SETORES DA ECONOMIA EUROPA:
SETORES ECONÔMICOS NA EUROPA
O setor primário, agropecuária e extrativismo, é o que menos contribui para economia europeia, sendo responsável por absorver cerca de 5% da força de trabalho. A estrutura agrária da Europa possui um grande número de propriedades familiares, cerca de 90% das unidades agrícolas utilizam mão de obra familiar. Outro importante fator desse setor é a grande quantidade de subsídios oferecidos aos agricultores, na tentativa de tornar a agricultura europeia mais competitiva e manter a Europa autossuficiente em alguns produtos agrícolas. A agropecuária sofreu um intenso processo de mecanização, aumentando a capacidade produtiva. Além disso, existe uma política de subsídios forte por parte dos governos. Além disto, também existe protecionismo, isto é, diversas barreiras econômicas e/ou fitossanitárias para produtos agropecuários de outros países. Os principais produtos são o trigo, na França e Ucrânia, a cevada, no limite com os bosques setentrionais, e o centeio, em alternância com a batata, em solos arenosos. Na área do mediterrâneo encontramos o cultivo de oliveiras e videiras, azeite e vinho, respectivamente, além do cultivo de frutas e legumes. A pecuária é praticada empregando alta tecnologia, principalmente nos países nórdicos e baixos, com rebanhos bovinos para consumo da carne e derivados do leite, e suínos. A pesca tem alguma importância nos países da Escandinávia, Portugal e Espanha. As espécies mais comuns são o bacalhau, atum e sardinha. O petróleo é o produto mais importante para o extrativismo, sendo encontrado no mar do Norte e na Rússia.
O setor secundário, indústria, já foi o mais importante da Europa, mas perdeu importância frente ao setor terciário, de serviços e comércio. Ainda assim, a Europa apresenta uma indústria forte, principalmente na região centro-ocidental, focada na produção de bens de consumo. Os países com maior importância industrial são Alemanha, França, Inglaterra e Rússia. A indústria europeia é bem diversificada e muito competitiva, apesar de perder a liderança para os EUA, Japão e mais recentemente, para a China. Os principais setores são o de metalurgia, siderurgia, química e petroquímica, elétrica e eletrônica, energia, com grande foco em energias renováveis, desenvolvimento e tecnologia, transportes e bens de consumo compostos principalmente por carros, celulares, ótica, alimentação, têxtil e de moda. Com o fim da Guerra Fria e a Queda da “Muralha de Ferro” que dividia a Europa Ocidental da Europa Oriental, surgiram oportunidades de investimentos em diversos países que eram socialistas. Com o avanço do capitalismo na Europa Oriental, esses países estão se tornaram área de influência da União Europeia, principalmente através das relações comerciais e dos investimentos que a Alemanha (unificada) passou a fazer na região. Concessões e outras formas de garantias estatais locais estão transformando a maioria das redes de infraestrutura física em negócios lucrativos. Desde a geração de eletricidade até a construção de rodovias e reconstrução de ferrovias, todas elas podem oferecer muito a longo prazo. Tais projetos estão em andamento na Hungria e na Polônia e estão sendo considerados em outros países da Europa Oriental. Alguns países ainda estão enfraquecidos por estarem passando por uma fase de transição entre o socialismo e o capitalismo. O processo de industrialização do leste europeu realizou-se durante a Guerra Fria às custas de imensos danos ambientais. Muitas cidades da região, cidades industrializadas em plena Europa, sequer possuem tratamento d'água para toda a população ou adequada destinação para o esgoto e o lixo. A inserção daqueles países numa economia moderna demandará a aplicação de imenso volume de recursos financeiros no tratamento dos problemas ambientais, principalmente no controle da poluição industrial e na recuperação de elementos da natureza destruídos por muitos anos de descaso. Estas empresas que ficavam localizadas na Europa Ocidental, estão sendo atraídas para a Europa Oriental principalmente por causa de:
uso de mão de obra barata e disciplinada;
melhor acesso às matérias-primas do país;
infraestrutura adequada para rápida exportação;
acesso ao amplo mercado consumidor do país sem a passagem dos produtos por barreiras e tarifas alfandegárias;
baixos impostos locais, incluindo a isenção fiscal para a importação de produtos e maquinários industriais;
leis ambientais mais frágeis.
O setor terciário que mais contribui para economia europeia . A transição do setor secundário para o terciário é comum em países desenvolvidos, já que muitos desses países terceirizam suas fábricas para países com mão de obra mais barata. A terceirização, somada à alta mecanização das fábricas, fez com que o número de empregados do setor secundário caísse. O poder de compra da população europeia também contribuiu para o fortalecimento do setor terciário. Nesse setor, podemos citar os transportes, os bancos, os serviços de internet, o comércio, tanto interno como de importação e exportação e o turismo, que tem um grande peso nos ganhos desse setor. O conjunto de atividades relacionadas ao turismo é uma das atividades que mais cresceu na última década. O faturamento do turismo nesse período coloca o setor ao lado da indústria petrolífera, da indústria automobilística, da indústria de armamentos e dos serviços financeiros, incluindo uma gama variada das atividades citadas anteriormente. A Europa é, de longe, o mais importante destino de turistas, devido a seus atrativos históricos e culturais: monumentos, museus, arquitetura, espaços públicos, além da costa mediterrânea, muito procurada nos meses de verão, principalmente pelos próprios europeus, e dos Alpes, cobiçados durante o inverno. Além disso, possui infraestrutura para receber o grande fluxo anual de pessoas de fora, que, em alguns países supera em volume a própria população residente. Os mais visitados são a França, a Espanha, a Itália, o Reino Unido e a Alemanha.