Manifesto Liberdade para Falilatou
Falilatou é mulher, mãe, negra, refugiada africana, trabalhadora ambulante e com pouco domínio do português. Desde 2014 no Brasil, Falilatou Estelle Sarouna trabalha com a venda de roupas no conhecido bairro do Brás para se sustentar e, principalmente, para enviar dinheiro para os estudos do filho de 12 anos, que é seu dependente no Togo, país do continente africano. Ela trabalhava duro para conseguir realizar o sonho de trazer o filho para viver com ela no Brasil.

Desde dezembro de 2020, porém, Falilatou está detida por conta da Operação Anteros, que desarticulou uma suposta organização criminosa que atuaria em golpes financeiros. Conhecida como uma das operações policiais que prendeu o maior número de pessoas em um mesmo processo na história do Brasil, a operação revelou um suposto esquema de fraudes on-line e o julgamento corre em uma vara de primeira instância de Martinópolis, cidade no estado de São Paulo quase divisa com o Paraná. Segundo o Portal de Notícias Metrópoles, são 115 pessoas acusadas e presas, dentre elas está Falilatou.

Embora anágrafa (Falilatou pertence a uma cultura africana que não faz uso da escrita como nos modelos ocidentais), a única prova apresentada contra a trabalhadora togolesa foi uma assinatura em letra cursiva para a abertura de diversas contas bancárias em seu nome.

De acordo com advogados e familiares, Falilatou estava trabalhando quando teve sua casa invadida pela polícia. Sem entender o que havia acontecido, ela mesma foi à delegacia para registrar um boletim de ocorrência, quando foi presa no momento em que tomava conhecimento sobre a acusação por um crime que não cometeu. Até o momento, Falilatou não teve direito à intérprete ou tradução ao longo do processo, além de que o seu Consulado não foi notificado no momento da prisão como determinam as normativas brasileiras e internacionais no caso das pessoas imigrantes em vulnerabilidade.

A vendedora ambulante trabalhava sob sol e chuva, das 10h às 19h, e foi vítima de um golpe.

Neste momento ela está presa na Penitenciária Feminina da Capital – Carandiru, em São Paulo. Desde a prisão da vendedora, o filho de Falilatou não tem recebido os recursos que eram enviados mensalmente pela mãe. Em decorrência dessa situação, a criança parou de estudar e, além disso, o aluguel do quitinete em que a refugiada mora se acumula desde janeiro. A dívida já ultrapassa os R$ 3 mil (três mil reais).

O único familiar de Falilatou no Brasil e amigos estão impedidos de ter contato com ela, que está encarcerada injustamente em meio à maior crise sanitária e social da história do país, correndo risco de se contaminar e adoecer na prisão. É necessária toda solidariedade com essa refugiada e com todas(os) trabalhadoras(es) negros e periféricos presos injustamente no Brasil.

O Estado brasileiro, através dos poderes executivo, judiciário, e do sistema financeiro, está mantendo uma refugiada presa injustamente em um episódio de racismo e xenofobia estruturais.

A justiça brasileira deve conceder imediatamente o habeas corpus para que ela e as outras pessoas detidas tenham direito a julgamento individual em liberdade, interrompendo o processo realizado contra um grupo indeterminado de pessoas, sendo ao menos 34 mulheres imigrantes. Lembrando ainda que muitos acusados estão sem defesa no processo em razão da ausência de Defensoria Pública na cidade de Martinópolis onde o processo se desenvolve e agora foram nomeados advogados dativos.

Faça parte dessa rede de solidariedade por justiça antirracista! Não existem provas que liguem Falilatou a nenhum crime.

Exigimos à justiça que acolha os pedidos de liberdade da defesa.
Contra a política de encarceramento em massa!
Contra a xenofobia e o racismo!
Liberdade já para Falilatou!

Para se somar nessa luta, inclua o nome da sua organização, coletivo ou movimento nesse manifesto, que será encaminhado aos julgadores e à imprensa - prazo até 18 de Maio. E apoie a vakinha emergencial para envio de sustento para o filho de Falilatou. A família está responsável pela arrecadação, aceitam qualquer quantia. Você pode fazer a transferência pela chave PIX: imeldadjadjou@gmail.com (na transferência, indicar que o apoio é para filho de Falilatou).

#LiberdadeParaFalilatou #FalilatouLivre
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#LiberdadeParaFalilatou #FalilatouLivre #VidasNegrasImportam ENTIDADES QUE ASSINAM ESSE MANIFESTO:
Agentes de Pastoral Negros ( APNs)
Amparar
Associação dos Togoleses no Brasil
Assembleia Popular na Cinelândia
Associação Quilombola de Helvécia
Associação de Promotoras Legais Populares Cida da Terra Campinas e região
Associação de Mulheres da Economia Solidária de São Paulo - MMM Amesol

Bancada Feminista do PSOL
Bibliaspa

Central de Movimentos Populares
Centro de Estudos Culturais Africanos e da Diáspora (CECAFRO/PUC-SP)
Centro de Cidadania, Defesa dos Direitos Humanos e Desenvolvimento Social “Dorothy Stang”
Centro de Direitos Humanos Gaspar Garcia
Centro de Direitos Humanos de Sapopemba
Coletivo aBertha
Coletivo de Mulheres Negras Lélia Gonzalez
COLETIVO DEMOCRACIA CORINTHIANA
Comissão Justiça e Paz de São Paulo
CERAM - Comitê Estadual de Atenção a Refugiados, Apátridas e Migrantes do Rio Grande do Norte
CSP-Conlutas
CUT Nacional
CUT DF

Diaspotics/URJ
Diretório Municipal PT Diadema
Doctela

Educafro-Educação para negres e pobres

Frente Estadual pelo Desencarceramento
Frente em Defesa do Povo Palestino
Fórum dos Ambulantes
Fórum das Comunidades Negras e Rurais de Antônio Cardoso, Bahia
Fórum Internacional Fontié ki Kwaze - Fronteiras Cruzadas
Fórum de Mulheres em Luta da UFPB
Fórum Popular de Saúde

Geledés Instituto da Mulher 3
Grupo Cidade e Trabalho

Instituto Missionário Mãe dos Pobres
Instituto nacional de pesquisa e promoção de direitos humanos - Ippdh
Instituto Terra, Trabalho e Cidadania – ITTC

@liberdadesnegrasimportam

Justiça Global

Mandela Free
Movimento Antirracista Dandara
Movimento Independente das Mães de Maio
Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe
Movimento Negro Unificado (MNU)
MUDE- Coletivo Professores Estadual/SP.

Negras Empoderadas
NOSMULHERES-UFPA
Núcleo Menos 1 Invisível

Observatório da Violência Policial (PUC-SP)
Orquestra Mundana Refugi

Pastoral Fé e Política da Diocese de Campo Limpo
ProMigra - Projeto de Promoção dos Direitos de Migrantes (FD-USP)
Promotoras Legais Populares de Peruíbe

Rede de Assistentes Sociais pelo Direito de Decidir
Rede de Cuidados em Saúde para Imigrantes e Refugiados
Rede Emancipa de Cursinhos Populares
RUA Juventude Anticapitalista

Sarau Comics Edition
Setorial de Mulheres Feministas Ecossocialistas do PSOL
SISPESP- Sindicato dos Servidores Publicos do Estado de SÃO PAULO

União Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Camelôs - Unicab

Mandato do Vereador Eduardo Suplicy.
Mandata Quilombo da Deputada Estadual Erica Malunguinho
Mandata da Bancada Feminista
Mandato da Vereadora Juliana Cardoso.
Mandato da Vereadora Luana Alves.
CoDeputada Estadual Monica Seixas.
Mandato da Deputada Federal Natália Bonavides.
Mandato da Deputada Federal Sâmia Bomfim.

Conselheira eleita pela sociedade civil no Conselho de Políticas Culturais de Campinas-SP
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