Em uma outra reunião pedagógica, a professora Ângela levantou a dificuldade de aprendizagem dos alunos em distorção idade-série: “No papel, toda proposta é linda e perfeita, mas, na sala de aula, é tudo diferente. Somos nós, professores, que temos que fazer tudo caminhar, senão as coisas não mudam!”. “Como vocês acham que podemos avançar na questão levantada pela professora Ângela?”, questiona Rodrigo. “Ao meu ver, seria pertinente compreender mais sobre os saberes e não saberes desses estudantes; não só sobre os conteúdos escolares, mas também, como eles se relacionam com as atividades escolares e com os professores; quais são suas expectativas em relação a escola e a sua vida; o que fazem e sabem fazer para além das atividades escolares, seja em casa, seja na comunidade. Isto é, entender mais sobre os estudantes”. Ângela interrompe o professor e comenta que eles já têm conhecimento sobre o que os estudantes não sabem, caso contrário, não teria havido tantas reprovações no último ano escolar. Ela prefere já discutir sobre os desafios que os professores enfrentam em sala de aula na tratativa com esses estudantes. Diante da problemática trazida pela professora Ângela acerca do que sabem e não sabem estes estudantes e, considerando as recomendações para professores da estratégia Trajetórias de Sucesso Escolar, o grupo de professores deve considerar que: