Visita guiada - Alhandra Operária

No final do século XIX, Alhandra transforma-se no coração industrial do concelho de Vila Franca de Xira. A instalação das primeiras fábricas, que procuravam tirar proveito da proximidade ao Tejo e aos caminhos de ferro, converteu a pequena vila piscatória numa comunidade operária emergente. A Fábrica de Juta (1892) e a Cimentos Tejo (1894), carentes de uma mão-de-obra intensiva, abriram portas a uma radical transformação da paisagem, que viu chegar novas gentes, novas ideias e novas reivindicações.
A República foi aclamada com fervor, mas as suas promessas emancipatórias ficaram por cumprir. Seguiu-se um incremento das políticas anti operárias, aplicadas primeiro pela mão da Ditadura Militar e, depois, pelo Estado Novo. Contudo, os excessos do trabalho fabril e os magros salários, aliados à repressão continuada de capatazes e forças policiais, tiveram o condão de alimentar as fileiras da oposição antifascista. Afinal, em Alhandra, as contradições e violências do fascismo estavam flagrantemente expostas.
 
A vila foi palco de jornadas de luta marcantes e de estratégias de resistência tão eficazes quanto engenhosas. Da Marcha da Fome à génese do movimento neorrealista, este roteiro percorre os espaços mais evocativos da Alhandra que desafiou o regime e que pôs decisivamente em causa a sua hegemonia.
 
1. Fábrica Cimentos Tejo (atual CIMPOR)
 2. Bairro da CIMPOR
 3. Praça 8 de Maio de 1944
 4. Teatro Thália Alhandrense
 5. Sede do Alhandra Sporting Club
 6. Praça 7 de Março
 7. Centro Republicano Alhandrense
 8. Clube Recreativo Alhandrense
 9. Teatro Salvador Marques
 10. Monumento de homenagem a Soeiro Pereira Gomes
 11. Sociedade Euterpe Alhandrense
 12. Casa-Museu Dr. Sousa Martins
 13. Fábrica de Descasque de Arroz
 14. Cais 14 - Passeios No Tejo
 15. Casa de Soeiro Pereira Gomes
 16. Bairro dos Pescadores/Cais Avieiro
 
Ponto de encontro para a visita:
9h15 - Autocarro Sete Rios (Lisboa)
9h45 - Paragem CP em Alhandra (paragem dos autocarros)
 
Valor da inscrição: 10 euros (valor reduzido); 15€ ou 20€ (valor de apoio)
Inclui almoço e visita ao Museu do Neo-Realismo.
 
A participação na visita está sujeita a inscrição e só será validada após pagamento.
Podes enviar desde já por MbWay (identificando com o teu nome) para o 965363951 ou, por transferência bancária para PT50 0035 0549 00053307000 29.
Existe um número máximo de 30 participantes. Inscreve-te!

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