Inscrição vivência Prazere-se
Trata-se de um encontro terapêutico mensal, em grupo, sobre o prazer feminino sob todos os seus aspectos. O sexo é um tabu em quase todas as sociedades através dos tempos. Se ao ser humano fosse permitida total liberdade no sexo, as pessoas não seriam corpos dóceis, submetidas, passíveis de serem transformadas e “aperfeiçoadas”. Um corpo dócil é um corpo disciplinado e a esse corpo não é dada a permissão do gemer... do sussurrar... do escolher caminhos autorais... e, talvez, esse corpo jamais grite.

Como herdeiras de uma cultura – em revisão – de corpos dóceis, acreditamos que conversar sobre o prazer feminino contribui para uma ampliação de consciência sobre o que queremos e desejamos. E assim, quando nossa sexualidade começa a se mover, percebemos que não somos mais um reservatório estagnado, e que fluímos em direção aos nossos desejos, sem repressões, com autenticidade e verdade.

Faremos atividades de percepção corporal, focalizando o tema do prazer. Vamos explorar o mapeamento corporal do prazer: onde o prazer de cada participante se encontra? Esse mapeamento auxiliará na compreensão de bloqueios e aberturas e, com a tomada de consciência, a transformação se faz possível ampliando perspectivas para cada uma. Sendo desejado, poderemos inserir conteúdos teóricos feministas.

Público-alvo: mulheres maiores de 18 anos.


SOBRE AS TEORIAS QUE AMPARAM A VIVÊNCIA PRAZERE-SE

Experiência Somática
A Experiência Somática, também conhecida como “terapia do trauma”, atua sobre o comportamento do sistema nervoso autônomo, por meio da conscientização das sensações corporais relacionadas à situação de estresse, trauma, ou outra situação que requer a restauração do equilíbrio interno, melhorando a resiliência a situações futuras estressantes e aumentando a vitalidade e a capacidade de se engajar nas atividades da vida.

Michel Foucault
O filósofo francês Michel Foucault, preocupou-se, entre outros temas, com as diversas formas de subjetivação e poder. Escreveu O cuidado de si, como o terceiro volume publicado da coletânea História da Sexualidade. Ele buscou explicar a formação da sociedade disciplinar e caracterizou essas diferenças de seus objetos de análise como relações microfísicas e macrofísicas. A Microfísica do poder, relacionada ao poder exercido pelo que ele chamou de sociedade disciplinar, era uma rede de poderes pequenos, exercidos em pequenos núcleos sociais por meio da aplicação de técnicas disciplinares que docilizariam os corpos das pessoas, treinando-os para as atividades diversas. A escola, a igreja, o quartel, a fábrica, a cadeia e o hospital seriam instituições disciplinares que aplicam a disciplinarização dos corpos, enquanto os líderes de pequenos núcleos de poder, como os pais na família patriarcal, exercem algum tipo de poder microfísico em cima das pessoas subjugadas a ele. Foucault também se debruçou na proposta de uma nova ética relacional.

Referências feministas
O feminismo é habitualmente restrito aos círculos acadêmicos, ainda que existam iniciativas desejosas de promover a ruptura dessa barreira, inserindo reflexões na vida de mulheres com experiências diversas e não necessariamente vinculadas com as universidades, afinal, a cultura não faz as pessoas, mas as pessoas fazem a cultura. O estereótipo negativo do feminismo, ainda que vital, parece perder força diante de inevitáveis mudanças que observamos ganharem densidade no século XXI. Caso o grupo deseje inserir um pouco de estudo feminista em nossos encontros, usaremos a seguinte bibliografia de base:

• #MeuAmigoSecreto – Feminismo Além das Redes (Coletivo Não Me Kahlo).
#MeuAmigoSecreto é um livro essencial da bibliografia feminista porque ele foca em dados, e não na teoria. Trata-se de um excelente compilado de informações para que todos possam visualizar o problema da questão de gênero na sociedade atual de forma extremamente prática.

• Um Teto Todo Seu (Virginia Woolf).
Virginia Woolf traça um panorama da mulher que gostaria de escrever em épocas passadas (e atuais, se olharmos bem), inclusive aquela que, para isso, precisava recorrer a pseudônimos masculinos, uma vez que obras masculinas eram bem aceitas — um problema que existe até hoje, como no caso de Joanne Kathleen Rowling, autora da saga Harry Potter, que decidiu assinar sua obra com suas iniciais para que a recepção dela no mercado não fosse afetada pelo estigma da mulher escrevendo fantasia.

• A Mística Feminina (Betty Friedan).
O barulho que A Mística Feminina de Betty Friedan causou quando foi publicado, em 1963, foi muito semelhante ao de Simone de Beauvoir com O Segundo Sexo.  No entanto, ao contrário da autora francesa, Betty centrou sua análise na mulher norte-americana e em entender aquilo que ela nos apresenta logo nos primeiros capítulos: a mística feminina. Propagandas e filmes, durante os anos 40 e 50, contribuíram sistematicamente para que as mulheres sentissem que seu lugar pertencia à esfera privada, não mais à pública, uma vez que a Segunda Guerra Mundial havia terminado e era hora de os homens retomarem seus postos de trabalho. Betty Friedan, que era psicóloga e redatora de uma revista para mulheres, assistiu de perto o descontentamento das mulheres que não sabiam por que se sentiam tão vazias e acabavam desenvolvendo problemas mentais como depressão. Seu livro é uma pesquisa bastante vasta, em que ela nos mostra através de entrevistas e dados como a mística feminina atuava para fazer a manutenção dos lugares sociais de homens e mulheres.

• Uma História do Feminismo no Brasil (Céli Regina Jardim Pinto).
Livro de leitura fácil e prazerosa cumpre um importante papel que é contar a história do feminismo a partir do contexto histórico brasileiro, uma condição essencial para entendermos a forma como o movimento se construiu no país, como ela influencia a nossa situação atual, e como as transformações históricas vividas pelo Brasil moldaram a forma como os direitos das mulheres foram conquistados.

• O Segundo Sexo (Simone de Beauvoir).
Ninguém nasce mulher, torna-se mulher. Por sua riqueza, profundidade e complexidade, talvez não seja correto classificar O Segundo Sexo como uma leitura para iniciantes. Ao mesmo tempo, é praticamente impossível se aventurar em qualquer entendimento mais aprofundado e teórico sobre feminismo sem esbarrar em Simone de Beauvoir e seu legado infinito, de modo que talvez seja melhor começar de uma vez.


INVESTIMENTO
À vista de R$ 300,00 por encontro mensal

Inscrição antecipada por depósito bancário de R$150,00
Pagamento em dinheiro, cheque ou depósito bancário
Sua inscrição é efetivada mediante ao pagamento e envio do comprovante


DATA E HORÁRIO
Todas datas de encontro em 2020: 04/03, 01/04, 06/05,03/06,01/07, 05/08, 02/09, 07/10, 04/11, 02/12/2020
Quartas-feiras, das 19h às 21h30


LOCAL
Centro de Desenvolvimento Dora M Bentes
Rua dos Jacintos, 233 - Mirandópolis, São Paulo - SP
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