Manifesto de Apoio à Pesquisa/Tratamento com Cannabis Medicinal - Manifiesto de Apoyo a las Investigaciones/Tratamiento con Cannabis Medicinal - Manifest in Support of Research/Treatment with Medical Cannabis - Manifeste de Soutien à la Recherche et au Traitement d la Santé par le Cannabis Médicinal
MANIFESTO DE APOIO À PESQUISA COM CANNABIS E AO TRATAMENTO DE SAÚDE COM SEUS DERIVADOS.

Resumo: Para que a Cannabis Medicinal seja de acesso amplo, com prioridade na produção nacional e reconhecimento da importância dos pacientes e pesquisadores.

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Estamos presenciando uma importante controvérsia científica sobre o uso de Cannabis Medicinal que vai atingir pacientes, médicos e pesquisadores. Embora essa discussão deva ocorrer no âmbito científico, tem havido interesses sobre o campo da ciência que busca criminalizar as investigações e fechar os avanços em relação aos potenciais médicos da Cannabis. Até agora foi descoberto que a Cannabistem mais de 480 compostos, entre os quais existem 100 no grupo dos canabinoides. Desde 1963, o Dr. Raphael Mechoulam, junto com um grupo de investigadores, estabilizaram a estrutura do canabidiol (CBD) e isolaram o THC, como principal composto ativo da planta. Abriu-se um vasto campo de pesquisas em relação ao potencial terapêutico da Cannabis. A identificação do sistema endocanabinoide-ECS, o conhecimento da Anandamida como neuromodulador e a existência de receptores endocanabinoides em diferentes sistemas do organismo como o sistema nervoso, cardiovascular, digestivo, respiratório e esquelético, têm impulsionado pesquisas muito ricas. Entre muitas destacam-se mesmo as que evidenciam a atividade neuroprotetora de Cannabise dos seus derivados.

Pesquisas vêm provando que a planta tem efeitos analgésicos, anticonvulsivantes, anti-inflamatórios, antieméticos e antidepressivos; no tratamento da hipertensão e para estimular o apetite. Além disso verificou-se que os compostos de maconha são terapeuticamente eficazes no controle de náuseas e vómitos, espasticidade, síndrome de Tourette, dor neuropática, esclerose múltipla, melhora do estado de ânimo e potencialmente útil para prurido, glaucoma, asma, epilepsia e enxaqueca, entre outras indicações.

Este é um momento histórico em relação à pesquisa sobre a Cannabis, cujos resultados promissores podem, no futuro, melhorar a vida de milhões de pessoas. Infelizmente o otimismo enfrenta obstáculos legais, produto da inclusão de Cannabis na lista das substâncias proibidas e maneiras de fazer ciência baseada em preconceitos e que visam fornecer argumentos para fortalecer a criminalização da Cannabis e desencorajar investigações científicas. A inclusão da Cannabis entre as drogas ilícitas não só causou efeitos severos com as políticas de drogas adotadas, mas também limitou interessantes pesquisas, estigmatizou usuários e pesquisadores, e privou milhares de pessoas do acesso à terapia efetiva.

Apesar dos riscos legais associados ao consumo da planta, as pesquisas com canabinoides têm se apoiado no conhecimento que pacientes e seus parentes vêm relatando com o uso da Cannabiscomo coadjuvante em seus tratamentos. Além da dificuldade burocrática, dos custos de importação e problemas legais enfrentados para acessar os medicamentos derivados da Cannabis, esses pacientes e familiares ainda precisam lidar com o preconceito dos médicos e dos serviços de saúde que reproduzem estigmas que dificultam a relação terapêutica.

Queremos fazer um apelo para se respeitar e incorporar as experiências e conhecimentos dos pacientes. A Cannabis como medicamento não apenas abre importantes caminhos nas pesquisas dos canabinoides, mas também coloca em xeque a relação entre os médicos e aqueles que precisam resolver seus problemas de saúde. A incorporação das experiências dos pacientes abre novas dimensões para melhorar as práticas clínicas. O fato de que hoje muitas pessoas estão produzindo seu próprio remédio, contrariando os interesses de importantes poderes científicos que procuram hegemonizar o saber, não podem ser respondido com um encerramento epistêmico da discussão, baseada em uma autoridade científica que conclui de uma maneiro afiada que a maconha não tem uso medicinal algum, negando com isso a experiência de milhares de pacientes e suas famílias.

O debate em torno da Cannabistambém traz discussões importantes sobre o consenso científico. Do mesmo modo que não é possível omitir qualquer estudo sólido sobre as qualidades terapêuticas de uma espécie de planta, ou de um fármaco, tampouco as experiências dos pacientes devem ser excluídas. As autoridades médicas e científicas não podem ser construídas com base na negação das experiências dos pacientes. Isto mais do que implica que a ciência dá lugar ao conhecimento profano, permite articular melhor a resolução dos problemas de saúde das pessoas e melhorar o arsenal terapêutico disponível. A controvérsia médica a respeito da Cannabis deve envolver pacientes e pesquisadores sob um princípio de simetria e não gerar relacionamentos verticais baseados em uma suposta especialidade longe de práticas curativas concretas.

Também observamos com preocupação que, nos últimos tempos, pesquisadores que dedicaram grande parte de suas vidas à ciência, são objeto de perseguições legais sob a legislação antidrogas. Lamentamos que esse espírito punitivo tenha afetado o professor da UNIFESP, ElisaldoCarlini, por organizar um simpósio dedicado à pesquisa sobre a Cannabis. Queremos chamar a atenção para a existência, nas legislações sobre drogas, de instrumentos que prejudicam a pesquisa científica e são usados para perseguir pesquisadores que fizeram contribuições substanciais para a ciência. Tal intimidação implica um ataque à liberdade de investigação e expressão.

As descobertas do Dr. Carlini foram realizadas com o apoio do Professor Mechoulam, quando realizaram o primeiro estudo clínico na década de 80, que testaram a eficácia e permitiram a formulação de remédios eficazes para tratar doenças como epilepsia e esclerose múltipla, hoje utilizados em diversos países. Acusar o Dr. Carlini de apologia às drogas equivale a criminalizar a inteligência e o conhecimento técnico-científico.

Diante do exposto, pacientes e pesquisadores em ciências biomédicas, a antropologia médica e da história da ciência, queremos expressar nossa preocupação com os recentes acontecimentos que afetam os avanços no acesso à Cannabis medicinal como a perseguição de cientistas e pacientes. Portanto, solicitamos:

1) Aos governos latino-americanos e parlamentos, facilitar o acesso à Cannabis medicinal nos respectivos países e avançar na legislação para descriminalizar o uso médico da planta, de acordo com o importante interesse público que é a saúde da população. Neste contexto, o progresso que está acontecendo no Chile a respeito da Lei de Cultivo Seguro, que permite o cultivo para fins medicinais, é um importante avanço no âmbito das possibilidades terapêuticas e dos direitos dos pacientes a ter um medicamento eficaz.

2. Acabar com a perseguição de cientistas por desenvolver pesquisas sobre a Cannabisou organizar eventos relacionados à sua pesquisa. É inconcebível nas sociedades democráticas que os pesquisadores corram o risco de processos legais por desenvolver conhecimento que tem benefícios importantes para a humanidade. Isto implica em uma revisão profunda da abordagem proibicionista em políticas de drogas, que não só tem gerado graves efeitos sociais, econômicos e ambientais, mas também tem tornado difícil ou desencorajado o desenvolvimento de interessantes pesquisas que poderiam produzir efeitos muito benéficos para a saúde e bem estar.

3. Parar a detenção de usuários de Cannabis medicinal. É um ataque sério aos direitos humanos processar criminalmente as pessoas que cultivam Cannabis para resolver um problema de saúde. A proibição vigente até os dias atuais em vários países, faz atuar duramente ao sistema judiciário com pacientes e demais usuários, com penas semelhantes ao crime de tráfico. As condenações injustas consagram o estigma, punem os pobres e jovens, e fortalecem uma política de drogas equivocada e segregacionista. Isto exige necessariamente avançar na descriminalização da Cannabis e começar a pensar em outras estruturas de gestão em relação ao uso de enteógenos e drogas declaradas ilegais.

4. Incentivar o desenvolvimento de pesquisas sobre os usos terapêuticos da Cannabis e dos canabinoides. Pedimos aos Estados e as comunidades científicas da América Latina não colocar limites legais ou de financiamento de investigações em canabinoides e sobre as propriedades medicinais da Cannabis. A evidência científica séria disponível a respeito dos benefícios terapêuticos é vasta, o que exige propender ao desenvolvimento de pesquisas de interesse.

Estamos em um momento importante para o avanço da ciência. Pouco a pouco começamos a superar os preconceitos sobre várias espécies vegetais, sobre as quais começamos a fazer um conhecimento por anos negados pela proibição. Trata-se de seguir avançando ou voltar para o obscurantismo. Esperamos que preconceitos atávicos e modos de fazer ciência baseados em dogmas não sejam um limite para aproveitar as vantagens que estamos descobrindo em relação a uma espécie de planta historicamente estigmatizada, como tampouco sejam menosprezadas as experiências de pacientes na hora de produzir conhecimento científico.

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MANIFIESTO DE APOYO A LAS INVESTIGACIONES CON CANNABIS Y AL TRATAMIENTO CON SUS DERIVADOS

Resumen: Para que la Cannabis Medicinal tenga acceso amplio con prioridad de producción nacional y reconocimiento de la importancia de los pacientes e investigadores.


En la actualidad asistimos a una importante controversia científica respecto del uso de Cannabis medicinal que afecta tanto a pacientes, como médicos e investigadores. Si bien dicha discusión debiera darse en el campo científico, en el último tiempo han despertado intereses por sobre el campo de las ciencias que buscan criminalizar las investigaciones y dar cierre a lo avanzado respecto de las potencialidades médicas del Cannabis. Hasta el momento se ha descubierto que la Cannabis tiene más de 480 compuestos, entre los cuales hay aproximadamente 100 en la familia de los cannabinoides. Desde que en 1963 el Dr. Raphael Mechoulam junto a un grupo de investigadores estabilizaran la estructura del cannabidiol (CBD) y aislaran el THC, como principal compuesto activo de la planta, se ha abierto un rico campo de investigación respecto de la potencialidades terapéuticas del Cannabis. La identificación del sistema endocannabinoide, el conocimiento del endocanabinoideanandamida como neuromodulador y la existencia de receptores cannabinoides en diferentes sistemas como el sistema nervioso, cardiovascular, digestivo, respiratorio y esquelético, han orientado interesantes investigaciones. Entre muchas se destacan las que dan cuenta incluso de la actividad neuroprotectora del Cannabis y sus derivados.

Hasta el momento las investigaciones dan cuenta que dicha planta tiene efectos analgésicos, anticonvulsivos, antinflamatorios, antieméticos, antidepresivos, en el manejo de la hipertensión y para estimular el apetito. Además se ha comprobado que los compuestos del Cannabis son terapéuticamente eficaces en el control de náuseas y vómitos, espasticidad, síndrome de Tourette, dolor neuropático, esclerosis múltiple, estabilizador del estado de ánimo; y potencialmente útiles para prurito, glaucoma, asma, epilepsia y migraña, entre otras indicaciones.

Estamos en un momento histórico respecto de las investigaciones sobre el Cannabis, cuyos promisorios resultados pueden en el futuro mejorar la vida de millones de personas. Lamentablemente el optimismo se enfrenta con trabas legales producto de la inclusión del Cannabis en el listado de sustancias prohibidas y formas de hacer ciencia basada en prejuicios y cuyo objetivo es aportar argumentos para fortalecer la penalización del Cannabis y desincentivar las investigaciones científicas. La inclusión del Cannabis entre las drogas declaradas ilícitas no sólo ha provocado severos efectos con las políticas de drogas emprendidas, sino que han limitado interesantes investigaciones, estigmatizado a usuarios e investigadores, y privando a miles de personas de acceder a una terapéutica eficaz.

Las recientes investigaciones en cannabinoides se han apoyado en los últimos años en los saberes y experiencias que pacientes y familiares han comenzado a experimentar tras evidenciar los resultados del Cannabis en sus enfermedades. Se trata de un saber muy rico y que se ha ido produciendo pese a los riesgos legales que se ven enfrentados por recurrir a una especie vegetal objeto de prohibición. Dichos pacientes y familiares no sólo han debido enfrentar problemas legales para acceder a sus medicinas, sino que también deben lidiar con los prejuicios de médicos y servicios de salud que reproducen estigmas y nociones que dificultan la relación terapéutica.

Queremos hacer un llamado a respetar e incorporar las experiencias y saberes de los pacientes. El Cannabis como medicina no sólo abre importantes caminos de investigación en el campo de los cannabinoides, sino que también plantean importantes desafios para la relación entre los médicos y quienes precisan resolver sus problemas de salud. La incorporación de las vivencias de los pacientes abre nuevas dimensiones para mejorar las prácticas clínicas. El hecho de que muchas personas hoy estén produciendo su propia medicina a contrapelo de los intereses de importantes poderes científicos, que buscan hegemonizar el saber, no puede ser contestado con un cierre epistémico de la discusión basado en una autoridad científica que concluyen en forma tajante que la marihuana no tiene uso medicinal alguno, negando con ella la experiencia de miles de pacientes y sus familiares, así como de un gran grupo de científicos y médicos.

El debate en torno al Cannabis también trae importante discusiones respecto de los consensos científicos. De la misma forma que no se puede omitir ningún estudio sólido en la validación de las cualidades terapéuticas de una especie vegetal o de un fármaco, tampoco la experiencia de los pacientes debe ser excluida. La autoridad médica y científica no puede ser construida sobre la base de la negación de las vivencias de los pacientes. Esto más que implicar que la ciencia ceda terreno a saberes profanos, permite articular de mejor manera la resolución de los problemas de salud de las personas y mejorar el arsenal terapéutico disponible. La controversia médica respecto del Cannabis debe implicar tanto a los pacientes como a los investigadores bajo un principio de simetría y no generar relaciones verticales basadas en una supuesta experticia alejada de prácticas de cura concretas.

También observamos con preocupación que en el último tiempo investigadores que han dedicado gran parte de su vida a hacer ciencia, sean objeto de persecuciones legales amaparadas en la legislación contra las drogas. Lamentamos que ese ánimo punitivo haya afectado al profesor de la Unifesp, Eliseo Carlini, por ser organizador de un simposio dedicado a investigaciones sobre el Cannabis. Queremos llamar la atención sobre la existencia en las legislaciones de drogas de instrumentos que atentan contra la investigación científica y son utilizados para perseguir investigadores que han hecho sustantivos aportes a la ciencia. Dicha intimidación implica un ataque a la libertad de investigación y de expresión.

Los descubrimientos del doctor Carlini fueron realizados con el apoyo del profesor Mechoulam. Juntos realizaron el primer estudio clínico en la década de 1980 para testear la eficacia de remedios basados en el Cannabis para tratar enfermedades como la epilepsia y la esclerosis múltiple, hoy empleados en diversos países. Acusar al doctor Carlini de apología a las drogas equivale a criminalizar la inteligencia y el conocimiento técnico-científico.

Por lo expuesto anteriormente, pacientes e investigadores del campo de las ciencias biomédicas, la antropología médica y la historia de las ciencias queremos manifestar nuestra preocupación por estos hechos recientes que afectan los avances en acceso al Cannabis medicinal como la persecusióna científicos y pacientes. Por lo tanto solicitamos:

1. A los gobiernos de América Latina y los parlamentos propender a facilitar el acceso al Cannabis medicinal en los respectivos países y avanzar en legislaciones que descriminalicen los usos médicos de dicha planta en función del importante interés público que es la salud de la población. En tal sentido el avance que está ocurriendo en Chile respecto de la Ley de Cultivo Seguro, que permite el cultivo para usos medicinales, es un avance importante en los ámbitos de posibilidades terapéuticas y los derechos de los pacientes a disponer de una medicina efectiva.

2. Detener la persecusión a científicos por desarrollar investigaciones en torno del Cannabis u organizar eventos relacionados con sus pesquisas. Es inconcebible en sociedades democráticas que investigadores enfrenten procesos legales por desarrollar saberes que tienen importante beneficios para la humanidad. Esto implica una revisión profunda del enfoque prohibicionista en políticas de drogas, la que no solamente ha generado gravísimos efectos sociales, económicos y medio ambientales, sino que también ha hecho difícil o desincentivado el desarrollo de interesantes investigaciones que podrían producir efectos muy beneficiosos en la salud y el bienestar.

3. Detener la persecución de usuarios de Cannabis medicinal. Se trata de un grave atentado a los derechos humanos el procesar penalmente a personas por cultivar Cannabis para resolver un problema de salud. La prohibición vigente hasta hoy en varios países hace que el sistema judicial en muchos casos sea duro con pacientes y demás usuarios, con penas semejantes al crimen y el tráfico. Las condenas consagran el estigma social sobre pacientes, punen a los pobres y jóvenes y fortalecen una política de drogas equivocada y segregacionista. Esto implica necesariamente avanzar en la despenalización del Cannabis y comenzar a pensar otros marcos de gestión respecto del uso de enteógenos y drogas declaradas ilícitas.

4. Estimular el desarrollo de investigaciones sobre los usos terapéuticos del Cannabis y los cannabinoides. Solicitamos a los Estados de América Latina y las comunidades científicas no colocar límites legales ni de financiamiento a las investigaciones en cannabinoides y sobre las propiedades medicinales del Cannabis. La evidencia científica seria disponible respecto de sus beneficios terapéuticos es vasta, lo que exige propender a desarrollar interesantes investigaciones.

Estamos en un momento importante para el avance de la ciencia. De a poco comenzamos a superar los prejuicios sobre varias especies vegetales, sobre las que recomenzamos a hacer un saber por años negado por el prohibicionismo. Se trata de seguir avanzando o volver al oscurantismo. Esperamos que prejuicios atávicos y modos de hacer cientificidad basados en dogmas no sean un límite para aprovechar las ventajas que estamos descubriendo respecto de una especie vegetal históricamente estigmatizada, como tampoco se menosprecien las vivencias de pacientes a la hora de producir saber científico.

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A MANIFEST IN SUPPORT OF RESEARCH AND TREATMENT OF HEALTH CONDITIONS WITH CANNABIS

Summary: So that Medicinal Cannabis becomes widely accessible, while giving priority to national production and acknowledging the importance of patients and scientific research.

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We are witnessing important, albeit controversial scientific times in regards to the use of medicinal Cannabis. This has an effect on patients, doctors, and researchers.

Though this discussion must take place in the scientific field, recently interest groups have criminalized and tampered the advancement of science in regards to the medicinal properties of Cannabis.

Today we have found that Cannabis has more than 480 compounds, of which 70 we know now as cannabinoids. Since Dr. Mechoulam stabilized cannabidiol (CBD) in 1963 and isolated THC as the main psychoactive compound of the plant, research of medicinal Cannabis has flourished. The identification of the endocannabinoid system -ECS and Anandamide as a neurotransmitter, as well as of the presence of receptors in the spleen associated with the immune system, have guided interesting studies. Most astoundingly, evidence of the neuro-protective properties of Cannabis have been identified.

Studies show that Cannabis has anticonvulsant, anti-inflammatory, and antidepressant properties, can be a treatment for hypertension and an appetite stimulant. Cannabis has been found to efficiently treat nausea, spasticity, Tourette Syndrome, neuropathic pain, multiple sclerosis, and is potentially therapeutic for glaucoma, asthma, epilepsy, and migraines.

This historical moment in the world of Science can improve the lives of millions of people in the future. Sadly, this optimism faces legal obstacles, a bi-product of its classification as a harmful substance to prolong criminalization of plant science. The scheduling of Cannabis as an illegal drug also affected drug policy and stigmatized researchers, doctors, and patients.

Recent studies focused on patient experiences have shed some light on the therapeutic impact of Cannabis, but patients face legal and economic issues to access their medicine and the stigma and lack of information by doctors and the health care system at large.

We ask that patients and their experiences to be heard. Their input can aid health care providers in their daily clinical practice. Today many people are producing their own medicine at home, and are at the mercy of a debate that prefaces that Cannabis has no medicinal properties, which is to say that patients, families and their experiences are not scientifically relevant.

This debate also poses interesting concepts within scientific consensus. It is impossible to produce science about any one therapeutic plant without its study or the input of patients. This hurts the advancement of science and that of profane misinformation, but moreover it allows for better clinical problem-solving and improves the overall arsenal of therapeutic tools available to patients. This controversy among doctors about Cannabis must involve patients and researchers based on symmetry and not on vertical relationships far removed from concrete, healing practices.

We are seeing scientists who have dedicated their whole lives to research are being prosecuted under anti-drug law and public policy. We regret that this punitive approach has affected UNIFESP professor, ElisaldoCarlini, for organizing a symposium on research of medicinal Cannabis. We would like to call attention to the legislation for drugs, which are instruments that delay scientific studies and are used in fact to incriminate researchers who have offered substantial contributions to science. This intimidation is an attack on the right of citizens to express opinion and research free of persecution.

Dr. Carlini’s findings were supported by the work of Professor Mechoulam. They conducted the first clinical study in the 80s, which enabled the formulation of efficient medicine to treat illnesses like epilepsy and multiple sclerosis all
over the world. To accuse Dr. Carlini to be an apology for drugs is the equivalent to criminal or scientific and technical knowledge.

In lieu of this premise, patients, researchers of bio-med sciences, medicinal anthropology and the History of science, would like to express our concerns with these recent developments, which delay the advancement of medicinal Cannabis thru the persecution of scientists and patients. Thus, we politely demand:

1) That Latin American governments and politicians facilitate access to medicinal Cannabis in its respective countries, and advance legislation to decriminalize the medicinal use of the plant in order to be in accord with the important right to access health. In this context, progress is taking place in Chile thru a law for “Safe Access” that allows medical cultivation and is an important move forward in achieving the rights of patients of having access to efficient medication.

2) To end the persecution of scientists who develop research and/or organize educational, scientific events to study Cannabis. It is inconceivable that democratic societies that researchers are at risk to face legal charges for developing knowledge that only benefits the humankind. This means that a deep review of the prohibitionist policies about drugs. These policies have not only caused severe, negative, side-effects of socio-economic and environmental impact, but also has makes it difficult to research data that can immensely help increase the health and quality of life of people.

3) Stop arresting medicinal Cannabis users. To approach people who cultivate medicinal Cannabis criminally is an attack against human rights. Current prohibition in several
countries looks at medicinal patients of Cannabis as drug traffickers. These unjust judicial rulings only consecrate the stigma, punish the poor and people of color, and strengthen drug policy that is incorrect and segregation-based. This requires that the decriminalization of Cannabis and the need to look for other structures and ideas to manage the use of drugs considered illicit.

4) To incentivize the development of research about the therapeutic properties of Cannabis and cannabinoids. We ask that the nations and scientific communities of Latin America do not impose legal or fundraising limits to research of cannabinoids and medicinal priorities of the Cannabis plant. The evidence is already vast, and only demands more in/depth studies. We are at a pivotal point in the advancement of science. Little by littlewe begin to overcome prejudice about several plant species, which have been overlooked by prohibition. It is about moving toward light of knowledge or remaining in obscurity. We hope that prejudice and dogma-based science are not a limitation to take advantage of all the findings in regards to a plant historically stigmatized; nor the experiences of patients be undervalued when producing scientific knowledge.

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MANIFESTE DE SOUTIEN À LA RECHERCHE ET AU TRAITEMENT D LA SANTÉ PAR LE CANNABIS ET SES DÉRIVÉS

Résumé: Pour que le Cannabis Médicinal soit d’un plus ample accès, la priorité dans la production nationale et reconnaissance de l´importance des patients et chercheurs.

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Aujourd’hui nous rendons-compte d’une importante controverse scientifique sur l´usage du Cannabis Médicinal qui concerne des patients, médecins et chercheurs.

Bien que cette discussion doit avoir lieu sous l´horizon scientifique, des groupes d´intérêts essayent de criminaliser les recherches et interférer avec le progrès quant aux utilisations médicinales potentielles du Cannabis. Il a été découvert plus de 480 composés de Cannabis, entre lesquels existent 100 dans le groupe des cannabinoïdes.

Depuis 1963, Dr. Raphael Mechoulam, avec un groupe de chercheurs ont stabilisé la structure du cannabidiol(CBD) et isolé le THC, comme composé principal de la plante.
Un vaste domaine de recherche en rapport au potentiel thérapeutique du Cannabis.
L´identification du système endocannabinoïde-ECS, la connaissance de l’anandamide comme neuro-modulateur et l´existence de récepteurs endocannabinoïdes parmi les différents systèmes de l’organisme ainsi que le système nerveux, cardiovasculaire, digestif, respiratoire et squelettique, a soutenu de très fortes recherches. Celles-ci mettent en évidence ceux que peut apporter l´activité neuro-protecteur du Cannabis e de ses dérivés.

Ces recherches prouvent que la plante a des effets analgésiques, anticonvulsivants, anti-inflammatoires, antiémétiques et antidépressifs, aide au traitement de l’hypertension et augmente l´appétit.
De plus on a vu que les composés de marijuana sont efficaces dans le contrôle des nausées et vomissement, spasticité, syndrome de Tourette, douleur neuropathique, sclérose en plaques, amélioration de l´humeur et potentiellement utile pour le prurit, glaucome, asthme, épilepsie et migraine entre autres indications.

C´est un moment historique pour la recherche sur le Cannabis, dont les résultats proéminents peuvent, dans le futur, améliorer la vie de millions de personnes. Malheureusement, l´optimisme fait face à des obstacles juridiques, résultat de l´inclusion du Cannabis dans la liste de produits interdits et d’une manière préjugée de voir la science, visant à fournir des éléments pour renforcer la criminalisation du Cannabis et décourager des investigations scientifiques. L´inclusion du Cannabis parmi les drogues illicites a causé des effets sévères en suivant la politique de drogues adoptée, ainsi que limité des recherches intéressantes, stigmatisé utilisateurs et chercheurs et privé l´accès à une thérapie efficace a fins médicinales pour des milliers de personnes comme.

Malgré les risques juridiques associés à la consommation de la plante, les recherches sur les cannabinoïdes ont été basées sur la connaissance que les patients et leur proches ont rapporté sur l´usage de la Cannabis entant que co-adjuvant dans leur traitements.
Au-delà de la difficulté bureaucratique, des coûts d´importation et des problèmes juridiques face à l´accès aux médicaments dérivés du Cannabis, ces patients et proches doivent encore faire avec le préjugé des médecins et des services de santé qui reproduisent les stigmates, rendant difficile la relation thérapeutique.

Nous voulons faire un appel pour que les expériences et connaissances des patients soient respectées et incorporées. Le Cannabis, en tant que médicament, non seulement ouvre des chemins importants dans les recherches sue les cannabinoïdes, mais aussi met en check la relation entre les médecins et ceux qui vont résoudre les problèmes de santé. L´incorporation des expériences des patients ouvrent des nouvelles dimensions pour améliorer les pratiques cliniques. Le fait qu´aujourd´hui beaucoup de personnes produisent leur propre médicament, contraire aux intérêts d´importants pouvoirs scientifiques, qui cherchent une hégémonie sur le savoir, ne peut pas être répondu avec une clôture épistémique de la discussion, basée sur une autorité scientifique qui détermine d´une manière nette que le cannabis n’a aucun usage médicinal, en niant l´expérience de milliers de patients et de leur familles.

Le débat autour du Cannabis ouvre aussi des discussions importantes sur le consensus scientifique. De même qu´on ne peut omettre toute étude solide sur les qualités thérapeutiques d´une plante, ou d´une drogue, les expériences des patients ne doivent être supprimées. Les autorités médicales et scientifiques ne peuvent pas se baser sur la négation des expériences des patients. Cela implique que la science cède la place à la connaissance profane et puisse permettre de mieux articuler les résolutions des problèmes de santé des gens et améliorer l´arsenal thérapeutique disponible. La controverse médicale à propos du Cannabis doit inclure les patients et chercheurs dans un principe de symétrie et ne doit pas gérer de relations verticales, basées sur une supposée spécialité, loin des pratiques de guérisons concrètes


On observe avec préoccupation que, ces derniers temps, que les chercheurs qui ont dédié un grande part de leur vies à la science, sont l’objet de persécutions légales sous la législation antidrogues. C´est dommage que cet esprit punitif aie affecté le professeur de UNIFESTP Elisaldo Carlini, pour organiser un colloque dédié à la recherché sur le Cannabis.
Les législations sur les drogues mettent l´attention sur les instruments qui minent la recherche scientifique et sont utilisés pour chasser des chercheurs qui ont fait de substantielles contributions pour la Science.
Une telle intimidation implique une attaque à la liberté des investigations et attaque à la liberté d’expression..

Les découvertes du Dr. Carlini ont été réalisées avec le soutien du Professeur Mechoulam, quand ils ont effectué le première étude clinique dans les années 80, testé et permit la formulation de médicaments efficaces pour traiter des maladies comme l´épilepsie et la sclérose en plaques, de nos jours utilisés dans de divers pays. Accuser Dr. Carlini d´apologie aux drogues est équivalent à criminaliser l´intelligence et la connaissance technico-scientifique.

Contre ce qui précède, patients et chercheurs en Science biomédicales, anthropologie médicale et histoire de la Science, veulent exprimer leur préoccupation sur les événements récents qui affectent le progrès de l´accès au Cannabis médical, telles les poursuites en justice des scientifiques et patients.

Nous demandons:

1) Aux gouvernements et parlements de l´Amérique du Sud de faciliter l´accès au Cannabis médical dans leur pays respectifs et faire avancer la législation pour dépénaliser l´usage médical de la plante, en fonction de l’important intérêt public qu’est la santé de la population. Dans ce contexte, le progrès au Chili sur la loi de culture à des fins médicinales sans danger, est une importante avancée dans le cadre des possibilités thérapeutiques et des droits des patients à avoir un médicament efficace.

2) En finir avec les poursuites en justice des scientifiques qui développent des recherches sur le Cannabis ou organiser des évènements en rapport avec leur recherches. Il est inconcevable que des chercheurs, dans des société démocratiques, courent le risque de poursuites judiciaires pour développer un savoir qui apporte des bénéfices importants pour l´humanité. Cela implique un examen approfondi de l´approche prohibitionniste des politiques de drogues, qui rendent difficile et décourageant le développement de recherches intéressantes, qui pourraient produire des effets bénéfiques pour la santé et le bien-être, cela génère des graves effets sociaux, économiques et écologiques.

3) Arrêter la détention d’utilisateurs de Cannabis médical. C´est une grave attaque aux droits de l´homme que de poursuivre criminellement les personnes qui cultivent du Cannabis pour résoudre un problème de santé. L´interdiction actuelle jusqu´à nos jours, dans les divers pays, met les patients et les autres utilisateurs du Cannabis médical sous la même loi que ceux condamnés de trafic de drogues. Les condamnations injustes consacrent la stigmatisation, punissent les jeunes et les pauvres, et renforcent une politique trompeuse et ségrégationniste. Ceci exige d’avancer sur la décriminalisation du Cannabis et engage à penser à d’autres structures de gestion par rapport à l´ usage d´enthéogenes et des drogues déclarées illicites.

4) Encourager le développement des recherches sur l´ usage thérapeutique du Cannabis et des cannabinoïdes. Nous demandons aux États et aux communautés scientifiques de l´Amérique du Sud de ne pas fixer de limites légales sur de financement des recherches de cannnabinoïdes et sur les propriétés médicales du Cannabis. La preuve sérieuse scientifique disponible des avantages thérapeutiques est étendue et requiert d´entreprendre le développement et des recherches d´intérêt public.

Nous sommes à un moment important pour l´avancement de la Science. Peu à peu nous surmontons les préjugés sur des diverses espèces de plantes, malgré le savoir niée par des années d’interdiction. Il s’agit d´avancer pour faire reculer l´obscurantisme. Il est à souhaiter que des préjugés ataviques et les façons de faire à base de dogmes, ne soient une limite pour profiter des avantages que nous sommes en train de découvrir sur une plante, historiquement stigmatisée, ainsi que les expériences des patients qui nous apportent leurs connaissances.

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