<b><i>Literaturas e outros devaneios</i></b>
- <b>Quando:</b> Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014 às 18h30
- <b>Onde:</b>
Cambridge Innovation Center (CIC)
5o. andar, Havana Room
1 Broadway, Cambridge, MA 02142
http://g.co/maps/35nkwOBS.: A ocupação máxima é de 100 (cem) participantes.
<b>Nota 1:</b> Serão servidos lanches/aperitivos.
<b>Nota 2:</b> Cada formulário deve ser preenchido por uma só pessoa, pois será enviado um e-mail individual de confirmação (devido à limitação de espaço).
- Programação:
18h30 - 19h00
Chegada dos participantes, avisos
19h00 - 19h20 <b>Modernidade em ruínas: Cuba e a pintura do escombro</b>
A tecnologia do século XX mudou a formação das ruínas modernas. O tempo, que detinha um certo monopólio na produção dessa paisagem de escombros, recebeu a concorrência dos bombardeiros e dos mísseis. Em <i>Memorias del subdesarrollo</i> de Tomás Gutiérrez Alea, vemos Havana a um passo de converter-se em ruínas: é a imagem do seu futuro, um futuro dominado pela expectativa e promessa da destruição atômica. Partindo dessas leituras da catástrofe, se pode avançar para ver muito da pintura cubana contemporânea como uma deriva ao fragmento, à colagem, à montagem, como forma de colocar os escombros como a imagem da cidade. Esse contemporâneo fragmentado, porém, como expressão por excelência das ruínas, é descendente da tradição pictórica e cinemática na ilha. Em certa medida, é possível dizer que adentramos a uma das definições do Terceiro Mundo. Ele não foi sequer transformado em ruínas, mas já nasceu em tal estado de catástrofe.
<i>Rodrigo Lopes de Barros</i> é professor de Literatura Latino-Americana pela Universidade de Boston. Doutor em Literatura Hispânica pela Universidade do Texas, Austin, possui mestrado em Teoria Literária pela UFSC. Ele investiga as relações entre literatura e etnografia, teoria da modernidade na América Latina, cinema de vanguarda e arte contemporânea em Cuba e no Brasil. É também escritor. Seus contos apareceram em jornais como O Estado de São Paulo e revistas literárias como <i>Livro</i>, USP. Como editor, organizou a publicação em português de diversos intelectuais contemporâneos pela Editora Cultura e Barbárie.
19h30 - 19h50 <b>Circo e Utopia na Cultura Brasileira</b>
A imagem do circo místico pulsa de modo vigoroso e surpreendente em diversos tempos e lugares da cultura brasileira, abrindo alas para a experiência da concepção benjaminiana de história, experiência que decorre de um <i>tempo messiânico</i>, ou, como afirma Agamben, um tempo vivido enquanto <i>agora</i>, cuja marca principal é o <i>prazer</i>, com toda a carga de imprevisibilidade e transformação - dionisíacas - que ele acarreta. Por vezes, assume o papel de <i>utopia</i> e acaba por apontar para uma comunidade marcada pela diferença e pelo contato na diferença.
Este é o caso do poema “O Grande Circo Místico”, de Jorge de Lima, e das canções que Edu Lobo e Chico Buarque fizeram a partir dele. Nesta comunicação, discutirei como o poema e as canções, em seus contextos históricos específicos, colocam em causa, com sua lógica nômade, um questionamento profundo da sedentarização e do esquadrinhamento das relações sociais vigentes na sociedade brasileira, apontando alegórica e utopicamente para um Brasil que não se enquadra nas políticas de governo do Estado.
<i>Guilherme Trielli Ribeiro</i> é professor de literaturas lusófonas, artes comparadas e língua portuguesa. Formou-se em Letras na Universidade Federal de Minas Gerais, onde também concluiu seu mestrado, com a dissertação <i>O ouvido armado: Murilo Mendes e a música</i>. Fez doutorado na Brown University. É professor do Departamento de Línguas e Literaturas Românicas da Harvard University. Além do ensino, atualmente dedica-se à tradução literária e à preparação de um manuscrito sobre as relações entre a poesia de Jorge de Lima e as canções de Edu Lobo e Chico Buarque, cujo título, ainda provisório, é <i>Circo e Utopia na Cultura Brasileira</i>.
20h00 - 20h20 <b>Parabelo: uma performance das veredas do Sertão</b>
Proponho construir uma performance literária com intuito de interpretar, discutir e entender as releituras de Tom Zé, José Miguel Wisnik e Rodrigo Pederneiras do <i>Grande Sertão: Veredas</i> performadas na peça do <i>Grupo Corpo Parabelo</i>.
<i>Jacques Fux</i> é pesquisador visitante na Universidade de Harvard e pós-doutor pela Unicamp. Doutor em Literatura Francesa pela Universidade de Lille e doutor em Literatura Comparada pela UFMG. Matemática, mestre em Computação é autor dos livros: Literatura e Matemática: Jorge Luis Borges, Georges Perec e o OULIPO (vencedor do Prêmio Capes de Melhor Tese Letras/Linguística 2011) e Antiterapias (Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2013).
- <b>Apoio:</b>
Consulado-Geral do Brasil em Boston
Obs.: Em caso de problemas ou dúvidas, favor enviar um e-mail para o Comitê Organizador (
eventos.pesquisadores@gmail.com) constando o seu nome completo e o problema a ser reportado.