Sempre Bela: A relação entre a beleza e o sofrimento no corpo feminino na virada do século XX.
APRESENTAÇÃO DO CURSO
A história do uso de cosméticos, das lingeries e da busca de um corpo perfeito e os seus significados sócio-culturais não são lineares e nem únicos. Mas o olhar dos médicos e os discursos produzidos pela medicina e pelas propagandas publicitárias são significativos para compreender o lugar que o corpo feminino ocupa na sociedade, representado especificamente de forma bela e feminina. Mulheres que buscam a determinada perfeição tornam-se reféns em seus próprios corpos. Dessa forma, a hegemonia dos modelos de beleza, a saber, nem sempre saudáveis, acaba por fazer muitas mulheres distorcerem a sua imagem nos espelhos. Quando não se enquadram na ditadura da beleza, se sentem infelizes por não sentirem-se sempre belas. Por isso, a importância deste curso está na preocupação em compreender os usos e abusos de artifícios e intervenções no corpo humano na modernidade/contemporaneidade.

OBJETIVO
Refletir sobre a historicidade da beleza e dos usos e abusos de: cosméticos, espartilhos, dietas, drogas lícitas e ilícitas entre outros artifícios divulgados pelos discursos hegemônicos a favor da beleza feminina. Iniciar o questionamento dos discursos hegemônicos com base em referenciais teóricos indicados na bibliografia. Contextualizar o período como um tempo carregado de insatisfações, de rupturas de paradigmas, onde os discursos hegemônicos, em especial o da propaganda publicitária e/ou da medicina, criaram simbologias para ditar regras estéticas e criar representações sobre a beleza feminina.

METODOLOGIA
O Curso consiste em apresentações dialogadas e interativas com o público. Após a apresentação do professor, iniciam-se as reflexões teórico-metodológicas referentes ao tema, dialogando com os principais autores indicados na Bibliografia, que dão o suporte teórico da discussão sobre Beleza e Feminilidade, contextualizados na Modernidade/Contemporaneidade. Posteriormente a apresentação da base teórica, inicia-se a análise das fontes, os discursos médicos e a relação com outros discursos hegemônicos, como as propagandas de revistas.

PARTICIPANTES
Além de Professores, Estudantes e Público em Geral, o curso é aberto às pessoas interessadas em discutir, estudar e pesquisar o tema Beleza e Feminilidade, não existindo exigências quanto ao grau de instrução e idade. Os únicos requisitos são: interesse na temática em estudo e na troca de saberes.

Professora
MÁRCIA BARROS VALDÍVIA
Doutora e Mestre em História Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Docente do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Ibirapuera. Pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Tem experiência na área de História, com ênfase em Cultura e Representação, atuando principalmente nos seguintes temas: Cidade, História, Memória, Cultura , Boemia, Medicalização, Corpo e Beleza.
Dados do Curso
TURMA
Março/2018 - História Social da Cidade

CARGA HORÁRIA
03 horas/aula
Aos participantes serão conferidos certificados que podem ser aproveitados para as Atividades Complementares exigidas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais.

PERÍODO DE REALIZAÇÃO
Curso: 10 de março de 2018.

DIA DA SEMANA E HORÁRIO
Curso: sábado, das 10h00 às 13h00

LOCAL
Instituto Bixiga
Rua dos Ingleses, 67, Bela Vista, São Paulo-SP
Tel. (11) 2597-0343 / (11) 2691-7861
institutobixiga@gmail.com

NÚMERO DE VAGAS: 20

INVESTIMENTO
R$ 150,00

PAGAMENTO
Valor de R$ 150,00 no ato da inscrição.

FORMAS DE PAGAMENTO
Cartão de Crédito
Boleto

ATENÇÃO: A REALIZAÇÃO DO CURSO ESTÁ SUJEITA A NÚMERO MÍNIMO DE MATRICULADOS.

Referências Bibliográficas
ASCHI, Solomon E. Psicologia Social. São Paulo: Nacional, 1977.

CRESPO, Jorge. História do Corpo. Lisboa: Difel, 1990.

CLAUDEL, Jean. A Ordem Médica. Poder e impotência do discurso médico. São Paulo: Brasiliense, 1983.

BASSANEZI, Carla. Mulheres dos anos dourados. In: DEL PRIORE, Mary (Org). História das mulheres no Brasil. 5 ed. São Paulo: Contexto, 2001.

DWORKING, Ronald. Felicidade Artificial. O lado negro da nova classe feliz. São Paulo: Planeta, 2007.

FOUCAULT, Michel. Nascimento da Clínica. São Paulo: Forense, 1963.

FOUCAULT, Michel. Os Anormais. Curso no Collége de France (1975-1976). São Paulo: Martins Fontes, 2001.

FREUD, Sigmund, In: CONNOR, Steven. Cultura Pós-Moderna. São Paulo: Moderna, 1989.

ILLICH, Ivan. A Expropriação da Saúde. Nêmesis da medicina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.

PINSKY, Carla Bassanezi. A era dos modelos rígidos. In: PINSKY, Carla Bassanezi; PEDRO, Joana Maria (Org.). Nova história das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2012.

SANT’ANNA, Denise Bernuzzi de. Sempre bela. In: PINSKY, Carla Bassanezi; PEDRO, Joana Maria (Org.). Nova história das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 2012.

SANT’ANNA, Denise Bernuzzi de. Uma História do Peso no Brasil. São Paulo: Estação Liberdade. 2016.

SANT’ANNA, Denise Bernuzzi de. História da Beleza no Brasil. São Paulo:Contexto.2014.

VALDÍVIA, Marcia Barros. A São Paulo Glamourosa. Encantos e desencantos (1949-1959). Tese de Doutorado em História. São Paulo: PUC-SP, 2008.

Inscrição
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