Em Defesa da Aromaterapia Brasileira
CARTA ABERTA EM DEFESA DA QUALIDADE DO MERCADO BRASILEIRO DE AROMATERAPIA

Recentemente, nas redes sociais, equipes autônomas de vendas de uma empresa norte-americana de aromaterapia, que importam e comercializam produtos da marca sem terem licença sanitária para tanto, vêm tratando o mercado de aromaterapia brasileiro como desprovido de qualidade. Alegando que seus produtos são puros e testados, querem dar a entender de que os óleos essenciais comercializados por empresas brasileiras não são puros e têm qualidade inferior. Também dizem que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA, não adota critérios rígidos de fiscalização no mercado de óleos essenciais, e alegam terem conduzido testes próprios que mostraram marcas de óleos essenciais brasileiros que continham apenas 18% de pureza sem, no entanto, tornar estes testes públicos.

Diante de tais alegações, nós, signatários desta carta aberta, vimos afirmar que:

- Temos compromisso e respeito com o consumidor de aromaterapia no Brasil no sentido de fornecer-lhe óleos essenciais puros, que têm sua qualidade atestada por meio de CG/EM e outros testes realizados por laboratórios independentes, na sua maior parte contratados de universidades públicas renomadas.
- Temos o compromisso e a boa vontade de disponibilizar os laudos cromatográficos dos óleos essenciais comercializados seja em nossos sites, seja por meio de nossos canais de atendimento ao consumidor.
- Atendemos à legislação vigente e comercializamos óleos essenciais e hidrolatos que estão notificados na ANVISA e atendem à legislação em vigor. Atendemos à legislação no tocante à importação de óleos essenciais inclusive.
- Entendemos que a legislação atual é uma das mais rígidas e avançadas no mundo no que diz respeito à comercialização de óleos essenciais.
- Temos o compromisso de alertar sobre o uso seguro dos óleos essenciais como recurso integrante da Política Nacional das Terapias Complementares e Integrativas.
- Entendemos que a transparência é a maneira correta de lidar com o mercado consumidor brasileiro de aromaterapia e repudiamos qualquer tentativa, sem provas, de difamar, direta ou indiretamente, concorrentes e ou profissionais da aromaterapia no Brasil.

Gostaríamos de informar ainda que o Brasil está adiantado na área educacional de aromaterapia, possuindo escolas e centros de formação com profissionais comprometidos a formar aromaterapeutas dentro de critérios que enfatizam o uso seguro e eficaz dos óleos essenciais, entendidos como matérias-primas que contêm bioativos e que, por serem substâncias concentradas, requerem ser usadas terapeuticamente mediante orientação de um aromaterapeuta formado para tal. Não apoiamos o uso indiscriminado de óleos essenciais apenas com base em informações na internet ou em material publicitário.

Assinam esta carta as seguintes pessoas em ordem alfabética:

Andrea Darco
Professora de Aromaterapia

Beatriz Yoshimura
Proprietária da Aromalife

Carla Véscovi
Diretora da Aromaluz

Fabian Laszlo
Proprietário da Laszlo e fundador do Instituto Brasileiro de Aromatologia

Fernando Amaral
Proprietário da WNF

Luciane Schoppan (Vishwa)
Proprietária da Terra-Flor

Maria Aparecida das Neves
Proprietária do Grupo Essence e distribuidora nacional da Tisserand Aromatherapy

Mayra Corrêa e Castro
Diretora da Casa Máy

Samia Maluf
Fundadora da By Samia

Yan Oberlander
Fundador do Conaroma e distribuidor nacional da Oshadhi

E as associações nacionais:

Abraroma
Sandrah Spiri, Presidente da Abraroma e Proprietária da Vida Bothanica

Aromaflora
Emilia Kiyohara, Presidente da Aromaflora

Brasil, Maio de 2017.

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