superfície seja de no mínimo 150 mm.A taxa de queima, medida por meio desse procedimento, deve ser de (8 ± 2) min/40 mm. *
3.2 Fontes de ignição com chama produzida por meio de gás butano (fontes de ignição 1, 2 e 3)Fontes de ignição com chama produzida por meio de um queimador de gás butano com vazão controlada. O queimador deve ser composto por um tubo de aço inoxidável com as seguintes dimensões:a) (8,0 ± 0,1) mm de diâmetro externo;b) (6,5 ± 0,1) mm de diâmetro interno;c) (200 ± 5) mm de comprimento.Este tubo deve estar conectado a uma mangueira flexível, a um fluxômetro, a uma válvula de controle fino, a uma válvula liga/desliga (opcional), a um regulador e cilindro de gás, que forneça uma pressão nominal de 2,8 kPa , contendo butano (variações possíveis no desempenho podem ocorrer quando o cilindro de gás estiver quase vazio).O fluxômetro deve ser calibrado para fornecer uma vazão de gás, variável em função do número da fonte a ser aplicada, conforme especificado na Tabela 1. A mangueira que conecta a saída do fluxômetro ao tubo do queimador deve ter de 2,5 m a 3,0 m de comprimento, com um diâmetro interno de (7,0 ± 1,0) mm. *
3.3 Fontes de ignição com chama produzidas por meio de engradado de madeira seca “Pinus Silvestres” (fontes de ignição 4 e 5)Fonte de ignição com chama, produzida por meio de engradado de madeira. São necessários os seguintes componentes para esse ensaio:a) bastonetes de madeira seca Pinus Silvestres (ver Anexo D), cada um possuindo as seguintes características: Comprimento: (40 ± 2) mm; Lado da seção quadrada: (6,5 ± 0,5) mm; Massa: (17 ± 1) g.b) tecido felpudo cirúrgico absorvente, com densidade de área de, aproximadamente, 200 g/m², cortado na forma de um quadrado com 40 mm de lado (essas dimensões resultam numa massa aproximada de 0,3 g);c) acetato de polivinila (PVA) ou outro adesivo de madeira adequado para colar os bastonetes e o tecido;Para a fonte de ignição 4 deverão ser utilizados 10 bastonetes, especificados na alínea a). Para a fonte de ignição 5 o engradado deverá ser composto por 20 bastonetes.3.3.1 Os bastonetes de madeira devem ser montados em forma de engradado, paralelos uns aos outros e devem formar ângulos retos em relação aos bastonetes da camada inferior. Os bastonetes em cada camada devem ser colocados nas bordas externas da camada inferior, sem saliências, formando um engradado de forma quadrada, com cinco camadas (fonte de ignição 4) ou dez camadas (fonte de ignição 5) sobrepostas.3.3.2 A base do engradado recebe o tecido felpudo cirúrgico, com a face felpuda voltada para cima. Tanto os bastonetes quanto o tecido são fixados com uma pequena quantidade de adesivo à base de PVA.A construção dos engradados para as fontes de ignição 4 e 5 devem seguir, respectivamente, a Figura 1 e a Figura 2. *
4 Critérios de avaliação das características de ignitabilidadeOs critérios de avaliação das características da ignitabilidade são definidos para a condição de ignição progressiva sem chama e ignição progressiva com chama. Ambas são fundamentais, porém são condições diferentes de ignição e devem ser avaliadas isoladamente. *
4.1 Critérios de avaliação para ensaio com fonte de ignição sem chamaDeve ser avaliada a ocorrência de ignição progressiva sem chama ou ignição progressiva com chama.4.1.1 Ignição progressiva sem chamaTodos os comportamentos descritos a seguir devem ser considerados como ignição progressiva sem chama:a) qualquer corpo de prova que apresente combustão progressiva, sem chama, de forma que seja inseguro continuar o ensaio e necessária a extinção forçada;b) qualquer corpo de prova que queime, sem chama, até que seja consumido durante o ensaio;c) qualquer corpo de prova cuja queima, sem chama, atravesse totalmente a sua espessura;d) qualquer corpo de prova que queime sem chama por mais de 60 min;e) qualquer corpo de prova que, durante a verificação final (ver Seção 9), mostre evidências de carbonização (com exceção de descoloração) que alcance mais de 50 mm, horizontalmente, em qualquer direção a partir do ponto mais próximo de locação da fonte de ignição. *
4.1.2 Ignição progressiva com chamaSerá considerada ignição progressiva com chama a ocorrência de qualquer flamejamento durante o ensaio executado com uma fonte sem chama *
4.2 Critérios de avaliação para ensaios com fontes de ignição com chamaDeve ser avaliada a ocorrência de ignição progressiva sem chama ou ignição progressiva com chama.4.2.1 Ignição progressiva sem chamaOs seguintes tipos de comportamento devem ser considerados como ignição progressiva sem chama:a) qualquer corpo de prova que apresente combustão progressiva, sem chama, de forma que seja inseguro continuar o ensaio e necessária a extinção forçada;b) qualquer corpo de prova que queime, sem chama, até que seja consumido durante o ensaio;c) qualquer corpo de prova cuja queima, sem chama, atravesse totalmente a sua espessura;d) qualquer corpo de prova que queime, sem chama, por mais de 60 min;e) para ensaios com as fontes de ignição 2 e 3, qualquer corpo de prova que produza fumaça perceptível, calor ou brilho 15 min após a remoção da chama da fonte de ignição;f) para ensaios com a fonte de ignição 4 e 5, qualquer corpo de prova que produza fumaça perceptível, calor ou brilho 60 min após a ignição do engradado de madeira;g) qualquer corpo de prova que, durante a verificação final (ver Seção 9), mostre evidências de carbonização (com exceção de descoloração) que alcance mais de 50 mm, horizontalmente, em qualquer direção a partir do ponto mais próximo de locação da fonte de ignição;h) para ensaios com fontes de ignição posicionadas acima do corpo de prova: qualquer corpo de prova que, na verificação final (ver Seção 9), apresente descoloração, devido uma queima sem chama e que se estenda por mais de 100 mm, horizontalmente, em qualquer direção a partir da posição original da fonte de ignição. *
4.2.2 Ignição progressiva com chamaTodos os comportamentos a seguir devem ser considerados como ignição progressiva com chama:a) qualquer corpo de prova que apresente combustão progressiva, com presença de chama, de forma que seja inseguro continuar o ensaio e necessária a extinção forçada;b) qualquer corpo de prova que queime, com chama, até que seja consumido durante o ensaio;c) qualquer corpo de prova cuja frente de chama alcance as extremidades deste ou atravesse a sua espessura durante o ensaio (por exemplo, devido à espessura completa ser penetrada por material derretido, e não pelas chamas);d) para ensaios com as fontes de ignição 1, 2 e 3: qualquer corpo de prova que continue a queimar, com chama, por mais de 2 min após a remoção da fonte de ignição;e) para ensaios com a fonte de ignição 4 e 5: qualquer corpo de prova que continue a queimar por mais de 10 min após a ignição do engradado;f) para ensaios com todas as fontes de ignição: qualquer corpo de prova que desprenda partículas em chama, mesmo que não se enquadre nas alíneas d) e e). *
5 Equipamentos e requisitos para execução dos ensaios 5.1 Segurança dos operadores. É fundamental alertar para a geração de substâncias e/ou ocorrência de situações que possam ser prejudiciais à saúde dos operadores se não forem tomadas precauções adequadas. Os procedimentos aqui apresentados referem-se somente à disponibilidade técnica e não eximem o usuário de obrigações legais em relação à saúde e segurança em qualquer etapa dos ensaios. Para isso, o uso de roupas de proteção e/ou respiradores e qualquer outro EPI recomendado por lei é imprescindível. *
5.2 Equipamentos de combate a incêndio: Meios prontamente acessíveis de extinção do fogo dos corpos de prova devem estar presentes no local do ensaio. O sistema de extinção deve ter capacidade suficiente para lidar com um incêndio completamente desenvolvido.Deve-se atentar que a extinção em corpos de prova queimando sem chama pode ser difícil. Recomenda-se cuidado para que estes sejam descartados somente quando estiverem completamente inertes. Deve-se providenciar, preferencialmente, combate com água para incêndios sem chama e um extintor para incêndios com chama.NOTA 1: Extintores de dióxido de carbono não são adequados para extinção sem chama.NOTA 2: Pode ser necessário imergir os corpos de prova, que queimam sem chama, na água ou colocá-los em invólucro não combustível selado. Para maior segurança, outros procedimentos adequados devem ser observados. *
5.3 Cronômetro: Deve ter precisão de 1 s e ser capaz de medir ao menos 1 h.5.4 Plataforma de ensaio Plataforma de aço expandido ou de malha aberta com dimensões no mínimo iguais as do corpo de prova que será ensaiado. A plataforma deve estar a uma altura de, no mínimo, 75 mm acima do piso, mas deve possuir suportes extensíveis que permitam que se alcance uma altura de (380 ± 50) mm acima do piso a fim de possibilitar a realização de ensaios com fonte de ignição posicionada abaixo do corpo de prova. Também para possibilitar esse tipo de ensaio, a malha da plataforma deve ser retangular com aberturas de (100 ± 10) mm por (50 ± 5) mm, conforme apresentado na Figura 3.NOTA: Ensaios com fonte de ignição acima do corpo de prova não possuem requisitos específicos para as características da malha. *
5.5 Recinto para realização dos ensaios: Os ensaios devem ser conduzidos em locais com equipamentos de controle de fumaça adequados ou recinto construído para esse fim, para que as pessoas não sejam expostas aos gases resultantes do ensaio. O local de ensaio deve ser livre de corrente de ar e ter temperatura ambiente entre 10 °C e 30 °C, umidade relativa entre 15 % e 80 % e equipamento para extrair fumaça e gases tóxicos. Esse recinto deve ter volume maior que 20 m³, podendo ser menor somente se possuir um sistema de injeção e extração de ar que garanta um fluxo adequado. A velocidade do ar no local do ensaio não pode ser maior do que 0,2 m/s, já que esse fluxo garante uma quantidade de oxigênio adequada à queima, sem prejudicar o seu comportamento *
5.6 Fontes de ignição e produtos auxiliaresPara execução dos ensaios devem ser utilizados os seguintes componentes.a) fontes de ignição, conforme Seção 3;b) álcool isopropílico (somente para as fontes de ignição 4 e 5);c) seringa graduada (ou outro instrumento de medição adequado), capaz de medir (1,4 ± 0,1) ml de álcool isopropílico (somente para as fontes de ignição 4 e 5); *
6 Preparação dos corpos de prova6.1 GeralO corpo de prova deve representar fielmente os componentes e acabamento do colchão com ou sem capa estofada ou base de cama estofada, em seus estados finais de acabamento.Se as duas superfícies de um desses elementos forem diferentes, ambos os lados devem ser ensaiados. *
6.2 Condicionamento: Todos os corpos de prova e fontes de ignição que serão utilizados nos ensaios devem ser conservados por no mínimo 16 h, imediatamente antes do início do ensaio, na seguinte condição climática:a) Temperatura ambiente: (23 ± 2) ºCb) Umidade relativa do ar: (50 ± 5) % *
6.3 Ensaios com fonte de ignição primáriaEsses ensaios se destinam a avaliar a ignitabilidade de um corpo de prova separado, sem cobertas de cama.6.3.1 Corpos de prova em escala reduzidaPara ensaios em escala reduzida, o corpo de prova deve ter formato regular e dimensões mínimas de 450 mm x 350 mm. A espessura deve ser igual à do elemento real (colchão com ou sem capa estofada ou base de cama estofada).O tipo de acabamento encontrado na borda do elemento real também deve estar presente no corpo de prova em escala reduzida. O acabamento nas superfícies do colchão com ou sem capa estofada ou base de cama estofada também deve ser totalmente representado no corpo de prova (por exemplo, existência de quaisquer reentrâncias e/ou sulcos). Quaisquer tensões que existam no material real devem também ser representadas no corpo de prova.NOTA 1: Tensões podem ser mantidas no cobrimento por meio de clipes ou alfinetes.NOTA 2: Dependendo das particularidades de cada elemento e consequentemente do número de ensaios necessários, um único corpo de prova em escala reduzida pode não ser suficiente para completar a análise. Nesse caso, deve-se providenciar mais corpos de prova, idênticos ao primeiro. *
6.3.2 Corpos de prova em escala real Para esses ensaios deve-se usar o produto real como corpo de prova.Em ensaios com base da cama estofada, o corpo de prova deve conter todos os materiais de preenchimento, estrados e suportes presentes no elemento real. *
6.4 Preparação para início dos ensaios 6.4.1 Certificar-se que os meios de extinção de chamas estejam disponíveis conforme 5.2.6.4.2 A organização em ensaios dependerá do elemento que está sendo ensaiado.a) Colchões, dotados ou não de capas estofadas, devem ser ensaiados na plataforma de ensaio específica, definida em 5.4.b) Bases de cama estofadas devem ser ensaiadas numa superfície horizontal e os pés da cama devem ser equipados no corpo de prova, se estiverem presentes no produto real;6.4.3 O ensaio deve ser executado, no máximo, 15 min após a remoção do corpo de prova das condições climáticas descritas em 6.2. *
7 Procedimentos de ensaio em colchões com ou sem capa7.1 Ensaio utilizando fonte de ignição 07.1.1 Acender um cigarro e garantir que o ar passe através dele até que a ponta acessa brilhe. Não menos de 5 mm e não mais do que 8 mm do cigarro deve ser consumido nesse processo. 7.1.2 No momento em que o cronômetro for acionado, colocar o cigarro queimando numa porção plana da superfície superior, distando no mínimo 50 mm de qualquer borda ou marca deixada por algum ensaio anterior.7.1.2.1 Quando o corpo de prova possuir acabamento especial ou qualquer material diferente nas bordas, deve-se também posicionar cigarros adicionais nessas bordas. 7.1.2.2 A existência de sulcos e/ou reentrâncias na superfície superior exige a repetição deste ensaio com o posicionamento de cigarros adicionais diretamente nesses detalhamentos.7.1.3 Observar o corpo de prova a fim de verificar a existência de ignição progressiva sem chama (ver 4.1.1) ou com chama (ver 4.1.2).7.1.4 Se for observado qualquer tipo de ignição, extinguir o incêndio, anotar o tempo decorrido desde o início do ensaio e registrar o tipo de ignição que ocorreu.7.1.5 Caso não seja observado nenhum tipo de ignição ou o cigarro não se ignize totalmente, repetir o ensaio com um novo cigarro numa nova posição, como estabelecido em 7.1.2. Essa instrução também deve ser seguida para os cigarros nas posições descritas em 7.1.2.1 e 7.1.2.2.7.1.6 Se for observado qualquer tipo de ignição neste segundo ensaio, extinguir o incêndio, anotar o tempo decorrido desde o início do ensaio e registrar o tipo de ignição que ocorreu.7.1.7 Caso não seja observado nenhum tipo de ignição ou o cigarro não se ignize totalmente neste segundo ensaio e o corpo de prova passe pela verificação final, conforme indicado na Seção 9, registrar que não houve ignição e parar o cronômetro. *
7.2 Ensaios utilizando fontes de ignição 1, 2 ou 37.2.1 Abrir a saída de gás, acender e ajustar o fluxo de gás para uma taxa apropriada, conforme Tabela 1, e permitir que a chama se estabilize por no mínimo 2 min.7.2.2 No momento em que o cronômetro for acionado, posicionar o tubo queimador numa porção plana da superfície superior do corpo de prova, conforme Figura 4. O tubo queimador deve estar na horizontal e em contato com o corpo de prova.7.2.2.1 Quando o corpo de prova possuir acabamento especial ou qualquer material diferente nas bordas, deve-se também posicionar o tubo queimador nessas bordas.7.2.2.2 A existência de sulcos e reentrâncias na superfície superior também exige o posicionamento do tubo queimador adicionalmente nesses detalhamentos. 7.2.3 A fonte de ignição não deve ser colocada em posições que já tenham sido utilizadas em ensaios em outra orientação.7.2.4 A fonte de chama deve permanecer em cada posição, pelo tempo determinado na Tabela 1.7.2.5 Observar o corpo de prova a fim de verificar a existência de ignição progressiva sem chama (ver 4.2.1) ou com chama (ver 4.2.2).7.2.6 Se for observado qualquer tipo de ignição, extinguir o incêndio, anotar o tempo decorrido desde o início do ensaio e registrar o tipo de ignição que ocorreu.7.2.7 Caso não seja observado nenhum tipo de ignição, repetir o ensaio com a fonte numa nova posição, conforme 7.2.2. Essa instrução deve ser seguida para todas as posições descritas em 7.2.2.1 e 7.2.2.2.7.2.8 Se for observado qualquer tipo de ignição neste segundo ensaio, extinguir o incêndio, anotar o tempo decorrido desde o início do ensaio e registrar o tipo de ignição que ocorreu.7.2.9 Caso não seja observado nenhum tipo de ignição neste segundo ensaio e nem na verificação final (ver Seção 9), registrar que não houve ignição e parar o cronômetro. *
7.3 Ensaios utilizando fontes de ignição 4 e 57.3.1 Adicionar lentamente (1,4 ± 0,1) ml de álcool isopropílico ao tecido cirúrgico (ver 3.3 - b)) usando um instrumento de dosagem (ver 5.6 - c)).7.3.2 Colocar o engradado na posição mostrada na Figura 4 a no mínimo 170 mm de qualquer borda ou marcas deixadas por ensaios anteriores (a distância deve ser medida a partir do centro do engradado de madeira).7.3.3 A fonte de ignição não deve ser colocada em posições que já tenham sido utilizadas em ensaios em outra orientação.7.3.4 Dois minutos após a adição do álcool isopropílico, ignizar o tecido cirúrgico usando um fósforo, tubo queimador ou fio quente e iniciar o cronômetro. Caso o engradado não se ignize, repetir o ensaio com um novo engradado, na posição descrita em 7.3.2.7.3.5 Observar o corpo de prova a fim de verificar a existência de ignição progressiva sem chama (ver 4.2.1) ou com chama (ver 4.2.2).7.3.6 Se for observado qualquer tipo de ignição, extinguir o incêndio, anotar o tempo decorrido desde o início do ensaio e registrar o tipo de ignição que ocorreu.7.3.7 Caso não seja observado nenhum tipo de ignição, repetir o ensaio com a fonte numa nova posição, como estabelecido em 7.3.2.7.3.8 Se for observado qualquer tipo de ignição neste segundo ensaio, extinguir o incêndio, anotar o tempo decorrido desde o início do ensaio e registrar o tipo de ignição que ocorreu.7.3.9 Caso não seja observado nenhum tipo de ignição neste segundo ensaio e nem na verificação final (ver Seção 9), registrar que não houve ignição e parar o cronômetro. *
8 Procedimentos de ensaio em bases de cama estofadas8.1 Ensaios utilizando fontes de ignição 1, 2 ou 38.1.1 Abrir a saída de gás, acender e ajustar o fluxo de gás para uma taxa apropriada, conforme Tabela 1, e permitir que a chama se estabilize por no mínimo 2 min.8.1.2 No momento em que o cronômetro for acionado, posicionar o tubo queimador junto ao nível inferior do corpo de prova, conforme indicado na Figura 5 e Figura 6. A saída do tubo queimador deve estar na horizontal, ortogonalmente ao corpo de prova e em contato (caso a base não possua pés de apoio) ou alinhada com a face lateral da base estofada (caso a base seja elevada devido à presença de pés de apoio).8.1.3 A fonte de chama deve permanecer na posição definida em 8.1.2, pelo tempo determinado na Tabela 1.8.1.4 Observar o corpo de prova a fim de verificar a existência de ignição progressiva sem chama (ver 4.2.1) ou com chama (ver 4.2.2).8.1.5 Se for observado qualquer tipo de ignição, extinguir o incêndio, anotar o tempo decorrido desde o início do ensaio e registrar o tipo de ignição que ocorreu.8.1.6 Caso não seja observado nenhum tipo de ignição, repetir o ensaio com a fonte numa nova posição, conforme 8.1.2.8.1.7 Se for observado qualquer tipo de ignição neste segundo ensaio, extinguir o incêndio, anotar o tempo decorrido desde o início do ensaio e registrar o tipo de ignição que ocorreu.8.1.8 Caso não seja observado nenhum tipo de ignição neste segundo ensaio e nem na verificação final (ver Seção 9), registrar que não houve ignição e parar o cronômetro. *
8.2 Ensaios utilizando fontes de ignição 4 e 58.2.1 Adicionar lentamente (1,4 ± 0,1) ml de álcool isopropílico ao tecido cirúrgico (ver 3.3 - b)) usando um instrumento de dosagem (ver 5.6 - c)).8.2.2 Colocar o engradado na posição mostrada na Figura 5 e Figura 7, com uma de suas faces encostada na superfície lateral da base de cama estofada (caso a base de cama esteja a uma altura maior, que não permita o contato com a fonte, uma das faces da fonte de ignição deve estar alinhada com a superfície lateral do corpo de prova). A fonte de ignição deve estar a no mínimo 170 mm de quaisquer marcas deixadas por ensaios anteriores (a distância deve ser medida a partir do centro do engradado de madeira).8.2.3 Dois minutos após a adição do álcool isopropílico, ignizar o tecido cirúrgico usando um fósforo, tubo queimador ou fio quente e iniciar o cronômetro. Caso o engradado não se ignize, repetir o ensaio com um novo engradado, na posição descrita em 8.2.2.8.2.4 Observar o corpo de prova a fim de verificar a existência de ignição progressiva sem chama (ver 4.2.1) ou com chama (ver 4.2.2).8.2.5 Se for observado qualquer tipo de ignição, extinguir o incêndio, anotar o tempo decorrido desde o início do ensaio e registrar o tipo de ignição que ocorreu.8.2.6 Caso não seja observado nenhum tipo de ignição, repetir o ensaio com a fonte numa nova posição, como estabelecido em 8.2.2.8.2.7 Se for observado qualquer tipo de ignição neste segundo ensaio, extinguir o incêndio, anotar o tempo decorrido desde o início do ensaio e registrar o tipo de ignição que ocorreu.8.2.8 Caso não seja observado nenhum tipo de ignição neste segundo ensaio e nem na verificação final (ver Seção 9), registrar que não houve ignição e parar o cronômetro. *
9 Verificação finalA fim de verificar a ocorrência de ignição progressiva sem chama em seu interior, deve-se desmontar o corpo de prova, imediatamente após o encerramento do procedimento de ensaio. Deve-se examinar o interior do elemento, procurando por qualquer sinal da ocorrência de ignição progressiva. Se esta for verificada, deve-se extinguir o incêndio e registrar que houve ignição progressiva para aquela fonte de ignição atuante.Por razões de segurança, deve-se sempre garantir que todo tipo de ignição progressiva foi extinguida antes que os operadores deixem o local ou que o corpo de prova seja descartado. *
10 Classificação quanto à ignitabilidadeA classificação de colchões com ou sem capa estofada e de bases de cama estofadas, nas classes de ignitabilidade I, II, III, IV ou V deve ser feita a partir da execução seletiva de ensaios e fontes de ignição, conforme indicado na Tabela 2 para os colchões com ou sem capa estofada e na Tabela 3 para as bases de cama estofadas, considerando a não ocorrência de ignição progressiva sem chama ou não ocorrência de ignição progressiva com chama em nenhuma das situações. *
11 Relatório de ensaioO relatório de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações.a) Referência a essa norma;b) A seguinte colocação: “Os resultados de ensaio apresentados tem relação somente com a ignitabilidade dos materiais nas condições específicas de ensaio. Eles não devem ser entendidos como meios de avaliação do potencial de danos do elemento em questão durante um incêndio”;c) A descrição do colchão com ou sem capa estofada, no primeiro caso com a descrição da capa estofada, ou da base de cama estofada e, se necessário, a identificação da superfície ensaiada;d) Condicionamento realizado nos corpos de prova e materiais empregados nos ensaios;e) Condições ambientais de ensaio;f) Fontes de ignição utilizadas; g) Posições e zonas ensaiadas com fotos de cada situação antes e após ensaio;h) O resultado do ensaio: ocorrência de ignição progressiva com chama, ignição progressiva sem chama ou sem ignição;i) Se houve ignição, de qualquer forma, todos os registros e observações relevantes à essa ignição;j) Classificação quanto à ignitabilidade obtida de acordo com a Tabela 2, para colchões com ou sem capa estofada ou Tabela 3, para bases de cama estofadas. Um modelo de relatório está contido no Anexo E. *
Espaço para observações gerais:
Your answer
Nome do responsável pelo preenchimento:
Your answer
Email do responsável pelo preenchimento:
Your answer
Nome da empresa/instituição do responsável pelo preenchimento:
Your answer
Submit
Never submit passwords through Google Forms.
This form was created inside of Associação Brasileira da Indústria de Colchões. Report Abuse - Terms of Service